Suplementação ajuda a evitar perdas por clima na pecuária

A redução na qualidade e disponibilidades de pasto natural para o gado é uma realidade já visível em algumas localidades do Rio Grande do Sul com o excesso de chuvas registrado no mês de julho. Com o fenômeno El Niño já manifestando efeitos no Sul do país, com níveis elevados de chuvas e temperaturas mais elevadas, o pecuarista precisa pensar na suplementação para evitar a perda de peso e garantir a manutenção da condição corporal e sanitária dos animais.
Série Especial | Suplementação na Seca

A seca representa um dos períodos mais desafiadores para a pecuária brasileira. À medida que as pastagens perdem qualidade e disponibilidade de nutrientes, os impactos vão muito além da redução do ganho de peso dos animais. Para os bezerros, justamente na fase de maior crescimento, esse cenário pode comprometer o desenvolvimento corporal, aumentar a incidência de doenças e reduzir o potencial produtivo futuro.
Os pilares da suplementação eficiente na recria e para o boi de 24 meses

A idade de abate é, cada vez mais, um divisor de águas na pecuária de corte brasileira e a recria tem protagonismo direto em quando o animal sairá da fase final de engorda para o frigorífico.
De modo geral, o período de cria tende a ficar próximo de sete meses e a terminação, num contexto intensivo, costuma se resolver entre 90 e 120 dias.
Onde o relógio realmente aperta é na recria, fase que pode ser de 8 meses (na RIP) ou ultrapassar a barreira dos 30 meses em sistemas pouco tecnificados, o que não os torna elegíveis ao fornecimento do boi China.
Suplementação nas águas eleva desempenho e pode encurtar ciclo da pecuária de corte

A abundância de pasto durante a estação das águas ainda leva muitos pecuaristas a reduzir ou suspender a suplementação do rebanho. A lógica, baseada na alta oferta de forragem, nem sempre se sustenta na prática. Especialistas alertam que, mesmo nesse período, há limitações nutricionais que podem comprometer o desempenho dos animais e a eficiência do sistema produtivo.
Suplementação impulsiona produtividade e qualidade da carne bovina no Brasil

O Brasil mantém posição de destaque entre os maiores produtores de carne bovina do mundo e deve alcançar 10,4 milhões de toneladas em 2025, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mercado externo, o desempenho também chama atenção: apenas em novembro, o país exportou 356 mil toneladas de carne bovina, volume 36,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2024, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Manejo de pasto e suplementação para elevar desempenho do gado de corte

A pecuária brasileira segue em expansão. Entre 2004 e 2024, a produção de carne bovina cresceu mais de 25%, alcançando 11,8 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC). Segundo a ABIEC, o país exportou 2,89 milhões de toneladas no último ano, o que representa 32% de tudo o que produziu. Impulsionado pelo mercado internacional, o setor tem intensificado tecnologias e manejo para elevar produtividade.
Rações tecnológicas promovem alta performance do gado de elite

Fornecer uma nutrição balanceada com produtos robustos desde o nascimento dos bovinos de corte é fundamental para explorar os potenciais produtivo e reprodutivo desses animais
WEBSÉRIE Transição entre a seca e as àguas, com sucesso: o segredo está na suplementação proteica
O período de transição entre a seca e o início das chuvas é um divisor de águas para a pecuária. Depois de meses enfrentando pastagens secas, pobres em nutrientes e com baixo teor de proteína, o rebanho se depara com o rebrote do capim verde e mais digestível. Parece o cenário perfeito, mas a mudança brusca pode comprometer o desempenho dos animais e impactar a produtividade da fazenda.
É nesse momento que a suplementação proteica se consolida como uma das estratégias mais importantes para manter a condição corporal do gado, evitar problemas digestivos e preparar o rebanho para ganhos consistentes durante a estação chuvosa.
Escore corporal na seca: produção, reprodução e saúde no pós-parto
Por Rogério Rezende Cardoso A impossibilidade de medir o consumo individual dos animais, mas apenas o consumo médio dentro dos lotes, leva o escore corporal a ser uma ferramenta que possibilita a avaliação do aproveitamento da dieta por cada animal. A escala de escore corporal mais utilizada para vacas leiteiras é a proposta por Edmonson, sendo que os escores variam de […]
Suplementação na Seca é o segredo para manter o desempenho do rebanho nessa época

Segredo para manter o desempenho do rebanho na seca é garantir a suplementação do rebanho.