Ao deixar o comando da pasta, ministra Marina destaca avanços na política ambiental, ampliação de recursos e continuidade da agenda sob liderança de João Paulo Capobianco

A transição no comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) foi marcada, nesta semana, por um balanço das ações implementadas desde 2023 e pela sinalização de continuidade das políticas ambientais no governo federal. Ao se despedir do cargo, a ministra Marina Silva destacou a reconstrução institucional da pasta, a queda do desmatamento e a ampliação de investimentos como pilares da gestão.
O ministério passa a ser comandado por João Paulo Ribeiro Capobianco, que já atuava como secretário-executivo e teve participação direta na execução das políticas ambientais. Segundo a ex-ministra, a mudança representa “o início de um novo ciclo dentro da mesma agenda”, com foco na continuidade das ações.
Durante a coletiva, foi ressaltado que, ao assumir a pasta em 2023, a gestão encontrou uma estrutura fragilizada, que exigiu recomposição técnica, administrativa e orçamentária. Desde então, foram incorporados mais de 1,5 mil servidores a órgãos vinculados, como Ibama, ICMBio e Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O orçamento do ministério também foi ampliado em 120%, passando de R$ 865 milhões em 2022 para R$ 1,9 bilhão em 2025.
A estratégia adotada se baseou em quatro diretrizes: controle e participação social, fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente, promoção do desenvolvimento sustentável e integração da política ambiental a outras áreas do governo.
Queda do desmatamento e reforço na fiscalização
Entre os principais resultados apresentados está a redução do desmatamento. Em 2025, houve queda de 50% na Amazônia e de 32,3% no Cerrado em comparação com 2022, o que evitou a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. No período mais recente de monitoramento, entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, os índices continuaram em queda.
O avanço foi atribuído ao fortalecimento das ações de fiscalização e à retomada de políticas públicas. As operações do Ibama cresceram 80% na Amazônia, enquanto as do ICMBio aumentaram 24%. As áreas embargadas também tiveram expansão, assim como o combate à mineração ilegal, que resultou na redução de 50% da área afetada.
Além disso, foram implementados planos de prevenção e controle do desmatamento em todos os biomas, com apoio de diferentes órgãos federais e forças de segurança.
Investimentos e nova agenda climática
No campo do financiamento climático, o ministério destacou uma mudança de escala nos recursos mobilizados. Instrumentos como o Fundo Clima e o programa Eco Invest somaram R$ 179 bilhões desde 2023. O Fundo Amazônia também teve papel relevante no financiamento de ações de fiscalização e projetos sustentáveis.
A política climática foi reforçada com a nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), que estabelece meta de redução de 59% a 67% das emissões de gases de efeito estufa até 2035, em relação a 2005. O Plano Clima passou a orientar as ações do país, incluindo medidas de mitigação e adaptação.
Bioeconomia e desenvolvimento sustentável
Outro eixo destacado foi o avanço da bioeconomia como estratégia de desenvolvimento. A criação de uma secretaria específica e o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia estruturaram ações voltadas à produção sustentável.
Programas sociais e econômicos também foram ampliados, com destaque para o Bolsa Verde, que atende mais de 81 mil famílias, e iniciativas de apoio a cooperativas e comunidades tradicionais. A lógica, segundo a gestão, é tornar a floresta em pé mais rentável do que sua degradação.
Conservação, restauração e agenda urbana
Na área de conservação, foram criadas e ampliadas 19 unidades de conservação, somando mais de 1,7 milhão de hectares. O país também avançou na restauração ambiental, com 3,4 milhões de hectares em recuperação.
Outras ações incluem a ampliação do monitoramento da qualidade do ar, avanços na gestão de resíduos sólidos e políticas voltadas à proteção animal.
Continuidade e desafio climático
Ao encerrar o discurso, a ex-ministra reforçou que os resultados obtidos demonstram a compatibilidade entre preservação ambiental e crescimento econômico. Segundo ela, o desafio agora é consolidar os avanços e manter a trajetória de redução do desmatamento e de enfrentamento à emergência climática.
A nova gestão assume com a missão de dar continuidade às políticas e aprofundar a agenda ambiental, em um contexto de crescente pressão internacional por resultados e de intensificação dos impactos das mudanças climáticas.
Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
Redação: Equipe portal Boi a Pasto com auxílio da IA






