maio 16, 2026

Brasil corre contra o relógio para atender rastreabilidade exigida pela UE

A aprovação provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia, a partir de 1º de maio, vai aumentar a competitividade e rentabilidade do agro brasileiro.

Mas exige a rastreabilidade rigorosa, de toda a cadeia produtiva, para atender os padrões ambientais exigidos pelos europeus. A urgência aumenta com a aproximação da Regulação Europeia Contra o Desmatamento (EUDR), que entrará em vigor em 30 de dezembro de 2026. A partir dessa data será obrigatória a comprovação de origem de todos os produtos enviados a Europa. O bloco proíbe a comercialização de produtos originados de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020.

Tecnologia amplia acesso da carne brasileira ao mercado halal

O avanço de ferramentas de rastreabilidade, como blockchain, inteligência artificial e leitura por QR Code, vem reduzindo uma das principais barreiras para a carne brasileira ganhar mais espaço no mercado halal: provar, com mais transparência e velocidade, que toda a cadeia seguiu as exigências religiosas, sanitárias e comerciais exigidas pelos compradores. O movimento importa porque o Brasil já lidera as exportações globais de alimentos halal e tenta ampliar presença em mercados do Oriente Médio, da Ásia e da África.

Acordo UE-Mercosul abre janela para agronegócio brasileiro reposicionar imagem no exterior

A entrada em vigor provisória do acordo comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul, marcada para 1º de maio, abre um novo ciclo para o agronegócio brasileiro. O movimento vai além do acesso tarifário, pois coloca em pauta o posicionamento do setor diante de um mercado cada vez mais orientado por critérios de origem, transparência e práticas ambientais.
O tema foi debatido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), com a participação do conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília, Damian Vicente Lluna.

Mapa institui Grupo de Trabalho para fortalecer sustentabilidade na cadeia da carne bovina

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu, no último dia 26, por meio da Portaria nº 898, o Grupo de Trabalho (GT) Carne Bovina Sustentável – Cadeia de Fornecimento, com a finalidade de avaliar e propor práticas agropecuárias sustentáveis na cadeia de fornecimento da carne bovina.

O GT tem como objetivo formular propostas voltadas à promoção da transparência, à integração de informações públicas e privadas, ao uso de bases oficiais de dados, bem como ao desenvolvimento e à aplicação de ferramentas de rastreabilidade e de práticas agropecuárias sustentáveis em toda a cadeia de fornecimento da carne bovina.

Febrac apoia avanço da rastreabilidade bovina e destaca exigências do mercado internacional

A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) defende o avanço da rastreabilidade bovina e avalia que o sistema deve ganhar peso nas exigências feitas por compradores da carne brasileira no mercado internacional. A entidade acompanha a iniciativa conduzida pela Secretaria da Agricultura no Rio Grande do Sul para ampliar esse controle nos rebanhos.

Novo modelo de GTAs visa facilitar a vida do produtor rural

O ano começou com avanço tecnológico importante para o agronegócio em São Paulo. A partir de  janeiro de 2026, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, atualizou o Sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE), ferramenta digital responsável pela emissão de documentos sanitários e de trânsito agropecuário. 

O ano começou com avanço tecnológico importante para o agronegócio em São Paulo. A partir de  janeiro de 2026, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, atualizou o Sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE), ferramenta digital responsável pela emissão de documentos sanitários e de trânsito agropecuário. 

Rastreabilidade na pecuária se consolida como estratégia-chave na cadeia da carne e fortalece a agenda ESG

A rastreabilidade na cadeia da carne deixou de ser apenas uma exigência sanitária e passou a ocupar papel estratégico na competitividade da pecuária e da indústria frigorífica. Além de assegurar segurança alimentar, o controle da origem dos animais e dos processos produtivos tornou-se essencial para atender às demandas da agenda ESG (ambiental, social e governança) e às exigências dos mercados internacionais.

Pecuária sustentável do Pará impressiona ministro do clima da Noruega

Durante a COP30 em Belém, a visita do ministro do clima da Noruega, Andreas Bjelland Eriksen, ao Pará consolidou uma parceria simbólica entre conservação ambiental, desenvolvimento econômico e pecuária sustentável. No Sítio Santana, em Inhangapi, Eriksen conheceu de perto o programa estadual de Pecuária Sustentável, uma iniciativa que une boas práticas de manejo, rastreabilidade e produção responsável para proteger a floresta amazônica enquanto gera renda para produtores rurais.