REPORTAGEM ESPECIAL: FAZENDA MONALISA, UM MODELO DE RECONVERSÃO PECUÁRIA PARA O MUNDO

Desde 2015, a Fazenda Monalisa, de propriedade da fam├şlia do m├ędico veterin├írio Mauroni Cangussu, adquirida na d├ęcada de 80, por seu pai, o pecuarista Levy Cangussu, tornou-se um exemplo inspirador de sucesso na implementa├ž├úo de pr├íticas sustent├íveis. Ao se mudarem para o Maranh├úo, ap├│s o tr├ígico inc├¬ndio que deixou sua fazenda em Carlos Chagas, Minas Gerais, inf├ęrtil por longos anos, Levy Cangussu decidiu que nunca mais colocaria fogo em um p├ę-de-cana, de t├úo traumatizado que ficou com os resultados obtidos pela queimada de sua propriedade, que se alastrou por suas pastagens, devastando-as. Ali├ís, tal a├ž├úo era comum, ├á ├ępoca, pois, era uma tradi├ž├úo cultural que advinha dos indios Aim├│res, quando se acreditava que ap├│s as queimadas, seguidas das chuvas, as terras brotariam bonitas e fortes, eliminando-se o trabalho anterior de capina├ž├úo ou gradea├ž├úo das mesmas.

A trajet├│ria de sucesso da Fazenda Monalisa, localizada no estado do Maranh├úo ├ę um exemplo de reconvers├úo pecu├íria ou pecu├íria regenerativa. O fazendeiro Mauroni Cangussu, filho do fazendeiro Levy Cangussu, viveu uma experi├¬ncia tr├ígica na d├ęcada de 60, quando o pai colocou fogo em suas pastagens, levando ├á morte e desnutri├ž├úo de muitos animais de seu rebanho. Com o passar dos anos e a aboli├ž├úo completa das queimadas, o pecuarista percebeu que a aus├¬ncia do fogo permitiu o aumento da produ├ž├úo de forragem das terras da fazenda e a recomposi├ž├úo do solo, incluindo a fertilidade. O manejo das pastagens sem o uso do fogo foi confirmado por estudos cient├şficos e t├ęcnicos agropecu├írios.