A meta é propor medidas concretas de adaptação, mitigação e proteção ao produtor rural.

O ministro da Agricultura, André de Paula, assinou nesta terça-feira (30/6) uma portaria que cria um grupo de trabalho especial dedicado a avaliar os possíveis impactos do El Niño sobre a agropecuária brasileira na safra 2026/27.
O grupo será formado por representantes da Pasta, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), além de outros órgãos. A meta é avaliar impactos e propor medidas concretas de adaptação, mitigação e proteção ao produtor rural.
Na prática, o grupo já se reuniu na semana passada, apurou a reportagem.
Nesta segunda-feira (29/6), o Inmet divulgou o primeiro boletim sobre os possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2026. A previsão climática para o trimestre de julho, agosto e setembro indica, de forma geral, chuvas acima da média em áreas da Região Sul do Sul e, chuvas abaixo da média no centro-norte do País.
Ainda, as previsões indicam alta probabilidade de temperaturas acima de média no segundo semestre que, podem aumentar os eventos de onda de calor e a ocorrência de incêndios florestais.
Além disso, a combinação de temperaturas acima da média e precipitações abaixo da média em áreas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste aumenta o potencial para queimadas nos próximos meses.
DDG
O ministro também assinou uma portaria que moderniza os requisitos de exportação do DDG, os grãos secos de destilaria, coproduto da produção de etanol de milho, usado na alimentação animal.
A portaria estabelece um padrão nacional para esses produtos destinados e dá mais segurança jurídica para a produção e exportação de DDG, disse o governo.
Por Mariana Andrade , Rafael Walendorff e Luiz Eduardo Minervino – Globo Rural






