abril 1, 2026

Capim adaptado ao calor extremo vira aliado da pecuária no semiárido

A planta contribui para a conservação do solo e garante melhor desempenho do rebanho mesmo em períodos de estiagem

Cobertura do solo proporcionada pela pastagem ajuda a reter a umidade, reduz o escoamento da água da chuva e evita a perda de matéria orgânica

No semiárido brasileiro, produtores têm adotado novas tecnologias para enfrentar os efeitos da seca e manter a produtividade no campo. No Ceará, o uso de pastagens plantadas por mudas clonadas tem se destacado como alternativa eficiente para melhorar a alimentação do rebanho e ampliar a produção de carne e leite.

Apesar do avanço da agropecuária na região, o clima ainda é um dos principais desafios. A estiagem prolongada compromete a qualidade e a disponibilidade de pasto, impactando diretamente o desempenho dos animais.

Para driblar esse cenário, produtores têm investido em capins melhorados geneticamente, mais adaptados às condições do semiárido. Um dos destaques é o capim tifton 85, desenvolvido a partir do cruzamento de espécies forrageiras, com alta tolerância a temperaturas elevadas.

“O tifton 85, tem uma alta adaptação ao clima semiárido, ao clima do Nordeste. Porque está na sua genética. Foi feito o tipo 85 a partir de uma forragem, a partir de uma graminha da África com uma graminha do sul dos Estados Unidos. A partir do seu cruzamento chega-se no tifton 85 com alta capacidade de tolerância climática de altas temperaturas”, explica o zootecnista e e fundador da Amazon Mudas, Oswaldo Stival Neto.

Segundo Neto, a planta possui rizomas (caules que funcionam como reserva de energia), o que garante maior resistência durante períodos de seca e contribui para a manutenção da qualidade da forragem.

Com mais que o dobro de proteína em relação a outras forrageiras tropicais, esse capim permite reduzir o volume de alimento e, ao mesmo tempo, aumentar a lotação de animais por hectare. Além da produtividade, a tecnologia também contribui para a conservação do solo e garante melhor desempenho do rebanho mesmo em períodos de estiagem.

De acordo com Neto, a cobertura do solo proporcionada pela pastagem ajuda a reter a umidade, reduz o escoamento da água da chuva e evita a perda de matéria orgânica. Com isso, há melhora gradual na qualidade do solo.

Fonte: Canal Rural

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