julho 23, 2024

Sítio volta a lucrar após investir em tecnologias de reuso da água

Em parceria com a Embrapa, a fam√≠lia Marchezin aplicou tamb√©m t√©cnicas de fossa biodigestora, para fazer o saneamento do esgoto, e de restaura√ß√£o de √°reas degradadas, fazendo com que a propriedade deixasse de ser improdutiva. Uma propriedade improdutiva teve seu rumo alterado ap√≥s os donos, com ajuda de pesquisadores, come√ßarem a investir em tecnologias de reuso de √°gua.¬†Conhe√ßa no v√≠deo abaixo a hist√≥ria da fam√≠lia Marchezin, localizada em¬†S√£o Carlos (SP). https://globoplay.globo.com/v/11193300/ A propriedade, adquirida pela fam√≠lia na d√©cada de 70, tem uma √°rea praticamente em declive, que foi se degradando aos poucos, principalmente por causa da eros√£o do solo causada pelo desmatamento. Na d√©cada de 90, ela se tornou quase toda improdutiva. Fl√°vio, herdeiro da propriedade, deixou o campo para estudar administra√ß√£o de empresas, depois voltou com o objetivo de tornar a produ√ß√£o rent√°vel. Come√ßou trabalhando com peixes em um tanque escavado. Foi ent√£o que ele conheceu a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu√°ria (Embrapa), que precisava de uma √°rea para testar novas tecnologias. A parceria rendeu tr√™s experimentos: Fonte: G1 Curadoria: Boi a Pasto

Produção familiar de café Conilon cresce em média 30% ao ano no Vale do Rio Doce, desde 2017

Esp√©cie se adaptou bem √† regi√£o por ser mais r√ļstica, de f√°cil manejo, al√©m de resistente ao d√©ficit h√≠drico Quanta hist√≥ria tem por tr√°s de uma x√≠cara de caf√©? Se a bebida significa mais energia e conforto para quem a consome, para quem a produz n√£o √© diferente. Caf√© √© sin√īnimo de prosperidade. Minas Gerais √© o maior estado produtor do gr√£o do Brasil. Por aqui, ele √© cultivado em diversas regi√Ķes, inclusive naquelas menos prov√°veis, como no Vale do Rio Doce. Em geral, o caf√© √© uma planta de altitudes maiores e climas mais amenos, mas o tipo Conilon se adaptou muito bem na regi√£o, garantindo renda para muitos produtores, que antes precisavam migrar para conseguir sustentar a fam√≠lia. Como o senhor Valdeci, que durante muitos anos deixou a mulher e filhos em √Āgua Boa, para trabalhar na colheita do caf√© Conilon, no estado do Esp√≠rito Santo. Nessa lida foi adquirindo experi√™ncia no cultivo, trouxe sementes e come√ßou uma pequena produ√ß√£o ainda na terra do seu sogro. Em poucos anos investindo na cultura conseguiu comprar seu pr√≥prio peda√ßo de ch√£o e viu a vida melhorar. ‚ÄúQuando eu mudei pra c√° eu n√£o tinha muitas coisas n√£o. Eu morava com meu sogro e sa√≠a para o Esp√≠rito Santo pra apanhar caf√©. Trouxe as sementes, eu mesmo fiz minhas mudas, plantei e consegui comprar minha terra. Eu paguei a terra s√≥ com dinheiro de caf√©. Se n√£o fosse o caf√©, eu n√£o conseguiria. E hoje eu j√° trabalho pra mim mesmo e as coisas est√£o muito boas‚ÄĚ, conta satisfeito. Assim como Valdeci, v√°rios agricultores familiares dos munic√≠pios de √Āgua Boa, Jos√© Raydan, Santa Maria do Sua√ßu√≠, S√£o Jos√© do Jacuri e S√£o Pedro do Sua√ßu√≠, no Vale do Rio Doce, viram no caf√© Conilon uma √≥tima oportunidade. Tanto que, de 2017 para c√°, segundo dados da Emater-MG, a produ√ß√£o do gr√£o na regi√£o cresceu cerca de 30% ao ano. Em 2017, esses munic√≠pios tinham juntos 62 agricultores familiares na atividade, hoje j√° s√£o 93, al√©m de 5 produtores de maior porte, que tamb√©m entraram no ramo. A √°rea plantada saltou de 135 hectares para 380, e a produ√ß√£o saiu de 3, 6 mil sacas para 9,2 mil ao ano. Volume ainda muito baixo para atender a demanda da regi√£o. Conforme a Emater, em Capelinha, que est√° pr√≥xima desses munic√≠pios produtores de Conilon, a demanda das seis torrefadoras que operam na cidade √© de 4 mil sacas deste tipo de gr√£o ao m√™s. Ou seja, ainda h√° muito mercado para explorar, o que deve incentivar mais produtores a investir na atividade. ‚ÄúH√° uma tend√™ncia de aumentar principalmente o n√ļmero de pequenos agricultores e n√£o de aumentar expressivamente a √°rea com grandes produtores‚ÄĚ, comenta o extensionista da Emater-MG, em √Āgua Boa, Luiz Ant√īnio Borges. Segundo ele, as √°reas plantadas s√£o, em m√©dia, de 2 a 3 hectares. ‚ÄúNesses espa√ßos os produtores conseguem conduzir tranquilamente as lavouras, com custo de produ√ß√£o menor que o caf√© Ar√°bica, por exemplo, e assim sustentar a fam√≠lia. Eu recomendo que eles se dediquem ao caf√© Conilon‚ÄĚ, diz. Produzindo assim, em pequenos espa√ßos, Edivano Batista Machado est√° satisfeito com os resultados do Conilon. Conta que em apenas meio hectare conseguiu uma alta produtividade, que na √ļltima safra lhe rendeu aproximadamente 70% de lucro. ‚ÄúQuem quiser plantar e cuidar d√° lucro mesmo. Meu lucro aqui foi de 70%, de cada 100 reais sobrou 70 pra mim e n√£o √© f√°cil sobrar 70. Trabalho de tardinha, at√© de noite com prazer, porque √© muito bom trabalhar e ver o resultado. E sempre tem a expectativa de todo ano colher ainda mais. Posso reclamar n√£o, depois que passei a mexer com caf√© foi s√≥ melhora‚ÄĚ, diz satisfeito. Incentivo e qualidade A Emater-MG tem incentivado o cultivo do Conilon na regi√£o, promovendo Dias de Campo, prestando assist√™ncia t√©cnica direta aos produtores. Segundo o coordenador t√©cnico da empresa, Jos√© Mauro de Azevedo, o Conilon √© uma esp√©cie de caf√© mais r√ļstica, por isso mais resistente a pragas e doen√ßas, al√©m de se comportar bem mesmo com o d√©ficit h√≠drico. ‚ÄúEsta regi√£o n√£o est√° no semi√°rido, mas infelizmente, nos √ļltimos anos, tem sofrido com a falta de chuvas. Sem contar que o Conilon √© uma lavoura de manejo mais simples e bem-adaptada √† produ√ß√£o em pequenas √°reas‚ÄĚ, explica. E os produtores da regi√£o n√£o est√£o preocupados apenas com a quantidade de caf√© que produzem, mas tamb√©m com a qualidade. Com uma p√≥s-colheita caprichosa, o produtor Ad√≠lson Melo conseguiu atingir 85 pontos no seu caf√©, no √ļltimo concurso regional de qualidade do gr√£o. Trabalhando com a fam√≠lia, pretende deixar esse legado para os filhos. ‚ÄúO meu sonho aqui n√£o √© s√≥ fazer um caf√© bom, que eu possa vender a mil, cinco mil reais. Meu interesse maior √© ver meus filhos que est√£o a√≠ crescendo, meus sucessores, darem continuidade‚ÄĚ, finaliza. Fonte: Aline Louise – Ascom/Emater-MG Curadoria: Boi a Pasto

Pesquisador brasileiro é convidado para comitê internacional

Comit√™ estuda sobre praga que atinge diversas culturas O pesquisador Paulo Viana, da Embrapa Milho e Sorgo, foi convidado para participar como consultor independente do comit√™ European Food Safety Authority (EFSA), que avalia os riscos de uma eventual introdu√ß√£o da praga Elasmopalpus lignosellus (lagarta-elasmo) nos pa√≠ses europeus. Na ocasi√£o, Paulo Viana fez uma apresenta√ß√£o sobre a distribui√ß√£o geogr√°fica da praga, suas caracter√≠sticas biol√≥gicas, monitoramento, dispers√£o, controle e m√©todos de manejo integrado. Ap√≥s a apresenta√ß√£o, seguiu-se uma sess√£o de perguntas realizadas pelos membros do EFSA. As informa√ß√Ķes apresentadas ser√£o publicadas na Ata do EFSA e divulgadas para a comunidade europeia. Segundo o pesquisador, mais de 60 esp√©cies de plantas s√£o hospedeiras da lagarta elasmo. A praga¬†Elasmopalpus lignosellus¬†ataca as plantas no est√°dio inicial de desenvolvimento, danificando a regi√£o de crescimento e, na maioria dos casos, causa a sua morte. A distribui√ß√£o geogr√°fica da praga est√° nos pa√≠ses das Am√©ricas do Sul, Central e do Norte, abrangendo at√© o sul dos Estados Unidos. Ainda segundo Paulo Viana, ocorre de prefer√™ncia em per√≠odos mais secos e em culturas cultivadas em solos mais arenosos. Existem publica√ß√Ķes on-line da Embrapa sobre a praga (Circular T√©cnica 118 ‚Äď Manejo de elasmo na cultura do milho) e cap√≠tulo de livro (Pragas de Solo no Brasil ‚Äď Elasmo) sobre o assunto, de autoria do pesquisador. Sobre a European Food Safety Authority A EFSA √© um organismo da Uni√£o Europeia que fornece pareceres cient√≠ficos independentes sobre riscos alimentares existentes e emergentes. O conselho informa leis, regras e pol√≠ticas europeias e, dessa forma, auxilia na prote√ß√£o dos consumidores dos riscos ligados √† cadeia de alimentos. Acesse o site da institui√ß√£o: https://www.efsa.europa.eu/en. Sobre a praga A lagarta elasmo, Elasmopalpus lignosellus, ocorre nas regi√Ķes temperadas e tropicais do continente americano. √Č uma praga pol√≠faga que ataca mais de 60 esp√©cies de plantas, causando s√©rios danos a v√°rias culturas de import√Ęncia econ√īmica, como milho, cana-de-a√ß√ļcar, trigo, soja, arroz, feij√£o, sorgo, amendoim e algod√£o. Perdas atribu√≠das ao ataque de elasmo no milho variam de 20 % at√© a destrui√ß√£o total da lavoura em condi√ß√£o de alta infesta√ß√£o (VIANA, 2004). A lavoura somente √© atacada pela lagarta at√© atingir uma altura m√©dia de 35cm. Normalmente, o agricultor percebe o ataque da praga atrav√©s das in√ļmeras falhas na lavoura. O dano √© causado pela lagarta na regi√£o do colo, penetrando em seguida no colmo e fazendo galerias no seu interior, provocando o perfilhamento e/ou a morte da planta. O ataque pode ser visualizado pelo murchamento e pela seca das folhas centrais, que se destacam com facilidade ao serem puxadas. As perdas ocasionadas est√£o relacionadas com a redu√ß√£o no estande, resultando no baixo rendimento da cultura. O ataque da lagarta causa a destrui√ß√£o da regi√£o de crescimento, quando este se encontra abaixo do n√≠vel do solo ou destr√≥i total ou parcialmente os tecidos meristem√°ticos respons√°veis pela condu√ß√£o de √°gua e nutrientes. Fonte: Sou Agro Curadoria: Boi a Pasto

A pecu√°ria na vis√£o do consumidor

Pesquisa da Embrapa aponta associa√ß√£o da atividade com quest√Ķes negativas como desmatamento e maus tratos aos animais, exigindo maior esfor√ßo de comunica√ß√£o Por Larissa Vieira Que o brasileiro √© apaixonado por carne todos sabem. Somos o terceiro maior consumidor mundial do produto, com 24,8 kg/hab./ano, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para 2022. Apesar disso, a imagem da pecu√°ria bovina junto ao consumidor est√° longe de ser 100% positiva. Foi o que apontou o estudo ‚ÄúPercep√ß√£o de aspectos comunicacionais sobre a produ√ß√£o de carne bovina no Brasil e sua intera√ß√£o com a sociedade‚ÄĚ realizado pelo pesquisador √Čriklis Nogueira, da Embrapa Pantanal. ‚ÄúA pesquisa confirma uma dificuldade do Agro em comunicar ao grande p√ļblico que a produ√ß√£o de carne, na maioria das vezes, ocorre de forma sustent√°vel e segura, com respeito ao bem-estar animal, e que o consumo do produto √© vantajoso do ponto de vista nutricional. Verificamos que o Agro fala muito para si mesmo e pouco para o p√ļblico consumidor urbano‚ÄĚ, destaca Nogueira. No estudo, foram entrevistadas, por meio de question√°rio, um total de 181 pessoas de v√°rias idades, com destaque para as faixas et√°rias de 31 a 40 anos (27,6%) e de 41 a 50 anos (26,5%). Essas pessoas pertenciam a v√°rios segmentos da sociedade, desde o pr√≥prio Agro (principalmente produtores rurais) at√© profissionais de ensino ou pesquisa e consumidores em geral.¬†‚ÄúA maioria afirmou que come carne bovina de tr√™s a cinco vezes por semana (48,6%) ou mais de cinco vezes (40,8%). Al√©m disso, 48% disseram preferir esse tipo de carne a outras (frango, peixe, su√≠no, caprino)‚ÄĚ, informa o pesquisador. Fonte: Revista DBO Curadoria: Boi a Pasto