A inclusão de leguminosas em pastagens consorciadas com gramíneas representa um salto qualitativo e econômico para a pecuária

O consórcio de leguminosas com gramíneas está ganhando protagonismo como uma das formas mais eficientes e baratas de aumentar produtividade e sustentabilidade na pecuária de corte. Essas plantas fixam nitrogênio atmosférico no solo, reduzindo drasticamente a necessidade de adubação nitrogenada e ajudando a frear a degradação dos pastos, ao mesmo tempo em que prestam importantes serviços ecossistêmicos, como ciclagem de nutrientes, sequestro de carbono e melhoria da estrutura do solo.
Com maior teor de proteína e melhor digestibilidade que a maioria das gramíneas tropicais, especialmente na seca, as leguminosas elevam diretamente o desempenho animal, sustentando mais carne por hectare com menor impacto ambiental. Na prática, isso se traduz em ganhos consistentes em cria e recria: vacas em pastos consorciados mantêm melhor condição corporal, aumentam taxa de prenhez e desmamam bezerros mais pesados, enquanto animais em recria alcançam ganhos médios diários mais altos e encurtam o tempo até o abate ou a primeira cria.
A Fazenda Guaxupé, em Rio Branco (AC), ilustra o potencial econômico dessa estratégia: com apenas 20% de amendoim forrageiro consorciado a gramíneas adaptadas, a produtividade das pastagens aumentou 50%, saltando para 12@/ha/ano, contra a média de 8@/ha/ano do Acre.
Fonte: Redação Portal DBO






