julho 16, 2026

Especialistas orientam produtores a planejar alimentação do gado para enfrentar período seco

Falta de preparo pode reduzir ganho de peso, produção de leite e aumentar custos com compra emergencial de alimentos.

Com a chegada do período seco em Mato Grosso do Sul, especialistas orientam produtores rurais a anteciparem o planejamento da alimentação do rebanho para evitar prejuízos na pecuária. A falta de preparo pode comprometer o ganho de peso dos animais, a produção de leite e os índices reprodutivos, além de elevar os custos com a compra emergencial de suplementos e volumosos.

Segundo o supervisor de campo da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Bovinocultura de Corte e especialista em nutrição de bovinos de corte do Senar/MS, Andrei Pereira Neves, a estiagem é um período previsível e deve estar incluída no planejamento anual das propriedades.

“A seca não é novidade. Todos os anos ela chega e, por isso, a palavra que o produtor precisa ter em mente é planejamento. Quem se prepara consegue atravessar esse período mantendo a produção e reduzindo impactos econômicos negativos”, afirma.

Durante a estiagem, a redução das chuvas e das temperaturas prejudica o crescimento das pastagens e diminui o valor nutritivo da forragem. Com menos alimento disponível e menor quantidade de proteína no capim, os animais têm menor aproveitamento dos nutrientes, o que afeta diretamente a produtividade.

Entre as estratégias recomendadas estão o diferimento de pastagens, produção de silagem, implantação de capineiras, suplementação estratégica, ajuste da lotação das áreas e formação de reservas de alimento.

O especialista alerta que deixar a preparação para a última hora pode aumentar os gastos da propriedade. Segundo ele, quando a busca por feno, ração e outros alimentos ocorre já durante a seca, os preços tendem a ser maiores e as opções ficam mais limitadas.

“O principal é começar a se preparar antes, organizando o manejo do capim e formando uma reserva de alimento para chegar ao período seco com mais segurança”, orienta.

Andrei destaca ainda que não existe uma estratégia única para todas as propriedades. “Quando o produtor planeja o manejo, organiza a alimentação dos animais e utiliza a suplementação de forma estratégica, a estiagem deixa de ser um problema inesperado e passa a fazer parte do planejamento da propriedade. O importante é escolher a ferramenta que melhor atende à realidade de cada sistema de produção”, conclui.

Por: Taynara Menezes

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