julho 23, 2024

Energia solar alia sustentabilidade a economia e cresce no Brasil

Uma das principais empresas do segmento, a GDSUN projeta atingir 470 MWp de capacidade instalada at√© 2025 Brasil atingiu em novem¬≠bro a marca de 15,3 gigawatts na capacidade instalada para gera√ß√£o distribu√≠da de energia. No contexto, a fonte solar re¬≠presenta nada menos que 98% do total, com 15 gigawatts, suficientes para o abastecimento de 7,5 mi¬≠lh√Ķes de resid√™ncias. Os n√ļmeros s√£o da As¬≠socia√ß√£o Brasileira de Gera√ß√£o Distribu√≠da (ABGD). O presidente da entidade, Guilherme Chrispim, destaca que a pot√™ncia, no dia 31 de dezembro, vai ser o dobro da registrada no final de 2021. As vantagens oferecidas ao consumidor, a seu ver, s√£o n√≠tidas: no Brasil, a disponi¬≠bilidade de luz solar √© gigante e a estrutura para gera√ß√£o dis¬≠tribu√≠da tende a se espalhar por todo o territ√≥rio nacio¬≠nal. “Trata-se de uma fonte de energia limpa, democr√°tica, acess√≠vel a todos”, resume. Arthur Sousa, CEO da GD¬≠SUN, empresa que atua no de¬≠senvolvimento e gera√ß√£o de energia solar, afirma que a op¬≠√ß√£o pela fonte alia economia e sustentabilidade. O Marco Legal da Gera√ß√£o Distribu√≠da (Lei 14.300/2022), segundo ele, conferiu regras claras e estabilidade ao setor para que investidores, como a GDSUN, continuassem apos¬≠tando neste mercado. “Pla¬≠nejamos ter 100% dos nossos projetos em portf√≥lio e no pi¬≠peline dentro da janela regu¬≠lat√≥ria, o que permite a com¬≠pensa√ß√£o integral da energia gerada at√© 2045. Ainda segundo o executivo, o movimento do Marco Legal re¬≠sultou em uma alta demanda por parte de grandes empresas e di¬≠versos setores. “√Č crescente o n√ļ¬≠mero de companhias querendo entrar ou ampliar a gera√ß√£o distri¬≠bu√≠da no seu modelo de neg√≥cio, seja para autoconsumo ou para o mercado de varejo”, diz. O detalhe √© que o regime vale para sistemas protocolados at√© 6 de janeiro de 2023. De olho na janela regulat√≥ria, a GDSUN montou um plano de expans√£o robusto. A capacidade instalada atual de 106 megawatt¬≠-pico (MWp), espalhada por usinas em 8 Estados do Pa√≠s, vai dobrar j√° no primeiro semestre de 2023. Para os dois anos seguintes est√° previsto um ciclo de cres¬≠cimento ainda maior, com a inclus√£o de mais 225 MWp de capacidade do seu pipeline de projetos. No final de 2025, a empresa vai estar presente em 17 estados brasileiros, com 470 MWp de capacidade instalada. Com o objetivo de mitigar o impacto ambiental provocado pela instala√ß√£o das usinas de energia solar, a GDSUN financia diversos projetos de sustentabilidade. Mais recentemente, a empresa iniciou uma parceria com o Instituto de Pesquisas Ecol√≥gicas (IP√ä) para financiar o reflorestamento de √°reas de Mata Atl√Ęntica dentro do Projeto Corredores de Vida, realizado no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do Estado de S√£o Paulo. A iniciativa prev√™ a restaura√ß√£o de 20 hectares de florestas e contribuir√° para a consolida√ß√£o do maior corredor ecol√≥gico j√° implantado na Mata Atl√Ęntica, que liga a Esta√ß√£o Ecol√≥gica Mico-Le√£o-Preto √†s Unidades de Conserva√ß√£o Parque Estadual Morro do Diabo. “Ser√£o cultivadas 32 mil √°rvores nativas da regi√£o”, afirma Marina Carvalho Travaglia, gerente de HSE & ESG da GDSUN. Com dura√ß√£o prevista de tr√™s anos, a parceria com o IP√ä tamb√©m prev√™ a conserva√ß√£o de esp√©cies amea√ßadas que vivem na regi√£o, como o pr√≥prio mico-le√£o-preto, al√©m de fortalecer a gera√ß√£o de renda para as comunidades do entorno, que trabalham em atividades ligadas ao projeto. “Queremos ir al√©m da sustentabilidade, que √© inerente ao neg√≥cio de energia solar”, conclui Marina. Fonte: Terra Curadoria: Boi a Pasto

Tecnologia impulsiona os resultados da pecu√°ria de corte e leite

Na cadeia do leite, por√©m, a pecu√°ria foi prejudicada pelo fen√īmeno La Ni√Īa, que provocou uma entressafra antecipada No √ļltimo dia 7/12, um time de especialistas do neg√≥cio de Ruminantes da DSM se reuniu em S√£o Paulo com a imprensa segmentada do Agroneg√≥cio para trazer um balan√ßo de 2022 e falar das perspectivas para 2023. Para os especialistas, apesar da retomada decorrente da flexibiliza√ß√£o ap√≥s a pandemia de Covid-19, o Brasil foi desafiado com a alta na infla√ß√£o que gerou impacto sobre o consumo de alimentos no pa√≠s, de maneira geral, e de carne vermelha, em particular, passando pelas quest√Ķes relacionadas √† guerra entre R√ļssia e Ucr√Ęnia que dificultou o acesso da produ√ß√£o agropecu√°ria a insumos. Um ponto que ajudou a segurar o mercado foi o fato de as exporta√ß√Ķes de carne bovina baterem recorde, somando 190 mil toneladas em outubro, segundo dados da Secret√°ria de Com√©rcio Exterior (Secex). Os embarques da prote√≠na para pa√≠ses como a China, que lidera o ranking de importadores, somado ao aumento da oferta e maior velocidade no ciclo de baixa de pre√ßos para todas as categorias animais, contribu√≠ram para esse cen√°rio apontando para o positivo. Leite Na cadeia do leite, por√©m, a pecu√°ria foi prejudicada pelo fen√īmeno La Ni√Īa, que provocou uma entressafra antecipada, com custos de produ√ß√£o elevados que desanimaram o produtor. Mesmo assim, a oferta tende a melhorar no final do segundo semestre, com recupera√ß√£o da produ√ß√£o e maior importa√ß√£o de latic√≠nios. “Mais uma vez, a pecu√°ria de corte e de leite se mostrou essencial ao desenvolvimento do nosso pa√≠s. Tivemos uma s√©rie de desafios ao longo desse ano, que foram tratados com muito cuidado pelos produtores, os verdadeiros protagonistas do nosso setor”, aponta Sergio Schuler, vice-presidente do neg√≥cio de Ruminantes da DSM para a Am√©rica Latina. Ao refor√ßar o protagonismo da atividade pecu√°ria na economia brasileira, contudo, Schuler n√£o deixa de mencionar os avan√ßos dos produtores para a ado√ß√£o de tecnologia no campo, de modo a impulsionar os resultados buscando produtividade, efici√™ncia e rentabilidade e, consequentemente, preservando o capital alocado na produ√ß√£o rural. Nutri√ß√£o animal Juliano Sabella, mencionou algumas inova√ß√Ķes relevantes e que melhoram os √≠ndices zoot√©cnicos dos bovinos de corte e leite e a rentabilidade dos produtores com aditivos, ingredientes de alta tecnologia exclusivos que combinados aos Minerais Tortuga, trazem uma s√©rie de benef√≠cios para aumento da produtividade. Perspectivas 2023 Para 2023, a DSM espera um ano de incertezas para o setor, mas com desenvolvimento e uso de tecnologias e maior concentra√ß√£o na produ√ß√£o agropecu√°ria. Quando o assunto √© o segmento leiteiro, a companhia tem perspectivas de demanda ainda fragilizada, com o La Ni√Īa afetando o primeiro trimestre e custos ao produtor ainda elevados. J√° sobre os bovinos de corte, a demanda externa vai continuar aquecida, com c√Ęmbio favor√°vel. Apesar disso, a demanda interna ainda vai seguir sendo impactada, com poss√≠vel melhora nesse final de ano e ao longo do pr√≥ximo. “Teremos maior oferta de animais, o que inclui maior abate de f√™meas. Isso vai refletir diretamente na produ√ß√£o, que vai aumentar a partir desse ano, mas se prolongando principalmente em 2023 e 2024”, explica Schuler. Digitaliza√ß√£o  Foi apresentado uma plataforma (Prodap) de apoio ao produto rural que combina tecnologia, servi√ßos de consultoria e solu√ß√Ķes nutricionais personalizadas para impulsionar a efici√™ncia e a sustentabilidade na cria√ß√£o de animais.  “Com a integra√ß√£o da opera√ß√£o da Prodap, passamos a fortalecer o desenvolvimento de solu√ß√Ķes digitais para alcan√ßar mais mercados globalmente e um maior n√ļmero de esp√©cies de animais”, diz Schuler. Censo de Confinamento Um volume de 6,95 milh√Ķes de bovinos confinados. Esse foi o montante registrado pelo Censo de Confinamento DSM 2022, estruturado pelo Servi√ßo de Intelig√™ncia de Mercado da DSM e que mostra um aumento de 4% sobre os 6,69 milh√Ķes mapeados pela equipe da DSM em 2021, o que mostra um ritmo frequente √† medida que esse tamb√©m √© um n√ļmero 4% superior aos 6,4 milh√Ķes identificados em 2020. O rebanho de animais confinados esse ano mostra tamb√©m uma alta significativa de 46% frente ao primeiro levantamento, em 2015, que registrou 4,75 milh√Ķes de bovinos produzidos no sistema intensivo de produ√ß√£o. “O confinamento √© uma ferramenta estrat√©gica e uma tend√™ncia que contribui para melhorar a produtividade do rebanho. Os pecuaristas brasileiros est√£o percebendo isso e se movimentando para adotar as altas tecnologias que temos dispon√≠veis no mercado, ao mesmo tempo em que adequam as suas fazendas para receber essas solu√ß√Ķes”, avalia Hugo Cunha, gerente t√©cnico Latam de Confinamento da DSM. Fonte: Terra Curadoria: Boi a Pasto

Agro de SP deve fechar ano com crescimento de 14%

Expectativa da Faesp √© que o Valor Bruto da Produ√ß√£o Agropecu√°ria (VBP) do estado seja de R$ 139 bilh√Ķes no consolidado de 2022 O Valor Bruto da Produ√ß√£o Agropecu√°ria (VBP) paulista deve encerrar este ano na casa dos¬†R$ 139 bilh√Ķes. Ao menos essa √© a expectativa por parte do Sistema Federa√ß√£o da Agricultura e Pecu√°ria do Estado de S√£o Paulo / Servi√ßo Nacional de Aprendizagem Rural (Faesp/Senar-SP). A proje√ß√£o foi apresentada no in√≠cio da tarde desta quinta-feira (8), em coletiva de imprensa realizada na ‚ÄúCasa do Agricultor‚ÄĚ, sede da entidade localizada no centro paulistano. Caso se confirme, o VBP paulista fechar√° 2022 com crescimento de 14% no comparativo com o desempenho registrado em 2021. No ano passado, o VBP do estado foi de R$ 122 bilh√Ķes. Na compara√ß√£o com 2020, o salto √© ainda maior, de aproximadamente 48% ‚ÄĒ isso porque, na ocasi√£o, o setor foi respons√°vel por movimentar R$ 94 bilh√Ķes. Vice-presidente da Faesp, Tirso de Salles Meirelles ressaltou que, apesar das dificuldades enfrentadas desde o in√≠cio da pandemia da covid-19, o agro paulista foi al√©m de manter as atividades. Cresceu, conforme enfatizou. Crescimento esse que, de acordo com ele, se deu ‚ÄĒ e se d√° ‚ÄĒ em v√°rias frentes. Inclusive, na sustentabilidade nas atividades da pecu√°ria. ‚ÄúTemos tecnologia. Temos √°gua. Temos terra‚ÄĚ ‚ÄĒ Tirso de Salles Meirelles ‚ÄúNosso gado √© o √ļnico do mundo que √© ‚Äėverde’‚ÄĚ, afirmou Meirelles. Para embasar tal declara√ß√£o, ele chamou a aten√ß√£o para o fato de, em S√£o Paulo e em todo o Brasil, a pastagem representar cerca de 70% da base do setor. Os recursos naturais do pa√≠s tamb√©m foram ressaltados pelo vice-presidente da Faesp. ‚ÄúO Brasil √© o √ļnico pa√≠s do mundo a conseguir produzir at√© tr√™s safras por ano‚ÄĚ, disse. ‚ÄúTemos tecnologia. Temos √°gua. Temos terra‚ÄĚ, complementou dirigente da entidade. Desenvolvimento em tecnologia para seguir crescendo E para seguir em crescimento, um dos indicadores valorizados por Tirso de Salles Meirelles ter√° ao menos um investimento certo para o futuro pr√≥ximo. Isso porque a federa√ß√£o refor√ßou que em Ribeir√£o Preto, uma das maiores cidades do interior paulista, ir√° funcionar o Centro de Excel√™ncia em Cana-de-A√ß√ļcar. Conforme o nome sugere, o espa√ßo servir√° para lidar com a√ß√Ķes voltadas √† toda a cadeia produtiva do segmento sucroalcooleiro. O vice-presidente da Faesp disse, de forma breve, que a Faesp est√° liderando outros dois projetos relacionados √† tecnologia. Um trata da cria√ß√£o de uma escola a ter como base o munic√≠pio de S√£o Roque para levar, entre outros conhecimentos, t√©cnicas de big data para os pequenos produtores da regi√£o. O outro √© de um centro a servir como apoio √†s demandas das fam√≠lias assentadas em Mirante do Paranapanema e arredores. Agro paulista: em crescimento, mas sem ultrapassar o Paran√° Mesmo diante da proje√ß√£o de fechar este ano em crescimento de 14%, o agro paulista n√£o deve ultrapassar o Paran√° no ranking de VBP do pa√≠s. Nem agora e nem ao longo de 2023. Ao menos √© o que acredita o gerente do departamento econ√īmico da Faesp, Cl√°udio Silveira Brisolara. De acordo com ele, a troca de posi√ß√£o n√£o deve ocorrer justamente por causa da estagna√ß√£o ‚ÄĒ e das incertezas ‚ÄĒ em torno da principal atividade da agropecu√°ria de S√£o Paulo: a cana-de-a√ß√ļcar. ‚ÄúN√£o vejo essa possibilidade [de passar o Paran√° no ranking nacional do VBP em 2023]‚ÄĚ, respondeu Brisolara ao ser questionado pela reportagem do site do Canal Rural. At√© o momento, de janeiro a outubro de 2022, o estado de S√£o Paulo ocupa a terceira coloca√ß√£o na lista nacional do VBP, com participa√ß√£o de 11,7% do total. O Paran√° est√° logo √† frente, na segunda posi√ß√£o, com 11,9%. Mato Grosso lidera, com 18%, segundo os dados oficiais do Minist√©rio da Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento (Mapa). Situa√ß√£o da cana e de outras culturas da agropecu√°ria de SP No VBP paulista, a cana-de-a√ß√ļcar surge como a principal cultura. E com folga.¬†Com a perspectiva por parte da Faesp de movimentar no consolidado de 2022 R$ 43,69 bilh√Ķes, a atividade responde por 31,5% de todo o Valor Bruto da Produ√ß√£o Agropecu√°ria do estado. Boi gordo (13,26%) e soja (9,86%) completam o p√≥dio dos maiores respons√°veis pelo VBP de S√£o Paulo. O segmento sucroalcooleiro e a pecu√°ria de corte surgem no topo das exporta√ß√Ķes do agro paulista neste ano. De janeiro a outubro, o a√ß√ļcar apareceu como o principal produto de exporta√ß√£o da agropecu√°ria estadual. O segundo lugar no per√≠odo foi ocupado pela carne bovina, informou a Faesp. No per√≠odo, eles foram respons√°veis por receitas cambiais nas casas de US$ 5,5 bilh√Ķes e US$ 3 bilh√Ķes, respectivamente. Fonte: Canal Rural Curadoria: Boi a Pasto

Soja produz até 20% mais em consórcio de capim com leguminosas de cobertura

Experimentos foram realizados em Dourados, Navira√≠, Rio Brilhante, Nova Andradina, Vicentina e Ponta Por√£ Pesquisas da Embrapa Agropecu√°ria Oeste (MS) realizadas em seis munic√≠pios de Mato Grosso do Sul, e validadas por produtores rurais, mostram que o cons√≥rcio de gram√≠neas forrageiras com crotal√°rias (leguminosas de cobertura) resulta em um incremento de produtividade de at√© 20% no cultivo de soja. Al√©m disso, aumenta a quantidade e a qualidade de biomassa produzida pelas plantas e promove a FBN (fixa√ß√£o biol√≥gica de nitrog√™nio) no solo, aliando vantagens econ√īmicas e ambientais. Os experimentos foram realizados em Dourados, Navira√≠, Rio Brilhante, Nova Andradina, Vicentina e Ponta Por√£. ‚ÄúEm Dourados, Navira√≠ e Rio Brilhante, o cons√≥rcio de gram√≠nea forrageira com crotal√°ria foi uma alternativa para diversifica√ß√£o do sistema de produ√ß√£o de gr√£os na entressafra da soja. Nos outros munic√≠pios, o cons√≥rcio foi uma pr√°tica adicional para a renova√ß√£o de pastagens‚ÄĚ, complementa o analista Gess√≠ Ceccon. Palhada garantida A inclus√£o de leguminosas no sistema √© tamb√©m uma alternativa para a produ√ß√£o de palha e, no caso das crotal√°rias (dependendo da esp√©cie), h√° possibilidade de pastejo nos sistemas integrados. ‚ÄúA fixa√ß√£o de nitrog√™nio, proporcionada pelas leguminosas impacta positivamente os custos de produ√ß√£o a m√©dio prazo‚ÄĚ, diz o pesquisador Rodrigo Arroyo Garcia. As crotal√°rias utilizadas na pesquisa foram a C. juncea, C. ochroleuca e C. spectabilis. J√° as gram√≠neas forrageiras foram a brachiaria ruziziensis, brachiaria brizantha (cultivar Xara√©s) e panicum maximum (cultivares Tamani e Zuri). Outra vantagem foi a produ√ß√£o expressiva de biomassa para um sistema de produ√ß√£o consorciado, ultrapassando 7 mil quilos por hectare na safrinha, pr√≥ximos dos cerca de 8 mil kg/ha do capim solteiro. Al√©m da quantidade, a qualidade da biomassa tamb√©m √© relevante. Em alguns experimentos, a crotal√°ria contribuiu com mais de 2 toneladas por hectare em cerca de cem dias. Segundo o pesquisador Lu√≠s Armando Zago Machado, os dados foram obtidos em sistemas de produ√ß√£o com prop√≥sitos distintos e diferentes condi√ß√Ķes clim√°ticas, ‚Äúdesde talh√Ķes de renova√ß√£o de pastagem e implanta√ß√£o de sistemas integrados, at√© √°reas com longo hist√≥rico de cultivo soja/milho‚ÄĚ, explica. Implanta√ß√£o do sistema ‚ÄúO processo de implanta√ß√£o do cons√≥rcio √© a etapa mais importante para que a tecnologia agregue benef√≠cios ao sistema de produ√ß√£o, com aspectos positivos provenientes das duas esp√©cies‚ÄĚ, assegura Garcia. No cultivo intercalar, as sementes das leguminosas s√£o distribu√≠das em uma linha e as das gram√≠neas em outra. A melhor op√ß√£o, como alertam os pesquisadores, √© aplicar a gram√≠nea a lan√ßo e semear a crotal√°ria na sequ√™ncia. Na implanta√ß√£o em mesma linha, indica-se a C. ochroleuca, por ser constitu√≠da de sementes menores, ‚Äúo que favorece a uniformiza√ß√£o da mistura com as sementes dos capins e a distribui√ß√£o nos sulcos de semeadura‚ÄĚ, esclarece Zago. Outro fator a ser observado pelo produtor rural √© a quantidade de sementes a ser utilizada. Quando o objetivo √© produ√ß√£o de palha, pode-se usar metade da quantidade recomendada para a esp√©cie solteira. Se h√° inten√ß√£o de pastejo na √°rea, a quantidade de sementes de C. ochroleuca ou C. juncea pode ser reduzida consideravelmente, para cerca de 25% da recomenda√ß√£o para cultivo solteiro. Implanta√ß√£o da soja Durante a entressafra, os animais fazem o controle da forrageira por pisoteio ou alimenta√ß√£o. A C. ochroleuca e a C. juncea apresentam baixa capacidade de rebrote, o que facilita a implanta√ß√£o da soja em sucess√£o. Zago chama a aten√ß√£o para o cultivo em cons√≥rcio voltado apenas para a produ√ß√£o de biomassa na entressafra da soja, ‚Äúporque o crescimento excessivo de forrageiras, como algumas cultivares de Brizantha e Panicum, pode dificultar a sua implanta√ß√£o.‚ÄĚ. Para controlar o crescimento da forrageira e evitar a produ√ß√£o de sementes da leguminosa, a indica√ß√£o √© a poda mec√Ęnica da parte a√©rea, com ro√ßadeira, triton ou rolo faca, cerca de cem dias ap√≥s a semeadura. Os pesquisadores afirmam que ‚Äúo maquin√°rio e as tecnologias existentes j√° adotadas pelo produtor rural, independentemente do tamanho da propriedade e n√≠vel de investimento, s√£o adequadas, e eventuais pequenos ajustes viabilizam a utiliza√ß√£o do cons√≥rcio nas √°reas de produ√ß√£o avaliadas em Mato Grosso do Sul‚ÄĚ. Produtores comprovam bons resultados na pr√°tica O gerente t√©cnico do Grupo Agropecu√°ria Palmares, Franklyn Guimar√£es, diz que o grupo trabalha com agropecu√°ria h√° mais de 30 anos, na regi√£o de S√£o Gabriel do Oeste (MS) e em Itiquira (MT). No total, s√£o quatro propriedades de 8.500 hectares, 2.500 hectares, 2.200 hectares, e 1.400 hectares. Em S√£o Gabriel do Oeste, antes da introdu√ß√£o das pesquisas da Embrapa Agropecu√°ria Oeste, o sistema de produ√ß√£o utilizado era o de sucess√£o de soja/milho, e de soja/braqui√°ria. Atualmente, o cons√≥rcio entre Crotalaria Jjuncea e Crotalaria Oochroleuca com Brachiaria ruziziensis √© adotado em 700 hectares na safrinha. Segundo Guimar√£es, em 2022 foi plantada a primeira safrinha com a tecnologia da Embrapa, mas j√° foi poss√≠vel observar bons resultados na melhoria do solo, com o aporte de nitrog√™nio pela FBN. ‚ÄúOs resultados parciais da solu√ß√£o tecnol√≥gica apontam para uma tend√™ncia de aumento da √°rea na pr√≥xima safra da soja. Eu recomendo a outros produtores‚ÄĚ, enfatiza. Com informa√ß√Ķes da Embrapa Agropecu√°ria Oeste, de Dourados (MS) – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS Curadoria: Boi a Pasto

Tecnologia impulsiona resultados da pecu√°ria de corte e leite

Em ano de muitos impactos sobre o consumo de carne e leite e nos custos produtivos, pecuaristas avan√ßam no uso de tecnologia para levantar resultados Um ano que ficar√° marcado pelas incertezas e por um menor crescimento econ√īmico mundial. E em que novamente a atividade pecu√°ria se destacou pela resili√™ncia √†s adversidades, pela capacidade de supera√ß√£o dos produtores rurais para levar carne e leite de alta qualidade de forma competitiva, que paga as contas da porteira para dentro e que gera divisas ao pa√≠s. √Č desse jeito que 2022 ser√° lembrado. Apesar da retomada decorrente da flexibiliza√ß√£o ap√≥s a pandemia de Covid-19, o pa√≠s foi desafiado por v√°rias quest√Ķes, como a alta na infla√ß√£o que gerou impacto sobre o consumo de alimentos no pa√≠s, de maneira geral, e de carne vermelha, em particular, passando pelas quest√Ķes relacionadas √† guerra entre R√ļssia e Ucr√Ęnia que dificultou o acesso da produ√ß√£o agropecu√°ria a insumos, e chegando at√© √†s volatilidades e incertezas comuns decorrentes da corrida eleitoral no pa√≠s. Esse cen√°rio com destaque para a resili√™ncia da atividade agropecu√°ria foi apresentado pelo time de especialistas do neg√≥cio de Ruminantes da DSM em encontro com a imprensa em 7 de dezembro. Para os especialistas, um ponto que ajudou a segurar o mercado foi o fato de as exporta√ß√Ķes de carne bovina baterem recorde, somando 190 mil toneladas em outubro, segundo dados da Secret√°ria de Com√©rcio Exterior (Secex). Os embarques da prote√≠na para pa√≠ses como a China, que lidera o ranking de importadores, somado ao aumento da oferta e maior velocidade no ciclo de baixa de pre√ßos para todas as categorias animais, contribu√≠ram para esse cen√°rio apontando para o positivo. Na cadeia do leite, por√©m, a pecu√°ria foi prejudicada pelo fen√īmeno La Ni√Īa, que provocou uma entressafra antecipada, com custos de produ√ß√£o elevados que desanimaram o produtor. Mesmo assim, a oferta tende a melhorar no final do segundo semestre, com recupera√ß√£o da produ√ß√£o e maior importa√ß√£o de latic√≠nios. ‚ÄúMais uma vez, a pecu√°ria de corte e de leite se mostrou essencial ao desenvolvimento do nosso pa√≠s. Tivemos uma s√©rie de desafios ao longo desse ano, que foram tratados com muito cuidado pelos produtores, os verdadeiros protagonistas do nosso setor‚ÄĚ, aponta Sergio Schuler, vice-presidente do neg√≥cio de Ruminantes da DSM para a Am√©rica Latina. Ao refor√ßar o protagonismo da atividade pecu√°ria na economia brasileira, contudo, Schuler n√£o deixa de mencionar os avan√ßos dos produtores para a ado√ß√£o de tecnologia no campo, de modo a impulsionar os resultados buscando produtividade, efici√™ncia e rentabilidade e, consequentemente, preservando o capital alocado na produ√ß√£o rural. ‚ÄúMuitos produtores passaram a entender melhor a import√Ęncia de usar tecnologias nas fazendas, incluindo suplementa√ß√£o adequada para os animais se tornarem mais produtivos e saud√°veis durante todo seu ciclo‚ÄĚ, refor√ßa o executivo. Sobre as tecnologias do portf√≥lio da marca Tortuga¬ģ de suplementos nutricionais para bovinos, o diretor de marketing da DSM, Juliano Sabella, menciona algumas inova√ß√Ķes relevantes e que melhoram os √≠ndices zoot√©cnicos dos bovinos de corte e leite e a rentabilidade dos produtores. Destaque para os aditivos CRINA¬ģ e RumiStarTM, ingredientes de alta tecnologia exclusivos da DSM que, combinados aos Minerais Tortuga, trazem uma s√©rie de benef√≠cios para aumento da produtividade. Destaque tamb√©m para o Hy-D¬ģ, aditivo que, ao ser inclu√≠do na dieta dos bovinos, garante absor√ß√£o mais r√°pida e eficiente dos macrominerais, melhorando o rendimento de carca√ßa, produ√ß√£o de leite e √≠ndices reprodutivos, elevando os √≠ndices zoot√©cnicos e gerando benef√≠cios de bem-estar animal e seguran√ßa alimentar. Para 2023, a DSM espera um ano de incertezas para o setor, mas com desenvolvimento e uso de tecnologias e maior concentra√ß√£o na produ√ß√£o agropecu√°ria. Quando o assunto √© o segmento leiteiro, a companhia tem perspectivas de demanda ainda fragilizada, com o La Ni√Īa afetando o primeiro trimestre e custos ao produtor ainda elevados. J√° sobre os bovinos de corte, a demanda externa vai continuar aquecida, com c√Ęmbio favor√°vel. Apesar disso, a demanda interna ainda vai seguir sendo impactada, com poss√≠vel melhora nesse final de ano e ao longo do pr√≥ximo. ‚ÄúTeremos maior oferta de animais, o que inclui maior abate de f√™meas. Isso vai refletir diretamente na produ√ß√£o, que vai aumentar a partir desse ano, mas se prolongando principalmente em 2023 e 2024‚ÄĚ, explica Schuler. Aquisi√ß√£o da Prodap √© um grande passo na jornada da DSM em 2022 Al√©m da tecnologia inclu√≠da na dieta dos animais, outro passo importante do neg√≥cio de Ruminantes da DSM esse ano foi a aquisi√ß√£o da Prodap, conclu√≠da em setembro. Sobre isso, vale dizer que o desenvolvimento de tecnologias e de solu√ß√Ķes digitais para a pecu√°ria sempre foi uma das miss√Ķes fundamentais da DSM e, nesse contexto, esse foi mais um importante passo da companhia em sua jornada de precis√£o e personaliza√ß√£o. Nesse mercado, a Prodap √© uma empresa brasileira que combina tecnologia, servi√ßos de consultoria e solu√ß√Ķes nutricionais personalizadas para impulsionar a efici√™ncia e a sustentabilidade na cria√ß√£o de animais. No neg√≥cio de Ruminantes da DSM, a Prodap complementar√° o profundo conhecimento em nutri√ß√£o animal e os recursos de consultoria, permitindo um n√≠vel ainda mais alto de experi√™ncia do cliente. Ao apoiar uma produ√ß√£o rural mais eficiente, essa aquisi√ß√£o contribui para o compromisso da DSM de permitir uma redu√ß√£o de dois d√≠gitos nas emiss√Ķes de bovinos nas fazendas at√© 2030. ‚ÄúCom a integra√ß√£o da opera√ß√£o da Prodap, passamos a fortalecer o desenvolvimento de solu√ß√Ķes digitais para alcan√ßar mais mercados globalmente e um maior n√ļmero de esp√©cies de animais. Muitos clientes do neg√≥cio de Ruminantes da DSM j√° v√™m sendo atendidos com as tecnologias desenvolvidas e fabricadas pela companhia, com a aten√ß√£o para os servi√ßos da Prodap. Tudo isso em uma mesma unidade de neg√≥cios, que j√° conta com a confian√ßa do produtor rural brasileiro em ambas as frentes, a de produtos da DSM e a de servi√ßos da Prodap‚ÄĚ, conclui Schuler. Censo de Confinamento DSM registra 6,95 milh√Ķes de bois confinados em 2022 Um volume de 6,95 milh√Ķes de bovinos confinados. Esse foi o montante registrado pelo Censo de Confinamento DSM 2022, estruturado pelo Servi√ßo de Intelig√™ncia de Mercado