maio 20, 2026

Pastejo diferido reduz custos e ajuda pecuária na seca

Com a aproximação do período seco, cresce a preocupação dos pecuaristas com a oferta de alimento para o rebanho sem aumento expressivo dos custos de produção. Nesse cenário, o pastejo diferido vem ganhando espaço como alternativa para garantir forragem durante a estiagem e reduzir a necessidade de volumosos.

A estratégia consiste em vedar áreas de pastagem ainda no período das águas para acumular massa de forragem que será utilizada ao longo da seca. A prática tem sido adotada principalmente em regiões onde a queda das chuvas afeta diretamente a disponibilidade e a qualidade do pasto.

Oferta de pasto vale mais que qualidade na seca?

Neste novo vídeo do Pastagem em Foco, o engenheiro agrônomo Felipe Moura, colunista convidado do programa Terraviva DBO na TV, mostra por que a oferta de pasto pode ser mais importante do que a qualidade da forragem durante a seca.

Com leguminosa, fazenda no Acre eleva em 50% produtividade da pastagem

O consórcio de leguminosas com gramíneas está ganhando protagonismo como uma das formas mais eficientes e baratas de aumentar produtividade e sustentabilidade na pecuária de corte. Essas plantas fixam nitrogênio atmosférico no solo, reduzindo drasticamente a necessidade de adubação nitrogenada e ajudando a frear a degradação dos pastos, ao mesmo tempo em que prestam importantes serviços ecossistêmicos, como ciclagem de nutrientes, sequestro de carbono e melhoria da estrutura do solo.

Entre o boi e a floresta: a nova lógica da pecuária regenerativa no Brasil

A pecuária regenerativa vem ganhando espaço no Brasil como um modelo de produção de carne e leite que alia produtividade à conservação ambiental. Baseado na recuperação da saúde do solo, no aumento da biodiversidade e no sequestro de carbono, o sistema aposta no manejo estratégico das pastagens para tornar a atividade mais sustentável.

Antecipasto resulta em disponibilidade e qualidade de pasto no inverno

Durante Dia de Campo realizado na Estância Retiro do Sertão, em Nova Alvorada do Sul, MS, em abril de 2026 (“Sistema Antecipasto e estilosantes integrando solos arenosos”), o engenheiro agrônomo Carlos Eduardo Barbosa foi enfático em dizer a produtores rurais e técnicos que em área de Sistema Antecipasto “a gente tem segurança de que terá pasto no inverno sem falha”, tanto na Estância Retiro do Sertão, onde os solos são mais arenosos, quanto na Estância Rosa Branca em Rio Brilhante, MS.

Novas cultivares de forrageiras garantem pastagens produtivas no Cerrado

O alicerce dessa transformação é a atualização das cultivares de forrageiras, substituindo capins obsoletos por cultivares modernas disponíveis no mercado. Esse novo conjunto de cultivares elite eleva o teto produtivo da pastagem, entregando maior resistência a estresses abióticos, como tolerância a cigarrinhas e à seca, por exemplo.

Na prática, a adoção dessas cultivares melhora a produtividade do pasto, a eficiência de pastejo, aumentando a taxa de lotação e o ganho de peso animal. O resultado é a maior produção de carne e leite e, consequentemente, melhor rentabilidade do negócio.

Mesa da Pecuária propõe ajustes para ampliar recuperação de pastagens no Brasil

A recuperação de pastagens degradadas ganhou protagonismo na agenda do agronegócio brasileiro com o lançamento do Programa Caminho Verde Brasil, em 2025. Diante desse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável apresentou um conjunto de recomendações para aprimorar a política pública, com foco em ampliar sua efetividade e alcance no campo.

O material foi elaborado pelo Grupo de Trabalho de Terra da instituição e traz uma análise técnica sobre o desenho do programa, incluindo avanços, limitações e propostas para fortalecer a implementação junto aos produtores rurais. A iniciativa busca contribuir para que a recuperação de áreas ocorra com maior escala, previsibilidade e acesso.