setembro 14, 2026

Forrageiras: o investimento mais estratégico para agricultura moderna

A eficiência no uso da terra e o controle dos custos de produção são fatores essenciais para a gestão das propriedades rurais. Em um cenário de variações nos preços das commodities agrícolas, do custo dos insumos e das taxas de juros, a eficiência do sistema produtivo impacta diretamente a estabilidade financeira das atividades rurais. 

Neste contexto, as plantas forrageiras deixam de ser apenas um componente da pecuária para assumir um papel estratégico na agricultura moderna. Mais do que culturas de cobertura, elas contribuem para a saúde do solo, reduzem riscos de produção, aumentam a produtividade e fortalecem a rentabilidade das lavouras, especialmente em períodos de instabilidade econômica e climática.

Empresa brasileira começa a validar forrageiras tropicais em solo americano

A expertise brasileira no desenvolvimento e seleção de forrageiras tropicais está abrindo espaço em um dos maiores mercados pecuários do mundo. A Semembrás, especializada em sementes para pastagens, firmou uma importante parceria com a Universidade do Tennessee para avaliar o potencial de gramíneas forrageiras selecionadas no Brasil como alternativa para alimentação de bovinos durante o verão norte-americano.

Escolha da semente define produtividade e vida útil das pastagens

A escolha da semente é uma das decisões mais importantes na formação ou reforma de uma pastagem. Embora represente apenas entre 5% e 8% do custo de implantação, esse insumo influencia diretamente a produtividade, a durabilidade da área e o retorno econômico da atividade pecuária.

Capim-açu e moringa são alternativas para alimentar rebanho durante estiagem em RR

Com a previsão de queda no volume de chuvas e a aproximação da estiagem em Roraima, os produtores rurais precisam iniciar o planejamento para manter a produção. O manejo nutricional dos rebanhos exige cuidados diante da falta de água. O assunto foi destaque no Amazônia Agro deste domingo (5).

O zootecnista Jalison Lopes, responsável pelo setor de bovinocultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Roraima (UFRR), explica as alternativas para a produção de silagem e a estocagem de alimentos para o período.

Uma das opções é o capim-açu. A forrageira é fonte de proteína para os animais e chega a oferecer até 15% do nutriente com as técnicas de manejo.

Diferimento de pastagens: 5 passos para garantir pasto na seca

O diferimento de pastagens é uma das principais estratégias adotadas pelos pecuaristas para formar uma reserva de forragem e reduzir os impactos da escassez de alimento na época seca. No entanto, para que a técnica entregue bons resultados, não basta apenas vedar o pasto e aguardar sua utilização meses depois. A escolha da forrageira, o manejo adequado da área e a suplementação dos animais são fatores decisivos para o sucesso do sistema.

Produtores de Iporã (PR) enfrentam os desafios climáticos com o cultivo sustentável de grãos

Em Iporã, no extremo noroeste do Paraná, onde os solos são arenosos e naturalmente mais suscetíveis às variações climáticas do que em áreas argilosas, os produtores de grãos sabem como fazer a sustentabilidade jogar a seu favor. O Rally Cocamar de Produtividade passou por lá no dia 18/12, acompanhado do gerente técnico da cooperativa, Rodrigo Sakurada.

Eles não têm dúvidas: a braquiária – forrageira de origem africana que se adaptou muito bem às condições brasileiras – é a solução mais eficiente para ajudá-los a enfrentar os recorrentes problemas do clima, tanto para o caso de excesso de chuvas quanto para a falta de umidade.

A braquiária é semeada após a colheita da soja, no final do verão, em consórcio com o milho de inverno ou de forma solteira, podendo servir de pastejo para o gado durante os meses frios. Mas seu principal objetivo é proteger o solo com uma camada de palha para o plantio direto da soja, a cultura mais importante.