Superlotar a área acelera a compactação do solo e reduz a capacidade da forrageira de se regenerar, criando um ciclo difícil de reverter sem investimento em recuperação.

Grande parte das pastagens brasileiras apresenta algum grau de degradação, resultado de anos de superlotação animal e falta de reposição de nutrientes no solo. Reverter esse quadro exige planejamento, mas costuma trazer retorno financeiro rápido ao produtor.
“Pastagem degradada é sinônimo de gado com ganho de peso abaixo do potencial”, resume um zootecnista Anderson queiroz que atende fazendas de cria e recria no interior de Minas Gerais. Segundo ele, o primeiro sinal de alerta é a presença de solo exposto entre as touceiras de capim.
O pastejo rotacionado é uma das técnicas mais recomendadas para recuperar áreas degradadas. Ao dividir a pastagem em piquetes e alternar períodos de pastejo e descanso, o produtor permite que a planta se recupere antes de ser novamente consumida pelo rebanho.
A lotação animal adequada também é determinante. Superlotar a área acelera a compactação do solo e reduz a capacidade da forrageira de se regenerar, criando um ciclo difícil de reverter sem investimento em recuperação.
A adubação de manutenção, muitas vezes negligenciada em sistemas extensivos, faz diferença direta na capacidade de suporte da pastagem. Sem reposição de nutrientes, o solo se esgota progressivamente e a produtividade por hectare despenca ao longo dos anos.
A integração lavoura-pecuária tem se mostrado uma alternativa eficiente para recuperar áreas degradadas enquanto gera receita adicional com a produção de grãos. O sistema aproveita a adubação residual da lavoura para beneficiar a pastagem no ciclo seguinte.
O monitoramento da altura do capim também é uma prática simples e eficaz. Manter a forrageira dentro da faixa ideal de altura para cada espécie evita tanto o superpastejo quanto o desperdício de forragem que envelhece sem ser consumida.
Com o aumento da pressão por sustentabilidade no agronegócio, recuperar pastagens degradadas deixou de ser apenas uma questão de produtividade e passou a ser também um diferencial competitivo, já que compradores internacionais têm exigido cada vez mais rastreabilidade e boas práticas ambientais na cadeia da carne.
Fonte: Montanhas capixabas






