agosto 12, 2026

Compactação do solo pode afetar a produtividade na pecuária

O retorno do El Niño acendeu o alerta entre os pecuaristas do Rio Grande do Sul. O fenômeno climático extremo está associado a um maior volume de chuvas, que podem atingir o dobro ou o triplo da média histórica em várias regiões do estado sulino, aumentando significativamente o risco de alagamentos, transbordamento de sangas e rios e temporais frequentes.

Forragem hidropônica é opção na pecuária

O temido El Niño está de volta. E, com ele, aumenta a preocupação dos produtores rurais do Rio Grande do Sul com a alimentação do gado. No estado mais ao sul do Brasil, o fenômeno climático extremo está associado a um maior volume de chuvas e temperaturas elevadas, que afetam a pecuária por meio da redução do volume e da qualidade das pastagens.

A forragem verde hidropônica (FVH) vem ganhando destaque no cenário da pecuária brasileira e atua como um complemento nutricional de alto valor na pecuária. Embora não substitua totalmente o pasto ou a ração concentrada, é uma excelente solução estratégica para garantir alimento fresco, rico em proteínas e de alta digestibilidade durante o ano todo para equinos, bovinos de corte e de leite, ovinos, caprinos e suínos.

Os impactos do El Niño na pecuária gaúcha

A pecuária bovina no Rio Grande do Sul está, assim como a agricultura, em regime de atenção máxima em 2026. A previsão de um fenômeno El Niño de forte a extrema intensidade faz da prevenção uma medida urgente para minimizar prejuízos no caso de um cenário pessimista para as próximas estações.

El Niño ameaça a pecuária em 2026 e exige prevenção no manejo do gado no Rio Grande do Sul

A pecuária bovina no Rio Grande do Sul entra em 2026 em estado de atenção diante da previsão de um El Niño de forte intensidade. Assim como ocorre na agricultura, o fenômeno climático deve provocar mudanças significativas no regime de chuvas e na variação de temperaturas, exigindo maior preparo dos produtores para evitar perdas produtivas e econômicas.

Segundo a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Soraya Tanure, os impactos vão além dos eventos extremos mais evidentes, como enchentes. O efeito sobre o solo e o manejo animal pode comprometer diretamente a produtividade das propriedades.