julho 23, 2024

A tecnologia que agricultores est√£o usando para tentar salvar as abelhas

No calor escaldante da manhã, Thai Sade escova os abacateiros que em breve vai polinizar artificialmente. Baseado em um moshav, ou fazenda coletiva, no centro de Israel, Sade é o fundador da empresa de tecnologia BloomX.

Ele diz que a empresa encontrou uma maneira de polinizar mecanicamente as planta√ß√Ķes de maneira semelhante √†s abelhas.

Gordura de laboratório é aposta da startup Cellva para revolucionar alimentação

Na gastronomia brasileira, a banha de porco √© um dos ingredientes mais tradicionais que existem ‚Äď al√©m de ser usada para cozinhar e fritar alimentos, a banha tamb√©m j√° foi bastante utilizada como conservante em carnes, por exemplo. Mas h√° quem esteja de olho em rever essa tradi√ß√£o de maneira mais tecnol√≥gica. √Č o caso da startup¬†Cellva, que trabalha atualmente no desenvolvimento de gordura cultivada em laborat√≥rio: um produto cuja base s√£o c√©lulas extra√≠das de porcos e alimentadas dentro de biorreatores, sem necessidade de abater o animal.

Pesquisa desenvolve filé de pirarucu em conserva

Avan√ßo beneficia tanto piscicultores quanto pescadores, que utilizam planos de manejo para manter a esp√©cie segura. Pesquisadores da Embrapa desenvolveram o fil√© de pirarucu (Arapaima gigas) em conserva, tecnologia agroindustrial que agrega valor ao pescado e desponta como potencial ativo de bioeconomia e desenvolvimento na Amaz√īnia. O pirarucu est√° entre os maiores peixes de √°gua doce do Brasil e do mundo e tem despertado a aten√ß√£o de consumidores, manejadores e produtores em todo Pa√≠s, em especial, na Amaz√īnia, de onde √© origin√°rio. Entre as caracter√≠sticas atraentes ao mercado destacam-se o r√°pido ganho de peso desse peixe e o aproveitamento de carne, superior ao encontrado no gado. A tecnologia est√° dispon√≠vel a empresas interessadas em dar continuidade √† pesquisa e lev√°-la ao mercado consumidor. Ela foi desenvolvida por meio de parceria entre a Embrapa Amaz√īnia Oriental (PA) e Embrapa Agroind√ļstria de Alimentos (RJ) e resultou em um comunicado t√©cnico detalhando todo processo e que pode ser acessado gratuitamente no portal da institui√ß√£o.  A pesquisadora Alessandra Ferraiolo, uma das autoras do trabalho, defende que √© necess√°rio diversificar os produtos de peixes enlatados existentes no mercado, e com isso, possibilitar agrega√ß√£o de valor, assim como aumentar a vida √ļtil do pescado fresco. O pirarucu √© um peixe carn√≠voro que pode atingir, em condi√ß√Ķes de natureza, at√© tr√™s metros de comprimento e ultrapassar os 200 quilos. No caso da cria√ß√£o comercial, em cativeiro, os n√ļmeros tamb√©m s√£o animadores, pois o animal chega a 12 quilos em apenas um ano, tamanho apreciado pelo mercado. Em termos de rendimento econ√īmico, pesquisas da Embrapa indicam que o pirarucu suplanta ao dobro o tambaqui (CoIossoma macropomum) e em at√© 40 vezes aos bubalinos, bovinos e ovinos. Considerando-se os elevados rendimentos de carne, o que indica a esp√©cie com elevado potencial para a piscicultura industrial. Segundo Ferraiolo, o trabalho t√™m o intuito de agregar valor e incentivar o consumo da esp√©cie, al√©m de diversificar os produtos de peixes enlatados. ‚ÄúO objetivo do trabalho foi desenvolver conservas de pirarucu da pesca e da piscicultura e avaliar os produtos quanto √†s suas caracter√≠sticas f√≠sico-qu√≠micas, sensoriais e qualidade microbiol√≥gica‚ÄĚ, detalha. Ela explica que as vantagens da esp√©cie para esse tipo de processo agroindustrial est√£o no rendimento muscular e qualidade da carne. ‚ÄúA carne do pirarucu possui colora√ß√£o clara, textura firme, sabor suave, o que agrada aos consumidores. A aus√™ncia de espinhas intramusculares e baixo teor de gordura s√£o outros pontos importantes‚ÄĚ, conta a cientista. Do rio √† lata O trabalho dos cientistas envolveu, al√©m do desenvolvimento de conservas, a avalia√ß√£o da qualidade do produto final a fim de incentivar o consumo da esp√©cie e fomentar a sua cadeia produtiva. Os produtos enlatados foram avaliados quanto √†s suas caracter√≠sticas f√≠sico-qu√≠micas e sensoriais e √† qualidade microbiol√≥gica. A pesquisadora conta que foi obtido um produto de boa qualidade nutricional, sensorial e sanit√°ria. √Č tamb√©m considerado um produto de conveni√™ncia, por ser de f√°cil preparo, semipronto ou pronto para o consumo. ‚ÄúO fil√© de pirarucu em lata dispensa a cadeia do frio para o seu armazenamento, distribui√ß√£o e comercializa√ß√£o‚ÄĚ, enfatiza a cientista. Ela lembra que, como qualquer pescado, o fil√© da esp√©cie √© altamente suscet√≠vel √† deteriora√ß√£o, desafio que a apresenta√ß√£o em lata ajuda a contornar. ‚ÄúO beneficiamento aumenta a vida √ļtil, a diversidade de produtos e a aceita√ß√£o do pescado pelo mercado consumidor, al√©m de permitir um melhor controle de qualidade e aproveitamento dos subprodutos, sem perder os benef√≠cios nutricionais‚ÄĚ, defende a cientista ao ressaltar que o elevado teor de nutrientes presente no pirarucu o torna recomend√°vel ao consumo. Pelo processo agroindustrial desenvolvido, os fil√©s foram higienizados em solu√ß√£o clorada, imersos em salmoura (3% sal refinado), drenados, cortados e acondicionados em latas. Em seguida, adicionou-se o l√≠quido de cobertura, √† base salmoura a 2% e as latas foram submetidas aos processos de exaust√£o, recrava√ß√£o, tratamento t√©rmico e resfriamento. Degusta√ß√Ķes, em testes sensoriais, tamb√©m foram realizados e indicaram que a conserva elaborada com o pirarucu da piscicultura foi preferida em compara√ß√£o √† elaborada com o peixe oriundo da pesca. Os peixes de cria√ß√£o se sobressa√≠ram nos atributos textura, sabor e impress√£o global. O resultado geral foi a inten√ß√£o positiva de compra do produto. ‚ÄúA conserva de pirarucu, proveniente da pesca ou da piscicultura mostrou boa aceita√ß√£o sensorial‚ÄĚ, afirma Ferraiolo. Mercado Os dados oficiais sobre a produ√ß√£o pirarucu tem oscilado nos √ļltimos anos. Depois de uma alta registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat√≠stica (IBGE) no ano de 2015, quando a produ√ß√£o nacional atingiu algo em torno de oito mil toneladas, houve uma queda significativa em 2020, quando, de acordo com o instituto, a produ√ß√£o n√£o conseguiu alcan√ßar duas mil toneladas. Esses n√ļmeros, no entanto, n√£o condizem com a realidade da produ√ß√£o do pirarucu, segundo Francisco Medeiros, presidente-executivo da Associa√ß√£o Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). Medeiros relata que os dados do IBGE provavelmente registraram apenas a cria√ß√£o comercial e n√£o a produ√ß√£o oriunda dos planos de manejo. ‚ÄúA produ√ß√£o do pirarucu se divide entre a cria√ß√£o comercial em cativeiro e os planos de manejo comunit√°rios, estes, nos diversos estados da Amaz√īnia‚ÄĚ, enfatiza o presidente da PeixeBR. Sobre a discrep√Ęncia de dados, Medeiros acredita que pode estar relacionada √† dificuldade de mensurar a pesca de manejo nas comunidades tradicionais. De acordo com os registro da PeixeBR, somente o estado do Amazonas produziu cerca de tr√™s mil toneladas em 2020, ou seja, mil toneladas a mais que o registrado pelo IBGE. A PeixeBR reconhece, no entanto, que houve um queda vertiginosa na produ√ß√£o em cativeiro, mas, ao mesmo tempo, um aumento significativo na produ√ß√£o de manejo e organiza√ß√£o comunit√°ria. O executivo avalia que o mercado para esse peixe tem muitos gargalos, com destaque para o resfriamento e conserva√ß√£o, mas tamb√©m potencialidades e que o papel da pesquisa, a uni√£o de esfor√ßos e implementa√ß√£o de pol√≠ticas p√ļblicas, podem reestruturar e impulsionar a cadeia da esp√©cie nativa, tanto no manejo quanto no cativeiro. Se por um lado houve queda na produ√ß√£o em piscicultura, o mercado de alimentos enlatados segue aquecido e projeta crescimento, segundo pesquisa divulgada pela empresa de consultoria Mordor Intelligence.  O estudo Mercado de alimentos enlatados –

Bioeconomia no Brasil pode gerar faturamento de US$ 284 bi anuais

O levantamento mostrou ainda que as emiss√Ķes de carbono podem ser reduzidas em cerca de 550 milh√Ķes de toneladas nos pr√≥ximos 27 anos. Um levantamento in√©dito prev√™ que a implementa√ß√£o da bioeconomia no Brasil pode gerar um faturamento industrial anual de US$ 284 bilh√Ķes at√© 2050. √Č esse montante que o Pa√≠s poder√° alcan√ßar ao realizar a chamada total implementa√ß√£o da bioeconomia, que abrange tr√™s frentes: as atuais pol√≠ticas para mitiga√ß√£o de emiss√Ķes de gases de efeito estufa (GEE) no Pa√≠s, a consolida√ß√£o da biomassa como principal matriz energ√©tica em setores importantes da economia e a intensifica√ß√£o de tecnologias biorrenov√°veis.  Intitulado ‚ÄúPotencial do impacto da bioeconomia para a descarboniza√ß√£o do Brasil‚ÄĚ, o estudo √© fruto da parceria entre a Associa√ß√£o Brasileira de Bioinova√ß√£o (ABBI), Embrapa Agroenergia, Laborat√≥rio Nacional de Biorrenov√°veis do Centro de Pesquisa em Energia e Materiais (LNBR/CNPEM), Centro de Tecnologia da Ind√ļstria Qu√≠mica e T√™xtil (Senai/CETIQT) e Laborat√≥rio Cenergia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Cenergia/UFRJ). O documento avalia distintas trajet√≥rias para o Brasil at√© o ano de 2050, a partir das quais prop√Ķe tr√™s cen√°rios potenciais da bioeconomia no contexto de transi√ß√£o energ√©tica no Brasil, sendo o √ļltimo considerado ponto fundamental do documento, com a ado√ß√£o mais intensificada da bioeconomia. O primeiro cen√°rio, intitulado ‚ÄúPol√≠ticas Correntes‚ÄĚ, analisa a manuten√ß√£o das atuais pol√≠ticas brasileiras e o respeito √† Contribui√ß√£o Nacionalmente Determinada (NDC, sigla em ingl√™s), proposta no √Ęmbito do Acordo de Paris sobre o Clima.  O segundo cen√°rio, ‚ÄúAbaixo de 2 ¬ļC‚ÄĚ, considera que a biomassa passa a ser a principal fonte de energia para a implementa√ß√£o de tecnologias de baixo carbono nos principais setores da economia brasileira, tamb√©m em cumprimento ao Acordo de Paris, com o objetivo espec√≠fico de limitar o aumento da temperatura terrestre ‚Äúbem abaixo dos 2 ¬ļC‚ÄĚ at√© o final do s√©culo.  O terceiro e √ļltimo cen√°rio proposto, chamado de ‚ÄúPotencial da Bioeconomia‚ÄĚ, √© no qual a bioeconomia e a transi√ß√£o energ√©tica se complementam e inserem tecnologias promissoras biorrenov√°veis a partir do cen√°rio ‚ÄúAbaixo de 2 ¬ļC‚ÄĚ. ‚ÄúO estudo quantifica a bioeconomia em cen√°rios de transi√ß√£o energ√©tica e avalia como as tecnologias geradas pela chamada economia circular e de baixo carbono podem complementar a transi√ß√£o energ√©tica dentro das cadeias produtivas‚ÄĚ, afirma Alexandre Alonso, chefe-geral da Embrapa Agroenergia. ‚ÄúBuscamos desenvolver processos produtivos mais eficientes e menos intensivos em insumos e energia, fortemente apoiados na biotecnologia‚ÄĚ, complementa. Al√©m de Alonso, o estudo tamb√©m conta com a contribui√ß√£o do pesquisador da Embrapa Agroenergia e ex-presidente da Embrapa¬†Maur√≠cio Lopes.¬†Para Lopes, o Brasil tem plenas condi√ß√Ķes de modelar uma agricultura dedicada √† biomassa capaz de viabilizar um setor bioindustrial inovador e competitivo.¬† “A bioeconomia entra com vantagem na complexa equa√ß√£o da sustentabilidade, por ser capaz de combinar de forma sin√©rgica recursos naturais, como a biomassa, e tecnologias avan√ßadas, em modelo de produ√ß√£o de base biol√≥gica, limpa e renov√°vel, promovendo sinergias entre as ind√ļstrias de energia, alimentos, qu√≠mica, materiais, dentre outras”, pontua. Solu√ß√Ķes e tecnologias  Entre as principais contribui√ß√Ķes do estudo est√° o levantamento de solu√ß√Ķes que impactam o aumento da produtividade da agricultura, possibilitam a libera√ß√£o de √°reas que podem ser reaproveitadas por culturas energ√©ticas e reduzem as emiss√Ķes de GEE durante o processo produtivo.¬† O trabalho se concentrou em bioinova√ß√Ķes de ind√ļstrias existentes e em fase de desenvolvimento, a partir das quais √© poss√≠vel estimar valores de investimento e de receita, com foco em setores com maior potencial de mitiga√ß√£o de GEE.   No quesito ‚Äúsolu√ß√Ķes para intensifica√ß√£o sustent√°vel da agricultura‚ÄĚ, foram avaliadas tecnologias relacionadas a prote√≠nas alternativas, solu√ß√Ķes para confinamento de gado, fixa√ß√£o de carbono no solo, novas variedades de vegetais de alto rendimento por hectare, fixa√ß√£o biol√≥gica de nitrog√™nio (FBN), controle biol√≥gico, todas inseridas no contexto de otimiza√ß√£o do uso do solo e produ√ß√£o de biomassa com baixa emiss√£o de carbono ou at√© emiss√£o negativa. J√° no quesito ‚Äúsolu√ß√Ķes para a convers√£o de biomassa em produtos de base energ√©tica‚ÄĚ foram consideradas tecnologias que utilizam a biomassa para a produ√ß√£o de energia de baixa intensidade de carbono ou at√© emiss√Ķes de GEE negativas e que apresentam maior escala de mercado, como bioenergia com captura e armazenamento de carbono (BECCS), captura e utiliza√ß√£o de carbono (CCU), biog√°s e etanol de segunda gera√ß√£o (E2G). Por √ļltimo, foram analisadas solu√ß√Ķes para a convers√£o de biomassa em bioprodutos de alto valor agregado, importantes para substituir produtos de origem f√≥ssil e viabilizar economicamente o desenvolvimento de biorrefinarias. Neste quesito, foram consideradas as tecnologias relacionadas √† produ√ß√£o de bioqu√≠micos, enzimas, biofertilizantes, biomateriais, bionafta e biocombust√≠veis avan√ßados.  ‚ÄúAs tecnologias retratam bem a necessidade de adapta√ß√£o do processamento √†s diferentes fontes de biomassa, o que refor√ßa o car√°ter modular das biorrefinarias e a possibilidade de distintas formas organizacionais dentro de um mesmo p√°tio produtivo‚ÄĚ, indica o relat√≥rio. Fonte: Embrapa Curadoria: Boi a Pasto

Novo bioinsumo aumenta em at√© 20% a produtividade da cana-de-a√ß√ļcar

Novo inoculante √© formado por duas bact√©rias que aumentam a absor√ß√£o de f√≥sforo pela planta, aumentando a produtividade. Duas bact√©rias identificadas pela Embrapa em seu banco de microrganismos, capazes de aumentar a absor√ß√£o de f√≥sforo pelas plantas, mostram ganhos comprovados na cultura da cana-de-a√ß√ļcar. O incremento de produtividade, segundo dados da pesquisa da Embrapa, chega a 20% com o primeiro inoculante solubilizador de f√≥sforo desenvolvido no Pa√≠s, com recomenda√ß√Ķes agron√īmicas validadas para a cultura da cana-de-a√ß√ļcar, identificado como Omsugo ECO e comercializado pela multinacional Corteva Agriscience. O novo bioinsumo promove a redu√ß√£o da aplica√ß√£o de adubos fosfatados, resultando em ganhos econ√īmicos e mais sustentabilidade ambiental. As duas cepas de bact√©rias que deram origem ao inoculante ‚Äď Bacillus subtilis (CNPMS B2084) e Bacillus megaterium (CNPMS B119) ‚Äď foram selecionadas a partir dos acessos da Cole√ß√£o de Microrganismos Multifuncionais e Fitopat√≥genos (CMMF) da Embrapa Milho e Sorgo (MG). ‚ÄúEsse acervo tem enorme potencial em oferecer solu√ß√Ķes para o aumento de produtividade de diversas culturas agr√≠colas, com foco em sustentabilidade e descarboniza√ß√£o da agricultura‚ÄĚ, enfatiza Myriam Maia Nobre, chefe-adjunta de Transfer√™ncia de Tecnologia da Embrapa Milho e Sorgo, ao informar que a cole√ß√£o possui 11 mil registros. De acordo com a pesquisadora Christiane Paiva, l√≠der da equipe desenvolvedora do estudo, as cepas dessas bact√©rias, a partir de mecanismos distintos, promovem maior crescimento das ra√≠zes e solubiliza√ß√£o do f√≥sforo adsorvido no solo. ‚ÄúRealizamos pesquisas com foco na cultura da cana, definindo as doses e quais seriam as recomenda√ß√Ķes de uso do inoculante Omsugo ECO para buscarmos o melhor custo-benef√≠cio para o produtor rural. Tivemos relatos de ganhos m√©dios de cerca de 12 toneladas por hectare nas √°reas onde os produtores realizaram testes com o produto, se comparadas com √°reas sem aplica√ß√£o‚ÄĚ, refor√ßa. Com o bioinsumo, canaviais entregam at√© 20% a mais de produtividade Experimentos conduzidos no ano agr√≠cola 2020/2021 pela Embrapa e pela Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de S√£o Paulo (Coplacana) em tr√™s √°reas produtoras brasileiras comprovam a efici√™ncia do Omsugo ECO nessa cultura, fornecedora de mat√©ria-prima para um setor de alta import√Ęncia estrat√©gica e econ√īmica para o Pa√≠s. O Brasil √© o maior produtor mundial de cana-de-a√ß√ļcar, com 572,8 milh√Ķes de toneladas produzidas para a atual safra 2022/2023, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os cientistas avaliaram os tr√™s mais importantes √≠ndices relacionados ao desempenho de uma lavoura de cana-de-a√ß√ļcar: toneladas de cana por hectare (TCH) que mede a produtividade; a√ß√ļcar total recuper√°vel (ATR), indicador que representa a capacidade da cana de ser transformada em a√ß√ļcar ou √°lcool; e toneladas de a√ß√ļcar por hectare (TAH). A maior m√©dia de produtividade observada coincidiu com a parcela que recebeu a maior dose do inoculante l√≠quido do Omsugo ECO. ‚ÄúA produtividade em TCH foi 20% superior ao tratamento que n√£o recebeu aplica√ß√£o do inoculante ou adubo fosfatado‚ÄĚ, relata o pesquisador Geraldo de Almeida Can√ßado, da Embrapa Agricultura Digital, que conduziu os estudos na cultura da cana. Nas condi√ß√Ķes experimentais, o uso combinado de doses superiores a 500 ml por hectare do inoculante e aplicando somente 50% da quantidade de aduba√ß√£o fosfatada recomendada foi capaz de promover aumento significativo para os par√Ęmetros de TCH e TAH. ‚ÄúEsses √≠ndices s√£o associados, respectivamente, √† produtividade e √† qualidade da mat√©ria-prima na cultura da cana-de-a√ß√ļcar, indicando a efic√°cia do inoculante para essa cultura,‚ÄĚ relataram os pesquisadores. Os dados foram publicados no Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa intitulado Utiliza√ß√£o de Inoculante L√≠quido Solubilizador de Fosfato Formulado √† Base dos Isolados de Bacillus megaterium e Bacillus subitilis no Plantio da Cana-de-A√ß√ļcar, que re√ļne autores da Embrapa Agricultura Digital e da Embrapa Milho e Sorgo. Como a tecnologia funciona As bact√©rias selecionadas pela Embrapa, por formarem esporos de alta resist√™ncia a estresses ambientais, permitem melhor coloniza√ß√£o das ra√≠zes da cana e aplica√ß√£o o ano todo. Al√©m disso, sua aplica√ß√£o √© compat√≠vel com as pr√°ticas operacionais e de manejo da cultura. Os mecanismos de a√ß√£o das bact√©rias passam pela libera√ß√£o de fitorm√īnios e pela produ√ß√£o de enzimas fosfatase e fitases que auxiliam na ciclagem do f√≥sforo org√Ęnico do solo e na produ√ß√£o de √°cidos org√Ęnicos para a libera√ß√£o do f√≥sforo fixado na forma inorg√Ęnica, que s√£o essenciais para a a√ß√£o na raiz e o aumento da absor√ß√£o do f√≥sforo pela cultura da cana. Os testes realizados no primeiro ano de valida√ß√£o da tecnologia comprovam a efic√°cia e a compatibilidade com as demais pr√°ticas agropecu√°rias preconizadas no Portf√≥lio Corteva, segundo a empresa. Por InPress Porter Novelli ‚ÄúEstamos trazendo para o mercado o primeiro solubilizador de f√≥sforo com recomenda√ß√Ķes agron√īmicas comprovadas para a cultura. A tecnologia foi pesquisada ao longo de 18 anos pela equipe da Embrapa e agora se junta √†s a√ß√Ķes de desenvolvimento em larga escala da Corteva voltadas √† cultura da cana. A demanda por produtos biol√≥gicos no mercado √© crescente e deve continuar assim nos pr√≥ximos anos‚ÄĚ, informa Rodrigo Takegawa, l√≠der de Marketing de Cana da Corteva Agriscience. ‚ÄúO novo produto vem ao encontro da demanda e da expectativa dos produtores de cana-de-a√ß√ļcar na busca por solu√ß√Ķes inovadoras sustent√°veis. O foco dessa solu√ß√£o √© fazer uso do f√≥sforo retido no solo e, ao mesmo tempo, melhorar significativamente no aproveitamento da aduba√ß√£o fosfatada, contribuindo para um salto em produtividade e longevidade do canavial‚ÄĚ, afirma Takegawa. De acordo com executivo da Corteva, o Omsugo ECO visa n√£o apenas aproveitar melhor os fertilizantes de aduba√ß√£o fosfatada, mas tamb√©m fazer uso das reservas do solo. ‚ÄúEssa solu√ß√£o apresenta compatibilidade biol√≥gica, f√≠sica e qu√≠mica com os principais produtos utilizados no cultivo, inclusive em conjunto com a vinha√ßa, participando assim das atuais pr√°ticas agr√≠colas presentes na lavoura,‚ÄĚ refor√ßa. Foto: Guilherme de Medeiros / Simbiose Imagem comparativa do desenvolvimento de canavial sem o bioproduto e com a aplica√ß√£o do insumo Fonte: Embraba Curadoria: Boi a Pasto

Programa de melhoramento genético vai elevar produção de carne e leite

Executado pela Emater-DF, Seagri e Conafer, Mais Pecu√°ria Brasil come√ßa a atender pecuaristas da capital Pecuaristas do Distrito Federal poder√£o ter acesso a um programa de melhoramento gen√©tico dos rebanhos, que pode aumentar a produ√ß√£o de carne e leite. Trata-se do Mais Pecu√°ria Brasil, projeto que come√ßou a ser executado em quatro propriedades, fruto de um trabalho conjunto da Empresa de Assist√™ncia T√©cnica e Extens√£o Rural do Distrito Federal (Emater-DF), da Secretaria de Agricultura (Seagri-DF) e da Confedera√ß√£o Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). O programa come√ßou em Mato Grosso e atualmente est√° sendo executado em mais de dois mil munic√≠pios brasileiros. A Emater-DF incluiu a iniciativa no planejamento para beneficiar produtores em todo o Distrito Federal. O contrato com a Conafer, firmado por meio da Seagri, tem dura√ß√£o de quatro anos, podendo ser prorrogado por mais quatro. De acordo com o zootecnista Maximiliano Cardoso, coordenador do programa de Ruminantes e Equ√≠deos da Emater-DF, os extensionistas da empresa est√£o escolhendo as propriedades onde o programa √© vi√°vel. Produtores dos n√ļcleos rurais Jardim e Tabatinga, localizados nas regi√Ķes administrativas do Parano√° e de Planaltina, respectivamente, receberam a visita dos t√©cnicos no in√≠cio desta semana. ‚ÄúAl√©m da melhoria da produ√ß√£o, o melhoramento gen√©tico pode elevar o valor dos animais‚ÄĚ, enumera Cardoso. O extensionista da Emater ressalta que o trabalho √© multidisciplinar: ‚ÄúTemos t√©cnicos de v√°rias √°reas atuando, pois √© necess√°rio avaliar a nutri√ß√£o dos animais, sanidade do rebanho, adequa√ß√£o das instala√ß√Ķes, viabilidade econ√īmica, enfim, todos os aspectos importantes para o sucesso do projeto‚ÄĚ. Recentemente, a Emater adquiriu dois aparelhos de ultrassom veterin√°rio, o que vai facilitar ainda mais o trabalho. ‚ÄúQuem executa o servi√ßo s√£o os t√©cnicos da Conafer, mas n√≥s damos todo o suporte necess√°rio‚ÄĚ, explica Cardoso. *Com informa√ß√Ķes da Emater-DF Fonte: Ag√™ncia Brasilia Curadoria: Boi a Pasto

Bioinsumo brasileiro para pastagens vence prêmio mundial

A premia√ß√£o recebeu aproximadamente 100 inscri√ß√Ķes de ind√ļstrias do agroneg√≥cio mundial O pacote tecnol√≥gico Pastomax, lan√ßado em 2021 pela Embrapa Soja e BIOTROP, venceu a 15¬į edi√ß√£o do pr√™mio Crop Science Awards 2022, na categoria Melhor Novo Bioestimulante, em solenidade online realizada em 10 de novembro. A competi√ß√£o √© uma iniciativa da S&P Global, empresa que atua no mercado de dados e an√°lises financeiras, com o apoio da revista Chemical Week. A premia√ß√£o, que reconhece a inova√ß√£o de iniciativas cient√≠ficas e tecnol√≥gicas da ind√ļstria global de prote√ß√£o de cultivos e mercados de produ√ß√£o, recebeu aproximadamente 100 inscri√ß√Ķes de ind√ļstrias do agroneg√≥cio mundial em 11 categorias de premia√ß√£o. ‚ÄúEstamos entusiasmados com o reconhecimento mundial desse bioinsumo que pode aumentar, em m√©dia, em 22% a produ√ß√£o das pastagens brasileiras, al√©m de incrementar a absor√ß√£o de nutrientes. √Č mais alimento para o gado e alimento de melhor qualidade‚ÄĚ, destaca a pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja. ‚ÄúEssa formula√ß√£o inovadora √© fruto de uma parceria p√ļblico-privada, que envolveu muitos anos de pesquisa e dedica√ß√£o da ind√ļstria para trazer ao mercado um produto biol√≥gico de excel√™ncia que tem potencial para transformar a realidade das pastagens degradas‚ÄĚ, ressalta o tamb√©m pesquisador da Embrapa Soja, Marco Antonio Nogueira. Para Rog√©rio Rangel, engenheiro agr√īnomo e diretor de marketing Brasil e Am√©rica Latina da BIOTROP, a vit√≥ria √© motivo de muita comemora√ß√£o e sinal da consagra√ß√£o de uma importante jornada tecnol√≥gica e de inova√ß√£o da empresa, j√° que o PASTOMAX foi desenvolvido em parceria com a Embrapa Soja. ‚ÄúEsta √© a segunda vez que participamos e novamente sa√≠mos da premia√ß√£o com o reconhecimento de nossas solu√ß√Ķes, sinal de que estamos no caminho certo. Essa conquista marca tamb√©m a importante parceria que possu√≠mos com a Embrapa em prol da agricultura regenerativa‚ÄĚ, destaca. H√° pouco mais de um ano no mercado, o produto apresentou crescimento de 132%, saltando de 6.600 hectares, em 2021, para 15.300 hectares, em 2022. ‚ÄúA proje√ß√£o da Biotrop √© de que o crescimento avance muito mais, devido aos excelentes resultados observados por pecuaristas em todo o Brasil com o uso da tecnologia, e aumente em torno de 250% em 2023‚ÄĚ, afirma Rangel. Solu√ß√£o inovadora – O PASTOMAX √© um inoculante multifuncional que associa dois microrganismos com propriedades multifuncionais, Azospirillum brasilense e Pseudomonas fluorescens. ¬†De acordo com Mariangela Hungria e Marco Antonio Nogueira, foram 11 anos de pesquisas para chegar a esses resultados. Na √ļltima etapa, foram conduzidos ensaios por quatro safras, em duas condi√ß√Ķes de solo e clima distintos, com inocula√ß√£o via sementes e, tamb√©m, em aplica√ß√£o foliar em pastagens j√° estabelecidas.¬† No caso da bact√©ria Azospirillum, os principais processos microbianos envolvidos s√£o a s√≠ntese de fitorm√īnios, promovendo o crescimento das ra√≠zes em at√© tr√™s vezes; e a fixa√ß√£o biol√≥gica do nitrog√™nio. A inocula√ß√£o com essas bact√©rias via sementes ou via foliar em pastagens estabelecidas resultou, al√©m do incremento na biomassa, em aumento m√©dio de 13% no teor de N e de 10% no de K na parte a√©rea. Por sua vez, a Pseudomonas contribui com um conjunto de processos bioqu√≠micos que incluem a solubiliza√ß√£o de fosfatos, a s√≠ntese de fitorm√īnios e de uma enzima reguladora da produ√ß√£o de etileno. A inocula√ß√£o via sementes ou foliar com Pseudomonas resultou em incremento na biomassa, de 11% no teor de pot√°ssio (K) e de 30% no de f√≥sforo (P) na parte a√©rea. Vale destacar que o desenvolvimento da tecnologia procurou viabilizar o sinergismo entre os microrganismos e permite a aplica√ß√£o tanto na fase de estabelecimento de pastagens, quanto em pastagens j√° estabelecidas. Portanto, √© uma conquista para atender tamb√©m a uma demanda dos produtores que precisam melhorar as pastagens j√° estabelecidas‚ÄĚ, comemora a pesquisadora Mariangela Hungria. Recupera√ß√£o de pastagens – No Brasil, cerca 180 milh√Ķes de hectares s√£o ocupados por pastagens, sendo 120 milh√Ķes com pastagens cultivadas, dos quais 86 milh√Ķes com braqui√°rias. De acordo com levantamento da Embrapa, aproximadamente 70% das pastagens brasileiras encontram-se em algum est√°gio de degrada√ß√£o, produzindo abaixo de seu potencial. ‚ÄúN√£o √©, portanto, o momento de diminuir o uso de fertilizantes nas pastagens, mas sim de usar o potencial dos microrganismos para incrementar a efici√™ncia de uso desses fertilizantes‚ÄĚ, destaca Nogueira. Como uma grande contribui√ß√£o dessas bact√©rias ocorre pela promo√ß√£o do crescimento das ra√≠zes, as plantas absorvem mais √°gua e nutrientes, aproveitando melhor os fertilizantes. ‚ÄúHoje o Brasil importa, aproximadamente, 85% do N-P-K que consome, de modo que o aumento na efici√™ncia de uso dos fertilizantes pode promover grande impacto para o setor‚ÄĚ, ressalta Nogueira. Fonte: Agrolink Curadoria: Boi a Pasto

Biotecnologia irá alimentar a população do futuro

Com os desafios que pressionam a ind√ļstria aliment√≠cia, como as mudan√ßas clim√°ticas que modificam ecossistemas e o n√≠vel de resist√™ncia das plantas a ervas daninhas e pragas, a biotecnologia se mostra um caminho promissor. Em todo o mundo, investimentos em pesquisa industrial permitem, por exemplo, sair do tradicional e usar fertilizantes √† base de fermenta√ß√£o, com processos qu√≠micos que tamb√©m contribuem para a sustentabilidade. Por aqui, cursos oferecidos por entidades como o Centro Latino-Americano de Biotecnologia atualizam estudantes de p√≥s-gradua√ß√£o sobre as tecnologias moleculares, desenvolvimento de aplica√ß√Ķes para as √°reas de Sa√ļde, Meio Ambiente e Agricultura, ou seja, formam m√£o de obra capacitada para implementar inova√ß√£o na ind√ļstria do futuro. A partir de 2023, teremos grandes aportes em novas plantas de biotecnologia no pa√≠s, pois o Brasil n√£o deseja perder a alcunha de ‚Äúceleiro do mundo‚ÄĚ e tem toda a capacidade de absorver novas tecnologias. Pode parecer algo que demande alto custo, mas as plantas tecnol√≥gicas n√£o s√£o t√£o grandes quanto as tradicionais, o que reduz a escala. Prevendo essa demanda, a ind√ļstria de equipamentos industriais corre para fornecer m√°quinas que supram a nova necessidade. Por meio de muita inova√ß√£o, por exemplo, no futuro pr√≥ximo teremos v√°lvulas com acionamento el√©trico, o que permite realizar processos a dist√Ęncia e reduzir o tamanho das plantas. Falo em v√°lvulas porque elas s√£o o cora√ß√£o de uma f√°brica que trabalha com fluidos ou gases. Para explicar melhor: quando falamos em automa√ß√£o no contexto da Ind√ļstria 4.0, hoje, o que temos s√£o sistemas el√©trico-pneum√°ticos, em que parte do acionamento √© feito via ar comprimido (pneum√°tico), ou seja: √© preciso enviar um sinal el√©trico para que o ar comprimido abra ou feche uma v√°lvula ou outro sistema. Mas isso √© muito complexo, pois √© preciso gerar energia para movimentar um compressor que gere ar comprimido para ent√£o acionar o equipamento. No futuro, ser√° poss√≠vel enviar somente um sinal el√©trico e….fim! Para isso, s√£o necess√°rias v√°lvulas que correspondam a essa necessidade. Existem ainda outros investimentos, como o conceito de v√°lvula integrada com componentes que seriam adicionais, para medi√ß√£o de temperatura, vaz√£o, condutividade etc. Com os produtos que est√£o sendo desenvolvidos, ser√° poss√≠vel ter todos esses sensores integrados de forma self-controlled, com todas as informa√ß√Ķes dispon√≠veis direto na v√°lvula. E quanto custa isso, voc√™ deve estar pensando…. temos no Brasil a falsa ideia de que os gestores s√≥ olham pre√ßo, mas nossa ind√ļstria n√£o √© mais assim. Se voc√™ oferece um sistema bem-feito e o cliente percebe o valor para seu sistema produtivo, mesmo que ele pague um pouco mais caro, ganhar√° em produtividade, tecnologia, garantia de processo, menor risco de contamina√ß√£o do processo. Ou seja, o investimento se transforma em economia rapidamente. Isso porque o grande calcanhar de Aquiles quando se fala em biotecnologia √© garantir zero contamina√ß√£o. Imagine produzir uma batelada de produtos ao longo de semanas e, l√° no fim, um pequeno desvio provocado por um min√ļsculo microrganismo contamina toda a s√©rie, que pode ser de mil litros ou 120 mil litros, por exemplo. √Č um risco que a ind√ļstria n√£o pode correr. Outro ponto sens√≠vel √© a garantia de manuten√ß√£o com pronto atendimento personalizado, pois trata-se de equipamentos delicados que requerem especializa√ß√£o. Falo de alguns pontos que podem parecer fic√ß√£o cient√≠fica, mas est√£o logo ali, na esquina do tempo. A ind√ļstria que souber atender a todos esses requisitos ter√° a competitividade que o futuro demanda. Fonte: Com Voc√™ Portal Curadoria: Boi a Pasto

Koppert inaugura unidade de formula√ß√Ķes e anuncia investimentos de R$ 700 milh√Ķes

Em constante expans√£o, a Koppert Biological Systems, l√≠der no Brasil e no mundo em controle biol√≥gico, amplia sua atua√ß√£o no pa√≠s anunciando investimentos de R$ 700 milh√Ķes para os pr√≥ximos tr√™s anos. O montante est√° sendo utilizado para aumentar a capacidade produtiva da Koppert Brasil, o que teve in√≠cio com a inaugura√ß√£o da f√°brica de formula√ß√Ķes de microbiol√≥gicos. Segundo o diretor industrial da Koppert Brasil, Danilo Pedrazzoli, a empresa projeta um investimento fabril em tr√™s novas unidades produtivas no Brasil,  garantindo a vanguarda no mercado brasileiro e mundial em insumos biol√≥gicos para a agricultura. “A nova unidade de formula√ß√£o est√° localizada em uma √°rea de mais de 8.000 m¬≤ e vai produzir toda a linha de microbiol√≥gicos que conta com produtos √† base de v√≠rus, fungos e bact√©rias em formula√ß√Ķes l√≠quidas ou s√≥lidas.”, explica.  Somente para essa unidade o investimento neste √ļltimo ano foi de R$ 70 milh√Ķes, com gera√ß√£o de 70 empregos diretos em 2022. “A unidade de formula√ß√Ķes tem capacidade para produzir 15 vezes mais, podendo operar em tr√™s turnos. Conta com alto √≠ndice de automatiza√ß√£o e robotiza√ß√£o dos processos, garantindo mais seguran√ßa e consequente aumento da qualidade aos produtos”, diz Pedrazzoli.  Crescimento As amplia√ß√Ķes s√£o consequ√™ncia do crescimento da Koppert no Brasil e Cone Sul (Argentina, Paraguai e Uruguai) e da amplia√ß√£o do mercado de biol√≥gicos nessas regi√Ķes. Em 2022, a expectativa da companhia √© alcan√ßar a marca de R$ 800 milh√Ķes em faturamento, o que representa um crescimento de pouco mais de 100% sobre o ano passado. “Acreditamos que com as amplia√ß√Ķes elevaremos nossa participa√ß√£o de mercado para a casa dos 25%, considerando o potencial total industrial mais o potencial total on farm, ou de 33%, considerando somente o industrial”, esclarece o diretor comercial da Koppert Brasil, Gustavo Herrmann. A ado√ß√£o dos biodefensivos pelos produtores vem crescendo, avan√ßando em uma parcela cada vez maior do mercado de qu√≠micos. “Produtores de alta tecnologia, na busca de maiores produtividade, enxergaram nas solu√ß√Ķes biol√≥gicas a sustentabilidade econ√īmica e financeira para lev√°-los a um outro patamar. O que antes se restringia somente a culturas de nicho como o HFs (hortali√ßas e frutas) e de larga escala (batata, tomate, cebola, cenoura, piment√£o e alho), evoluiu para as grandes culturas como soja e milho. Al√©m disso, no combate a algumas pragas e doen√ßas, o biol√≥gico vem sendo reconhecido pelo pr√≥prio produtor rural como superior ao concorrente qu√≠mico”, orienta Herrmann. De acordo com dados da CropLife Brasil o mercado brasileiro de defensivos agr√≠colas biol√≥gicos cresce na casa dos 30% ano e em 2021 registrou vendas de R$ 1,79 bilh√£o. Em uma expectativa de longo prazo, a entidade indica que o mercado de biol√≥gicos pode crescer mais 107% at√© 2030, para R$ 3,69 bilh√Ķes.  J√° o Cone Sul, ainda √© um mercado com crescimento mais t√≠mido que o do Brasil, mas que deve alcan√ßar, j√° neste ano, um potencial de aproximadamente R$ 500 milh√Ķes de reais, segundo Herrmann. Sobre a Koppert  A Koppert Biological Systems est√° presente no Brasil desde 2011, quando iniciou seus primeiros registros. Atualmente, conta com duas modernas instala√ß√Ķes fabris: a unidade de microbiol√≥gicos, localizada na cidade de Piracicaba, e a de macrobiol√≥gicos na vizinha Charqueada, ambas no estado de S√£o Paulo.  A empresa possui infraestrutura completa para atender √† crescente demanda do mercado agr√≠cola por defensivos biol√≥gicos, tornando a agricultura brasileira mais sustent√°vel, saud√°vel, regenerativa e em harmonia com a natureza.  Com processos produtivos padronizados, seguros e altamente tecnificados, garante confiabilidade e qualidade ao seu completo portf√≥lio de produtos, al√©m da aplica√ß√£o de macrobiol√≥gicos via drones, por meio da Natutec.  A empresa conta ainda com departamento pr√≥prio de Pesquisa & Desenvolvimento para aperfei√ßoamento de tecnologias de controle biol√≥gico para a agricultura tropical, √© parceira do SPARCBio (S√£o Paulo Advanced Research Center for Biological Control) e com o Gazebo, primeiro hub de inova√ß√£o do agroneg√≥cio especializado em tecnologias voltadas para o controle biol√≥gico do pa√≠s.  Fonte: Assessoria de Imprensa Curadoria: Boi a Pasto

Como a tecnologia irá ajudar na adoção da pecuária de baixo carbono?

Thiago Parente, fundador e CEO da iRancho, destaca a demanda cada vez maior dos consumidores por “produtos verdes” A demanda cada vez maior dos consumidores por ‚Äúprodutos verdes‚ÄĚ √© tamb√©m uma grande oportunidade para a pecu√°ria brasileira. Os n√ļmeros de 2020 j√° mostram isso. As exporta√ß√Ķes de carne bovina bateram recorde no ano passado, com alta de 11,8% no faturamento, que chegou a US$ 8,53 bilh√Ķes, segundo a Associa√ß√£o Brasileira das Ind√ļstrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Foram 2,02 milh√Ķes de toneladas de carne embarcadas, o que representa 8,8% a mais do que em 2019. A alta nas vendas para o mercado externo teve um anabolizante que seguir√° impactando a produ√ß√£o nacional: as press√Ķes internacionais crescentes por boas pr√°ticas ambientais. As exig√™ncias dos frigor√≠ficos em rela√ß√£o aos fornecedores tamb√©m acompanham o desejo dos consumidores por uma carne mais sustent√°vel ambientalmente. E a√≠ temos um novo cen√°rio j√° desenhado para o setor que est√° incentivando os produtores a criarem novos produtos que atendam consumidores agora mais exigentes e conscientes. Em uma parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu√°ria), um dos maiores frigor√≠ficos do pa√≠s, a Marfrig lan√ßou uma linha de carne carbono neutro, uma carne que no processo de produ√ß√£o deixa um saldo zero de emiss√Ķes de carbono. A carne carbono neutro (CCN) √© uma certifica√ß√£o do gado criada pela Embrapa em sistemas de integra√ß√£o do tipo silvipastoril (pecu√°ria-floresta) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecu√°ria-floresta, ILPF). Estudo realizado na Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) mostra que cerca de 200 √°rvores por hectare seriam suficientes para neutralizar o metano exalado por 11 bovinos adultos por hectare ao ano. Como a taxa de lota√ß√£o usual no Brasil √© de 1 a 1,2 animal por hectare, a quantidade de √°rvores √© mais do que suficiente para produzir uma redu√ß√£o das emiss√Ķes. O c√°lculo √© feito com a convers√£o do metano gerado pela digest√£o dos animais, que tamb√©m √© um dos gases do efeito estufa, em toneladas de carbono equivalente. O carbono retirado da atmosfera com o crescimento das √°rvores √© o que fica fixado no tronco das √°rvores. Para se saber a quantidade, basta estimar o volume de madeira e, consequentemente, a quantidade de carbono fixada pela floresta. Pelos crit√©rios da Embrapa, o sistema ideal deve ter entre 200 e 400 √°rvores por hectare. Al√©m do carbono fixado, a presen√ßa de √°rvores influencia ainda no bem-estar animal. A sombra natural, al√©m de bloquear a radia√ß√£o solar, cria um microclima com sensa√ß√£o t√©rmica mais agrad√°vel. Com o conforto t√©rmico, o animal apresenta maior ganho de peso e a produ√ß√£o fica mais eficiente, consumindo menos recursos naturais ao longo do ciclo de vida para gerar a mesma quantidade de carne. T√©cnicas de manejo sustent√°veis reduzem emiss√Ķes em at√© 90% Al√©m da integra√ß√£o da pecu√°ria com floresta e lavoura, h√° outras boas pr√°ticas a seguir na pecu√°ria para reduzir a emiss√£o de gases do efeito estufa. Outro estudo desenvolvido pela ONG Imaflora no Mato Grosso mostrou que a ado√ß√£o de t√©cnicas de manejo sustent√°veis na produ√ß√£o de gado, com suplementa√ß√£o alimentar, recupera√ß√£o de pastagens degradadas, aumento da lota√ß√£o de cabe√ßas por hectare e redu√ß√£o do ciclo de engorda, pode reduzir em quase 90% as emiss√Ķes de g√°s carb√īnico. Para a realiza√ß√£o do estudo, os pesquisadores compararam duas √°reas com pecu√°ria intensiva sustent√°vel no nordeste do Mato Grosso aos √≠ndices m√©dios de emiss√£o da atividade no Estado onde, estima-se, mais da metade das pastagens tem algum grau de degrada√ß√£o. Os pastos degradados s√£o justamente um dos vil√Ķes em rela√ß√£o √†s emiss√Ķes de gases do efeito estufa e a recupera√ß√£o dessas √°reas ajuda a reter carbono no solo. Os solos brasileiros, se estiverem com uma boa forrageira (tipo de pastagem), t√™m grande potencial para sequestrar esse carbono. Entretanto, o pasto degradado acaba provocando um volume maior de emiss√£o de gases do efeito estufa. A ideia de sequestro do carbono pelo solo como uma das estrat√©gias para combater as mudan√ßas clim√°ticas foi lan√ßada em 2015, durante a COP 21, a confer√™ncia do clima realizada em Paris. No painel internacional, a Fran√ßa apresentou a chamada Iniciativa ‚Äú4 por 1000‚ÄĚ, que prop√Ķe que os pa√≠ses busquem um crescimento anual do estoque de carbono nos solos de 0,4% (da√≠ o nome ‚Äú4 por 1000‚ÄĚ), que, segundo os estudos cient√≠ficos, permitiria frear o aumento da concentra√ß√£o de CO2 na atmosfera e, consequentemente, o aumento da temperatura global. Al√©m de ajudar a fixar o carbono no solo, a recupera√ß√£o das pastagens tamb√©m aumenta a produtividade da pecu√°ria. O estudo da Imaflora mostrou na fazenda avaliada, uma unidade da Pecsa (Pecu√°ria Sustent√°vel da Amaz√īnia) em Alta Floresta, uma taxa de lota√ß√£o de at√© cinco animais por hectare, mais de cinco vezes superior √† m√©dia do Mato Grosso. Aliada ao uso de suplementa√ß√£o alimentar aos animais, o sistema obteve um ciclo de engorda de apenas 12 meses (ante 36 na pecu√°ria extensiva). Vale refor√ßar que, quanto mais curto o ciclo de produ√ß√£o da carne, menores as emiss√Ķes de gases do efeito estufa. A produtividade registrada no estudo foi de at√© uma tonelada equivalente de carca√ßa por hectare ao ano, uma marca 17 vezes superior √† m√©dia do Estado. A suplementa√ß√£o alimentar oferecida aos animais tamb√©m tem papel fundamental n√£o s√≥ no ganho de peso, mas tamb√©m no balan√ßo de emiss√Ķes da atividade pecu√°ria ao reduzir a quantidade de metano gerada pela digest√£o dos animais. A necessidade da sustentabilidade ambiental em qualquer atividade humana √© uma realidade. A chamada pecu√°ria de precis√£o, que usa a tecnologia para melhorar a produtividade e a sustentabilidade ambiental, √© uma forte aliada para os produtores aproveitarem essa oportunidade. Adotar novas pr√°ticas com o uso das novas tecnologias nas fazendas de corte √© um caminho sem volta para que a pecu√°ria brasileira continue a ganhar mercado mundo afora. Voc√™, pecuarista, j√° come√ßou a olhar para isso? Por: Thiago Parente – DBO com curadoria Boi a Pasto.