Utilização estratégica das pastagens durante o período seco

As pastagens durante o período seco exigem planejamento e manejo adequados para garantir a oferta de alimento ao rebanho e manter a produtividade da pecuária. Dessa forma, a seca é um dos períodos mais desafiadores para a pecuária por reduzir o crescimento das forrageiras, diminuir a oferta de alimento e impactar diretamente o desempenho animal.
O pasto para uso na seca deve ser reservado no final do verão

Chega a seca e com ela os problemas com o rebanho: o gado emagrece e baixa a produtividade. Para evitar prejuízos basta o produtor se organizar e, sem gastar muito, planejar o alimento para servir na época de estiagem. A prática de suplementar animais em pasto com alimentos concentrados é uma opção que tem dado bons resultados, mas tem um detalhe importante: não pode faltar pasto, caso contrário é jogar dinheiro fora porque os animais não vão responder em ganho de peso ou mesmo de manutenção. Para garantir a massa verde no período crítico o produtor deve fazer um manejo bem feito das pastagens.
Mais eficiente e de menor custo, cerca elétrica ainda não é usada por 95% das fazendas, alerta especialista

O pastejo rotacionado é uma das estratégias mais eficazes para quem busca intensificar a produção de forma sustentável, aumentar a capacidade de suporte da pastagem e melhorar os índices zootécnicos do rebanho. E no centro dessa equação está uma ferramenta que, apesar de simples, transforma completamente a lógica de manejo: a cerca elétrica.
Pastagem de inverno garante ganho de peso e reforça produtividade da pecuária no Paraná

Com a chegada do período de frio e estiagem em grande parte do Brasil, muitos pecuaristas que trabalham com sistemas de produção a pasto enfrentam desafios relacionados à redução da oferta e da qualidade das forragens. No Paraná, porém, a realidade é diferente. Graças ao uso da Integração Lavoura-Pecuária (ILP), produtores conseguem manter a produtividade dos rebanhos durante o inverno por meio da utilização de pastagens de inverno.
Pastagem intensiva: a localização do módulo muda tudo

Neste novo vídeo do Pastagem em Foco, o engenheiro agrônomo Felipe Moura, colunista convidado do programa Terraviva DBO na TV, explica como a escolha da localização dos módulos pode impactar diretamente os resultados da fazenda. Segundo ele, projetos de pastagem intensiva exigem controle frequente, manejo mais preciso e maior eficiência de pastejo para garantir retorno sobre o investimento.
Manejo do pasto antes da seca é decisivo para garantir produtividade da pecuária até outubro

Com a chegada da temporada de seca no Brasil, que deve se estender até meados de outubro, pecuaristas intensificam o planejamento para garantir oferta de forragem de qualidade ao rebanho durante o período de estiagem. O manejo antecipado das pastagens torna-se essencial para preservar a produtividade da pecuária de corte e leite, evitando perdas nutricionais e aumento dos custos com suplementação alimentar.
Estiagem é momento ideal para fazer manutenção da fazenda, diz especialista

A estiagem é um período crucial para a manutenção das propriedades rurais, segundo o engenheiro agrônomo Wagner Pires, consultor do Circuito da Pecuária. Ele afirma que a seca oferece uma janela de oportunidades para garantir que a infraestrutura da fazenda esteja pronta para quando as chuvas retornarem.
Hipotermia e falta de abrigo: o que explica a morte de mais de 80 bovinos durante onda de frio em MS

A morte de pelo menos 83 bovinos em Mato Grosso do Sul durante a onda de frio registrada neste mês está sendo investigada e acende um alerta entre produtores rurais e autoridades sanitárias. Os casos ocorreram em cinco propriedades e estão sob análise da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).
Antecipasto resulta em disponibilidade e qualidade de pasto no inverno

Durante Dia de Campo realizado na Estância Retiro do Sertão, em Nova Alvorada do Sul, MS, em abril de 2026 (“Sistema Antecipasto e estilosantes integrando solos arenosos”), o engenheiro agrônomo Carlos Eduardo Barbosa foi enfático em dizer a produtores rurais e técnicos que em área de Sistema Antecipasto “a gente tem segurança de que terá pasto no inverno sem falha”, tanto na Estância Retiro do Sertão, onde os solos são mais arenosos, quanto na Estância Rosa Branca em Rio Brilhante, MS. No sistema, a soja e o capim são consorciados, com uma diferença de 20 dias de plantio: a soja entra primeiro e depois o capim BRS Tamani. Outros pontos positivos são que a forrageira não compete com a oleaginosa; há redução de plantas daninhas, a palha do capim conserva água no solo, além de ser adequado a solos arenosos e argilosos. Os animais na área do sistema têm ganho adicional de 3 a 5 arrobas/ha durante a entressafra da soja, além de maior ganho de peso diário. Segundo o engenheiro, no sistema convencional o período de pastejo é de cerca de 100 dias, já no Antecipasto esse tempo é de 150 dias.
TIP Cresce 300% em Cinco Anos e Reescreve a Lógica da Engorda no Brasil

A pecuária de corte brasileira está passando por uma virada silenciosa, e os números não deixam dúvida. A Terminação Intensiva a Pasto (TIP) cresceu 300% em apenas cinco anos e hoje é adotada por 15% dos pecuaristas do país, segundo dados da Ponta Agro. No Centro-Oeste, epicentro da transformação, 44% dos terminadores já utilizam o sistema. A lógica é simples e poderosa: combinar o alimento mais barato disponível, o pasto, com a precisão nutricional do cocho, entregando uma produtividade que deixa o modelo extensivo no retrovisor.