julho 23, 2024

TECNOLOGIA NO AGRONEG√ďCIO: O QUE SER√Ā TEND√äNCIA EM 2023?

Uso de imagens, intelig√™ncia artificial, ferramentas de automa√ß√£o e monitoramento devem ter avan√ßos significativos em 2023. Tudo isso depende, no entanto, de mais conectividade A previs√£o de safra recorde de gr√£os ‚ÄĒ o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat√≠stica (IBGE) estima uma produ√ß√£o de 288,1 milh√Ķes de toneladas ‚Äď e o crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) ‚Äď na ordem de 10,9%, segundo o Instituto de Pesquisa Econ√īmica Aplicada (Ipea) ‚Äď permitem projetar um robusto crescimento para o agroneg√≥cio em 2023. Atrelado ao cen√°rio otimista, o desenvolvimento de tecnologia segue a todo vapor. Essencial para a expans√£o do setor, com solu√ß√Ķes que v√£o desde piloto autom√°tico, monitoramento de colheita e uso de drones, at√© ferramentas de planejamento e an√°lise de resultados, a tecnologia tem revolucionado a maneira como se produz. A garantia de mais produtividade, sem deixar de lado a sustentabilidade, passa por diversas solu√ß√Ķes inovadoras. Os avan√ßos, no entanto, levam tempo. Segundo Alexandre Alencar, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da divis√£o de Agricultura da Hexagon, as opera√ß√Ķes extremamente complexas e diferentes umas das outras, fazem com que os passos da tecnologia no setor agropecu√°rio, principalmente com rela√ß√£o a automa√ß√£o, sejam mais lentos. ‚ÄúEu sempre elenco no m√≠nimo cinco etapas: pr√©-plantio, plantio, aduba√ß√£o, pulveriza√ß√£o e colheita. S√£o cinco diferentes tipos de autonomia exigidas para uma safra completa aut√īnoma. A complexidade disso √© enorme e n√£o vai acontecer da noite para o dia‚ÄĚ. Confira, abaixo, algumas tend√™ncias para o ano de 2023: Uso de imagens e intelig√™ncia artificial Antigamente, os problemas na lavoura, como doen√ßas e pragas, por exemplo, eram detectados somente por meio de monitoramento visual: era preciso percorrer pessoalmente a √°rea plantada, o que tornava o processo muito mais lento e bem menos eficiente. Hoje, tecnologias de detec√ß√£o por imagem, como voos por drone, com infraestrutura que identifica de forma autom√°tica as falhas na lavoura, s√£o capazes de percorrer grandes √°reas em um tempo muito menor. Segundo Alexandre, o uso de imagens permite um processamento mais complexo e avan√ßado de dados, como consequ√™ncia, um melhor planejamento para a execu√ß√£o das opera√ß√Ķes. ‚ÄúAtividades que antes eram feitas de maneira manual hoje est√£o sendo aceleradas pelo uso de imagens. E por tr√°s disso temos a atua√ß√£o de machine learning e intelig√™ncia artificial, que treinam algoritmos que permitem um monitoramento mais preciso das √°reas‚ÄĚ, explica. Automa√ß√£o plena A automa√ß√£o completa ‚ÄĒ em 100% das atividades no campo ‚ÄĒ ainda est√° longe de ser realidade, mas muitas ferramentas j√° permitem facilitar o dia a dia do produtor. ‚ÄúUm dos grandes sonhos dos produtores √© ter a m√°quina totalmente independente da a√ß√£o humana,executando as opera√ß√Ķes de forma independente. Isso n√£o significa acabar com o emprego, mas aumentar a produ√ß√£o agr√≠cola e deixar para as m√°quinas o trabalho f√≠sico enquanto o homem fica com o esfor√ßo intelectual‚ÄĚ, explica Alexandre. Apesar dessa realidade ainda estar distante, a agricultura j√° conta com v√°rios elementos de semi-automa√ß√£o, e a tend√™ncia para o ano de 2023 √© que os investimentos aumentem ainda mais. ‚ÄúNa divis√£o de Agricultura da Hexagon, por exemplo, o piloto autom√°tico foi desenvolvido para ajudar na navega√ß√£o de tratores, m√°quinas e implementos agr√≠colas e florestais, garantindo o alinhamento e minimizando a sobrepassagem durante o plantio, aplica√ß√£o de insumos e tratos culturais‚ÄĚ, exemplifica. Monitoramento remoto Outra √°rea que deve receber aten√ß√£o em 2023 √© o monitoramento remoto. ‚ÄúAntigamente voc√™ mandava um ex√©rcito de pessoas para o campo, n√£o s√≥ para executar a atividade, mas tamb√©m controlar se estava tudo correto. T√≠nhamos uma s√©rie de coordenadores de campo, gerentes, l√≠deres de frente, que tinham a miss√£o de verificar se a opera√ß√£o estava sendo feita de maneira correta. Hoje a atividade, at√© pela expans√£o da agricultura corporativa, √© gerenciada de forma remota‚ÄĚ, conta Alexandre. Por meio de salas de controle, no caso de grandes opera√ß√Ķes, ou pelo uso de dispositivos m√≥veis, como tablets ou celulares, no caso de pequenos produtores, √© poss√≠vel coordenar as opera√ß√Ķes de forma mais eficiente. ‚ÄúA gente costuma dizer que a sala de controle da agricultura √© quase como uma torre de opera√ß√Ķes de um aeroporto. Voc√™ consegue ver as colhedoras e tratores trabalhando dentro de √°reas espec√≠ficas, e ao mesmo tempo acompanhar as movimenta√ß√Ķes de caminh√Ķes no transporte da mat√©ria-prima para a ind√ļstria‚ÄĚ. Segundo o diretor, em 2023 os produtores devem investir cada vez mais na tecnologia, j√° que √© poss√≠vel manter uma melhor sincroniza√ß√£o de todos os equipamentos e m√°quinas e resolver os problemas de maneira muito mais r√°pida e precisa. Fonte: Compre Rural Curadoria: Boi a Pasto

A import√Ęncia da semente para o agroneg√≥cio

Responsáveis por 12% a 15% do total do custo de produção, as sementes são o início de toda a estratégia para a sequência de uma boa safra, além de serem o principal insumo da produção agrícola e assegurarem um campo sadio e vigoroso.

Agro 5.0: desafios e o que esperar dessa inovação

Agro 5.0 j√° √© realidade no Brasil, mas a inova√ß√£o ainda enfrenta desafios para a implementa√ß√£o em propriedades rurais A implanta√ß√£o da conex√£o 5G e o crescimento das tecnologias de coleta de dados est√£o dando um impulso no processo de salto tecnol√≥gico do agroneg√≥cio. A inova√ß√£o proporcionada pelo agro 5.0 j√° √© realidade em muitas propriedades do Brasil, mas a agricultura e a pecu√°ria ainda enfrentam desafios para aproveitar todas as oportunidades oferecidas por essa evolu√ß√£o. Conhe√ßa a seguir o que √© o agro 5.0 e quais s√£o os impactos dele na agropecu√°ria. O que √© o agro 5.0? O agro 5.0 √© a √ļltima inova√ß√£o nos modelos de produ√ß√£o do agroneg√≥cio. A combina√ß√£o da coleta de informa√ß√Ķes em tempo real e em larga escala com as tecnologias da intelig√™ncia artificial (IA) e an√°lise de dados torna poss√≠vel que os produtores rurais consigam gerir a fazenda de forma mais din√Ęmica e sustent√°vel. Enquanto o agro 4.0 √© caracterizado pela automa√ß√£o das m√°quinas agr√≠colas, a pr√≥xima revolu√ß√£o do agroneg√≥cio √© baseada na transforma√ß√£o digital proporcionada por conectividade, Internet das Coisas (IoT), decis√Ķes baseadas em dados e tecnologias preditivas. As solu√ß√Ķes digitais passam a se adaptar √† realidade de cada produtor rural, dentro e fora da porteira. Nesse contexto, as startups do agroneg√≥cio (ou agtechs) desempenham um papel central com inova√ß√Ķes que v√£o desde a biotecnologia e da administra√ß√£o do empreendimento at√© o barateamento de custos com insumos, seguros e financiamento. Impactos da inova√ß√£o no agroneg√≥cio A agricultura e a pecu√°ria, ao longo da hist√≥ria, sempre foram impactadas pelas inova√ß√Ķes tecnol√≥gicas. Agora, o agro 5.0 tende a acelerar a evolu√ß√£o do setor, especialmente pela utiliza√ß√£o de solu√ß√Ķes de machine learning, que permitem √†s m√°quinas aprender com a pr√≥pria experi√™ncia. Al√©m de aumentar a produtividade com o uso de sensores, biotecnologia e previs√£o de cen√°rios, o pr√≥ximo salto evolutivo da agropecu√°ria tem o potencial de desenvolver a qualidade dos alimentos produzidos ao mesmo tempo que torna mais econ√īmica a produ√ß√£o, contribuindo para garantir seguran√ßa alimentar. Os processos do agro 5.0 ainda permitem o uso racional dos insumos e a redu√ß√£o de riscos relacionados ao ataque de pragas e √† ocorr√™ncia de eventos clim√°ticos ou desastres naturais. Tudo isso permite uma produ√ß√£o mais eficiente e sustent√°vel, com menos impacto no meio ambiente e maiores margens de lucro para o agropecuarista. Desafios para a implementa√ß√£o do agro 5.0 Apesar de boa parte das tecnologias estar sendo usada, em menor ou maior grau, nas fazendas, a implementa√ß√£o do agro 5.0 ainda enfrenta desafios estruturais e t√©cnicos para se tornar amplamente acess√≠vel. O principal deles se refere √† infraestrutura de conectividade. De acordo com um levantamento do Minist√©rio da Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento (Mapa), mais de 70% das propriedades ainda n√£o est√£o conectadas √† internet, o que √© um passo fundamental para o uso das inova√ß√Ķes. O agroneg√≥cio tamb√©m precisa de m√£o de obra especializada para operar m√°quinas, computadores e solu√ß√Ķes digitais. Os cursos do setor precisam ser atualizados para formar uma gera√ß√£o que acompanhe a evolu√ß√£o tecnol√≥gica. Fonte: Canal Agro Curadoria: Boi a Pasto

Preço do boi permanece estável, mas oferta melhora

O mercado f√≠sico do boi gordo registrou pouca movimenta√ß√£o de pre√ßos no decorrer desta quarta-feira no Brasil O n√≠vel de oferta segue melhorando com o retorno dos pecuaristas ao mercado. Em alguns estados os frigor√≠ficos atuam de maneira retra√≠da nas compras, a exemplo de S√£o Paulo, com a sinaliza√ß√£o de que as escalas de abate est√£o bem posicionadas, com unidades avan√ßando na segunda quinzena do m√™s. No mercado paulista, aponta Safras, h√° unidades fora de compras. Em Goi√°s, Minas Gerais e Mato Grosso as escalas n√£o est√£o alongadas como em s√£o Paulo e os frigor√≠ficos est√£o um pouco mais ativos. Para os pr√≥ximos dias vale prestar aten√ß√£o na estrat√©gia dos pecuaristas do Centro-Norte do pa√≠s, considerando que as pastagens est√£o em boas condi√ß√Ķes. Vale aten√ß√£o tamb√©m o escoamento dos cortes no atacado e o ritmo da exporta√ß√£o brasileira. Em S√£o Paulo, os pre√ßos ficaram indicados em R$ 280 arroba para pagamento √† vista. Boi no atacado O mercado atacadista apresentou pre√ßos acomodados em S√£o Paulo no decorrer da √ļltima quarta-feira. Segundo a Safras Consultoria, o ambiente de neg√≥cios sugere para pouco espa√ßo para reajustes no curto prazo, considerando que a demanda na ponta final est√° arrefecendo, principalmente para os cortes mais nobres. Vale destacar que ao longo das √ļltimas semanas os cortes de frango ganharam atratividade frente aos bovinos devido a excesso de oferta, fator que deve pesar na decis√£o de consumo das fam√≠lias, comenta. O quarto traseiro seguiu posicionado em R$ 20,60, por quilo. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 14,80, por quilo e a ponta de agulha em R$ 15,10, por quilo. Fonte: Canal Rural Curadoria: Boi a Pasto

Novo padr√£o para caf√© torrado entra em vigor e ind√ļstria j√° est√° se preparando

As mudan√ßas nos r√≥tulos poder√£o ser feitas pelas empresas ao longo dos pr√≥ximos 18 meses esde o dia 1¬ļ de janeiro, est√£o em vigor os padr√Ķes de classifica√ß√£o para o caf√© torrado comercializado no Brasil estabelecidos pelo Minist√©rio da Agricultura e Pecu√°ria, a partir da Portaria n¬ļ 570 . A classifica√ß√£o atendeu uma demanda apresentada pelo setor e com o padr√£o oficial definido, o √≥rg√£o fiscalizador poder√° verificar e controlar a qualidade, as condi√ß√Ķes higi√™nico-sanit√°rias e a identidade dos produtos oferecidos aos consumidores, o que pode ainda aumentar o consumo e a exporta√ß√£o do caf√©. Entre as mudan√ßas, algumas poder√£o ser percebidas diretamente pelo consumidor, j√° que estar√£o expostas nas embalagens: a esp√©cie de caf√©, o ponto de torra e a denomina√ß√£o ‚Äúfora de tipo‚ÄĚ caso o produto n√£o consiga atingir os padr√Ķes m√≠nimos de cafe√≠na, extrato aquoso e a nota de qualidade global da an√°lise sensorial estabelecidos pela Portaria. A rigor o que se busca √© a garantia da qualidade do caf√© torrado para todos os tipos de caf√©s. Atualmente, na comercializa√ß√£o desse produto, os consumidores baseiam-se na qualidade expressa na embalagem ou na fidelidade a uma marca, onde se cria uma expectativa positiva sobre o caf√© que se pretende consumir. ‚ÄúA nova regra vem ao encontro dos objetivos do Minist√©rio, que √© assegurar a oferta de produto de qualidade e seguro ao consumo e ao mesmo tempo estimular o desenvolvimento sustent√°vel de toda a cadeia produtiva e uma concorr√™ncia leal no mercado‚ÄĚ, explica o coordenador-geral de Qualidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecu√°ria, Hugo Caruso. Ind√ļstria em prepara√ß√£o Embora a ind√ļstria tenha um ano e meio para se adequar, algumas empresas j√° se anteciparam e est√£o prontas para atender √†s novas exig√™ncias. O presidente da Associa√ß√£o Brasileira da Ind√ļstria do Caf√© (Abic), Pavel Cardoso, disse que desde outubro do ano passado as ind√ļstrias est√£o se movimentando para providenciar a nova rotulagem. ‚ÄúAcredito que em abril ou maio o mercado j√° ter√° produtos expostos com a nova identidade‚ÄĚ, afirmou. As embalagens impressas antes do in√≠cio da vig√™ncia do padr√£o continuam v√°lidas at√© meados de 2024. Mas a partir de agora, novos r√≥tulos encomendados devem trazer as informa√ß√Ķes obrigat√≥rias. Cardoso contou que a Abic adotou o Selo de Pureza em 1989, seguindo resolu√ß√£o da Anvisa, que j√° previa no m√°ximo 1% de impurezas naturais da lavoura presentes no produto. Em 2004, a associa√ß√£o lan√ßou o Programa de Qualidade do Caf√©, que classifica e diferencia quatro categorias de caf√© a partir de an√°lise sensorial: gourmet, superior, tradicional e extraforte. De acordo com Cardoso, em fun√ß√£o da nova Portaria, os dois programas de certifica√ß√£o da Abic ser√£o unificados e a concess√£o do selo ser√° mais rigorosa. Os caf√©s ‚Äúfora de tipo‚ÄĚ, por exemplo, n√£o poder√£o receber o selo da institui√ß√£o. A Abic continuar√° atuando como certificadora do caf√© torrado e, em parceria com o Minist√©rio da Agricultura e Pecu√°ria, vai ampliar o monitoramento do mercado visando coibir a pr√°tica de adultera√ß√£o e fraude dos produtos, indicando, aos organismos de fiscaliza√ß√£o, os produtos que n√£o atendam √† legisla√ß√£o. Corresponsabilidade Com a nova portaria, a responsabilidade pela venda de produto adulterado ser√° compartilhada entre os produtores de caf√© e o varejo. ‚ÄúAt√© ent√£o n√£o havia um dispositivo de corresponsabilidade pela compra de caf√© fraudado. √Č uma vit√≥ria avassaladora da ind√ļstria‚ÄĚ, afirmou. Na pr√°tica, essa medida deve coibir a venda de produtos irregulares e elevar o padr√£o de qualidade do caf√©. Outras mudan√ßas A Portaria 570 vai permitir que √≥rg√£os de defesa do consumidor possam atuar em den√ļncias de fraude no produto. As torrefa√ß√Ķes dever√£o se registrar junto ao Minist√©rio da Agricultura por meio do Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecu√°rios (Sipeagro). Em rela√ß√£o √† classifica√ß√£o do produto, que ser√° obrigat√≥ria, as empresas ter√£o as op√ß√Ķes de terceirizar o processo, contratando uma empresa j√° credenciada no Minist√©rio, ou implantar seus processos pr√≥prios processos, com classificadores e laborat√≥rios internos. Neste caso, ser√° necess√°rio apresentar um manual de boas pr√°ticas ao Minist√©rio. Se aprovado, as ind√ļstrias poder√£o classificar na frequ√™ncia e maneira que acharem mais conveniente dentro do seu fluxo produtivo. Ainda de acordo com a portaria, pessoa f√≠sica ou jur√≠dica, incluindo o microempreendedor individual, que processe ou embale caf√© e realize a venda direta ao consumidor final, efetuada no pr√≥prio estabelecimento de elabora√ß√£o ou produ√ß√£o, em feiras livres, por meio de com√©rcio eletr√īnico ou para cafeterias, fica facultada a apresenta√ß√£o do Documento de Classifica√ß√£o, desde que assegurada a conformidade, identidade e qualidade do produto conforme previsto no documento. Informa√ß√Ķes √† imprensaAna Maio e Patr√≠cia T√°voraimprensa@agro.gov.br Curadoria: Boi a Pasto