julho 23, 2024

Trabalhar efici√™ncia alimentar no per√≠odo das √°guas maximiza ganhos econ√īmicos

Durante o per√≠odo de chuvas o criador pecu√°rio brasileiro tem mais oferta de pastagem, o que n√£o significa que n√£o seja economicamente interessante investir em nutri√ß√£o. Durante o per√≠odo de chuvas o criador pecu√°rio brasileiro tem mais oferta de pastagem, o que n√£o significa que n√£o seja economicamente interessante investir em nutri√ß√£o. Mas muitos produtores ainda deixam de maximizar os lucros durante este per√≠odo por n√£o estarem atentos ao fato de que a forragem, apesar de abundante, pode n√£o oferecer todos os requerimentos nutricionais necess√°rios para o maior ganho de peso poss√≠vel do gado. Algumas lacunas na pecu√°ria de corte durante esta √©poca podem ser preenchidas com solu√ß√Ķes que adicionem valor ao alimento ofertado ao animal. Qualquer resultado obtido a mais durante as √°guas trar√° um proveito muito maior do que na seca. √Č mais rent√°vel ter um lucro de 10% de um milh√£o do que de 20% de 10 mil, explica Amaury Valinote, gerente¬† Nacional de Gado de Corte da Alltech. Na seca o trabalho √© muito intenso para alcan√ßar pequenos resultados, j√° nas chuvas, √© poss√≠vel chegar a grandes ganhos com poucas mudan√ßas e investimentos. Durante essa √©poca, o capim possui um teor de prote√≠na adequado, por√©m ainda √© poss√≠vel obter mais peso com a suplementa√ß√£o proteica. Nesse caso, √© importante considerar o tipo e efici√™ncia do suplemento ofertado que poder√° complementar os efeitos do capim. O Optigen¬ģ √© a solu√ß√£o oferecida pela Alltech. O produto √© uma fonte de libera√ß√£o controlada de nitrog√™nio, que fornece prote√≠na degrad√°vel no r√ļmen com a mesma velocidade de fornecimento dos farelos vegetais. Com o consumo do Optigen¬ģ, o animal ter√° nitrog√™nio durante mais tempo ao longo do dia, colaborando com a a√ß√£o dos microorganismos ruminais. As pesquisas comprovam que h√° um acr√©scimo de peso de 1@ ao utilizar o produto em compara√ß√£o √† mistura mineral simples por todo o ver√£o. A efici√™ncia ruminal √© essencial para o desempenho do animal, entretanto ap√≥s a produ√ß√£o de nutrientes no r√ļmen, estes precisam ser absorvidos pelo intestino. Actigen¬ģ √© uma solu√ß√£o para¬† a melhora da sa√ļde e ativa√ß√£o do metabolismo das c√©lulas intestinais. Esta solu√ß√£o foi desenvolvida a partir da nutrigen√īmica e elaborada por meio da purifica√ß√£o das fra√ß√Ķes ativas das mananoprote√≠nas, extra√≠das da parede celular de uma cepa de levedura. O Actigen¬ģ tamb√©m aumenta o peso durante as chuvas, reduz os casos de diarreia e permite produzir bezerros mais pesados e mais saud√°veis. Para o funcionamento correto do sistema digestivo dos animais √© imprescind√≠vel a utiliza√ß√£o de minerais – essenciais para as enzimas. Mais de 400 enzimas necessitam de minerais para se desenvolverem e outras est√£o no organismo, por√©m precisam ser ativadas. Elas s√£o respons√°veis por metabolizar todos os nutrientes que est√£o sendo fornecidos e o Bioplex¬ģ entra com esta a√ß√£o, explica Fernando Franco, gerente de Vendas da Alltech. Os minerais em sua forma convencional s√£o muito reativos e muitas vezes se tornam indispon√≠veis para a absor√ß√£o pelo animal. Os minerais org√Ęnicos Bioplex¬ģ s√£o produzidos por um processo que os torna protegido das rea√ß√Ķes qu√≠micas indesej√°veis, ao mesmo tempo em que facilita a absor√ß√£o pelo gado. Durante a esta√ß√£o de monta, esta solu√ß√£o oferece mais ondas foliculares, menor intervalo entre o parto e a primeira ovula√ß√£o, mais chance de prenhez e maior taxa de concep√ß√£o no rebanho. Com o uso do Bioplex¬ģ, os dias entre o parto e a primeira insemina√ß√£o ca√≠ram de 75 para 68 em estudo realizado na Inglaterra. Para todos estes investimentos darem resultado, o animal precisa estar com boas condi√ß√Ķes de sa√ļde. O Beef-Sacc¬ģ, cepa de levedura exclusiva da Alltech, funciona neste sentido, atuando no r√ļmen. Reduz os impactos de estresse, melhora a sa√ļde, promove maior deposi√ß√£o de m√ļsculos, ganho de peso e rendimento de carca√ßa. Essas vantagens s√£o decorrentes de uma composi√ß√£o de cromo e sel√™nio org√Ęnicos de alta disponibilidade.¬† J√° a cepa exclusiva funciona produzindo subst√Ęncias estimulantes ao crescimento microbiano, proporcionando uma melhor e mais r√°pida digest√£o, maior consumo de alimentos e aumento do aproveitamento da dieta. Com algumas das solu√ß√Ķes oferecidas pela Alltech √© poss√≠vel maximizar o rendimento durante a temporada. O retorno econ√īmico nas chuvas √© muito maior por unidade de trabalho e por investimento despendido do que na seca. Ent√£o, este √© o momento de trabalhar visando mais lucros, finaliza Fernando. A Alltech investe em pesquisas na √°rea de nutri√ß√£o, qualidade e rastreabilidade para fornecer produtos livres de contamina√ß√£o de metais pesados e dioxinas. Fonte: LN Comunica√ß√£o

Ganhando peso no período seco

√Č poss√≠vel sim ganhar peso durante o per√≠odo seco, quando se trabalha com proteinados. Andr√© N. Louzada* No per√≠odo da seca, as pastagens amadurecem, elevam-se os teores de fibra, diminui a produ√ß√£o de folhas, caem os n√≠veis de energia, minerais, e principalmente os teores de prote√≠na, chegando este nutriente a representar menos de 7% da mat√©ria seca, e sendo ele o principal limitante nutricional. Com isso o desempenho animal √© extremamente prejudicado, pois o teor m√≠nimo de prote√≠na na dieta (7% na mat√©ria seca) √© fundamental para fornecer nitrog√™nio para multiplica√ß√£o e a√ß√£o da microbiota ruminal, que atuar√° fermentando o alimento ingerido. Quando falamos em nutri√ß√£o de ruminantes, temos que nos atentar para fornecer as melhores condi√ß√Ķes para a microbiota ruminal, mantendo um equil√≠brio entre os nutrientes e dessa forma maximizando sua atividade, que processar√° e disponibilizar√° por sua vez uma maior quantidade de nutrientes, o que favorece um melhor desempenho dos ruminantes. Al√©m da prote√≠na para uma melhor capacidade de fermenta√ß√£o ruminal, quantidades adequadas de macro e microminerais s√£o necess√°rias para atender √† microbiota e as exig√™ncias dos animais, pois na seca, os n√≠veis de minerais essenciais das pastagens podem cair de 50 a 80%. Adequando os n√≠veis de prote√≠na, energia e minerais da dieta no per√≠odo seco, e consequen-temente a capacidade da microbiota ruminal em fermentar o volumoso, a forragem ingerida √© digerida mais rapidamente, liberando espa√ßo no r√ļmen para que o animal consiga ingerir mais pastagem, auxiliando o animal a se manter produtivo. Isso √© poss√≠vel quando utilizamos um proteinado adequado. Para que o emprego de um suplemento mineral proteico tenha resultado, √© fundamental possuir volume de pastagem, mesmo seca, que em alguns lugares √© conhecida como macega ou bucha. Contudo deve-se atentar para a presen√ßa de folhas nessa forragem, pois em pastagens que apresentam apenas talos, o desempenho animal fica prejudicado devido ao fato destes talos possu√≠rem uma camada muito espessa de lignina e pouqu√≠ssimos nutrientes, sendo de baix√≠ssima digestibilidade, permanecendo muito mais tempo no r√ļmen.  A lignina √© um composto que confere resist√™ncia e prote√ß√£o √† planta, e sua concentra√ß√£o aumenta na parede celular do vegetal conforme a planta amadurece. Essa lignina dificulta a a√ß√£o da microbiota.  J√° as folhas, mesmo secas, possuem uma camada menor de lignina e uma concentra√ß√£o maior de nutrientes, conferindo uma melhor digestibilidade e permitindo assim uma fermenta√ß√£o mais eficiente, liberando espa√ßo no r√ļmen para que o animal ingira mais forragem. O momento certo de come√ßar a fornecer um suplemento mineral espec√≠fico para a seca de-pende de se observar a apresenta√ß√£o das pastagens. Sendo assim, o momento certo para o forneci-mento de um suplemento para a seca √© quando as pastagens se encontram amareladas e secas. √Č importante observar esse est√°dio das pastagens porque caso o suplemento de seca seja fornecido em um momento inadequado, ou seja, quando esta pastagem ainda estiver verde, o consumo do suplemento se torna muito baixo, n√£o atendendo as exig√™ncias minerais dos animais, o que certa-mente traz preju√≠zos no desempenho dos mesmos. Portanto o produtor deve sempre acompanhar o consumo m√©dio de suplemento, evitando ingest√Ķes inadequadas. No per√≠odo de transi√ß√£o das pastagens, quando n√£o h√° um consumo adequado do proteinado pelo fato do pasto n√£o estar completamente seco, o produtor deve lan√ßar m√£o de suplementos minerais para o per√≠odo de transi√ß√£o, garantindo o aporte nutricional adequado tamb√©m neste per√≠odo. Ainda, em determinadas regi√Ķes, devido ao clima e √† incid√™ncia espor√°dica de chuvas, as pastagens dificilmente secam completamente, passando todo o per√≠odo de ‚Äúestiagem‚ÄĚ em transi√ß√£o. Existem proteinados desenvolvidos para cada categoria devido ao fato de cada uma ter uma exig√™ncia mineral. A categoria de cria √© a mais exigente em minerais, pois al√©m da necessidade desses nutrientes para manuten√ß√£o, h√° uma maior demanda para entrar em cio, para gesta√ß√£o e para lacta√ß√£o. Os touros, que tamb√©m fazem parte da categoria de cria, exigem minerais para uma produ-√ß√£o de s√™men de qualidade, para uma boa disposi√ß√£o e uma boa libido. J√° a categoria de recria n√£o √© t√£o exigente quanto a de cria, mas mesmo assim √© mais exigente que a de engorda, pois coincide com uma fase de intenso crescimento e desenvolvimento √≥sseo e muscular, com o desenvolvimento do aparelho reprodutor e tamb√©m com o amadurecimento do sistema imunol√≥gico. Fornecer um produto inadequado √† categoria pode trazer consequ√™ncias desastrosas na bovinocultura, como queda de desempenho reprodutivo, atraso no desenvolvimento ou aumento na incid√™ncia de enfermidades por n√£o prover os animais de quantidades corretas de minerais. Portanto, quando as condi√ß√Ķes ambientais exigirem o uso de um proteinado de seca, que este seja escolhido de forma a suprir tanto a defici√™ncia proteica da forragem, como a exig√™ncia mineral da categoria em quest√£o. Pasto amarelado indica o momento correto de iniciar a suplementa√ß√£o especial para o per√≠odo seco. Manejo correto Normalmente os proteinados possuem ureia em sua formula√ß√£o. Por isso, para evitar o risco de intoxica√ß√Ķes alguns cuidados devem ser tomados: ‚ÄĘ Sempre adaptar os animais ao novo suplemento, sendo indicado na primeira semana diluir o proteinado a ser utilizado na propor√ß√£o de 1:1 com o produto que j√° utilizava. Na segunda semana diluir o proteinado na propor√ß√£o de 2:1 com o produto que utilizava. Da terceira semana em diante, fornecer o proteinado puro; ‚ÄĘ Caso o fornecimento seja suspenso por tr√™s dias ou mais, deve ser refeita a adapta√ß√£o; ‚ÄĘ Evitar o ac√ļmulo de √°gua dentro do cocho, trabalhando preferencialmente com estruturas cobertas. Sempre fazer alguns furos no cocho e o manter levemente inclinado, de forma que caso venha a ser molhado, o excesso de √°gua escorra. ‚ÄĘ Manter sempre √°gua de boa qualidade e √† vontade dispon√≠vel aos animais, e que o bebedouro esteja pr√≥ximo ao cocho; ‚ÄĘ Tamb√©m √© important√≠ssimo respeitar o espa√ßamento de cocho m√≠nimo indicado para cada produto, para que todos os animais tenham acesso ao suplemento e consumam a quantidade adequada da mistura. Os proteinados necessitam de uma metragem maior de cocho pois devem ser ingeridos em maior quantidade quando comparados √† um suplemento de linha branca, o que leva √† uma

Mat√©ria-prima da ind√ļstria, a ureia refor√ßa a dieta do rebanho na seca

Bovinos engordados a pasto apresentam bom desenvolvimento na esta√ß√£o das chuvas e fraco no per√≠odo seco. Mistura de ureia com sulfato de am√īnio. Foto: Dal√≠zia Aguiar. Manejo adequado, uso de esp√©cies forrageiras resistentes, aduba√ß√£o, irriga√ß√£o s√£o t√°ticas para aumentar a produ√ß√£o de pastagens, entretanto, √≠ndices semelhantes aos obtidos nas √°guas s√£o dif√≠ceis de obter. O produtor que deseja manter ganhos de peso similares deve investir em uma alimenta√ß√£o equilibrada e pensar na estrat√©gia nutricional na safra anterior.  Neste in√≠cio de inverno, a ureia tem papel significativo na alimenta√ß√£o do rebanho e sua manten√ßa na seca. Descoberta no s√©culo 18, por um franc√™s, √© a primeira subst√Ęncia org√Ęnica sintetizada pelo homem, neste caso, um qu√≠mico alem√£o, no s√©culo seguinte ao seu descobrimento. A partir disso houve uma revolu√ß√£o na agricultura, tornando-se o primeiro adubo produzido quimicamente e a principal fonte de nitrog√™nio da atividade agr√≠cola.  A subst√Ęncia estimula o aproveitamento das forrageiras de baixa qualidade e acrescenta prote√≠na na dieta dos animais resolvendo dois problemas t√≠picos da esta√ß√£o. Al√©m disso, seu custo √© baixo e sua utiliza√ß√£o simples. Com tal rela√ß√£o custo-benef√≠cio, ainda √© flex√≠vel, com varia√ß√Ķes de uso.  O composto org√Ęnico pode ser adicionado ao sal mineral, ao volumoso ou ao concentrado. Por√©m antes disso, o produtor deve mistur√°-lo ao sulfato de am√īnio, na propor√ß√£o 9:1, 9 (nove) partes de ureia para 1 (uma) de sulfato. Feito, est√° apto a outras combina√ß√Ķes.  Com sal mineral, a divis√£o √© meio a meio. Metade ureia, metade sal, com troca a cada tr√™s dias para evitar empedramento. ‚ÄúUma recomenda√ß√£o √© incluir fub√° na mistura, prolongando a vida √ļtil do material, melhorando sua consist√™ncia e impedindo o empedramento‚ÄĚ, aconselha Haroldo Pires de Queiroz, zootecnista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu√°ria ‚Äď Embrapa, vinculada ao Minist√©rio da Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento. A composi√ß√£o da f√≥rmula prescrita √© 1 (uma) parte de fub√° para 2 (duas) de sal mineral e 2 (duas) de ureia.  Com o volumoso, como a cana-de-a√ß√ļcar e a silagem, a ci√™ncia recomenda adicionar 1% do volumoso, segue Haroldo Queiroz. Matem√°tica simples: 100 kg de cana com 1 kg de ureia dilu√≠da em quatros litros de √°gua. O mesmo c√°lculo para silagem. ‚ÄúJ√° com o feno, por n√£o conter √°gua, a porcentagem sobe para 3%‚ÄĚ, completa. O preparo √© realizado na hora de consumir.  No concentrado, √© um complemento proteico para enriquecer e reduzir o custo da prote√≠na, considerando que o pre√ßo do farelo de soja √© mais elevado que o da ureia. ‚ÄúS√£o 100 kg de mistura m√ļltipla – energia, prote√≠na e minerais ‚Äď com 1,5 kg de ureia. O produtor tem a possibilidade de fazer a mistura e guard√°-la para toda a seca‚ÄĚ.  Por ser t√≥xico, o produto somente √© fornecido a ruminantes, porque a flora do r√ļmen transforma o nitrog√™nio n√£o proteico em prote√≠na. Todavia, h√° uma dose segura processada diariamente e isso merece uma observa√ß√£o. Para tanto, indica-se inserir o composto, gradativamente, usando metade da dose na primeira semana.  ‚ÄúCaso sejam 20 kg de cana-de-a√ß√ļcar + 1% de ureia, alimentar os animais com 10 kg por sete dias. Esse per√≠odo introdut√≥rio adaptar√° a flora do r√ļmen √† ureia e os riscos de intoxica√ß√£o e sobrecarga do f√≠gado reduzir√£o‚ÄĚ, exemplifica e justifica o analista da Embrapa. Animais doentes, famintos ou sem adapta√ß√£o, bezerros e cavalos, conforme Queiroz, n√£o devem ingerir, pois quando a flora est√° em desequil√≠brio, a a√ß√£o t√≥xica desencadeia.  Ressalta-se que todo ano, na seca, o emprego da subst√Ęncia √© sugerido. No ver√£o, o pasto tem 10% de prote√≠na e o gado precisa, no m√≠nimo, de 6%. Na esta√ß√£o fria, a prote√≠na do capim cai para 2% e o bovino perde peso, mesmo com refor√ßo, a qualidade n√£o √© elevada. ‚ÄúO animal tem acesso a um valor insuficiente de forragem e no m√°ximo mant√©m o peso ou o perde, vagarosamente, no inverno. Se o pecuarista oferecer a ureia no sal, dieta arroz com feij√£o, ter√° garantido 100 gramas de ganho de peso por dia em um per√≠odo cr√≠tico‚ÄĚ, garante o especialista.  Multiuso, a mol√©cula, composta por nitrog√™nio, hidrog√™nio, carbono e oxig√™nio, √© tamb√©m manufatura de pl√°sticos, estabilizadora em explosivos de nitrocelulose e componente qu√≠mico encontrado em condicionadores de cabelo e lo√ß√Ķes e nos corantes da ind√ļstria t√™xtil. Fonte: Embrapa Gado de Corte

Novilhas de corte: condição corporal visando empenho reprodutivo

O empenho em ganho de peso em f√™meas de corte √© importante para todo o ciclo reprodutivo das futuras matrizes. Gustavo Melo e Vitoriano Neto* Da desmama at√© a fase de reprodu√ß√£o, o ganho de peso √© fundamental para novilhas expressarem todo potencial reprodutivo e estarem aptas. Para animais da ra√ßa Nelore, isso significa pesar 300 kg aos 24 meses de idade. Em um diagrama da evolu√ß√£o dos pesos e respectivos ganhos pode-se determinar qual o ganho de peso em cada categoria para que este objetivo seja alcan√ßado: No diagrama, observa-se que a fase de recria consiste em, aproximadamente, 510 dias, ou seja, 17 meses (720 dias na concep√ß√£o ‚Äď 210 dias na desmama). Neste exemplo, a f√™mea desmamou com 180 kg e chegou √† idade reprodutiva (24 meses) com 300 kg. Foi necess√°rio um ganho de 235 gramas por dia para que a meta fosse alcan√ßada. Atingir este desempenho parece simples, por√©m √© necess√°rio destacar que este animal provavelmente passar√°, na fase de recria, por dois per√≠odos de seca e um de chuvas. Na maioria das regi√Ķes centrais do Brasil, o primeiro per√≠odo de seca coincide com o momento p√≥s-desmama. Portanto, a√ß√Ķes estrat√©gicas de suplementa√ß√£o devem ser tra√ßadas para a primeira e a segunda seca, de acordo com a condi√ß√£o em que animais est√£o entrando em cada um destes per√≠odos. A suplementa√ß√£o pode ser baseada em misturas m√ļltiplas de baixo a m√©dio consumo (0,1% a 0,2% do peso vivo, respectivamente) de acordo com a condi√ß√£o dos animais e das pastagens. As partir do momento que as novilhas se tornam aptas √† esta√ß√£o de monta, deve-se preocupar em mant√™-las com um desempenho de ganho de peso para que concluam a esta√ß√£o de reprodu√ß√£o e atinjam a pari√ß√£o com um escore de condi√ß√£o corporal acima de 3 em uma escala de 1 a 5. Para isso, algumas estrat√©gicas de manejo e de suplementa√ß√£o tamb√©m podem ser utilizadas como, por exemplo, a manuten√ß√£o desta categoria apartada e privilegiada quanto √† qualidade e quantidade dos pastos ofertados. Em rela√ß√£o √† suplementa√ß√£o, √© importante avaliar os suplementos (misturas m√ļltiplas ou proteinados) que fa√ßam com que estes animais atinjam as metas de desempenho citadas anteriormente. Garantir uma condi√ß√£o corporal adequada para as novilhas prenhes (escore 3) √© essencial para que estes animais, ao parirem, possam ser trabalhadas rapidamente e de forma eficaz visando a esta√ß√£o de monta subsequente. *Gustavo Melo e Vitoriano Neto s√£o m√©dicos veterin√°rios da Equipe Rehagro Fonte: Rehagro / Rural Centro

Suplementação mineral nas águas: a hora de cuidar (e ganhar mais) é agora

A suplementa√ß√£o mineral nas √°guas √© fundamental para a obten√ß√£o de bons resultados na pecu√°ria de corte. Sergio Raposo de Medeiros* √Č na √©poca das chuvas que temos o maior desenvolvimento das nossas forrageiras, sendo comum que mais de ¬ĺ da massa total de forragem produzida no ano se concentre nessa √©poca. Consequentemente, o maior ganho de peso dos animais ocorre tamb√©m nesse per√≠odo. Isso ocorre porque o animal √© capaz de selecionar uma dieta com maior valor nutritivo, fazendo menos esfor√ßo no pastejo. A maior ingest√£o de nutrientes e o menor gasto de energia no pastejo resultam em melhor desempenho. E qual o papel dos minerais no desempenho dos animais? O primeiro aspecto a ser entendido √© que os minerais, por si s√≥, n√£o fazem o animal ganhar peso. Todavia, eles s√£o fundamentais para o correto funcionamento do animal e exigidos na deposi√ß√£o de tecidos. Assim, apesar de a presen√ßa deles n√£o garantir o ganho, a defici√™ncia de qualquer um deles limita o desempenho. Uma ilustra√ß√£o para facilitar esse conceito seria uma f√°brica que produz caixas de madeira feitas com dobradi√ßas e uma fechadura. Digamos que voc√™ tenha m√£o-de-obra e madeira para fazer cem caixas, mas que de um dos parafusos para fixar a fechadura na tampa da caixa voc√™ tenha o suficiente apenas para 80 caixas. Nesse caso, apesar do seu potencial para fabricar cem caixas, s√≥ sair√£o prontas da linha de montagem 80% do seu potencial. Assim, por conta de um item que representa apenas uma √≠nfima parte do peso, bem como do custo do produto, h√° um grande preju√≠zo. De maneira semelhante, mesmo que a pastagem tenha prote√≠na e energia suficientes para o animal ganhar 900 g/cabe√ßa.dia, se o teor de f√≥sforo nesta dieta permitir apenas 600 g/cabe√ßa.dia, o desempenho ser√° limitado pela falta de f√≥sforo. Se houver zinco suficiente apenas para ganho de peso de 500 g/cabe√ßa.dia, ganhar-se-√° apenas esse meio quilo e assim por diante. Enfim, o nutriente mais limitante √© o que define o desempenho. O mais importante de se notar neste conceito √© que quanto maior a produ√ß√£o do animal, maior a sua exig√™ncia por nutrientes.  Assim, da mesma forma que quanto maior for minha produ√ß√£o de caixas, mais tenho que suprir minha f√°brica de parafusos para as fechaduras, quanto maior o desempenho dos animais, mais tenho que me preocupar que a suplementa√ß√£o mineral seja eficiente e n√£o limite o potencial de ganho nas pastagens. Esse √© um dos motivos que faz cr√≠tico o adequado fornecimento de minerais aos animais. Outro papel muito importante dos minerais para bovinos decorre da participa√ß√£o destes no correto funcionamento do sistema imunol√≥gico, que protege os animais contra doen√ßas. Aqui, deve-se lembrar de que nem sempre problemas de sa√ļde se expressam claramente e os animais podem ter pior desempenho sem demonstrar sintomas vis√≠veis de alguma doen√ßa. Al√©m disso, por ser uma √©poca de alta umidade e calor, o desafio sanit√°rio √© maior nas √°guas. Quando o sistema imune √© desafiado, ele demanda mais nutrientes. O cobre √© um dos minerais que tem exig√™ncias maiores em animais sob desafios imunol√≥gicos. Portanto, um animal melhor nutrido em cobre pode ter maior desempenho que outro mal nutrido. O que fica claro √© que em nenhuma outra √©poca do ano √© mais cr√≠tico o correto suprimento de minerais. √Č quando eles far√£o mais diferen√ßa. E fazem, visto que as forrageiras tropicais s√£o reconhecidamente deficientes em elementos minerais. Em especial, deficientes em s√≥dio, zinco, cobre, f√≥sforo e c√°lcio, al√©m de cobalto, iodo e sel√™nio. Felizmente, h√° boas op√ß√Ķes de misturas minerais prontas no mercado com indica√ß√Ķes para as diferentes categorias animais e situa√ß√Ķes de fertilidade do solo, facilitando a escolha das melhores op√ß√Ķes para cada caso. O grande desafio √© conseguir um bom fornecimento do produto de maneira que o consumo seja efetivo e o mais homog√™neo poss√≠vel entre os animais do lote. Abaixo, algumas dicas para aumentar a chance de sucesso na suplementa√ß√£o mineral: 1) Manter os cochos sempre abastecidos; 2) Disponibilizar suficiente √°rea de cocho por animal. Recomenda-se 6 cm/UA de √°rea linear de cocho, que √© um valor m√≠nimo e, na medida do poss√≠vel deve ser aumentada. Uma UA equivale a um animal de 450 kg; 3) Se poss√≠vel, colocar mais de um cocho de sal, para dar chance aos animais submissos lamberem o sal do cocho em que os animais que eles tenham medo n√£o estejam usando. A dica √© colocar os cochos de forma a ter pelo menos a dist√Ęncia equivalente a dois corpos entre os cochos, considerando que ‚Äúum corpo‚ÄĚ √© a dist√Ęncia-de-fuga dos bovinos, ou seja, aquele que tem medo evita ficar a menos do que um corpo de dist√Ęncia do animal que ele teme; 4) Evitar a forma√ß√£o de po√ßas d¬ī√°gua em frente e ao redor do cocho, o que dificulta o acesso dos animais ao mineral. Essa dica vale para qualquer outro imprevisto que afete o acesso dos animais ao sal mineralizado; 5) Evitar a forma√ß√£o de torr√Ķes ou placas endurecidas do sal mineralizado no cocho e  desfaz√™-los mecanicamente, pois eles reduzem o consumo do produto pelos animais; 6) Valorizar e treinar o salgador para que ele entenda a import√Ęncia do seu trabalho e o porqu√™ de ter que ser bem feito, incumbindo-o de monitorar o consumo de cada lote; 7) Usar o valor obtido do monitoramento de consumo para fazer corre√ß√Ķes no fornecimento, seja pelo aumento da oferta em locais onde o consumo esteja abaixo do recomendado pelo fabricante (ou seu t√©cnico de confian√ßa) ou pela redu√ß√£o, onde estiver ocorrendo consumo acima do previsto. Importante destacar aqui que o maior preju√≠zo √© quando h√° consumo abaixo do previsto, pois h√° grande chance de estarmos perdendo desempenho potencial das pastagens; 8) Mesmo se o consumo estiver dentro do esperado, pode haver animais que n√£o estejam consumindo. Uma atenta observa√ß√£o pelo salgador e os resultados de desempenho podem comprovar isso. Se isso ocorrer, deve-se aumentar a √°rea de cocho, de prefer√™ncia com a instala√ß√£o de cochos adicionais. Com atitudes simples como essas, √©