julho 23, 2024

Qual o n√ļmero adequado de bois e cavalos por hectare em pastagem no RS?

Confira a resposta do engenheiro agr√īnomo Wagner Pires, deu boas recomenda√ß√Ķes para a engorda intensiva de bovinos. Qual seria o n√ļmero adequado de bois e cavalos a cada hectare de pasto no Rio Grande do Sul? A d√ļvida veio do Alexsandro Pav√£o, pequeno propriet√°rio rural da regi√£o da Campanha Ga√ļcha. Ele quer implantar uma √°rea de pastagem de ver√£o e tem d√ļvidas sobre quantas cabe√ßas de gado e de cavalo √© poss√≠vel se manter por hectare. Quem tirou a d√ļvida do produtor foi o engenheiro agr√īnomo Wagner Pires. Produ√ß√£o de capineira para alimenta√ß√£o do rebanho A recomenda√ß√£o do especialista, come√ßa, no entanto, com um planejamento de uma boa base para oferta de alimenta√ß√£o aos animais com uma capineira. Para a regi√£o da Campanha Ga√ļcha, o especialista indica o cultivo de forrageiras como o Curumim que possui alta palatabilidade, al√©m de esp√©cies de Panicum. Fonte: Giro do Boi Curadoria

Pesquisa subsidia licenciamento ambiental agropecu√°rio no Acre

Mecanismos adotados agora permitem determinar o grau de impacto ambiental das atividades rurais, de acordo com o tipo de neg√≥cio e com a forma como s√£o conduzidas. Estudo realizado pela Embrapa gerou subs√≠dios para a reformula√ß√£o das regras para licenciamento ambiental de empreendimentos agropecu√°rios e agrossilvipastoris, com finalidade comercial, em √°reas alteradas do Acre. Publicada no fim de 2022, a nova Resolu√ß√£o do Conselho Estadual de Meio Ambiente e Floresta (Cemaf) define como crit√©rios para emiss√£o da licen√ßa o impacto ambiental da atividade e indicativos do Zoneamento Ecol√≥gico-Econ√īmico (ZEE) do estado sobre o potencial de uso da terra. As mudan√ßas conferem maior agilidade ao processo e contribuem para uma produ√ß√£o mais sustent√°vel. Elaborada por um grupo de trabalho, composto por produtores rurais e profissionais de institui√ß√Ķes de pesquisa, √≥rg√£os de apoio e fomento √† produ√ß√£o, organiza√ß√Ķes n√£o governamentais e representantes da sociedade civil, a proposta da nova norma se baseou em pesquisa sobre o potencial de polui√ß√£o e degrada√ß√£o ambiental de atividades produtivas predominantes no Acre. O estudo avaliou aspectos como os limites territoriais para √°reas de reserva legal e de preserva√ß√£o permanente, s√≠tios arqueol√≥gicos e territ√≥rios protegidos e considerou o potencial de ado√ß√£o de tecnologias sustent√°veis no processo de produ√ß√£o. Os resultados permitiram reunir as atividades produtivas, pass√≠veis de licenciamento, em 19 tipologias classificadas de acordo com o grau de impacto ambiental. ‚ÄúNa norma anterior, o principal par√Ęmetro para emiss√£o da licen√ßa ambiental era o tamanho da propriedade rural. Essa an√°lise quantitativa, com √™nfase no porte do empreendimento, desconsiderava o risco de danos ao meio ambiente que determinadas atividades rurais oferecem, independente da extens√£o da √°rea que ocupam. A revis√£o e altera√ß√£o dos crit√©rios possibilitou criar mecanismos que permitem determinar o grau de impacto ambiental do neg√≥cio rural, de acordo com o tipo e com a forma como s√£o conduzidos‚ÄĚ, explica o pesquisador da Embrapa Acre, Judson Valentim, coordenador do estudo e relator do grupo de trabalho. O pesquisador pondera, ainda que, quando alinhados a preceitos conservacionistas e √†s boas pr√°ticas de produ√ß√£o agropecu√°ria, tanto pequenos neg√≥cios como grandes empreendimentos rurais podem ser sustent√°veis e lucrativos. ‚ÄúA ado√ß√£o de indicativos t√©cnicos do Mapa de Subs√≠dio √† Gest√£o Territorial e Ambiental do ZEE do Estado como crit√©rio direcionador do processo de licenciamento ambiental, e de tecnologias recomendadas pela pesquisa, pode contribuir para uma produ√ß√£o mais sustent√°vel no Acre‚ÄĚ, acrescenta. Segundo a secret√°ria de Meio Ambiente e Pol√≠ticas Ind√≠genas do estado, Paola Daniel, a aus√™ncia de crit√©rios t√©cnicos como reguladores do licenciamento ambiental dificultava o trabalho do √≥rg√£o licenciador e fragilizava o processo, com preju√≠zos para o produtor rural que ficava sujeito a questionamentos por parte das institui√ß√Ķes de controle. O novo dispositivo ajusta aspectos normativos e adequa procedimentos administrativos, aspectos que tornam mais √°gil a emiss√£o da licen√ßa ambiental, em atendimento a demanda do setor produtivo. ‚ÄúContar com regras espec√≠ficas para o licenciamento de atividades agropecu√°rias comerciais, potencialmente causadoras ou mitigadoras de impacto ambiental, proporciona maior transpar√™ncia e seguran√ßa para os atores envolvidos no processo, em rela√ß√£o ao cumprimento de requisitos legais, uso adequado da terra e conserva√ß√£o ambiental por empreendimentos rurais‚ÄĚ, enfatiza a gestora. Grau de impacto ambiental De acordo com legisla√ß√£o federal, o desenvolvimento de atividades agropecu√°rias comerciais deve ser autorizado por meio de licenciamento ambiental, de compet√™ncia de estados e munic√≠pios ou da esfera federal, conforme o tipo de atividade. No Acre, nas √°reas de jurisprud√™ncia federal, como terras ind√≠genas e Reservas Extrativistas, o processo √© de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). J√° nas √°reas geridas pelo Estado, √© realizado pelo Instituto de Meio Ambiente (Imac), √≥rg√£o que tamb√©m fiscaliza o cumprimento de aspectos ambientais por empreendimentos rurais. A nova norma regulamentadora do licenciamento ambiental no Estado classifica as atividades produtivas licenci√°veis em tr√™s n√≠veis de impacto ambiental: baixo, m√©dio ou alto. S√£o consideradas de baixo impacto a reforma de pastagem degradada, com integra√ß√£o de lavouras anuais por plantio direto e de desseca√ß√£o da vegeta√ß√£o; o cultivo de lavouras perenes em √°rea degradada ou em substitui√ß√£o a √°rea de pastagens, por plantio direto e com desseca√ß√£o da vegeta√ß√£o; e a Integra√ß√£o Lavoura-Pecu√°ria-Floresta (ILPF) em √°reas degradadas, de agricultura ou de pastagem, em sistema de plantio direto, com desseca√ß√£o ou tritura√ß√£o da vegeta√ß√£o. As atividades de m√©dio impacto ambiental incluem a reforma de pastagem degradada com mecaniza√ß√£o convencional do solo (ara√ß√£o e gradagem); a Integra√ß√£o Lavoura-Pecu√°ria (ILP) em sistema de plantio mecanizado; o cultivo de lavouras anuais e perenes em √°rea degradada ou em substitui√ß√£o a √°rea de pastagem, com plantio convencional e mecaniza√ß√£o do solo; o semiconfinamento de bovinos para fins de produ√ß√£o de matrizes e reprodutores; e a implanta√ß√£o de lavouras anuais ou perenes e de sistema de Integra√ß√£o Lavoura-Pecu√°ria (ILP) com uso de irriga√ß√£o, entre outras iniciativas de produ√ß√£o que envolvam a mecaniza√ß√£o do solo. Na classifica√ß√£o de empreendimentos de alto impacto ambiental est√£o a implanta√ß√£o de sistema de produ√ß√£o de lavouras anuais, a integra√ß√£o Lavoura-Pecu√°ria (ILP) e as lavouras perenes, todas com irriga√ß√£o com piv√ī central, e o confinamento de bovinos para fins de termina√ß√£o. ‚ÄúAtividades com baixo e m√©dio potencial de degrada√ß√£o ter√£o procedimentos simplificados, sem a necessidade de documenta√ß√£o t√©cnica para o licenciamento. J√° para licenciar atividades de alto impacto ambiental, entre outras exig√™ncias, √© necess√°rio apresentar projeto t√©cnico detalhado e Anota√ß√£o de Responsabilidade T√©cnica (ART) por profissional registrado junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. Caso o empreendimento rural envolva n√≠veis distintos de impacto ambiental, o produtor dever√° requerer uma licen√ßa para cada atividade‚ÄĚ, orienta Valentim. Embasamento t√©cnico-cient√≠fico O Zoneamento Ecol√≥gico-Econ√īmico (ZEE) possibilita conhecer os riscos potenciais de impacto social e ambiental do neg√≥cio rural e a aptid√£o de √°reas alteradas, a partir de informa√ß√Ķes sobre o solo como topografia, capacidade de drenagem e fertilidade, entre outros aspectos que determinam o potencial e vulnerabilidades da √°rea para a produ√ß√£o agropecu√°ria e florestal.¬† Constru√≠do a partir de estudos cient√≠ficos desenvolvidos pela Embrapa e outras institui√ß√Ķes e com base na legisla√ß√£o ambiental e nas mudan√ßas decorrentes de processos de regulariza√ß√£o fundi√°ria e do uso da terra, essa ferramenta de gest√£o

Mudan√ßas clim√°ticas: por que ‘brilho’ da Terra est√° diminuindo, segundo cientistas

Al√©m de alimentar inunda√ß√Ķes e secas mortais, fen√īmeno √© citado como causa de efeitos estranhos, como explos√Ķes espont√Ęneas no permafrost siberiano e escassez de mostarda. Muitos dos impactos das mudan√ßas clim√°ticas s√£o devastadores. Alguns s√£o estranhos. Al√©m de alimentar inunda√ß√Ķes e secas mortais, as mudan√ßas clim√°ticas s√£o citadas como causa de explos√Ķes espont√Ęneas no permafrost siberiano, escassez de mostarda e o planeta ficando mais escuro.As mudan√ßas clim√°ticas podem estar, por exemplo, diminuindo o “brilho” da Terra, de acordo com cientistas do Big Bear Solar Observatory, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Ao medir a luz solar refletida da Terra para a parte escura da Lua √† noite, os cientistas mediram o que eles chamam de “brilho” do planeta – basicamente, a refletividade da Terra. Os estudos sugeriram que a cobertura de nuvens baixas sobre o leste do Oceano Pac√≠fico est√° diminuindo devido ao aquecimento da temperatura do oceano. Como essas nuvens agem como um espelho, refletindo a luz do Sol de volta para o espa√ßo, sem elas, essa luz refletida diminui. Ent√£o, de acordo com esses cientistas, podemos realmente estar tirando o brilho do nosso planeta. Explos√Ķes Crateras gigantes no degelo do permafrost siberiano foram atribu√≠das por alguns cientistas russos a temperaturas mais quentes do solo, causando a explos√£o espont√Ęnea de bols√Ķes subterr√Ęneos de g√°s. O permafrost √© definido como a terra que ficou congelada continuamente por mais de dois anos. √Č apenas uma hip√≥tese para explicar a forma√ß√£o de crateras gigantes na paisagem √°rtica. Mas elas s√£o um sinal inquietante de que essa paisagem fria e amplamente despovoada no norte do planeta est√° passando por mudan√ßas radicais. Pesquisas recentes tamb√©m mostraram que o √Ārtico est√° se aquecendo ainda mais velozmente do que se pensava – quatro vezes mais r√°pido que o resto do mundo. R√©pteis que mudam de sexo Embora possamos estar causando o aquecimento global, n√£o somos a √ļnica esp√©cie que sente seus efeitos. Algumas criaturas s√£o afetadas de maneiras realmente surpreendentes. Em alguns r√©pteis, o sexo da prole √© parcialmente determinado pela temperatura na qual os ovos s√£o incubados. Drag√Ķes-barbudos – uma esp√©cie de lagarto encontrada na Austr√°lia – mudam de macho para f√™mea quando s√£o incubados a uma certa temperatura. Assim, os cientistas est√£o preocupados que os machos possam se tornar cada vez mais raros √† medida que o mundo aquece – colocando a esp√©cie em risco de extin√ß√£o. No oceano, os n√≠veis crescentes de di√≥xido de carbono do g√°s de efeito estufa podem estar fazendo com que os peixes percam o olfato. A mudan√ßa clim√°tica tamb√©m est√° atrapalhando de forma sens√≠vel a sincronia sazonal. Em abril, em Wytham Wood, a floresta mais cientificamente estudada do Reino Unido, filhotes de chapim, um pequeno p√°ssaro, emergiram de seus ovos at√© tr√™s semanas antes do que teriam feito na d√©cada de 1940. Toda a cadeia alimentar na primavera mudou com o aquecimento. As lagartas que os p√°ssaros comem, as folhas de carvalho que as lagartas comem – todas atingem seu pico semanas mais cedo do que antes. Enquanto as esta√ß√Ķes mudam, muitos p√°ssaros est√£o se ajustando – ou apenas se mudando para outros lugares. Este ano, filhotes de abelharucos foram vistos em uma pedreira de Norfolk – eles geralmente s√£o encontrados no sul do Mediterr√Ęneo e no norte da √Āfrica. Mostarda em falta O clima extremo tamb√©m est√° dificultando o cultivo de alimentos. Alimentos b√°sicos como trigo, milho e caf√© j√° est√£o sendo afetados. E, neste ano, houve uma not√°vel escassez de condimentos. Em abril, a Huy Fong Foods, uma empresa com sede na Calif√≥rnia que produz cerca de 20 milh√Ķes de garrafas de molho de pimenta todos os anos, enviou uma carta aos clientes alertando sobre uma “grave escassez” do produto. No ver√£o, os supermercados na Fran√ßa come√ßaram a ficar sem mostarda dijon – um problema que pode ser atribu√≠do ao mau tempo nas pradarias canadenses, onde a maioria das sementes de mostarda do mundo √© cultivada. E as mudan√ßas clim√°ticas est√£o at√© mesmo dificultando os esfor√ßos para reduzir as emiss√Ķes de carbono. Em agosto, a empresa de energia EDF teve que reduzir a produ√ß√£o de usinas nucleares na Fran√ßa, porque n√£o havia √°gua fria suficiente nos rios franceses. A rea√ß√£o – que est√° sendo discutida por 200 pa√≠ses na c√ļpula clim√°tica da Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas agora – √© um corte dram√°tico nos gases que aquecem o planeta. Mas j√° transformamos nosso mundo aquecendo-o – e provavelmente haver√° muitas outras consequ√™ncias inesperadas e surpreendentes. Fonte: G1 Curadoria: Boi a Pasto

Lula visita Casa de Sa√ļde Yanomami em Roraima e diz que situa√ß√£o de ind√≠genas √© desumana: ‘O que vi me abalou’

Minist√©rio da Sa√ļde decretou emerg√™ncia de sa√ļde p√ļblica para combater desassist√™ncia de ind√≠genas Yanomami nessa sexta-feira (20), um dia antes da visita do presidente. Quase 100 crian√ßas Yanomami morrem em 2022. O presidente Luiz In√°cio Lula da Silva (PT) visitou a Casa de Sa√ļde Ind√≠gena Yanomami neste s√°bado (21) e classificou como desumana a situa√ß√£o vivida pelos ind√≠genas em Roraima. A visita do presidente ocorreu ap√≥s o Minist√©rio da Sa√ļde declarar emerg√™ncia de sa√ļde p√ļblica para enfrentar √† desassist√™ncia sanit√°ria no territ√≥rio Yanomami. “Se algu√©m me contasse que em Roraima tinham pessoas sendo tratadas dessa forma desumana, como vi o povo Yanomami aqui, eu n√£o acreditaria. O que vi me abalou. Vim aqui para dizer que vamos tratar nossos ind√≠genas como seres humanos.” Acompanhado de sete ministros, entre eles a da Sa√ļde, N√≠sia Trindade, e Sonia Guajajara, dos Povos Ind√≠genas, Lula esteve por cerca de duas horas dentro da Casa de Sa√ļde, na zona Rural de Boa Vista. Ao sair, todos se disseram impressionados com o que viram. “Precisamos tamb√©m responsabilizar o governo anterior por ter permitido que essa situa√ß√£o se agravasse ao ponto de a gente chegar aqui e encontrar¬†adultos com peso de crian√ßa, e crian√ßas em uma situa√ß√£o de pele e osso”, disse Guajajara. A situa√ß√£o descrita pela ministra foi in√ļmeras vezes retratada em fotos e v√≠deos divulgadas por organiza√ß√Ķes ind√≠genas que pedem o fim do garimpo ilegal na Terra Ind√≠gena Yanomami, apontando como o maior causador dos problemas na reserva. S√≥ em 2022, foram registradas 99 mortes de crian√ßas impactadas pelo garimpo. Antes da visita de Lula, t√©cnicos do Minist√©rio da Sa√ļde foram enviados para a Terra Ind√≠gena para elaborar um diagn√≥stico da situa√ß√£o. Em quatro dias, resgataram ao menos oito crian√ßas Yanomami em estado grave, com quadros¬†severos de desnutri√ß√£o e mal√°ria. O plano do governo √© enviar equipes de sa√ļde para atender os ind√≠genas dentro do pr√≥prio territ√≥rio. “Eu acho que uma forma da gente resolver isso √© fazer com que a gente monte o plant√£o da sa√ļde. Nas nas aldeias, para que a gente possa cuidar deles l√°. Fica mais f√°cil a gente transportar 10 m√©dicos [para dentro da reserva] do que transportar duzentos √≠ndios que est√£o aqui”, disse Lula. Al√©m disso, questionado pelo¬†g1¬†sobre o plano para combater os garimpos ilegais na reserva, Lula prometeu acabar a atividade: “O que eu posso dizer √© que n√£o vai existir mais garimpo ilegal”. “No caso da Sa√ļde, n√≥s definimos que isso √© uma emerg√™ncia sanit√°ria de import√Ęncia nacional semelhante a uma epidemia, √© isso que precisa ficar claro”, pontuou N√≠sia, acrescentando que o governo prepara um plano de trabalho. “A for√ßa do SUS come√ßar√° a vim a partir de segunda-feira (23) com mais profissionais m√©dicos e enfermeiros para esse atendimento de emerg√™ncia. Mas, sabemos que temos que melhorar a sa√ļde onde as popula√ß√Ķes, onde os povos ind√≠genas moram, nas suas comunidades”, reafirmou. Lula e a comitiva de ministros desembarcou √†s 9h49 na Base A√©rea de Boa Vista. Ao chegar na Casai, foi recepcionado por ind√≠genas que entoaram cantos ao v√™-lo. Al√©m disso, alguns seguram cartazes com pedidos de ajuda, como “Vidas ind√≠genas importam” e “fora garimpo”. Estavam com Lula os ministros: Wellington Dias (Desenvolvimento Social), N√≠sia Trindade (Sa√ļde), S√īnia Guajajara (Povos Ind√≠genas), Fl√°vio Dino (Justi√ßa), Jos√© M√ļcio (Defesa), Silvio Almeida (Direitos Humanos), M√°rcio Mac√™do (Secretaria-Geral), General Gon√ßalves Dias (Gabinete de Seguran√ßa Institucional), e o comandante da Aeron√°utica, Marcelo Kanitz Damasceno. O secret√°rio de Sa√ļde Ind√≠gena do Minist√©rio da Sa√ļde, Weibe Tapeba, tamb√©m integrou a comitiva. Tabeba j√° afirmou ao¬†g1¬†que o combate √†¬†desnutri√ß√£o e mal√°ria entre os Yanomami √© prioridade. “Um verdadeiro genoc√≠dio anunciado acontece na √°rea que sofre com o garimpo ilegal e suas consequ√™ncias. Fome, intoxica√ß√£o e doen√ßas infecciosas s√£o algumas das enfermidades enfrentadas”, disse Tabeba no Instagram, ap√≥s a visita. Mais cedo, no Twitter, ministra da Sa√ļde, N√≠sia, j√° havia classificado como grave a situa√ß√£o. Segundo ela, foram registrados “3 √≥bitos de crian√ßas entre 24 e 27/12 e 11.530 casos de mal√°ria no √ļltimo ano.”O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), e o prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique recepcionaram o presidente e comitiva de ministros na Base A√©rea. Al√©m dos dois, outras autoridades locais tamb√©m acompanharam a visita. Entre eles, o defensor p√ļblico-geral, Oleno Matos, e o deputado federal eleito St√©lio Dener (Republicanos), o senador Telm√°rio Mota (Republicanos) e a ex-deputada estadual Bet√Ęnia Almeida. Telm√°rio e Bet√Ęnia foram vaiados pelas pessoas que acompanhavam o evento, com gritos de “golpistas” e “garimpeiros”. Ap√≥s a visita, Lula e comitiva deixou Boa Vista por volta das 13h (hor√°rio local) rumo a Bras√≠lia. O secret√°rio Tapeba segue na capital, onde acompanha as a√ß√Ķes feitas em prol da sa√ļde Yanomami. Cria√ß√£o de Comit√™ Al√©m da calamidade na sa√ļde, tamb√©m foi criado o Comit√™ de Coordena√ß√£o Nacional, para discutir e adotar medidas em articula√ß√£o entre os poderes para prestar atendimento a essa popula√ß√£o. O plano de a√ß√£o deve ser apresentado no prazo de quarenta e cinco dias, e o comit√™ trabalhar√° por 90 dias, prazo que pode ser prorrogado. A avalia√ß√£o feita pelos integrantes o governo √© que a situa√ß√£o sanit√°ria no territ√≥rio caminha para uma “crise humanit√°ria” ‚Äď devido ao aumento de casos de desnutri√ß√£o em crian√ßas e ao avan√ßo do garimpo ilegal na regi√£o. ‚ÄúRecebemos informa√ß√Ķes sobre a absurda situa√ß√£o de desnutri√ß√£o de crian√ßas Yanomami em Roraima. […] Viajarei ao estado para oferecer o suporte do governo federal e, junto com nossos ministros, atuaremos pela garantia da vida de crian√ßas Yanomami‚ÄĚ, escreveu Lula, em uma rede social, na sexta-feira (20). Dados da (Sesai), obtidos por meio da Lei de Acesso √† Informa√ß√£o (LAI), indicam que, ainda em 2021, 56,5% das crian√ßas acompanhadas pelo governo no territ√≥rio Yanomami apresentaram quadro de desnutri√ß√£o aguda ‚Äď quando o peso √© considerado baixo ou baix√≠ssimo para a idade. Fonte: G1 Curadoria: Boi a Pasto

Senar lança curso online gratuito para produtores de aves e suínos integrados

O Servi√ßo Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) lan√ßou o curso Cadec voltado para produtores de aves e su√≠nos integrados.¬† O Servi√ßo Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) lan√ßou o curso Cadec voltado para produtores de aves e su√≠nos integrados. A capacita√ß√£o online e gratuita est√° com matr√≠culas abertas, mediante disponibilidade de vagas no portal de educa√ß√£o a dist√Ęncia no link: https://cnabrasil.org.br/noticias/senar-lanca-curso-online-para-produtores-de-aves-e-suinos-integrados Com carga hor√°ria de 32 horas, o curso est√° dividido em quatro m√≥dulos: Lei da Integra√ß√£o; t√©cnicas da organiza√ß√£o e condu√ß√£o de reuni√Ķes; t√©cnicas de negocia√ß√£o e gerenciamento dos custos de produ√ß√£o na avicultura integrada. Os participantes ter√£o acesso √†s novidades da Lei de Integra√ß√£o (n¬ļ 13.288/2016) para o modelo de neg√≥cio do produtor integrado. O conte√ļdo prev√™ ainda o gerenciamento de custos de produ√ß√£o para obten√ß√£o de resultados melhores nas negocia√ß√Ķes entre produtores rurais e agroind√ļstria. Para efetivar a matr√≠cula, √© necess√°rio ter idade a partir de 16 anos. Ap√≥s realizar todas as atividades e responder uma pesquisa de satisfa√ß√£o, o participante receber√° o certificado de participa√ß√£o. O curso √© uma iniciativa do programa Cadec Brasil do Sistema CNA/Senar para atender √†s demandas dos produtores integrados das cadeias de aves e su√≠nos. As Cadecs s√£o Comiss√Ķes para Acompanhamento, Desenvolvimento e Concilia√ß√£o da Integra√ß√£o, formada por representantes dos produtores rurais e das ind√ļstrias para promover mais transpar√™ncia nas rela√ß√Ķes contratuais nos moldes da lei de integra√ß√£o A avicultura e a suinocultura est√£o entre as atividades que mais utilizam este sistema, em que produtores integrados e ind√ļstrias integradoras firmam parceria para a comercializa√ß√£o de animais para a produ√ß√£o de carnes. Para conhecer o programa,¬†clique aqui. Fonte: CNA Brasil Curadoria: Boi a Pasto