Em um cenário marcado por instabilidades econômicas e oscilações nos preços agropecuários, um bom projeto de pastagem ganha protagonismo como ferramenta fundamental para garantir eficiência produtiva, reduzir custos e mitigar riscos ao longo do ciclo produtivo

Diante de um cenário cada vez mais dinâmico e desafiador, o planejamento estratégico dentro da propriedade rural torna-se essencial para garantir a sustentabilidade e a rentabilidade do negócio. Ao integrar fatores financeiros, econômicos e climáticos, o produtor passa a tomar decisões mais assertivas, antecipando riscos, otimizando recursos e aproveitando oportunidades de mercado. Essa visão sistêmica permite maior previsibilidade da produção, melhor gestão de custos e maior resiliência frente às oscilações, consolidando a fazenda como uma empresa rural eficiente e competitiva.
Desta forma, mais do que uma etapa operacional, o planejamento de uma fazenda deve ser encarado como o ponto de partida principalmente quando o assunto é formação de pastagens. Considerando que o plantio das forrageiras ocorre, em grande parte do Brasil, com o início das chuvas entre setembro e outubro, o momento ideal para iniciar esse processo é agora, permitindo a organização prévia da aquisição de insumos e da correção do solo.
De acordo com a especialista, Lara Gabriely Silva Moura, zootecnista, mestranda em Forragicultura e Pastagens e coordenadora de P&D da SBS Green Seeds, o primeiro passo para uma formação de pastagem de sucesso é ter a definição clara da estratégia produtiva. Essa etapa envolve a escolha da cultivar mais adequada, considerando fatores como regime pluviométrico, tipo de solo, nível de fertilidade e capacidade de manejo da propriedade. “Forrageiras de maior exigência nutricional, por exemplo, demandam sistemas mais tecnificados e manejo mais rigoroso, além de animais capazes de converter esse potencial em produtividade, seja em carne ou leite”, diz.
Aspectos edafoclimáticos também são determinantes na escolha: características como textura do solo (arenoso ou argiloso), relevo, suscetibilidade a alagamentos e condições climáticas influenciam diretamente o desempenho das pastagens. A partir dessa definição, a análise se torna etapa indispensável para identificar limitações e orientar a correção com insumos como calcário e gesso agrícola. “Respeitar o período de cada etapa é fundamental, especialmente na calagem, que demanda tempo e volume hídrico adequado, cerca de 300 mm de chuva, para que o corretivo reaja de forma eficiente no solo. Dessa forma, decisões tomadas com planejamento, ampliam significativamente as chances de sucesso na implantação”, detalha a especialista.
Atenção e recomendação das sementes
A aquisição de sementes é outro ponto crucial, estas precisam ser de alta qualidade, fator decisivo para o estabelecimento uniforme e produtivo da pastagem. “O nosso trabalho de suporte técnico começa antes mesmo da compra do cliente, com a compreensão das características da propriedade e dos objetivos do produtor. A partir disso, orientamos na escolha das cultivares mais adequadas de acordo com suas reais necessidades”, explica a coordenadora de P&D da SBS.
Entre os principais critérios avaliados, segundo a especialista, estão: a localização da propriedade, o índice de chuvas, o nível de fertilidade do solo e o grau de tecnificação da fazenda. “Quanto maior o nível tecnológico, maior o potencial de utilização de forrageiras mais produtivas. No entanto, isso exige manejo adequado, especialmente no controle de altura do pastejo, para garantir o bom desempenho animal”, complementa.
A recomendação também considera a categoria animal, bovinos, ovinos ou equinos, e a finalidade da forragem, seja para pastejo direto, produção de feno ou silagem. Cada objetivo demanda estratégias específicas de implantação e manejo.
Inovação aplicada ao campo
A adoção de tecnologia tem impulsionado soluções mais eficientes no planejamento forrageiro. Um exemplo é o desenvolvimento de mixes personalizados de sementes, formulados a partir de análises técnicas de cada propriedade. “Aqui na SBS, por exemplo, realizamos avaliações in loco e formulamos misturas específicas com base nos dados coletados. Além de garantir resultados mais assertivos, essas áreas também funcionam como vitrines tecnológicas”, destaca Lara.
Outro avanço da empresa é a entrega desses mixes já prontos e balanceados diretamente ao produtor. Desta forma elimina a necessidade de mistura na fazenda e reduz erros operacionais no momento do plantio, problema comum no campo.
Fonte: Divulgação






