maio 26, 2026

Planejamento alimentar garante desempenho do gado durante o inverno

Com queda na qualidade das pastagens na seca, produtores investem em silagem, suplementação e manejo forrageiro para manter produtividade e evitar perdas no rebanho.

Durante o inverno as pastagens podem registrar queda significativa na produção de massa verde e no teor de proteína, comprometendo o desempenho dos animais.

Com a chegada do inverno e o avanço do período seco em grande parte do Brasil, produtores rurais intensificam o planejamento alimentar dos rebanhos para evitar perda de peso, queda na produção e prejuízos econômicos. A redução da oferta e da qualidade das pastagens nesta época do ano exige estratégias que garantam o fornecimento adequado de nutrientes aos animais.

Especialistas em nutrição animal alertam que o planejamento deve começar ainda durante o período das águas, com formação de reservas e definição das estratégias de suplementação. Entre as alternativas mais utilizadas pelos pecuaristas estão a silagem, o feno, o pastejo diferido e os suplementos concentrados.

De acordo com pesquisadores da Embrapa, durante o inverno as pastagens tropicais podem registrar queda significativa na produção de massa verde e no teor de proteína, comprometendo o desempenho dos animais. Sem manejo adequado, o rebanho pode sofrer perda de peso, redução na fertilidade e menor ganho produtivo.

A silagem aparece como uma das principais ferramentas para garantir alimento volumoso na seca. Produzida a partir de culturas como milho, sorgo ou capins, ela permite armazenar forragem com bom valor nutricional para utilização nos meses de escassez. O feno também é alternativa importante, especialmente em propriedades menores ou sistemas mais intensivos.

Outra estratégia cada vez mais utilizada é o pastejo diferido, técnica que consiste em reservar áreas de pastagem durante o período chuvoso para utilização no inverno. O método ajuda a reduzir custos e amplia a disponibilidade de forragem no momento crítico.

Além do volumoso, a suplementação mineral e proteica ganha importância nesta época. Dependendo da categoria animal e do objetivo produtivo, o uso de proteinados, rações ou suplementos energéticos pode melhorar o aproveitamento da fibra das pastagens secas e manter o desempenho do rebanho.

Segundo técnicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a escolha da estratégia alimentar deve considerar fatores como capacidade de investimento, disponibilidade de área, clima regional e categoria dos animais. Em sistemas de cria, por exemplo, a atenção deve ser maior com vacas prenhes e bezerros. Já na engorda, a suplementação adequada pode evitar atrasos no abate.

Outro ponto importante é o monitoramento constante da condição corporal dos animais e da disponibilidade de forragem nas pastagens. O acompanhamento permite ajustes rápidos na dieta e evita agravamento da escassez alimentar.

Especialistas reforçam que investir em planejamento forrageiro deixou de ser apenas uma medida emergencial e passou a fazer parte da gestão estratégica das propriedades pecuárias. Em anos de clima irregular, a antecipação das ações pode representar a diferença entre prejuízo e rentabilidade no período de inverno.

Redação Boi a Pasto – Jornalista Camila Gusmão MTB: 63035/SP com auxílio da IA

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