setembro 29, 2026

Integração entre CAR e GTA pode acelerar rastreabilidade do gado no Brasil

A integração de bases de dados que já existem nos Estados pode acelerar a rastreabilidade da pecuária bovina brasileira e ampliar a capacidade do país de comprovar a origem dos animais destinados à produção de carne. A proposta é associar as informações territoriais do Cadastro Ambiental Rural (CAR) aos registros de movimentação dos rebanhos presentes na Guia de Trânsito Animal (GTA).

A recomendação faz parte de estudo da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que defende o uso das estruturas existentes como uma alternativa para avançar, no curto prazo, no monitoramento socioambiental da cadeia pecuária. A entidade publicou em setembro materiais voltados justamente ao avanço da rastreabilidade socioambiental no país.

Rastreabilidade bovina depende de incentivos e maior participação dos frigoríficos, aponta estudo

Recomendações geradas permitem refletir sobre ações em todo o Brasil — Foto: Marcus Mesquita/Divulgação

A atuação da indústria junto a pecuaristas e a criação de mecanismos de incentivo financeiro foram destacados como pontos estratégicos para ampliar a rastreabilidade individual de bovinos no Brasil por um estudo realizado pelo Imaflora com base em projetos realizados pela ONG Amigos da Terra e a Fundação Solidaridad no Pará.

O documento reúne recomendações para criação de políticas públicas que promovam a rastreabilidade da cadeia de carne bovina sem perder de vista a regularização ambiental desses produtores e a sua reinserção no mercado pecuário.

Estudo propõe protocolo unificado para rastrear cadeias de soja e carne no Brasil

Um estudo inédito do instituto WRI Brasil propôs um protocolo unificado para as cadeias de soja e carne bovina brasileiras, visando facilitar o comércio com a China e atender às exigências internacionais sem criar novas regras. O grupo responsável entende que o Brasil já possui ferramentas suficientes para monitorar desmatamento e rastreabilidade, mas ressalta que elas são pulverizadas e utilizam critérios diferentes. A ideia é integrar essas iniciativas em um único referencial.

China adota selo socioambiental do Imaflora para garantir carne brasileira sem desmatamento

Principal destino das exportações de carne bovina brasileira, a China vai começar a aceitar uma nova certificação que atesta que os produtos não estão associados a desmatamento. Chamado Beef on Track (BoT), o selo foi desenvolvido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) para monitorar e verificar a conformidade socioambiental da carne do país.

Brasil corre contra o relógio para atender rastreabilidade exigida pela UE

A aprovação provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia, a partir de 1º de maio, vai aumentar a competitividade e rentabilidade do agro brasileiro.

Mas exige a rastreabilidade rigorosa, de toda a cadeia produtiva, para atender os padrões ambientais exigidos pelos europeus. A urgência aumenta com a aproximação da Regulação Europeia Contra o Desmatamento (EUDR), que entrará em vigor em 30 de dezembro de 2026. A partir dessa data será obrigatória a comprovação de origem de todos os produtos enviados a Europa. O bloco proíbe a comercialização de produtos originados de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020.

Tecnologia amplia acesso da carne brasileira ao mercado halal

O avanço de ferramentas de rastreabilidade, como blockchain, inteligência artificial e leitura por QR Code, vem reduzindo uma das principais barreiras para a carne brasileira ganhar mais espaço no mercado halal: provar, com mais transparência e velocidade, que toda a cadeia seguiu as exigências religiosas, sanitárias e comerciais exigidas pelos compradores. O movimento importa porque o Brasil já lidera as exportações globais de alimentos halal e tenta ampliar presença em mercados do Oriente Médio, da Ásia e da África.

Acordo UE-Mercosul abre janela para agronegócio brasileiro reposicionar imagem no exterior

A entrada em vigor provisória do acordo comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul, marcada para 1º de maio, abre um novo ciclo para o agronegócio brasileiro. O movimento vai além do acesso tarifário, pois coloca em pauta o posicionamento do setor diante de um mercado cada vez mais orientado por critérios de origem, transparência e práticas ambientais.
O tema foi debatido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), com a participação do conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília, Damian Vicente Lluna.

Mapa institui Grupo de Trabalho para fortalecer sustentabilidade na cadeia da carne bovina

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu, no último dia 26, por meio da Portaria nº 898, o Grupo de Trabalho (GT) Carne Bovina Sustentável – Cadeia de Fornecimento, com a finalidade de avaliar e propor práticas agropecuárias sustentáveis na cadeia de fornecimento da carne bovina.

O GT tem como objetivo formular propostas voltadas à promoção da transparência, à integração de informações públicas e privadas, ao uso de bases oficiais de dados, bem como ao desenvolvimento e à aplicação de ferramentas de rastreabilidade e de práticas agropecuárias sustentáveis em toda a cadeia de fornecimento da carne bovina.

Febrac apoia avanço da rastreabilidade bovina e destaca exigências do mercado internacional

A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) defende o avanço da rastreabilidade bovina e avalia que o sistema deve ganhar peso nas exigências feitas por compradores da carne brasileira no mercado internacional. A entidade acompanha a iniciativa conduzida pela Secretaria da Agricultura no Rio Grande do Sul para ampliar esse controle nos rebanhos.