janeiro 16, 2026

Pecuária brasileira avança na agenda climática: Elanco recebe aprovação inédita do MAPA para solução que reduz metano — e se alinha aos desafios da COP30

Legenda: Renata Fernandes, lider de Sustentabilidade da Elanco

Por Marisa Rodrigues, para o Portal Boi a Pasto

A poucos meses da realização da COP30 em Belém do Pará, quando os olhos do mundo estavam voltados para o Brasil e para sua capacidade de liderar a transição para uma pecuária de baixo carbono, o setor registrou um marco importante: o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) aprovou a indicação oficial de um aditivo nutricional para redução da emissão de gás metano entérico (CH₄) em bovinos de corte.

A solução é o Zimprova™, da Elanco Saúde Animal, que passa a ser o primeiro produto do país com dupla indicação reconhecida em bula: melhora de desempenho animal e redução comprovada da produção de metano no rúmen. A aprovação consolida a pecuária brasileira entre as mais avançadas do mundo na adoção de tecnologias climáticas — um ponto-chave no debate climático global.


Um marco regulatório para a pecuária de baixa emissão

O novo claim reconhecido pelo MAPA coloca o Brasil na vanguarda mundial. O ingrediente ativo do Zimprova™, a narasina, já tinha eficácia comprovada no aumento de ganho de peso e eficiência alimentar. Agora, entra oficialmente para o rol das tecnologias mitigadoras de gases de efeito estufa.

Estudos da Elanco em parceria com a Esalq/USP, conduzidos sob protocolos in vitro e in vivo, demonstraram que a narasina pode reduzir a formação de metano no rúmen em até 34%, dependendo da dose utilizada.

Para Nuno Rodrigues, gerente de Marketing Premix da divisão Ruminantes da Elanco:

“O Zimprova™ é o único produto do mercado nacional com indicação formal em bula que alia performance e redução das emissões de metano. É uma combinação inovadora e alinhada ao novo momento da pecuária brasileira.”


Metano: o gás do momento nas negociações climáticas

A aprovação chega em um ano simbólico. Segundo a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA), enquanto o CO₂ permanece na atmosfera por mais de mil anos, o metano tem vida média de apenas uma década, mas com poder de aquecimento 28 vezes maior.

Por isso, mitigar o metano é visto como uma forma rápida e eficiente de desacelerar o aquecimento global, uma das metas que deve dominar as discussões da COP30.

Reduzir 20% a 30% das emissões de metano entérico pode gerar impacto imediato na taxa de aquecimento do planeta.


Produtividade com responsabilidade ambiental

O Brasil vive um momento estratégico: com mais de 170 milhões de hectares de pastagens em diferentes níveis de degradação, e cerca de 70% dessas áreas precisando de intervenção, cada ponto de eficiência produtiva importa.

Os desafios da pecuária nacional — produção de carne de baixo carbono, rastreabilidade, recuperação de pastagens e redução de emissões — encontram nas soluções nutricionais um caminho direto para resultados.

A narasina, segundo estudo publicado como capa do Journal of Animal Science, pode acrescentar 117 g/dia de ganho de peso adicional por animal, chegando a 1,1 arroba extra por ano, quando combinada a pasto de qualidade.

Para Renata Fernandes, líder de Sustentabilidade da Elanco Brasil:

“A pecuária sustentável abre portas para novos mercados e agrega valor à carne brasileira. Reduzir emissões não é mais tendência: é requisito para competir globalmente.”

Ela ressalta que os mercados mais exigentes — União Europeia, Reino Unido, França e blocos que já exigem comprovação de rastreabilidade e critérios ambientais — tendem a valorizar sistemas com menor pegada de carbono por quilo de carne.


Tecnologia a serviço da COP30 — e do produtor brasileiro

A realização da COP30 no Brasil deve reforçar o debate sobre:

  • recuperação e intensificação sustentável de pastagens,
  • rastreabilidade e transparência da cadeia da carne,
  • tecnologias de mitigação de metano,
  • políticas públicas como o Caminho da Governança Climática Verde,
  • e a necessidade de provar ao mundo que o país pode crescer sem derrubar novas áreas de floresta.

Segundo Murilo Chuba, gerente técnico da Elanco:

“A narasina altera a fermentação ruminal, favorecendo microrganismos eficientes, liberando mais energia e reduzindo a formação de metano. É produtividade com bem-estar animal e sustentabilidade.”

Com cerca de 4 milhões de animais suplementados somente em 2024, o Zimprova™ demonstra adoção crescente em diferentes regiões do país.


Pecuária sustentável é segurança alimentar

A FAO reforça que proteína animal — carne, leite e ovos — é essencial para o combate à desnutrição no mundo. O desafio global, portanto, não é extinguir a pecuária, mas produzir melhor, com menor impacto ambiental, principalmente em regiões tropicais, onde a pecuária sobre pasto predomina.

Nesse contexto, o Brasil desponta como protagonista: maior exportador de carne bovina do mundo, referência em produção em áreas tropicais e líder em tecnologias de manejo de pastagens e suplementação.


Conclusão: um Brasil que pode liderar a pecuária global de baixo carbono

A aprovação do Zimprova™ como solução oficialmente reconhecida para redução do metano em bovinos de corte sinaliza:

  • Evolução regulatória importante;
  • Reconhecimento científico de tecnologias nacionais;
  • Fortalecimento da narrativa do Brasil na COP30;
  • Convergência entre produtividade, eficiência, recuperação de pastagens e sustentabilidade.

A pecuária brasileira mostra, mais uma vez, que inovação e sustentabilidade podem caminhar juntas — e que, com foco, investimento e ciência, o país tem condições reais de ser referência mundial em carne de baixo carbono.

Fonte: Elanco/ Assessoria de Imprensa

Curadoria: Marisa Rodrigues para o portal Boi a Pasto

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