julho 23, 2024

Produtividade e precocidade da soja estão nos lançamentos da Embrapa e Meridional no Show Rural

A Embrapa e a¬†Funda√ß√£o Meridional lan√ßaram duas novas cultivares de soja A Embrapa e a Funda√ß√£o Meridional lan√ßam no dia 7 de fevereiro, √†s 10h 30, na Vitrine de Tecnologias da Embrapa, no Show Rural, a ser realizado em Cascavel (PR), duas novas cultivares de soja com a tecnologia Xtend¬ģ (XTD) que combinam a alta produtividade com toler√Ęncia aos herbicidas glifosato e dicamba (BRS 2560XTD e BRS 2562XTD) e, portanto, s√£o op√ß√Ķes para √°reas de ref√ļgio pr√≥ximas √†s lavouras que utilizarem a tecnologia Intacta2 Xtend¬ģ (I2X). As cultivares Intacta2 Xtend¬ģ (I2X), al√©m da toler√Ęncia aos herbicidas, agregam a resist√™ncia √†s principais lagartas da soja. Com o intuito de prolongar a vida √ļtil dessa tecnologia e evitar a resist√™ncia das lagartas nas cultivares Intacta2 Xtend¬ģ, a Embrapa considera imprescind√≠vel a ado√ß√£o do ref√ļgio. Portif√≥lio de soja Na Vitrine de Tecnologias, a Embrapa Soja e a Funda√ß√£o Meridional estar√£o demonstradas cultivares transg√™nicas com resist√™ncia ao herbicida glifosato (BRS 5804RR, BRS 5601RR e BRS 599 RR), cultivares com resist√™ncia ao glifosato e a algumas esp√©cies de lagartas (BRS 1064 IPRO, BRS 1056 IPRO, BRS 1061IPRO, BRS 1003 IPRO, BRS 1054 IPRO) e cultivares com toler√Ęncia aos herbicidas glifosato e dicamba (BRS 2553 XTD, BRS 256-XTD, BRS 2562XTD, BRS 2578 XTD).  Lan√ßamento BRS 2560XTD – Al√©m de ser excelente op√ß√£o de ref√ļgio para √°reas com cultivares com a tecnologia I2X (grupo de maturidade entre 5.8 e 6.2), a BRS 2560XTD √© uma cultivar com alto potencial produtivo e arquitetura de planta que favorece a ramifica√ß√£o abundante. Outro diferencial, apontado pelo pesquisador Carlos Lasaro Pereira Melo,  da Embrapa Soja, √© que a nova cultivar √© adaptada √† antecipa√ß√£o de semeadura, permitindo encaixe em sistemas de sucess√£o/rota√ß√£o de culturas. A BRS 2560XTD √© recomendada para Serra do Nordeste e Planalto Superior do Rio Grande do Sul (REC103); Centro-sul do Paran√° (REC103) e Sul de S√£o Paulo (REC103). Quanto √† rea√ß√£o das cultivares √†s doen√ßas, a BRS 2560XTD √© resistente ao cancro da haste, mosaico comum da soja e podrid√£o radicular de Phytophthora e moderadamente resistente a mancha olho-de-r√£, o√≠dio. Tamb√©m possui resist√™ncia ao nematoide de galha Meloidogyne javanica. ‚ÄúEsta cultivar √© ainda tolerante a sulfonilur√©ias (grupo qu√≠mico de herbicidas utilizado para o controle de plantas daninhas), portanto √© seletiva a a√ß√£o desses herbicidas, seja quando utilizados para o controle das plantas daninhas em pr√© ou p√≥s emerg√™ncia da cultura, bem como para o controle da soja volunt√°ria‚ÄĚ, explica Pereira Melo. Lan√ßamento BRS 2562XTD – Este lan√ßamento tamb√©m √© excelente op√ß√£o de ref√ļgio para √°reas com cultivares com a tecnologia I2X com grupo de maturidade entre 6.0 e 6.4, por sua precocidade. A BRS 2562XTD possui alta estabilidade e performance produtiva, adaptada a diferentes ambientes de produ√ß√£o. ‚ÄúAl√©m disso, a cultivar permite semeadura antecipada, possibilitando o encaixe em sistemas de sucess√£o/rota√ß√£o de culturas. Esses atributos de lavoura podem variar em raz√£o do clima, solo e manejo, mas em geral seguem as caracter√≠sticas mencionadas‚ÄĚ, destaca o pesquisador Marcos Petek, da Embrapa Soja. Quanto √† rea√ß√£o das cultivares √†s doen√ßas, a BRS 2562XTD √© resistente ao cancro da haste, mosaico comum da soja e podrid√£o radicular de Phytophthora e moderadamente resistente √† mancha olho-de-r√£ e ao o√≠dio. Tamb√©m possui resist√™ncia aos nematoides de cisto (ra√ßas 3 e 14). √Č indicada para o Paran√° (REC 201), S√£o Paulo (REC 201), Mato Grosso do Sul (REC 204 e 301) Goi√°s (REC 304 e 401), Minas Gerais (REC 304) e Distrito Federal (REC 304). Segundo Ralf Udo Dengler, gerente executivo da Funda√ß√£o Meridional, as duas cultivares j√° est√£o com campos de produ√ß√£o de sementes implantados na safra 22/23. ‚ÄúNossos colaboradores, produtores de sementes, j√° estar√£o garantindo a oferta de sementes j√° na pr√≥xima safra, ampliando nosso portf√≥lio inovador com a tecnologia Xtend¬ģ (XTD), que s√£o as cultivares BRS 2560XTD e BRS 2562XTD. A disponibilidade pode ser consultada em nosso site: www.fundacaomeridional.com. √Č importante destacar que estas cultivares de soja XTD, n√£o servem apenas para ref√ļgio para I2X, pois com seu alto potencial de rendimento e suas excelentes caracter√≠sticas agron√īmicas, apresentam-se como uma √≥tima op√ß√£o para regi√Ķes indicadas‚ÄĚ, completa Dengler. Prote√ß√£o Ampliada contra Lagartas – A soja Intacta2 Xtend¬ģ re√ļne tr√™s prote√≠nas (Cry1A.105 e Cry2Ab2 e Cry1Ac), o que proporciona prote√ß√£o contra seis esp√©cies de lagartas que incidem na cultura da soja: Helicoverpa armigera, Spodoptera cosmioides, lagarta falsa medideira (Chrysodeixis includens), lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis), lagarta das ma√ßas (Chloridea virescens) e broca das axilas (Crocidosema aporema). ‚ÄúA piramida√ß√£o de tr√™s prote√≠nas nesta tecnologia reduz a probabilidade de quebra da resist√™ncia‚ÄĚ, explica o pesquisador Daniel Sosa Gomez, da Embrapa Soja. ‚ÄúPor√©m, um aspecto fundamental para evitar a sele√ß√£o de popula√ß√Ķes de lagartas resistentes nas lavouras com esta tecnologia √© o plantio de √°reas de ref√ļgio estruturado‚ÄĚ, explica Sosa Gomez.  A recomenda√ß√£o atual de ref√ļgio para a cultura da soja √©, no m√≠nimo, 20% da √°rea com tecnologia diferente da Intacta2 Xtend¬ģ. Segundo o pesquisador, esta √© uma medida preventiva que consiste no plantio de parte da lavoura com a tecnologia Xtend¬ģ – ou outras op√ß√Ķes de soja n√£o-Bt (sem a toxina Bacillus thuringiensis – Bt) a uma dist√Ęncia m√°xima de 800 metros de lavouras com a tecnologia Intacta2 Xtend¬ģ. ‚ÄúA ado√ß√£o da √°rea de ref√ļgio possibilita o acasalamento aleat√≥rio de mariposas oriundas das √°reas com a tecnologia Intacta2 Xtend¬ģ e das √°reas de ref√ļgio, favorecendo a manuten√ß√£o de popula√ß√Ķes suscet√≠veis e retardando a sele√ß√£o de popula√ß√Ķes resistentes‚ÄĚ, diz. A Embrapa defende ainda que o manejo de pragas nas lavouras com a tecnologia Intacta2 Xtend¬ģ siga as mesmas premissas do Manejo Integrado de Pragas (MIP). Manejo de Plantas Daninhas – As cultivares de soja com tecnologia Intacta2 Xtend¬ģ e tecnologia Xtend¬ģ s√£o tolerantes aos herbicidas glifosato e dicamba, cuja mol√©cula  apresenta efici√™ncia no manejo de plantas daninhas de folhas largas, como a buva, o caruru, a corda-de-viola, o pic√£o-preto, dentre outras. ‚ÄúO dicamba √© um herbicida recomendado para aplica√ß√£o no pr√©-plantio da soja. √Č fundamental que sejam seguidas as informa√ß√Ķes contidas na bula, pois o uso em desacordo com as orienta√ß√Ķes t√©cnicas pode ocasionar inj√ļrias em culturas n√£o-alvo da aplica√ß√£o do herbicida‚ÄĚ, conclui o pesquisador Dion√≠sio Gazziero, da Embrapa Soja Na avalia√ß√£o do pesquisador, o agricultor deve estar

Seca no RS imp√Ķe desafios na manuten√ß√£o da alimenta√ß√£o animal

Pelo terceiro ano seguido, a estiagem prejudica as pastagens e desafia o produtor ga√ļcho a buscar solu√ß√Ķes Mais uma vez o Rio Grande do Sul passa dificuldades devido √† falta de chuvas. Na pecu√°ria, a preocupa√ß√£o vem com a nutri√ß√£o dos animais, que perdem com o baixo crescimento dos pastos. O gerente t√©cnico do Servi√ßo de Intelig√™ncia em Agroneg√≥cios (SIA), Armindo Barth Neto, refor√ßa que nestes per√≠odos os produtores possam ter cartas na manga para minimizar os impactos do tempo seco. ‚ÄúOs produtores t√™m que ter consci√™ncia que estes per√≠odos v√£o acontecer e √© preciso ter alternativas para n√£o estar exposto nestes momentos de dificuldades‚ÄĚ, observa. No caso das pastagens, o especialista ressalta que neste ano se passa por um La Ni√Īa que no in√≠cio de novembro registrou temperaturas frias, o que prejudicou o crescimento das pastagens logo no in√≠cio da esta√ß√£o de crescimento. ‚ÄúJ√° no final de novembro e em dezembro tivemos registros de regi√Ķes com chuvas, mas na grande parte a m√©dia √© de temperaturas muito altas com poucas chuvas, o que evapora muito r√°pido e cria o d√©ficit prejudicando o crescimento das pastagens‚ÄĚ, destaca. Barth Neto frisa que a primeira dica √© sempre procurar manter as pastagens dentro da altura √≥tima de manejo. ‚ÄúNa SIA trabalhamos com o pastoreio Rotat√≠nuo e cada pastagem tem sua altura √≥tima de manejo. Por exemplo, o capim sud√£o trabalhamos entre 25 e 40 cent√≠metros, a mesma coisa para o milheto e a braqui√°ria. No campo nativo trabalhamos entre 8 e 12 cent√≠metros. Nestes per√≠odos de estiagem √© importante nunca deixar para baixo esta altura‚ÄĚ, explica. Al√©m disso, o gerente t√©cnico da SIA tamb√©m recomenda equilibrar a carga animal em cada potreiro, ajustando de acordo com o crescimento de cada √°rea. ‚ÄúSe tivermos √°reas n√£o utilizadas ou subutilizadas, colocar mais animais nessas √°reas e reequilibrar a carga animal nestes potreiros‚ÄĚ, informa. Outra dica, de acordo com Barth Neto, √© sobre a alimenta√ß√£o. Al√©m de manter estoques, em muitos casos √© preciso entrar com alguma suplementa√ß√£o para os animais para que se tenha uma parte da dieta que venha da pastagem e outra parte do cocho, com a finalidade que os animais comerem menos os pastos e consigam manter eles dentro da altura √≥tima. Outra alternativa, segundo o especialista, √© fazer o pastejo hor√°rio, onde os produtores que t√™m √°reas de pastagens anuais como Capim Sud√£o ou Milheto, ‚Äúfa√ßam um acesso por um tempo determinado nessa pastagem, que pode ser por um turno (pela manh√£ ou pela tarde) ou em per√≠odos mais cr√≠ticos, soltar os animais por duas horas para que eles fa√ßam uma boa alimenta√ß√£o nestas pastagens e preservem a altura‚ÄĚ, complementa. O gerente t√©cnico da SIA lembra que √© importante manter as pastagens bem manejadas porque quando come√ßa a chover, logo que caem as primeiras chuvas, tendo a umidade no solo, estas pastagens voltar√£o a crescer muito r√°pido. ‚ÄúSe tenho uma pastagem rapada e quando come√ßa a chover, n√£o temos folha para essa pastagem fazer fotoss√≠ntese e este pasto, mesmo com chuva, demora para crescer e provavelmente em uma nova falta de chuvas n√£o d√° tempo para este pasto se recuperar‚ÄĚ, salienta. Finalizando, o especialista enfatiza que o produtor deve neste momento fazer um ajuste de categorias, entendendo quais s√£o as mais exigentes e oferecer as melhores pastagens. ‚ÄúPor exemplo, estamos em meio a uma esta√ß√£o reprodutiva e ent√£o √© importante priorizar categorias com cria ao p√©, entre elas as prim√≠paras, que s√£o vacas de primeira cria, essas sim tem que acessar as melhores pastagens e de maneira alguma n√£o podem sofrer restri√ß√£o alimentar, porque sen√£o estas vacas t√™m uma taxa de prenhez muito baixa por falta de comida. Em segundo lugar, priorizar as vacas adultas que tem cria ao p√©, e por √ļltimo, em ordem de prioridade na reprodu√ß√£o, s√£o as novilhas e vacas solteiras, animais adultos que n√£o tem cria ao p√©‚ÄĚ, complementa Barth Neto. Fonte: Ascom SIA Curadoria: Boi a Pasto

Ministro refor√ßa import√Ęncia de investimento no agro sustent√°vel

Ministro est√° mobilizando sua equipe para a defini√ß√£o de uma pol√≠tica p√ļblica que vai oferecer condi√ß√Ķes mais favor√°veis de financiamento para produtores comprometidos com uma atividade agropecu√°ria sustent√°vel Oministro da Agricultura e Pecu√°ria, Carlos F√°varo, participou de reuni√£o com o Conselho Consultivo da Federa√ß√£o Brasileira de Bancos (Febraban), em S√£o Paulo, na manh√£ do dia (31) de Janeiro. Ele aproveitou a oportunidade para anunciar aos representantes das institui√ß√Ķes financeiras as diretrizes que v√£o nortear a atual gest√£o do Mapa e afirmou que o apoio do setor √† agropecu√°ria sustent√°vel √© fundamental. ‚ÄúTemos que fazer investimento de longo prazo, com taxas de juros compat√≠veis, para recuperar as pastagens que podem aumentar substancialmente a nossa √°rea de plantio de forma respons√°vel‚ÄĚ, disse o ministro. F√°varo esteve acompanhado dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento), Esther Dweck (Gest√£o e Inova√ß√£o em Servi√ßos P√ļblicos) e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Maria Rita Serrano e Tarciana Medeiros, presidentes da Caixa e do Banco do Brasil respectivamente, estiveram presentes. Isaac Sidney, presidente da Febraban, recepcionou os ministros e integrantes do conselho. O ministro da Agricultura disse que j√° est√° mobilizando sua equipe para a defini√ß√£o de uma pol√≠tica p√ļblica que vai oferecer condi√ß√Ķes mais favor√°veis de financiamento para produtores comprometidos com uma atividade agropecu√°ria sustent√°vel. O assessor especial Carlos Ernesto Augustin tem se reunido com empres√°rios ligados ao carbono, bioinsumos, fintechs e agritechs para viabilizar a proposta. Segundo F√°varo, a economia do Brasil vai crescer tamb√©m em fun√ß√£o da credibilidade do atual governo no exterior. Ele esteve na Alemanha na semana passada e falou das inten√ß√Ķes do Mapa ao pa√≠s da Comunidade Europeia. ‚ÄúQuero deixar como legado um minist√©rio que seja contempor√Ęneo, que pense no agro do futuro‚ÄĚ, afirmou na reuni√£o, destacando o papel da Embrapa nessa estrat√©gia. Fonte: Agrolink Curadoria: Boi a Pasto

Não adianta suplementar o gado se você não souber o potencial do rebanho

Confira as recomenda√ß√Ķes do engenheiro agr√īnomo e doutor em ci√™ncia animal e pastagens, Jos√© Renato Silva Gon√ßalves, administrador da fazenda Figueira, propriedade localizada em Londrina (PR) A suplementa√ß√£o do gado de corte n√£o vai adiantar se o pecuarista n√£o souber o potencial do rebanho e nem estiver colhendo o m√°ximo da pastagem da fazenda. O alerta foi feito pelo engenheiro agr√īnomo e doutor em ci√™ncia animal e pastagens, Jos√© Renato Silva Gon√ßalves. Ele √© administrador da fazenda Figueira, localizada em Londrina (PR). A propriedade faz parte da Funda√ß√£o de Estudos Agr√°rios Luiz de Queiroz (Fealq) e, testa e valida novas tecnologias pr√≥prias e de institui√ß√Ķes parceiras. ‚ÄúO grande diferencial da pecu√°ria brasileira √© a pastagem, por isso, temos de potencializar ao m√°ximo esse alimento no per√≠odo chuvoso‚ÄĚ, diz Gon√ßalves. Conhecer bem a √°rea,¬†as necessidades do solo, ter em mente¬†a quantidade de bovinos a ser engordada¬†s√≥ vai ajudar o¬†melhor desempenho da atividade. Aduba√ß√£o de pasto deve buscar o equil√≠brio Um dos principais alertas para desenvolver um bom trabalho de produ√ß√£o de bovinos come√ßa entendendo bem da √°rea da fazenda. O especialista recomenda que se fa√ßa uma¬†aduba√ß√£o equilibrada para que nada falta para a nutri√ß√£o da planta forrageira. ‚ÄúEsse trabalho come√ßa com uma boa calagem para diminuir o n√≠vel de alum√≠nio no solo‚ÄĚ, diz Gon√ßalves. Uma boa an√°lise de solo deve ser feita para poder repor os nutrientes que realmente faltam para sustentar as forrageiras. Ajuste da taxa de lota√ß√£o do gado por hectare¬† Outro erro comum destacado por Gon√ßalves √© colocar mais bovinos do que pode suportar a √°rea de pastagem. ‚ÄúMuitos pecuaristas fazem o superpastejo. E no final das contas, o que vai acontecer √© a fazenda n√£o atingir √≠ndices de produtividade por falta de comida para o gado‚ÄĚ, diz. A recomenda√ß√£o √© que seja feita uma avalia√ß√£o criteriosa da taxa de lota√ß√£o dos animais que o pasto suporte. √Č a partir dessa avalia√ß√£o que tamb√©m ser√£o feitos os c√°lculos de nutrientes necess√°rios nas aduba√ß√Ķes no pasto. Todo o nutriente retirado do solo deve ser reposto para que a produ√ß√£o de bovinos seja satisfat√≥ria, segundo o especialista. Pastagem, gen√©tica e suplementa√ß√£o A¬†suplementa√ß√£o¬†tem de ser entendida como um refor√ßo adicional √† pastagem. Sen√£o o produtor deixa de aproveitar o alimento mais barato que h√°: o capim. Se a fazenda n√£o est√° aproveitando o n√≠vel m√°ximo de suas pastagens, n√£o adianta suplementar. Adicionalmente, se o rebanho de bovinos n√£o possui em¬†gen√©tica¬†para converter com efici√™ncia os alimentos, tamb√©m ser√° dispendioso o gasto com suplementa√ß√£o. ‚ÄúNutri√ß√£o e gen√©tica devem caminhar juntas para uma pecu√°ria mais eficiente‚ÄĚ, diz Gon√ßalves. Confira a entrevista na √≠ntegra no v√≠deo acima e saiba que agora √© o momento da propriedade se planejar para seca que vai vir neste ano. Fonte: Giro do Boi Curadoria: Boi a Pasto

Exportação recorde de milho derruba estoques para 2 mi de toneladas

Conab indica suprimento em 123,8 milh√Ķes de t e consumo e exporta√ß√£o em 122 milh√Ķes Com os dados do mercado externo de janeiro j√° definidos, o Brasil deve fechar o ano comercial com estoque de passagem de milho abaixo de 2 milh√Ķes de toneladas, um volume n√£o registrado h√° muitos anos. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) prev√™ oferta total (estoques iniciais, produ√ß√£o e importa√ß√£o) de 123,8 milh√Ķes de toneladas no per√≠odo de fevereiro de 2022 a janeiro de 2023. J√° o consumo nacional (75 milh√Ķes de toneladas) e as exporta√ß√Ķes (47 milh√Ķes) somam 122 milh√Ķes. Resta 1,8 milh√£o para ser incorporado ao volume da nova safra. A menos que haja revis√£o para cima da produ√ß√£o ou para baixo do consumo. Do lado da oferta desse cereal, h√° d√ļvidas sobre o potencial de produ√ß√£o e de exporta√ß√£o dos argentinos e dificuldades da Ucr√Ęnia para exportar. O Brasil √© o grande fornecedor no momento, uma vez que o produtor dos Estados Unidos est√° reticente em vender seu produto, √† espera de melhores pre√ßos, segundo Daniele Siqueira, analista da AgRural. Mesmo com superssafra de soja e de milho previstas no Brasil, os pre√ßos em Chicago continuam em bons patamares. As incertezas na produ√ß√£o e na exporta√ß√£o de gr√£os dos argentinos mant√™m o mercado em alerta. O contrato de mar√ßo da soja foi negociado a US$ 15,15 por bushel (27,2 kg) nesta ter√ßa-feira (7), um valor pr√≥ximo da m√°xima hist√≥rica de US$ 15,72 para esse contrato, registrada em 19 de junho de 2022. As chuvas de janeiro na Argentina desanuviaram um pouco o cen√°rio ruim que se apresentava para os produtores de soja do pa√≠s. Mesmo com a chuva, no entanto, ainda fica dif√≠cil uma avalia√ß√£o da produ√ß√£o.A safra de soja √© longa na Argentina e s√≥ no decorrer de fevereiro ser√° poss√≠vel uma defini√ß√£o melhor do volume a ser produzido, afirma Daniele. O mercado ainda trabalha com n√ļmeros bem diversos, que v√£o de uma produ√ß√£o de 37 milh√Ķes a 45,5 milh√Ķes de toneladas. Este √ļltimo dado √© do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Para Daniele, a safra argentina de soja dever√° ficar abaixo dos 40 milh√Ķes, o que seria um volume distante do potencial de 48 milh√Ķes a 50 milh√Ķes de toneladas. No Brasil, apesar da seca no Rio Grande do Sul e em √°reas pontuais do Paran√° e de Mato Grosso do Sul, a safra dever√° superar 150 milh√Ķes de toneladas, o que ajuda a cobrir o d√©ficit argentino. As incertezas no Brasil s√£o com o desenrolar da colheita, que est√° atrasada. Dados da AgRural indicam que at√© o in√≠cio de fevereiro apenas 9% da √°rea destinada √† oleaginosa tinha sido colhida, abaixo dos 16% de h√° um ano. No Paran√°, as m√°quinas passaram por apenas 2% da √°rea, bem menos do que os 15% da safra anterior. Embora os produtores norte-americanos estejam de olho nesse atraso da colheita de soja brasileira, o que pode comprometer o per√≠odo ideal do milho, a analista da AgRural diz que ainda √© cedo para uma avalia√ß√£o dos efeitos desse atraso. Uma eventual redu√ß√£o na safra brasileira de milho favoreceria os produtores dos Estados Unidos, que atrasaram as vendas do cereal √† espera de pre√ßos melhores. O milho, assim como a soja, tamb√©m tem um patamar elevado de pre√ßos em Chicago. Nesta ter√ßa-feira, terminou o preg√£o em US$ 6,74 por bushel (25,4 kg), n√£o muito distante da m√°xima de US$ 7,12 de 23 de outubro do ano passado para esse contrato. Contrariando… Jair Bolsonaro escreveu em uma rede social que “o valor das exporta√ß√Ķes [do agroneg√≥cio] passou de R$ 68 bilh√Ķes em 2018 para R$ 82 bilh√Ķes em 2021”, em vista de o pa√≠s ter conseguido novos mercados e de elevar o n√ļmero de produtos comercializados. …o pr√≥prio O Minist√©rio da Agricultura informa, no entanto, que as exporta√ß√Ķes do agroneg√≥cio de 2018 superaram, pela primeira vez, o patamar de US$ 100 bilh√Ķes, somando US$ 101,2 bilh√Ķes. …governo J√° as de 2021 subiram para US$ 120,5 bilh√Ķes. O Minist√©rio j√° tem dispon√≠vel, inclusive, as receitas de exporta√ß√Ķes de 2022, que atingiram US$ 159,1 bilh√Ķes. M√°quinas agr√≠colas As vendas somaram 67,4 mil unidades no ano passado, 19,4% a mais do que em 2021, segundo a Anfavea. Nesse mesmo per√≠odo, as exporta√ß√Ķes subiram para 10,6 mil unidades, 7,6% a mais do que no per√≠odo anterior. M√°quinas agr√≠colas 2 Neste ano, no entanto, o desempenho dever√° ser mais fraco. A associa√ß√£o do setor prev√™ uma queda das vendas para 65 mil unidades, 3,5% a menos do que em 2022, e recuo de 13% nas exporta√ß√Ķes, para 9.520 unidades. Infla√ß√£o¬†Os pre√ßos dos produtos agropecu√°rios ca√≠ram 0,56% em janeiro no atacado, segundo o IGP-DI. Entre as altas estiveram feij√£o, mandioca e arroz. Na lista de quedas est√£o soja, aves, carne bovina e adubo. Fonte: Folha de S√£o Paulo Curadoria: Boi a Pasto