julho 23, 2024

Programa beneficiar√° 300 produtores familiares do DF e entorno

Secretaria de Agricultura comunica aquisi√ß√£o de cento e vinte mil cestas verdes para fam√≠lias em situa√ß√£o de vulnerabilidade. Investimento deve ser de mais R$ 4,5 mi A¬†Secretaria da Agricultura do Distrito Federal (Seagri), em parceria com a¬†Empresa de Assist√™ncia T√©cnica e Extens√£o Rural (Emater)¬†e a¬†Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes),¬†comunicou a realiza√ß√£o de chamamento p√ļblico para aquisi√ß√£o de¬†120 mil cestas verdes.¬†A expectativa √© de que sejam beneficiados 300 produtores do DF e Entorno, com investimentos de¬†R$ 4,5 milh√Ķes na agricultura familiar.¬† O programa Cesta Verde atende pequenos produtores e fam√≠lias em situa√ß√£o de vulnerabilidade social. De 2019 at√© agosto de 2022, a iniciativa foi respons√°vel por distribuir mais de 265 mil cestas no Distrito Federal. ‚ÄúDe uma vez, n√≥s servimos a dois atores: ao produtor rural e √†s fam√≠lias carentes. E esse modelo tem sido exportado para outros lugares. H√° alguns meses, recebemos o ministro de Neg√≥cios do Paraguai, que veio para conhecer o sistema‚ÄĚ, afirma o secret√°rio de Agricultura, Candido Teles. A secret√°ria de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, explica que ‚Äúnesse contrato, aumentamos o n√ļmero de cooperativas que fornecem os produtos da Cesta Verde, porque entendemos a import√Ęncia desse programa para incentivar os pequenos agricultores, a economia local, al√©m de garantir que as fam√≠lias ter√£o em casa alimentos saud√°veis e naturais‚ÄĚ. Um dos beneficiados do dia, o presidente da Cooperativa Agr√≠cola da Regi√£o de Planaltina (Cootaquara), Maur√≠cio Rezende, reitera a import√Ęncia do Cesta Verde e revela almejar um crescimento ainda maior. ‚ÄúEsse programa tem sido essencial, √© como uma inje√ß√£o na veia. √Č um dinheiro que atende bem o produtor rural, que pode levar o que produz aos mais necessitados. N√≥s temos que parabenizar essa iniciativa e vamos trabalhar para que no pr√≥ximo ano esse recurso aumente ainda mais‚ÄĚ, frisa. Composta por frutas, legumes e verduras, o Cesta Verde √© oferecido como complemento √†s 85.990 fam√≠lias benefici√°rias do Cart√£o Prato Cheio com o objetivo de combater √† inseguran√ßa alimentar e nutricional. Ela tamb√©m √© entregue √†s pessoas que recebem a cesta b√°sica emergencial. ‚ÄúNingu√©m vive sem comer. Se n√£o houver agricultura e n√£o houver campo, n√£o h√° cidade. E a agricultura familiar √© respons√°vel por alimentar muita gente. Sabemos a gravidade do problema da fome, mas o trabalho tem sido grande e a resposta tem sido dada‚ÄĚ, destaca Candido Teles. Papa-DF O Programa de Aquisi√ß√£o de Frutas, Verduras e Legumes produzidos por Agricultores Familiares (Papa-DF), nos moldes da Lei Distrital n¬ļ 4.752/2012 e Decreto Distrital n¬ļ 33.642/2012, foi criado no intuito de atender os programas sociais da Secretaria de Desenvolvimento Social. Pela parceria entre Sedes e Seagri, benefici√°rios do programa Prato Cheio podem receber uma ou mais cestas verdes durante o ciclo de nove meses de concess√£o do benef√≠cio. ‚ÄúO Cesta Verde complementa o programa Prato Cheio. Na √©poca em que o cart√£o foi criado, descartamos converter a Cesta Verde em dinheiro, porque, ao mesmo tempo que viabilizamos uma alimenta√ß√£o saud√°vel e de qualidade para as fam√≠lias, garantimos que os produtos ser√£o adquiridos dos agricultores familiares do DF‚ÄĚ, pontua a subsecret√°ria de Seguran√ßa Alimentar e Nutricional da Sedes, Vanderlea Cremonini. Fonte: Canal Rural Curadoria: Boi a Pasto

Após queda em 2022, CNA projeta alta de até 2,5% do PIB agro em 2023

O agroneg√≥cio brasileiro dever√° fechar 2022 com um ‘tombo’ de 4,1%, ap√≥s ter registrado recordes em 2020 e 2021 A¬†Confedera√ß√£o da Agricultura e Pecu√°ria do Brasil (CNA)¬†prev√™ de estabilidade a crescimento de 2,5% para o¬†PIB do agroneg√≥cio¬†em 2023 na compara√ß√£o com o previsto para este ano. Segundo a CNA, isso se deve aos elevados custos de produ√ß√£o, que devem permanecer no pr√≥ximo ano, e da tend√™ncia de queda nos pre√ßos internacionais das commodities agr√≠colas. ‚ÄúEntretanto, mesmo com a proje√ß√£o de alta menor do PIB, o resultado sinaliza uma recupera√ß√£o se comparado com o PIB do agroneg√≥cio deste ano, que dever√° fechar em queda de 4,1%, depois de registrar recordes em 2020 e 2021, reflexo da forte alta dos custos com insumos no setor, especialmente pela eleva√ß√£o dos pre√ßos dos defensivos e fertilizantes, que superaram os 100% de alta neste ano‚ÄĚ, explicou a CNA. Para o Valor Bruto da Produ√ß√£o (VBP), que mede o faturamento da atividade agropecu√°ria ‚Äúdentro da porteira‚ÄĚ, a tend√™ncia para o pr√≥ximo ano √© de um crescimento de 1,1% em rela√ß√£o a 2022, ‚Äúmostrando um ritmo menor de expans√£o, puxado pelo comportamento da pecu√°ria, que deve ter uma receita 2,3% menor em 2023 em rela√ß√£o a este ano‚ÄĚ. J√° no ramo agr√≠cola, a receita deve ter alta de 2,8%. A estimativa para a safra de gr√£os 2022/2023 √© de um aumento de 15,5% (ou 42 milh√Ķes de toneladas) em rela√ß√£o √† safra 2021/2022, atingindo 313 milh√Ķes de toneladas. Esse crescimento √© reflexo da eleva√ß√£o na √°rea plantada, estimado em 76,8 milh√Ķes de hectares na safra atual. Apenas na cultura da soja, a √°rea pode chegar a 43,2 milh√Ķes de hectares, superando em 4% o ciclo anterior. ‚ÄúA oleaginosa tamb√©m deve recuperar a produtividade, favorecida pelas condi√ß√Ķes clim√°ticas, em 17% na compara√ß√£o com a safra passada e a produ√ß√£o deve totalizar 153,5 milh√Ķes de toneladas‚ÄĚ, informou a CNA. Balan√ßo do agroneg√≥cio em 2022 Segundo a CNA, este ano foi marcado, entre outros fatores, por uma forte alta dos custos com insumos no setor agropecu√°rio, principalmente pela eleva√ß√£o dos pre√ßos de defensivos e fertilizantes. Esta ser√° a principal raz√£o para a queda prevista de 4,1% do PIB do agroneg√≥cio em 2022. ‚ÄúTamb√©m contribu√≠ram para pressionar o PIB para baixo as redu√ß√Ķes de produ√ß√£o em atividades importantes, como soja e cana-de-a√ß√ļcar‚ÄĚ, explicou a entidade. J√° o Valor Bruto da Produ√ß√£o deve alcan√ßar R$ 1,3 trilh√£o em 2022, crescimento de 2,2% em rela√ß√£o a 2021. No ramo agr√≠cola, a receita deve subir 3,3% em rela√ß√£o a 2021, alcan√ßando R$ 909,3 bilh√Ķes. Na pecu√°ria, a previs√£o para este ano √© de estabilidade, com aumento 0,1%, alcan√ßando R$ 448,5 bilh√Ķes. As principais cadeias que mais influenciam no VBP s√£o a soja, a carne bovina e o milho, que, somados, representam 58,4% do total. No com√©rcio exterior, de janeiro a novembro deste ano, as exporta√ß√Ķes brasileiras de produtos agropecu√°rios totalizam US$ 148,3 bilh√Ķes, superando em 23,1% o total vendido em todo o ano de 2021, de US$ 120,5 bilh√Ķes. Nos onze primeiros meses de 2022, o agro respondeu por 48% das vendas externas totais do Brasil. Ano de desafios Para a entidade, o pr√≥ximo ano ser√° de desafios, tanto no ambiente interno quanto no cen√°rio externo. De acordo com a entidade, do lado dom√©stico, h√° incertezas sobre o controle das despesas p√ļblicas e a condu√ß√£o da pol√≠tica fiscal que devem impactar os custos do setor agropecu√°rio, sobretudo em quest√Ķes tribut√°rias. ‚ÄúA taxa Selic [juros b√°sicos da economia] deve se manter elevada no pr√≥ximo ano, acarretando mais custo para o cr√©dito para consumo, custeio e investimento. E o cr√©dito privado deve se consolidar como alternativa para o produtor financiar sua produ√ß√£o nas pr√≥ximas safras‚ÄĚ, avaliou. O diretor t√©cnico da CNA, Bruno Lucchi, explicou que a proposta de emenda √† Constitui√ß√£o (PEC) da Transi√ß√£o pode elevar o risco de endividamento do governo, o que levaria √† alta da infla√ß√£o e consequente aumento dos juros. Ele defendeu essa flexibiliza√ß√£o do teto de gastos por um prazo menor e n√£o por quatro anos, como defendia a equipe de transi√ß√£o. Ontem (6), a Comiss√£o de Constitui√ß√£o e Justi√ßa (CCJ) do Senado aprovou a medida para dois anos. Pela proposta, ser√£o destinados R$ 175 bilh√Ķes para pagamento do Bolsa Fam√≠lia, no valor de R$ 600 mensais, mais R$ 150 por crian√ßa de at√© 6 anos em 2023, al√©m de recursos para ampliar investimentos. Lucchi concorda que √© preciso revisar e criar uma nova regra para o teto de gastos. ‚ÄúAcho vi√°vel ter uma nova regra. Por exemplo, dinheiro de conv√™nios, trabalhamos a quest√£o dos fertilizantes, buscamos recursos para o Servi√ßo Geol√≥gico do Brasil, mas n√£o poderia ampliar recursos externos porque esbarrava na lei do teto. Ent√£o, cabe uma an√°lise, o que tem que tomar cuidado s√£o os valores colocados para o pr√≥ximo ano e o per√≠odo [prazo para flexibiliza√ß√£o]‚ÄĚ, disse. Institu√≠da em 2016, a Emenda Constitucional do Teto de Gastos limita o aumento do or√ßamento p√ļblico ao crescimento da infla√ß√£o do ano anterior. J√° no cen√°rio internacional, as previs√Ķes de desacelera√ß√£o do Produto Interno Bruto (PIB) mundial podem influenciar o comportamento das exporta√ß√Ķes brasileiras do setor no pr√≥ximo ano. Tamb√©m h√° estimativas de queda de crescimento econ√īmico de alguns dos principais parceiros comerciais do Brasil, como China, Estados Unidos e Uni√£o Europeia, al√©m da incerteza na disponibilidade global de gr√£os e de insumos causados pela guerra da R√ļssia na Ucr√Ęnia. Com√©rcio exterior Apesar dos desafios, o ano de 2023 tem boas perspectivas para que o Brasil continue aumentando a sua participa√ß√£o no com√©rcio agr√≠cola internacional. Na avalia√ß√£o da CNA, a expectativa √© de que o com√©rcio internacional de bens deve desacelerar, com previs√£o de aumento de apenas 1% no volume transacionado, bem abaixo dos 3,4% esperados para esse ano, segundo dados da Organiza√ß√£o Mundial de Com√©rcio. ‚ÄúNeste contexto, o com√©rcio agr√≠cola deve seguir a mesma linha, crescendo a n√≠veis menores do que em anos anteriores em raz√£o do crescimento mais lento das importa√ß√Ķes da China, a retomada econ√īmica mundial em fun√ß√£o da pandemia de covid-19 e o conflito entre R√ļssia e Ucr√Ęnia e seus

Planos de manejo e tipos de pastagens s√£o debatidos em encontro com produtores do Pantanal

Fazendas pantaneiras apresentam distintas aptid√Ķes de produtividade e demandam diferentes estrat√©gias de manejo O 3¬ļ Encontro de Produtores da Fazenda Pantaneira Sustent√°vel (FPS) que aconteceu em Cuiab√° (01/12) trouxe temas relevantes para o bioma, como: ‚ÄúPor que, onde e como introduzir pastagens ex√≥ticas no Pantanal‚ÄĚ e ‚ÄúManejo de pastagens nativas e ex√≥ticas‚ÄĚ. Os assuntos foram abordados pela pesquisadora, Sandra Aparecida Santos, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu√°ria (Embrapa Pantanal), para os produtores rurais assistidos pela equipe de assist√™ncia t√©cnica e pesquisa do projeto. Existe uma grande propor√ß√£o de paisagens no bioma Pantanal e forrageiras de qualidade que comp√Ķem os campos. As fazendas pantaneiras apresentam distintas aptid√Ķes de produtividade e demandam diferentes estrat√©gias de manejo. Diante disso, o projeto FPS leva ao produtor pantaneiro informa√ß√Ķes e ferramentas que possam subsidiar a defini√ß√£o de estrat√©gias de manejo que proporcionem a conserva√ß√£o das pastagens nativas, associadas com a introdu√ß√£o de gram√≠neas ex√≥ticas, e que permitam a manuten√ß√£o da sustentabilidade dos sistemas de produ√ß√£o no Pantanal. Sandra mostrou ainda aos fazendeiros do Pantanal que manter a pastagem nativa em boas condi√ß√Ķes pode trazer mais benef√≠cios do que introduzir pastagens ex√≥ticas – aquelas que n√£o s√£o nativas do bioma. ‚ÄúPrimeiro passo √© identificar como valorar as pastagens nativas. Em seguida, avaliar diferentes estados de conserva√ß√£o de pastagens nessas √°reas e comparar com as pastagens introduzidas nessas mesmas √°reas. Assim, conseguimos fazer a valora√ß√£o dessas pastagens e √© poss√≠vel observar que elas t√™m um alto valor, um baixo impacto ambiental, maior renovabilidade e maior valor nutricional‚ÄĚ, explicou Sandra. Segundo Sandra, o ecossistema pantaneiro √© muito complexo. Em fun√ß√£o da ocorr√™ncia de cheias durante o per√≠odo das √°guas, nem todas as gram√≠neas da regi√£o (mais de 200) produzem quantidade satisfat√≥ria de forragem anualmente. Esse regime de cheias tamb√©m dificulta a introdu√ß√£o de gram√≠neas cultivadas ou ex√≥ticas. ‚ÄúO grande benef√≠cio de fazer parte desse projeto foi nos apropriarmos da vegeta√ß√£o nativa. Temos uma quantidade de vegeta√ß√£o nativa de grande import√Ęncia, com alto valor de prote√≠na e isso √© muito importante para n√≥s, ter a consci√™ncia de que esse patrim√īnio est√° dispon√≠vel para n√≥s √© um grande valor. E a Embrapa, a Famato, o Senar, o Imea vem contribuindo para que n√≥s realmente consigamos adequar o sistema de manejo, com pasto nativo da nossa pecu√°ria, da nossa m√£o de obra, gest√£o, isso √© muito ben√©fico para n√≥s produtores pantaneiros‚ÄĚ, contou a produtora rural e presidente do Sindicato Rural de C√°ceres, Ida Beatriz. O tema ‚ÄúLei do Pantanal e regulamenta√ß√£o‚ÄĚ foi apresentado pela superintendente de Mudan√ßas Clim√°ticas e Biodiversidade da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Gabriela Priante. Gabriela fez um prospecto dos √ļltimos 14 anos, at√© a altera√ß√£o da lei do Pantanal, a morosidade de regulamenta√ß√£o das legisla√ß√Ķes, e concluiu que hoje com a parceria que o estado de Mato Grosso tem com a Embrapa Pantanal, por meio de coopera√ß√£o t√©cnica, as notas t√©cnicas est√£o subsidiando a melhoria, a readequa√ß√£o e a regulamenta√ß√£o das pol√≠ticas existentes. ‚ÄúAs pol√≠ticas est√£o prontas? Elas est√£o ideais? N√£o. Tanto que acabamos de ver a necessidade de algumas adapta√ß√Ķes, entretanto somente podemos atender o que est√° dentro das legisla√ß√Ķes. Enquanto ela n√£o mudar precisamos fortalecer essa parceria com os institutos de pesquisa‚ÄĚ, disse Gabriela. Certifica√ß√£o ‚Äď O analista de pecu√°ria da Famato, Marcos de Carvalho, falou sobre o interesse do setor produtivo rural de Mato Grosso em alcan√ßar o m√©rito de Indica√ß√£o Geogr√°fica (IG) de uma carne ambientalmente sustent√°vel, socialmente justa e economicamente vi√°vel para o Pantanal Mato-grossense. Representantes do Sistema Famato estiveram em Bag√©, no Rio Grande do Sul, em novembro deste ano para conhecer a iniciativa de Indica√ß√£o Geogr√°fica da Carne do Pampa Ga√ļcho da Campanha Meridional. ‚ÄúNosso objetivo √© contribuir para que o bioma Pantanal tamb√©m alcance o m√©rito de Indica√ß√£o Geogr√°fica de uma carne ambientalmente sustent√°vel, socialmente justa e economicamente vi√°vel. Em uma a√ß√£o conjunta com Mato Grosso do Sul e o Mapa, pretendemos conquistar esse reconhecimento para o pecuarista do Pantanal‚ÄĚ, destacou Luc√©lia Avi, gestora t√©cnica da Famato. FPS – √Č um projeto piloto criado para auxiliar produtores rurais do bioma Pantanal de Mato Grosso a se desenvolverem economicamente na regi√£o e de forma sustent√°vel. O projeto √© coordenado pela Famato, Servi√ßo Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), Associa√ß√£o dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e Embrapa Pantanal. Tem a parceria do Imea e Sindicatos Rurais. Participaram do evento a chefe da Embrapa Pantanal, Suzana Sales, representando a Associa√ß√£o dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), a diretora Eloisa El Hage, o secret√°rio de estado de Desenvolvimento Econ√īmico (Sedec), Cesar Alberto Miranda, produtores rurais, presidentes de sindicatos rurais, Ida Beatriz (C√°ceres), Raul Santos (Pocon√©) e Ant√īnio Carlos de Carvalho (Santo Ant√īnio de Leverger) e t√©cnicos do Sistema Famato. A grava√ß√£o do evento est√° dispon√≠vel no canal da Famato no YouTube:¬†https://www.youtube.com/watch?v=1P5zpEQSjcQ Fonte: CNA Curadoria: Boi a Pasto

Descoberta de infecção muda a forma de cultivo do maracujá

Chegada do v√≠rus CABMV ao Paran√° exigiu mudan√ßas na forma de cultivo dos maracujazeiros Os Servidores do Servi√ßo Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-PR) realizaram uma forma√ß√£o sobre maracuj√° em 2015, e, na visita a uma propriedade, foram interpelados por um produtor acerca da suspeita de uma doen√ßa na planta√ß√£o. Depois de uma an√°lise de laborat√≥rio, constatou-se a presen√ßa do v√≠rus do mosaico caup√≠, conhecida pela sigla CbMV (do ingl√™s Calibrachoa Mottle Virus). Os funcion√°rios buscaram ajuda de especialistas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran√° (IDR-PR) e de produtores da cidade de Presidente Prudente (SP) que j√° enfrentavam a doen√ßa. As informa√ß√Ķes obtidas resultaram na proposta de novas pr√°ticas no cultivo dos maracujazeiros para erradicar o v√≠rus. Como a doen√ßa afeta o cultivo de maracuj√°? O v√≠rus CABMV √© uma das principais pragas que acometem produ√ß√Ķes de maracuj√° em todo o Brasil. A primeira ocorr√™ncia relatada no Pa√≠s √© de 1978, na Bahia; desde ent√£o, diversos estados sofrem com a doen√ßa e muitas regi√Ķes produtivas j√° relataram a quebra de safra em decorr√™ncia do v√≠rus. Estudos demonstram que pelo menos 16 esp√©cies de maracujazeiros s√£o suscet√≠veis √† doen√ßa. Quando infectados pelo v√≠rus CABMV, os pomares sofrem o endurecimento dos frutos do maracujazeiro (EFM). Quando a doen√ßa se instala, as plantas contaminadas precisam ser erradicadas, ou ent√£o podem comprometer toda a produ√ß√£o. Em situa√ß√Ķes normais, os maracujazeiros s√£o plantas semiperenes, os cultivos chegam a dar frutos por at√© 4 anos, mas quando h√° presen√ßa da doen√ßa, as plantas precisam ser eliminadas anualmente. A resist√™ncia dos produtores em alterar as pr√°ticas de manejo podem ter ajudado a espalhar a doen√ßa por todo o Estado do Paran√°. Segundo informado pelo Senar-PR, a doen√ßa pode ter chegado ao Estado em 2004 e virou um problema para produtores em 2014. A principal √°rea de cooperativa de maracuj√° chegou a ter uma redu√ß√£o dr√°stica na produtividade, que s√≥ voltou ao normal em 2021, e outras √°reas tiveram perdas de 100%. Qual √© o manejo correto quando h√° CABMV no maracuj√°? O v√≠rus CABMV √© transmitido pelos pulg√Ķes, que passam a doen√ßa ao ‚Äúmorderem‚ÄĚ uma planta contaminada e depois outra saud√°vel. Existe uma estrat√©gia simples para combater as infesta√ß√Ķes: ao inv√©s de levar mudas de 30cm do viveiro para o pomar, leve-as com pelo menos 1,5 metro de altura, isso porque as plantas que j√° est√£o florescendo oferecem menos risco. Al√©m disso, √© preciso fazer o acompanhamento nutricional dos maracujazeiros para garantir a aus√™ncia da doen√ßa. A erradica√ß√£o anual das lavouras freia a dissemina√ß√£o do v√≠rus. Normalmente, as lavouras s√£o derrubadas no final da safra, entre julho e agosto, e um per√≠odo de 20 dias a 30 dias funciona como um vazio sanit√°rio; as mudas est√£o seguras nos viveiros e os pulg√Ķes n√£o tem onde se instalar. Com os novos conhecimentos sobre a doen√ßa, o sistema FAEP/Senar-PR atualizou o curso ‚ÄúMaracujazeiro‚ÄĚ, que estar√° dispon√≠vel para os produtores paranaenses. O curso ensina a contornar e conviver com a presen√ßa da doen√ßa no estado e ainda manter a produtividade. S√£o ensinadas t√©cnicas de irriga√ß√£o, nutri√ß√£o, manejo de mudas e t√©cnicas para identificar a virose. Fonte: CNA SENAR, EMBRAPA, Revista Cultivar, FAEP Curadoria: Boi a Pasto

Produtores de Flores de Goi√°s se capacitam para integrar Polo de Fruticultura

Equipes acompanharam Curso de Cooperativismo em V√£o do Paran√£, realizado por OCB-GO/Sescoop-GO. Projeto pretende incrementar produ√ß√£o agr√≠cola e melhorar a renda das fam√≠lias em uma das regi√Ķes mais carentes do Estado Produtores de Flores de Goi√°s se capacitam para integrar Polo de Fruticultura Vinte e quatro pequenos produtores rurais de Flores de Goi√°s participaram, de um Curso de Cooperativismo. A iniciativa cumpriu mais uma etapa do processo de implanta√ß√£o do Polo de Fruticultura do V√£o do Paran√£, projeto do Governo de Goi√°s, criado e operacionalizado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Ag√™ncia Goiana de Assist√™ncia T√©cnica, Extens√£o Rural e Pesquisa Agropecu√°ria (Emater), a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do S√£o Francisco e do Parna√≠ba (Codevasf), a Superintend√™ncia de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e outras entidades. O objetivo principal do projeto √© incrementar a produ√ß√£o agr√≠cola na regi√£o do Nordeste Goiano, gerando emprego e renda para a popula√ß√£o. A atividade escolhida, a fruticultura, est√° alinhada com o perfil topogr√°fico, clim√°tico e hidrol√≥gico local. ‚ÄúEsta regi√£o tem alto potencial produtivo, principalmente com irriga√ß√£o. Queremos dotar estes produtores de conhecimento e tecnologia para que possam produzir em quantidade e qualidade. H√° muito espa√ßo para ser ocupado tanto no mercado interno quanto externo‚ÄĚ, destaca o titular da Seapa, Tiago Mendon√ßa. O processo de implanta√ß√£o do polo contempla a capacita√ß√£o de produtores rurais e a facilita√ß√£o do acesso a cr√©dito e tecnologia. ‚ÄúNosso foco inicial est√° em Flores de Goi√°s. Ali h√° 20 assentamentos rurais da reforma agr√°ria, com 2.092 fam√≠lias, muitas delas em situa√ß√£o de vulnerabilidade social. Vamos expandir gradativamente este trabalho para outros munic√≠pios do Nordeste Goiano‚ÄĚ, explica o superintendente de Engenharia Agr√≠cola e Desenvolvimento Social, Jos√© Ricardo Caixeta Ramos. A previs√£o inicial √© capacitar 130 produtores rurais oriundos de assentamentos de Flores de Goi√°s, onde ser√° implantada a primeira infraestrutura hidroagr√≠cola em uma √°rea de dois hectares. Na quarta-feira (23/11), o munic√≠pio recebeu o Curso de Cooperativismo, realizado pela Organiza√ß√£o das Cooperativas Brasileiras no Estado de Goi√°s e pelo Servi√ßo Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Goi√°s (OCB-GO/Sescoop-GO). Equipes da Seapa e da Emater acompanharam a capacita√ß√£o. Vinte e quatro produtores foram certificados. ‚ÄúEssa certifica√ß√£o √© um pr√©-requisito para participar do projeto. Visitamos iniciativas semelhantes, como o Polo Frut√≠cola do Vale do S√£o Francisco, e reunimos parceiros para oferecer algo bem estruturado, que contempla capacita√ß√£o, assist√™ncia t√©cnica, cr√©dito, outorga de √°gua, garantia de venda e outros fatores decisivos para o sucesso‚ÄĚ, diz a gerente de Infraestrutura Rural da Seapa, Claudia Nogueira. Al√©m da OCB-GO/Sescoop-GO, Codevasf e Sudeco, o projeto j√° tem as parceiras de Sistema Faeg/Senar, Sebrae Goi√°s, Perboni e Prefeitura Municipal de Flores de Goi√°s. O gerente de Agricultura Irrigada da Seapa, Vitor Hugo Antunes, e o assessor Alisson Ferreira tamb√©m estiveram em Flores de Goi√°s. Respons√°veis pela elabora√ß√£o dos projetos agron√īmicos e hidr√°ulicos, eles levaram aos produtores esclarecimentos sobre exig√™ncias, obriga√ß√Ķes e condi√ß√Ķes de participa√ß√£o no polo. A partir de agora, acompanhar√£o os processos de implanta√ß√£o da infraestrutura h√≠drica, plantio e condu√ß√£o das culturas. ‚ÄúVamos come√ßar com manga e maracuj√°, por seu alto potencial de mercado e valor agregado‚ÄĚ, antecipa Antunes. As pr√≥ximas etapas do Projeto de Irriga√ß√£o ‚Äď Polo de Fruticultura do V√£o do Paran√£ contemplam sele√ß√£o de participantes por capacidade de pagamento, defini√ß√£o de modelo e fonte de financiamento, assinatura de protocolo de inten√ß√Ķes e cria√ß√£o de grupo de trabalho com parceiros, assinatura de propostas de financiamento, supervis√£o da constru√ß√£o da infraestrutura h√≠drica, plantio, acompanhamento de indicadores de produtividade e comercializa√ß√£o e expans√£o para outros munic√≠pios. Fonte: Agencia Coral de Not√≠cias Curadoria: Boi a Pasto

Romanelli destaca qualidade do café produzido por mulheres do Norte Pioneiro

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) destacou a qualidade do caf√© produzido por mulheres do Norte Pioneiro. Produtoras da bebida em Tomazina, Joaquim T√°vora e Pinhal√£o foram vencedoras da 6¬™ edi√ß√£o do Cup das Mulheres. O evento foi realizado no Centro de Qualidade do Caf√©, no IDR-Paran√° (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran√°-Iapar-Emater) e premiou os melhores gr√£os produzidos artesanalmente no Norte Pioneiro, por mulheres da agricultura familiar. ‚ÄúMais uma vez o Norte Pioneiro mostra a for√ßa da mulher paranaense. A fragilidade de antes deu lugar √† garra, √† for√ßa e ao empoderamento feminino, que mostra cada dia mais que o lugar da mulher √© onde ela quiser estar, e que tudo o que elas fazem, apresentam resultados positivos‚ÄĚ, disse o deputado. As Mulheres do Caf√© participaram do concurso com 22 lotes, que foram avaliados por uma comiss√£o de provadores do IDR-Paran√°. Os crit√©rios t√™m base no protocolo da SCA (sigla, em ingl√™s, para Associa√ß√£o de Caf√©s Especiais). Al√©m de representar a for√ßa da mulher do Norte Pioneiro e apresentar a qualidade da produ√ß√£o regional, as cafeicultoras participaram de uma oficina de degusta√ß√£o. Vencedoras ‚ÄĒ O 6¬ļ Cup das Mulheres n√£o apenas revelou a qualidade e dedica√ß√£o com as quais as cafeicultoras se preocupam com a produ√ß√£o da bebida, como possibilitou ainda ampliar as discuss√Ķes das etapas de processamento dos gr√£os depois que eles saem do campo. O caf√© do Norte Pioneiro do Paran√° √© um dos 12 produtos paranaenses que contam com a certifica√ß√£o de IGP (Indica√ß√£o Geogr√°fica de Proced√™ncia) desde 2012, o que faz com que o Paran√° seja o terceiro estado com mais reconhecimentos de origem no Brasil. As vencedoras da 6¬™ edi√ß√£o do concurso s√£o de Tomazina, Joaquim T√°vora e Pinhal√£o. O caf√© produzido por Claudionira Inocencia de Souza, de Tomazina, venceu na categoria cereja descascado. M√°rcia Cristina da Silva, da mesma cidade, foi a vencedora na fermenta√ß√£o induzida. Na categoria caf√© natural, a campe√£ foi F√°tima Aparecida da Cruz, de Joaquim T√°vora. J√° o j√ļri popular escolheu o caf√© de Sirlene Soares Santos Souza, como o melhor entre todos os participantes. Iniciado em 2013, o Cup das Mulheres re√ļne cerca de 250 cafeicultoras, organizadas em 12 grupos de 11 munic√≠pios do Norte Pioneiro: Curi√ļva, Figueira, Ibaiti, Japira, Jaboti, Pinhal√£o, Tomazina, Siqueira Campos, Salto do Itarar√©, Joaquim T√°vora e Carl√≥polis. Fonte: Tribuna do Vale Curadoria: Boi a Pasto