abril 20, 2026

Falhas de manejo, higiene inadequada e dieta desequilibrada contribuem para o aumento dos casos de mastite nas fazendas leiteiras

Deficiência no controle do meio ambiente, ordenha inadequada e falta de ações preventivas aumentam o risco da principal doença da pecuária leiteira

Enfermidade pode ter diferentes causas e ocorre, especialmente, pela ação de bactérias que estão no ambiente e atacam as fêmeas em lactação

A mastite é o principal desafio sanitário na rotina de quem produz leite, muito em razão do seu difícil controle. A doença é caracterizada pelo aumento da Contagem de Células Somáticas (CCS), um dos principais indicadores para mensurar a contaminação do rebanho. Além disso, a coleta de amostras para cultura e identificação dos agentes causadores atua como ferramenta importante no controle. O prejuízo econômico é imediato.

“Quando a mastite – que é a inflamação das glândulas mamárias – aparece no rebanho, cai a produção de leite, há aumento dos custos da fazenda (por causa do tratamento) e o prejuízo vai se acumulando. E o que é mais grave: isso acontece, muitas vezes, sem o produtor perceber de imediato”, explica Alex Scariot, coordenador técnico de leite da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

A enfermidade pode ter diferentes causas e ocorre, especialmente, pela ação de bactérias que estão no ambiente e atacam as fêmeas em lactação. Além disso, falhas no processo e higiene da ordenha, condição imunológica do rebanho baixa, muitas vezes causada por uma dieta desiquilibrada, contribuem para surgimento e disseminação do problema. “A mastite é um dos principais desafios sanitários da pecuária leiteira pois acontece com frequência e afeta sensivelmente as fêmeas, não sendo fácil de controlar totalmente, sobretudo em sistemas mais intensivos”, destaca Alex.

Entre os principais sinais de que as vacas estão com mastite, estão o úbere inchado, dolorido e avermelhado, e alterações na composição do leite, que pode apresentar grumos, pus ou aspecto mais aguado. “Vacas com mastite têm a produção de leite comprometida, exigem mais gastos com medicamentos e acompanhamento veterinário. Em casos mais graves, o produtor pode ter de descartar o animal do rebanho”, explica o coordenador técnico. 

“Um dos maiores desafios é a mastite subclínica, que não apresenta sinais visíveis, como alterações no úbere ou no leite. Nesses casos, o problema só é identificado por meio de testes e aumento da CCS. Esse tipo preocupa porque não dá sinais claros e continua ali por bastante tempo, causando perdas na produção e qualidade do leite, sem que o produtor perceba de imediato.

“A prevenção deve fazer parte da rotina da fazenda. As medidas incluem higiene rigorosa no pré e pós-ordenha, manutenção dos equipamentos, adoção do tratamento de vaca seca e alimentação adequada em todas as fazes. A atenção ao manejo e à identificação precoce ajuda a reduzir os prejuízos e a manter a qualidade do leite ao longo do tempo”, ressalta o especialista da MCassab.

Fonte: Divulgação

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