outubro 1, 2026

Chegada das chuvas exige ajuste na altura do pasto para estimular rebrota

A volta das chuvas marca uma mudança importante no manejo das pastagens. Depois dos meses de seca e menor crescimento das forrageiras, o aumento da umidade favorece a retomada da produção de capim. Para aproveitar esse potencial, porém, o produtor precisa observar as condições em que o pasto chega ao início das águas.

Segundo o zootecnista e especialista em gestão de pastagens Edmar Peluso, ajustes realizados nesse período podem influenciar a capacidade de rebrota e a produção de forragem nos meses seguintes.

Pasto precisa acompanhar evolução genética do gado para pecuária produzir mais, diz pesquisador

A pecuária brasileira avançou nas últimas décadas em genética, reprodução, nutrição e desempenho dos animais, mas parte das pastagens não acompanhou a mesma velocidade de transformação. Esse descompasso pode limitar o ganho de peso, a lotação das áreas e a quantidade de carne produzida por hectare.

A avaliação é do pesquisador Marcelo Ayres, da Embrapa Cerrados, que discutiu o papel das forrageiras durante a 34ª Expoabra, realizada no Parque de Exposição Granja do Torto, em Brasília.

Inteligência artificial indica hora certa de colocar e retirar o gado do pasto

O uso de drones combinado à inteligência artificial está ampliando as possibilidades de monitoramento das pastagens na pecuária. A partir de imagens aéreas e do processamento de dados, a tecnologia consegue avaliar características da forragem e auxiliar o produtor na definição do momento adequado para colocar ou retirar os animais de determinado piquete.

O objetivo é transformar informações sobre as condições do pasto em decisões de manejo mais rápidas e precisas. O trabalho é desenvolvido pelo zootecnista Leandro Barbero, professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que pesquisa a aplicação da tecnologia desde 2017.

Forrageiras: o investimento mais estratégico para agricultura moderna

A eficiência no uso da terra e o controle dos custos de produção são fatores essenciais para a gestão das propriedades rurais. Em um cenário de variações nos preços das commodities agrícolas, do custo dos insumos e das taxas de juros, a eficiência do sistema produtivo impacta diretamente a estabilidade financeira das atividades rurais. 

Neste contexto, as plantas forrageiras deixam de ser apenas um componente da pecuária para assumir um papel estratégico na agricultura moderna. Mais do que culturas de cobertura, elas contribuem para a saúde do solo, reduzem riscos de produção, aumentam a produtividade e fortalecem a rentabilidade das lavouras, especialmente em períodos de instabilidade econômica e climática.

Agosto e setembro são estratégicos para planejar formação de pastagens antes das chuvas

A formação de uma pastagem produtiva começa antes da chegada das primeiras chuvas. Os meses de agosto e setembro são considerados estratégicos para que o pecuarista avalie as condições das áreas, faça o planejamento da correção do solo, escolha as cultivares e organize a compra de sementes e as operações necessárias para o plantio.

A antecipação permite que, com a regularização das chuvas, a propriedade esteja preparada para aproveitar a janela mais adequada de implantação. Além de reduzir riscos, o planejamento evita decisões de última hora e a concentração de atividades justamente no período em que aumenta a demanda por máquinas, insumos e mão de obra.

Expointer destaca forrageiras para aumentar produtividade e qualidade das pastagens

Neste ano, a diversidade de plantas forrageiras apresentadas aos produtores na 49ª Expointer reforça a importância do manejo adequado das pastagens para a produtividade e a conservação do solo. No espaço dedicado ao tema, é possível conferir cultivares de inverno tradicionalmente utilizadas na alimentação animal e novas opções voltadas à recuperação de áreas de pastagem, além de uma coleção de plantas perenes para pastejo no período de verão.

Entre as espécies de inverno apresentadas estão trigo, cevada, triticale e diferentes cultivares de aveia. A proposta é demonstrar alternativas capazes de produzir grande quantidade de matéria seca e, ao mesmo tempo, contribuir para a melhoria das condições do solo.

Corteva Agriscience apresenta na Expointer soluções para o manejo de plantas daninhas tóxicas

A Corteva Agriscience, por meio da Linha Pastagem, apresenta suas soluções para o controle de plantas daninhas no pasto durante a 49ª Expointer, realizada entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro, no Parque Assis Brasil, em Esteio (RS).

A Corteva Agriscience, por meio da Linha Pastagem, apresenta suas soluções para o controle de plantas daninhas no pasto durante a 49ª Expointer, realizada entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro, no Parque Assis Brasil, em Esteio (RS).

No evento, o Time Técnico da empresa vai orientar os visitantes sobre a importância do controle de plantas daninhas tóxicas, entre elas a Maria-Mole (Senecio spp.), que causa a morte por intoxicação em bovinos no Rio Grande do Sul, sendo responsável por mais de 50% dos óbitos por invasoras tóxicas no estado, segundo dados do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura e Pecuária do Governo do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi).

Embrapa lança nova opção de pastagem para solos ácidos e pouco férteis

A chegada da BRS Carinás ao mercado amplia as opções de forrageiras para pecuaristas que trabalham em áreas com solos ácidos e de baixa fertilidade. Pesquisadores da Embrapa apresentaram as principais características da nova cultivar durante uma live realizada no último dia 17, voltada especialmente aos produtores rurais do Cerrado.

A cultivar foi desenvolvida pela Embrapa, em parceria com a Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto). O novo material combina rusticidade com maior produção de folhas e forragem, além de apresentar potencial para elevar a produtividade animal.