julho 16, 2026

Brasil faz primeira exportação de genética bovina para Botswana

Novilhas prenhes da raça Girolando foram adquiridas por agência governamental voltada ao desenvolvimento econômico e industrial do país.

O Brasil realizou neste mês a primeira exportação de bovinos da raça Girolando para Botswana, marcando a abertura de um novo mercado para a genética leiteira nacional no continente africano. Ao todo, 189 novilhas prenhes foram enviadas pela Fazenda Floresta, de Lins (SP), com destino à cidade de Lobatse, no sudeste do país africano.

Os animais foram transportados por via aérea em 11 de julho e já estão instalados na Fazenda Milk Valley, pertencente à Botswana Development Corporation (BDC), agência governamental voltada ao desenvolvimento econômico e industrial.

A escolha pela raça Girolando levou em conta características como alta produção de leite, adaptabilidade a climas tropicais e semiáridos e resiliência, consideradas estratégicas para as condições locais e para os planos de expansão da pecuária leiteira em Botswana.

Este primeiro embarque integra um programa mais amplo de importação conduzido pela BDC, que prevê a introdução de 1 mil vacas leiteiras de alto desempenho na propriedade. A iniciativa faz parte da estratégia do governo de Botswana para ampliar a produção interna de leite, reduzir a dependência de importações e estimular a diversificação econômica.

As negociações para abertura do mercado tiveram início em maio de 2025 e foram concluídas em março de 2026. O processo contou com o apoio do projeto Brazilian Girolando, da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, responsável por fornecer informações técnicas e assegurar a rastreabilidade genética dos animais exportados, todos com registro genealógico.

A exportação é considerada a primeira de material genético bovino brasileiro para Botswana e deve ser seguida por novos envios. O modelo adotado pelo governo local prevê a chegada gradual dos animais, permitindo adaptação ao ambiente, acompanhamento sanitário e estruturação da fazenda antes da ampliação do rebanho.

Com a conclusão do programa, a expectativa é que a Fazenda Milk Valley alcance cerca de 3 mil cabeças de gado leiteiro, elevando a capacidade produtiva do país. Segundo a BDC, o projeto também deve impulsionar cadeias associadas, como produção de forragem, serviços veterinários, logística, processamento de leite e distribuição, com impacto na geração de empregos e no fortalecimento da economia agrícola local.

Por Redação Globo Rural

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