julho 23, 2024

Custo de produção da pecuária de corte segue tendência de alta em MT

A mudan√ßa clim√°tica proporciona aos criadores a oportunidade de melhorar a qualidade das pastagens para a alimenta√ß√£o dos bovinos O custo de produ√ß√£o da pecu√°ria de corte em 2022 em Mato Grosso seguiu com tend√™ncia de alta. Os valores m√©dios do Custo de Produ√ß√£o Total (COT) da cria, recria e engorda, e da pecu√°ria de ciclo completo foram de R$ 179,70, R$ 279,22 e R$ 151,83 por arroba, respectivamente, no 4¬ļ trimestre.  √Č o que aponta levantamento realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecu√°ria (Imea). Essa observa√ß√£o segue desde 2018.  Diante deste cen√°rio, conforme o setor produtivo, o atual per√≠odo de chuvas se torna favor√°vel para a atividade. A mudan√ßa clim√°tica proporciona aos criadores a oportunidade de melhorar a qualidade das pastagens para a alimenta√ß√£o dos bovinos. Import√Ęncia na recupera√ß√£o da pastagem  De acordo com o m√©dico veterin√°rio e gerente de rela√ß√Ķes institucionais da Associa√ß√£o dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nilton Mesquita, a recupera√ß√£o da pastagem √© a principal alternativa para reduzir o custo de produ√ß√£o, t√£o necess√°rio no momento atual.   A√ß√Ķes como¬†aduba√ß√£o e uso de herbicidas para limpeza¬†de √°reas de pastagens s√£o alguns exemplos do que pode ser realizado para que o pecuarista tenha um¬†melhor rendimento da sua √°rea.¬† Com isso, os animais passam a ter um melhor aproveitamento dos nutrientes e maior ganho de peso. Al√©m disso, a alimenta√ß√£o a pasto tem menor custo e continua sendo a maneira mais barata e a mais utilizada para alimentar o rebanho. ‚ÄúEsse per√≠odo de chuvas √© a chance perfeita para os pecuaristas se envolverem em pr√°ticas de manuten√ß√£o dos pastos, visando a aumentar sua produtividade. Para essas atividades que buscam melhorar a qualidade do pasto √© fundamental o planejamento, uma vez que o custo tem um fator preponderante. A realiza√ß√£o desses trabalhos agora, durante a √©poca de chuvas, ajudar√° a preparar o terreno para as pr√≥ximas esta√ß√Ķes, aumentando a probabilidade de obter bons resultados no futuro. Portanto, essa √© uma oportunidade que n√£o pode ser desperdi√ßada pelos pecuaristas‚ÄĚ, afirmou o gerente da Acrimat. Fonte: Canal Rural Curadoria: Boi a Pasto

Seu bacon vai mudar: Ministério da Agricultura revisa regulamentação para preparo do produto

A partir de 1¬į de mar√ßo, bacon s√≥ poder√° ser feito da por√ß√£o abdominal do porco. Atualmente, √© permitido o uso dos m√ļsculos adjacentes, sem osso, acompanhados da express√£o ‚Äėespecial‚Äô ou ‚Äėextra‚Äô na embalagem. A partir de 1¬į de mar√ßo, a receita de preparo do bacon estar√° diferente: ele s√≥ poder√° ser feito da por√ß√£o abdominal do porco. Atualmente, √© permitido o uso de m√ļsculos adjacentes, sem osso, acompanhados da express√£o ‚Äėespecial‚Äô ou ‚Äėextra‚Äô na sua embalagem. A medida foi publicada nesta quinta-feira (9) pelo¬†Minist√©rio da Agricultura¬†e Pecu√°ria (Mapa). A altera√ß√£o faz parte da Portaria n¬ļ 748, que aprova a revis√£o do Regulamento T√©cnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) do bacon para estabelecimentos e ind√ļstrias que sejam registrados junto ao Servi√ßo de Inspe√ß√£o Federal (SIF) e ao Sistema Brasileiro de Inspe√ß√£o de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Como o bacon √© feito atualmente? Hoje, √© permitido o uso de m√ļsculos adjacentes, sem osso, acompanhados da express√£o ‚Äėespecial‚Äô ou ‚Äėextra‚Äô na sua embalagem. Produtos feitos de outras partes s√£o chamados de “estilo bacon”. O Minist√©rio da Agricultura tamb√©m ampliou os ingredientes opcionais na formula√ß√£o do bacon. Na normativa antiga, eram considerados como adicionais apenas prote√≠nas de origem animal ou vegetal, a√ß√ļcares, maltodextrina e condimentos, aromas e especiarias. Como passar√° a ser preparado? A partir de 1¬į de mar√ßo, a receita s√≥ poder√° ser feita da por√ß√£o abdominal do porco. Para os produtos que v√£o continuar sendo feitos a partir de cortes inteiros de lombo, pernil ou paleta de su√≠nos, o nome na embalagem ter√° que detalhar a sua origem, por exemplo, “bacon de pernil”. A nova regra pro√≠be que tenha qualquer outra refer√™ncia ao bacon no r√≥tulo. Agora, a elabora√ß√£o pode contar com carboidratos mono e dissacar√≠deos, maltodextrina, condimentos e especiarias, √°gua, aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia, previstos em legisla√ß√£o espec√≠fica do √≥rg√£o regulador da sa√ļde e autorizados pelo Minist√©rio da Agricultura, e sais hiposs√≥dicos. Um ano para se adaptar Os¬†estabelecimentos ter√£o prazo de um ano¬†para fazerem as mudan√ßas necess√°rias nos produtos. Os produtos fabricados at√© o final do prazo de adequa√ß√£o,¬†poder√£o ser comercializados at√© o fim da sua data de validade. Fonte: G1 Curadoria: Boi a Pasto

Valor da Produção Agropecuária previsto para 2023 tem o melhor resultado em 34 anos

VBP deste ano est√° estimado em R$ 1.265,2 trilh√£o. As lavouras de milho e soja s√£o as que mais devem contribuir para o crescimento O Valor Bruto da Produ√ß√£o Agropecu√°ria (VBP) para este ano, com base nas informa√ß√Ķes de janeiro, est√° estimado em R$ 1.265,2 trilh√£o. Este √© o melhor resultado obtido nos √ļltimos 34 anos para esse indicador. Em rela√ß√£o ao ano passado, que foi de R$ 1.189,7 trilh√£o, representa um acr√©scimo previsto de 6,1% em termos reais. As lavouras t√™m um faturamento previsto de R$ 900,8 bilh√Ķes, e a pecu√°ria com R$ 364,4 bilh√Ķes. O VBP das lavouras cresceu 10,5% em rela√ß√£o ao observado no ano passado, e a pecu√°ria deve ter retra√ß√£o de 2,7%. H√° expectativas favor√°veis para o clima neste ano, com exce√ß√£o para o estado do Rio Grande do Sul que se encontra num per√≠odo de falta de chuvas. Lavouras como soja, milho e feij√£o j√° revelam perdas acentuadas de produtividade no estado. A previs√£o de safra recorde de gr√£os em 2023, anunciada pelo IBGE e pela Conab, explicam as estimativas de produ√ß√£o de gr√£os – da ordem de 302,0 milh√Ķes de toneladas segundo o IBGE, e de 310,6 milh√Ķes conforme a Conab. As lavouras de milho e soja s√£o as que mais devem contribuir para esse crescimento, sendo que a soja representa 44,5% do VBP das lavouras, com VBP previsto de R$ 401,0 bilh√Ķes. A cana-de-a√ß√ļcar projeta um crescimento recorde em 2023, o que contribui com o valor total de produ√ß√£o das lavouras neste ano. Tamb√©m est√£o previstos resultados positivos para o VBP de algod√£o, arroz, batata-inglesa, cacau, feij√£o, laranja, mandioca, tomate e uva. Juntamente com milho e soja, esses produtos est√£o puxando o faturamento da agropecu√°ria. A pecu√°ria mostra-se mais favor√°vel apenas para su√≠nos e leite, enquanto os demais itens como carne bovina, de frango e ovos apresentam valor negativo para a previs√£o de crescimento do VBP deste ano. Soja, milho, cana-de-a√ß√ļcar, caf√© e algod√£o lideram o faturamento dos 17 produtos analisados no relat√≥rio, representando 83,7% do VBP das lavouras estudadas. O que √© o VBP O VBP mostra a evolu√ß√£o do desempenho das lavouras e da pecu√°ria no decorrer do ano, correspondente ao faturamento dentro do estabelecimento. √Č calculado com base na produ√ß√£o agr√≠cola e pecu√°ria e nos pre√ßos recebidos pelos produtores nas principais pra√ßas do pa√≠s dos 26 maiores produtos agropecu√°rios nacionais. O valor real da produ√ß√£o √© obtido, descontada da infla√ß√£o, pelo √ćndice Geral de Pre√ßos – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Funda√ß√£o Get√ļlio Vargas (FGV). A periodicidade √© mensal com atualiza√ß√£o e divulga√ß√£o at√© o dia 15 de cada m√™s.¬† Fonte: imprensa@agro.gov.br Curadoria: Boi a Pasto

Exportação recorde de milho derruba estoques para 2 mi de toneladas

Conab indica suprimento em 123,8 milh√Ķes de t e consumo e exporta√ß√£o em 122 milh√Ķes Com os dados do mercado externo de janeiro j√° definidos, o Brasil deve fechar o ano comercial com estoque de passagem de milho abaixo de 2 milh√Ķes de toneladas, um volume n√£o registrado h√° muitos anos. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) prev√™ oferta total (estoques iniciais, produ√ß√£o e importa√ß√£o) de 123,8 milh√Ķes de toneladas no per√≠odo de fevereiro de 2022 a janeiro de 2023. J√° o consumo nacional (75 milh√Ķes de toneladas) e as exporta√ß√Ķes (47 milh√Ķes) somam 122 milh√Ķes. Resta 1,8 milh√£o para ser incorporado ao volume da nova safra. A menos que haja revis√£o para cima da produ√ß√£o ou para baixo do consumo. Do lado da oferta desse cereal, h√° d√ļvidas sobre o potencial de produ√ß√£o e de exporta√ß√£o dos argentinos e dificuldades da Ucr√Ęnia para exportar. O Brasil √© o grande fornecedor no momento, uma vez que o produtor dos Estados Unidos est√° reticente em vender seu produto, √† espera de melhores pre√ßos, segundo Daniele Siqueira, analista da AgRural. Mesmo com superssafra de soja e de milho previstas no Brasil, os pre√ßos em Chicago continuam em bons patamares. As incertezas na produ√ß√£o e na exporta√ß√£o de gr√£os dos argentinos mant√™m o mercado em alerta. O contrato de mar√ßo da soja foi negociado a US$ 15,15 por bushel (27,2 kg) nesta ter√ßa-feira (7), um valor pr√≥ximo da m√°xima hist√≥rica de US$ 15,72 para esse contrato, registrada em 19 de junho de 2022. As chuvas de janeiro na Argentina desanuviaram um pouco o cen√°rio ruim que se apresentava para os produtores de soja do pa√≠s. Mesmo com a chuva, no entanto, ainda fica dif√≠cil uma avalia√ß√£o da produ√ß√£o.A safra de soja √© longa na Argentina e s√≥ no decorrer de fevereiro ser√° poss√≠vel uma defini√ß√£o melhor do volume a ser produzido, afirma Daniele. O mercado ainda trabalha com n√ļmeros bem diversos, que v√£o de uma produ√ß√£o de 37 milh√Ķes a 45,5 milh√Ķes de toneladas. Este √ļltimo dado √© do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Para Daniele, a safra argentina de soja dever√° ficar abaixo dos 40 milh√Ķes, o que seria um volume distante do potencial de 48 milh√Ķes a 50 milh√Ķes de toneladas. No Brasil, apesar da seca no Rio Grande do Sul e em √°reas pontuais do Paran√° e de Mato Grosso do Sul, a safra dever√° superar 150 milh√Ķes de toneladas, o que ajuda a cobrir o d√©ficit argentino. As incertezas no Brasil s√£o com o desenrolar da colheita, que est√° atrasada. Dados da AgRural indicam que at√© o in√≠cio de fevereiro apenas 9% da √°rea destinada √† oleaginosa tinha sido colhida, abaixo dos 16% de h√° um ano. No Paran√°, as m√°quinas passaram por apenas 2% da √°rea, bem menos do que os 15% da safra anterior. Embora os produtores norte-americanos estejam de olho nesse atraso da colheita de soja brasileira, o que pode comprometer o per√≠odo ideal do milho, a analista da AgRural diz que ainda √© cedo para uma avalia√ß√£o dos efeitos desse atraso. Uma eventual redu√ß√£o na safra brasileira de milho favoreceria os produtores dos Estados Unidos, que atrasaram as vendas do cereal √† espera de pre√ßos melhores. O milho, assim como a soja, tamb√©m tem um patamar elevado de pre√ßos em Chicago. Nesta ter√ßa-feira, terminou o preg√£o em US$ 6,74 por bushel (25,4 kg), n√£o muito distante da m√°xima de US$ 7,12 de 23 de outubro do ano passado para esse contrato. Contrariando… Jair Bolsonaro escreveu em uma rede social que “o valor das exporta√ß√Ķes [do agroneg√≥cio] passou de R$ 68 bilh√Ķes em 2018 para R$ 82 bilh√Ķes em 2021”, em vista de o pa√≠s ter conseguido novos mercados e de elevar o n√ļmero de produtos comercializados. …o pr√≥prio O Minist√©rio da Agricultura informa, no entanto, que as exporta√ß√Ķes do agroneg√≥cio de 2018 superaram, pela primeira vez, o patamar de US$ 100 bilh√Ķes, somando US$ 101,2 bilh√Ķes. …governo J√° as de 2021 subiram para US$ 120,5 bilh√Ķes. O Minist√©rio j√° tem dispon√≠vel, inclusive, as receitas de exporta√ß√Ķes de 2022, que atingiram US$ 159,1 bilh√Ķes. M√°quinas agr√≠colas As vendas somaram 67,4 mil unidades no ano passado, 19,4% a mais do que em 2021, segundo a Anfavea. Nesse mesmo per√≠odo, as exporta√ß√Ķes subiram para 10,6 mil unidades, 7,6% a mais do que no per√≠odo anterior. M√°quinas agr√≠colas 2 Neste ano, no entanto, o desempenho dever√° ser mais fraco. A associa√ß√£o do setor prev√™ uma queda das vendas para 65 mil unidades, 3,5% a menos do que em 2022, e recuo de 13% nas exporta√ß√Ķes, para 9.520 unidades. Infla√ß√£o¬†Os pre√ßos dos produtos agropecu√°rios ca√≠ram 0,56% em janeiro no atacado, segundo o IGP-DI. Entre as altas estiveram feij√£o, mandioca e arroz. Na lista de quedas est√£o soja, aves, carne bovina e adubo. Fonte: Folha de S√£o Paulo Curadoria: Boi a Pasto

O alimento é o ponto de encontro entre o rural e o urbano

Al√©m de conhecer como poucos as dores e os amores da evolu√ß√£o do agroneg√≥cio brasileiro, Roberto Rodrigues costuma ter a medida certa para debater esses extremos e o que est√° entre eles. Al√©m de conhecer como poucos as dores e os amores da evolu√ß√£o do agroneg√≥cio brasileiro, Roberto Rodrigues costuma ter a medida certa para debater esses extremos e o que est√° entre eles. Exatamente por isso se tornou um porta-voz do setor em v√°rias frentes, inclusive no Minist√©rio da Agricultura (2003-2006). Al√©m de uma fam√≠lia de agricultores, os Rodrigues s√£o tamb√©m esalquianos j√° est√£o na quarta gera√ß√£o de engenheiros agr√īnomos formados pela Esalq/USP, de Piracicaba (SP). Hoje √† frente da coordena√ß√£o do Centro de Agroneg√≥cio na Escola de Economia de S√£o Paulo, da Funda√ß√£o Get√ļlio Vargas (FGV EESP), lidera uma s√©rie de discuss√Ķes sobre o agro e pretende ajustar o foco dessas conversas. ‚ÄúMais do que defender a agropecu√°ria, quero defender um projeto para alimentos no mundo‚ÄĚ, disse ele. O senhor costuma dizer que a comida ajuda a promover a paz. Como fica a quest√£o da seguran√ßa alimentar diante da guerra na Ucr√Ęnia?ROBERTO RODRIGUES ‚Äď√Č preciso voltar um pouco para abordar essa quest√£o. Mesmo antes da Covid, houve um cen√°rio preocupante quanto √† seguran√ßa alimentar em que toda semana morria gente no Mar Mediterr√Ęneo. As pessoas estavam fugindo da √Āfrica, da √Āsia, da Europa Oriental, do Oriente M√©dio e indo para a Europa Ocidental. Para fazer o qu√™? Comer. E ter paz. Durante a pandemia, al√©m da trag√©dia pelo caos da perda de vidas que ela ocasionou, muitos pa√≠ses que n√£o tinham autossufici√™ncia no abastecimento precisaram buscar comida fora para garantir seguran√ßa alimentar a suas popula√ß√Ķes. S√≥ que dadas as circunst√Ęncias clim√°ticas em v√°rias regi√Ķes do planeta nos anos de 2019 e 2020, os estoques estavam reduzidos. Ent√£o, diante da irrevog√°vel lei de oferta e procura, houve uma brutal infla√ß√£o de alimentos. Em d√≥lar, produtos como soja, milho e prote√≠na animal dobraram de pre√ßo de um ano para o outro nas bolsas de Chicago, Nova York e no resto do mundo. [Durante a pandemia] Faltou cont√™iner, faltou navio, a log√≠stica pipocou e impediu que as coisas avan√ßassem. Como esse quadro impactou o agro? Produtores do mundo inteiro resolveram plantar mais, em √°reas maiores, para aproveitar a onda de bons pre√ßos. Isso aumentou o consumo de fertilizantes, defensivos, sementes, maquin√°rio e a necessidade de mais cr√©dito. S√≥ que as f√°bricas de fertilizantes n√£o estavam prontas para aumentar 20% sua produ√ß√£o, N√£o √© assim que funciona, da noite para o dia. Por outro lado, a pandemia tamb√©m tinha rompido as cadeias produtivas, levando √† escassez de insumos e de mat√©ria-prima para produzir. Alguns pa√≠ses produtores de insumos, caso at√≠pico da China, cortaram as exporta√ß√Ķes preocupados com o suprimento interno dos seus produtores. Ent√£o a oferta de insumos tamb√©m diminuiu e a demanda aumentou, de novo a lei da oferta e procura se fez presente e os pre√ßos explodiram.Os ataques da R√ļssia sobre a Ucr√Ęnia potencializaram o problema. A Ucr√Ęnia √© um dos maiores fornecedores de trigo e milho para a Europa, ocupando a posi√ß√£o de quarto maior exportador mundial de milho, ficando atr√°s dos Estados Unidos, Brasil e Argentina. A pr√≥pria R√ļssia √© grande fornecedora de trigo tamb√©m para a Europa. Portanto, a extens√£o dessa guerra afeta dramaticamente a oferta de gr√£os para os pa√≠ses europeus e isso gera mais infla√ß√£o nos alimentos em dois pontos fundamentais: trigo para consumo humano e milho para ra√ß√£o animal, portanto h√° o risco de perda de prote√≠na animal. A situa√ß√£o √© ainda pior no caso dos fertilizantes?Nessa quest√£o, surgiu um horizonte de nuvens escuras no aumento dos pre√ßos e da escassez do produto. A R√ļssia tamb√©m √© um grande exportador de fertilizantes, √© o segundo maior produtor de pot√°ssio para o mundo, exporta bastante nitrog√™nio e tamb√©m produz ureia. Com os embargos que sofreu, h√° o risco de faltar mat√©ria-prima na Europa, al√©m de complica√ß√Ķes log√≠sticas de acesso a seus portos. E o Brasil se prejudica com esse processo todo, pois importa 95% do que consome internamente, sendo que 20% v√™m da Bielorr√ļssia. Ou seja, antes da guerra e at√© independentemente da pandemia, j√° est√°vamos com redu√ß√£o de oferta. Como o Brasil est√° passando por essa fase?O Pa√≠s tem uma agricultura moderna e sustent√°vel, √© muito empreendedor e usou a melhor tecnologia poss√≠vel nos √ļltimos 20 ou 30 anos. Isso resultou nessa explos√£o de crescimento da produ√ß√£o e da exporta√ß√£o de produtos agropecu√°rios. Tamb√©m temos um agricultor competente, eficiente, competitivo, rigoroso. Como resultado, temos uma terra boa, bem cultivada, bem preparada. Portanto, ainda que a safra disponha de menos fertilizantes, at√© por conta dos altos pre√ßos, n√£o teremos um desastre na produ√ß√£o. Estou h√° mais de cinco d√©cadas trabalhando na agricultura, ent√£o j√° passei por isso em anos anteriores, quando precisei reduzir aduba√ß√£o. Quais s√£o as consequ√™ncias dessa pr√°tica?Estamos falando de um cen√°rio de escassez efetiva de fertilizante a um pre√ßo muito alto, o que levaria √† redu√ß√£o da aduba√ß√£o. Essa diminui√ß√£o gera duas consequ√™ncias: menor faturamento para os produtores, mas tamb√©m menor custo. Vamos ter uma redu√ß√£o de produ√ß√£o, portanto de renda, mas n√£o me parece que seja uma coisa dram√°tica para o produtor rural. O drama est√° no fato de que ao plantarmos com menos tecnologia, podemos reduzir a produ√ß√£o. O drama da infla√ß√£o de alimentos no mundo n√£o tem a ver conosco, mas podemos aument√°-lo ao participarmos de um processo que √© dif√≠cil de solucionar. No ano que vem, seja l√° quem estiver no governo, ter√° de fazer uma gin√°stica em a√ß√Ķes sociais para alimentar a popula√ß√£o. Esse √© o reflexo para o Brasil. O aumento da produ√ß√£o pr√≥pria n√£o seria uma sa√≠da?O Plano Nacional de Fertilizantes surgiu com esse objetivo de reduzir a depend√™ncia externa dos insumos. A comiss√£o do governo que lan√ßou esse plano fez um bom trabalho. Como chegamos a essa depend√™ncia t√£o grande da importa√ß√£o de fertilizantes?At√© os anos 1970, o Brasil tinha uma agricultura costeira, porque ali estava a terra boa e o tamb√©m o

Pesquisa desenvolve filé de pirarucu em conserva

Avan√ßo beneficia tanto piscicultores quanto pescadores, que utilizam planos de manejo para manter a esp√©cie segura. Pesquisadores da Embrapa desenvolveram o fil√© de pirarucu (Arapaima gigas) em conserva, tecnologia agroindustrial que agrega valor ao pescado e desponta como potencial ativo de bioeconomia e desenvolvimento na Amaz√īnia. O pirarucu est√° entre os maiores peixes de √°gua doce do Brasil e do mundo e tem despertado a aten√ß√£o de consumidores, manejadores e produtores em todo Pa√≠s, em especial, na Amaz√īnia, de onde √© origin√°rio. Entre as caracter√≠sticas atraentes ao mercado destacam-se o r√°pido ganho de peso desse peixe e o aproveitamento de carne, superior ao encontrado no gado. A tecnologia est√° dispon√≠vel a empresas interessadas em dar continuidade √† pesquisa e lev√°-la ao mercado consumidor. Ela foi desenvolvida por meio de parceria entre a Embrapa Amaz√īnia Oriental (PA) e Embrapa Agroind√ļstria de Alimentos (RJ) e resultou em um comunicado t√©cnico detalhando todo processo e que pode ser acessado gratuitamente no portal da institui√ß√£o.  A pesquisadora Alessandra Ferraiolo, uma das autoras do trabalho, defende que √© necess√°rio diversificar os produtos de peixes enlatados existentes no mercado, e com isso, possibilitar agrega√ß√£o de valor, assim como aumentar a vida √ļtil do pescado fresco. O pirarucu √© um peixe carn√≠voro que pode atingir, em condi√ß√Ķes de natureza, at√© tr√™s metros de comprimento e ultrapassar os 200 quilos. No caso da cria√ß√£o comercial, em cativeiro, os n√ļmeros tamb√©m s√£o animadores, pois o animal chega a 12 quilos em apenas um ano, tamanho apreciado pelo mercado. Em termos de rendimento econ√īmico, pesquisas da Embrapa indicam que o pirarucu suplanta ao dobro o tambaqui (CoIossoma macropomum) e em at√© 40 vezes aos bubalinos, bovinos e ovinos. Considerando-se os elevados rendimentos de carne, o que indica a esp√©cie com elevado potencial para a piscicultura industrial. Segundo Ferraiolo, o trabalho t√™m o intuito de agregar valor e incentivar o consumo da esp√©cie, al√©m de diversificar os produtos de peixes enlatados. ‚ÄúO objetivo do trabalho foi desenvolver conservas de pirarucu da pesca e da piscicultura e avaliar os produtos quanto √†s suas caracter√≠sticas f√≠sico-qu√≠micas, sensoriais e qualidade microbiol√≥gica‚ÄĚ, detalha. Ela explica que as vantagens da esp√©cie para esse tipo de processo agroindustrial est√£o no rendimento muscular e qualidade da carne. ‚ÄúA carne do pirarucu possui colora√ß√£o clara, textura firme, sabor suave, o que agrada aos consumidores. A aus√™ncia de espinhas intramusculares e baixo teor de gordura s√£o outros pontos importantes‚ÄĚ, conta a cientista. Do rio √† lata O trabalho dos cientistas envolveu, al√©m do desenvolvimento de conservas, a avalia√ß√£o da qualidade do produto final a fim de incentivar o consumo da esp√©cie e fomentar a sua cadeia produtiva. Os produtos enlatados foram avaliados quanto √†s suas caracter√≠sticas f√≠sico-qu√≠micas e sensoriais e √† qualidade microbiol√≥gica. A pesquisadora conta que foi obtido um produto de boa qualidade nutricional, sensorial e sanit√°ria. √Č tamb√©m considerado um produto de conveni√™ncia, por ser de f√°cil preparo, semipronto ou pronto para o consumo. ‚ÄúO fil√© de pirarucu em lata dispensa a cadeia do frio para o seu armazenamento, distribui√ß√£o e comercializa√ß√£o‚ÄĚ, enfatiza a cientista. Ela lembra que, como qualquer pescado, o fil√© da esp√©cie √© altamente suscet√≠vel √† deteriora√ß√£o, desafio que a apresenta√ß√£o em lata ajuda a contornar. ‚ÄúO beneficiamento aumenta a vida √ļtil, a diversidade de produtos e a aceita√ß√£o do pescado pelo mercado consumidor, al√©m de permitir um melhor controle de qualidade e aproveitamento dos subprodutos, sem perder os benef√≠cios nutricionais‚ÄĚ, defende a cientista ao ressaltar que o elevado teor de nutrientes presente no pirarucu o torna recomend√°vel ao consumo. Pelo processo agroindustrial desenvolvido, os fil√©s foram higienizados em solu√ß√£o clorada, imersos em salmoura (3% sal refinado), drenados, cortados e acondicionados em latas. Em seguida, adicionou-se o l√≠quido de cobertura, √† base salmoura a 2% e as latas foram submetidas aos processos de exaust√£o, recrava√ß√£o, tratamento t√©rmico e resfriamento. Degusta√ß√Ķes, em testes sensoriais, tamb√©m foram realizados e indicaram que a conserva elaborada com o pirarucu da piscicultura foi preferida em compara√ß√£o √† elaborada com o peixe oriundo da pesca. Os peixes de cria√ß√£o se sobressa√≠ram nos atributos textura, sabor e impress√£o global. O resultado geral foi a inten√ß√£o positiva de compra do produto. ‚ÄúA conserva de pirarucu, proveniente da pesca ou da piscicultura mostrou boa aceita√ß√£o sensorial‚ÄĚ, afirma Ferraiolo. Mercado Os dados oficiais sobre a produ√ß√£o pirarucu tem oscilado nos √ļltimos anos. Depois de uma alta registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat√≠stica (IBGE) no ano de 2015, quando a produ√ß√£o nacional atingiu algo em torno de oito mil toneladas, houve uma queda significativa em 2020, quando, de acordo com o instituto, a produ√ß√£o n√£o conseguiu alcan√ßar duas mil toneladas. Esses n√ļmeros, no entanto, n√£o condizem com a realidade da produ√ß√£o do pirarucu, segundo Francisco Medeiros, presidente-executivo da Associa√ß√£o Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). Medeiros relata que os dados do IBGE provavelmente registraram apenas a cria√ß√£o comercial e n√£o a produ√ß√£o oriunda dos planos de manejo. ‚ÄúA produ√ß√£o do pirarucu se divide entre a cria√ß√£o comercial em cativeiro e os planos de manejo comunit√°rios, estes, nos diversos estados da Amaz√īnia‚ÄĚ, enfatiza o presidente da PeixeBR. Sobre a discrep√Ęncia de dados, Medeiros acredita que pode estar relacionada √† dificuldade de mensurar a pesca de manejo nas comunidades tradicionais. De acordo com os registro da PeixeBR, somente o estado do Amazonas produziu cerca de tr√™s mil toneladas em 2020, ou seja, mil toneladas a mais que o registrado pelo IBGE. A PeixeBR reconhece, no entanto, que houve um queda vertiginosa na produ√ß√£o em cativeiro, mas, ao mesmo tempo, um aumento significativo na produ√ß√£o de manejo e organiza√ß√£o comunit√°ria. O executivo avalia que o mercado para esse peixe tem muitos gargalos, com destaque para o resfriamento e conserva√ß√£o, mas tamb√©m potencialidades e que o papel da pesquisa, a uni√£o de esfor√ßos e implementa√ß√£o de pol√≠ticas p√ļblicas, podem reestruturar e impulsionar a cadeia da esp√©cie nativa, tanto no manejo quanto no cativeiro. Se por um lado houve queda na produ√ß√£o em piscicultura, o mercado de alimentos enlatados segue aquecido e projeta crescimento, segundo pesquisa divulgada pela empresa de consultoria Mordor Intelligence.  O estudo Mercado de alimentos enlatados –

Ministério da Agricultura e Pecuária tem mais dois secretários nomeados

O secret√°rio de Defesa Agropecu√°ria √© Carlos Goulart, e de Inova√ß√£o, Desenvolvimento Sustent√°vel e Irriga√ß√£o, Renata Bueno Miranda As nomea√ß√Ķes de mais dois secret√°rios do Minist√©rio da Agricultura e Pecu√°ria foram publicadas nesta quinta-feira (19/1), em edi√ß√£o extra do Di√°rio Oficial da Uni√£o (DOU). O secret√°rio de Defesa Agropecu√°ria √© Carlos Goulart, e de Inova√ß√£o, Desenvolvimento Sustent√°vel e Irriga√ß√£o, Renata Bueno Miranda, conforme comunicado do Minist√©rio da Agricultura e Pecu√°ria. Carlos Goulart √© agr√īnomo formado pela Universidade Federal S√£o Carlos (SP). Tamb√©m √© mestre em Agricultura Tropical e Subtropical, com √™nfase em Fitossanidade, pelo Instituto Agron√īmico de Campinas (SP). Atua desde 2007 no Minist√©rio da Agricultura e Pecu√°ria e anteriormente exerceu o cargo de diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agr√≠colas da pasta. Renata Bueno Miranda √© engenheira de alimentos, formada pela Universidade Federal de Vi√ßosa (MG). Tem mestrado em Ci√™ncias dos Alimentos pela Universidade Federal de Lavras (MG). √Č funcion√°ria de carreira da Embrapa desde 2008 e integra o quadro do Minist√©rio da Agricultura desde 2019, onde exerceu os cargos de chefe de gabinete e secret√°ria adjunta da SDI. As nomea√ß√Ķes do secret√°rio-executivo, Iraj√° Rezende de Lacerda, e do secret√°rio de Com√©rcio e Rela√ß√Ķes Internacionais, Roberto Serroni Perosa, j√° haviam sido publicadas. Fonte: Globo Rural Curadoria: Boi a Pasto

Agronegócio: como empreender com a apicultura

O mercado de mel √© considerado hoje um dos mais promissores da agropecu√°ria Ainda pouco propagado, o mercado de mel √© considerado hoje um dos mais promissores da agropecu√°ria, com o pa√≠s liderando o ranking de produtores org√Ęnicos do mundo. Empreender no segmento pode ser uma boa alternativa para propriet√°rios de ch√°caras, s√≠tios, fazendas, e tamb√©m para quem n√£o √© dono de terra. O professor Armindo Vieira J√ļnior, refer√™ncia no setor ap√≠cola, explica como e ensina a come√ßar um api√°rio do zero. Ele garante que qualquer pessoa pode iniciar essa jornada. ‚Äú√Č uma atividade que pode ser realizada por homens ou mulheres, com um investimento inicial m√©dio de R$ 10 mil reais. O retorno pode chegar at√© R$ 100 mil por ano‚ÄĚ, diz o apicultor. Segundo Armindo, o mel brasileiro √© um mel puro e org√Ęnico, o mais procurado pelo mercado nacional e internacional. Ainda n√£o h√° apicultores dispon√≠veis no Brasil para atender essa alta demanda. E com intuito de incentivar essa forma√ß√£o, o professor da Escola de Apicultura, Armindo Vieira J√ļnior, oferecer√° um curso gratuito e online, entre os dias 24 e 27/01, √†s 19h. Durante as aulas, ele vai ensinar como montar um api√°rio do zero, como se d√° o manejo das abelhas, o que voc√™ vai precisar para iniciar o neg√≥cio, como atingir uma superprodu√ß√£o de mel, entre outros assuntos. Para participar, basta se inscrever gratuitamente no site: Link Programa√ß√£o: Aula 1 — dia 24/01 — 19h √†s 22hTudo que voc√™ precisa saber sobre apicultura. Aula 2 — dia 25/01– 19h √†s 22hComo montar seu api√°rio do zero. Aula 3 — dia 26/01 — 19h √†s 22hOs segredos para atingir a superprodu√ß√£o de mel. Aula 4 — dia 27/01 — 19h √†s 22h Como criar um neg√≥cio milion√°rio com a produ√ß√£o de mel Fonte: Agrolink Curadoria: Boi a Pasto

Bioeconomia no Brasil pode gerar faturamento de US$ 284 bi anuais

O levantamento mostrou ainda que as emiss√Ķes de carbono podem ser reduzidas em cerca de 550 milh√Ķes de toneladas nos pr√≥ximos 27 anos. Um levantamento in√©dito prev√™ que a implementa√ß√£o da bioeconomia no Brasil pode gerar um faturamento industrial anual de US$ 284 bilh√Ķes at√© 2050. √Č esse montante que o Pa√≠s poder√° alcan√ßar ao realizar a chamada total implementa√ß√£o da bioeconomia, que abrange tr√™s frentes: as atuais pol√≠ticas para mitiga√ß√£o de emiss√Ķes de gases de efeito estufa (GEE) no Pa√≠s, a consolida√ß√£o da biomassa como principal matriz energ√©tica em setores importantes da economia e a intensifica√ß√£o de tecnologias biorrenov√°veis.  Intitulado ‚ÄúPotencial do impacto da bioeconomia para a descarboniza√ß√£o do Brasil‚ÄĚ, o estudo √© fruto da parceria entre a Associa√ß√£o Brasileira de Bioinova√ß√£o (ABBI), Embrapa Agroenergia, Laborat√≥rio Nacional de Biorrenov√°veis do Centro de Pesquisa em Energia e Materiais (LNBR/CNPEM), Centro de Tecnologia da Ind√ļstria Qu√≠mica e T√™xtil (Senai/CETIQT) e Laborat√≥rio Cenergia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Cenergia/UFRJ). O documento avalia distintas trajet√≥rias para o Brasil at√© o ano de 2050, a partir das quais prop√Ķe tr√™s cen√°rios potenciais da bioeconomia no contexto de transi√ß√£o energ√©tica no Brasil, sendo o √ļltimo considerado ponto fundamental do documento, com a ado√ß√£o mais intensificada da bioeconomia. O primeiro cen√°rio, intitulado ‚ÄúPol√≠ticas Correntes‚ÄĚ, analisa a manuten√ß√£o das atuais pol√≠ticas brasileiras e o respeito √† Contribui√ß√£o Nacionalmente Determinada (NDC, sigla em ingl√™s), proposta no √Ęmbito do Acordo de Paris sobre o Clima.  O segundo cen√°rio, ‚ÄúAbaixo de 2 ¬ļC‚ÄĚ, considera que a biomassa passa a ser a principal fonte de energia para a implementa√ß√£o de tecnologias de baixo carbono nos principais setores da economia brasileira, tamb√©m em cumprimento ao Acordo de Paris, com o objetivo espec√≠fico de limitar o aumento da temperatura terrestre ‚Äúbem abaixo dos 2 ¬ļC‚ÄĚ at√© o final do s√©culo.  O terceiro e √ļltimo cen√°rio proposto, chamado de ‚ÄúPotencial da Bioeconomia‚ÄĚ, √© no qual a bioeconomia e a transi√ß√£o energ√©tica se complementam e inserem tecnologias promissoras biorrenov√°veis a partir do cen√°rio ‚ÄúAbaixo de 2 ¬ļC‚ÄĚ. ‚ÄúO estudo quantifica a bioeconomia em cen√°rios de transi√ß√£o energ√©tica e avalia como as tecnologias geradas pela chamada economia circular e de baixo carbono podem complementar a transi√ß√£o energ√©tica dentro das cadeias produtivas‚ÄĚ, afirma Alexandre Alonso, chefe-geral da Embrapa Agroenergia. ‚ÄúBuscamos desenvolver processos produtivos mais eficientes e menos intensivos em insumos e energia, fortemente apoiados na biotecnologia‚ÄĚ, complementa. Al√©m de Alonso, o estudo tamb√©m conta com a contribui√ß√£o do pesquisador da Embrapa Agroenergia e ex-presidente da Embrapa¬†Maur√≠cio Lopes.¬†Para Lopes, o Brasil tem plenas condi√ß√Ķes de modelar uma agricultura dedicada √† biomassa capaz de viabilizar um setor bioindustrial inovador e competitivo.¬† “A bioeconomia entra com vantagem na complexa equa√ß√£o da sustentabilidade, por ser capaz de combinar de forma sin√©rgica recursos naturais, como a biomassa, e tecnologias avan√ßadas, em modelo de produ√ß√£o de base biol√≥gica, limpa e renov√°vel, promovendo sinergias entre as ind√ļstrias de energia, alimentos, qu√≠mica, materiais, dentre outras”, pontua. Solu√ß√Ķes e tecnologias  Entre as principais contribui√ß√Ķes do estudo est√° o levantamento de solu√ß√Ķes que impactam o aumento da produtividade da agricultura, possibilitam a libera√ß√£o de √°reas que podem ser reaproveitadas por culturas energ√©ticas e reduzem as emiss√Ķes de GEE durante o processo produtivo.¬† O trabalho se concentrou em bioinova√ß√Ķes de ind√ļstrias existentes e em fase de desenvolvimento, a partir das quais √© poss√≠vel estimar valores de investimento e de receita, com foco em setores com maior potencial de mitiga√ß√£o de GEE.   No quesito ‚Äúsolu√ß√Ķes para intensifica√ß√£o sustent√°vel da agricultura‚ÄĚ, foram avaliadas tecnologias relacionadas a prote√≠nas alternativas, solu√ß√Ķes para confinamento de gado, fixa√ß√£o de carbono no solo, novas variedades de vegetais de alto rendimento por hectare, fixa√ß√£o biol√≥gica de nitrog√™nio (FBN), controle biol√≥gico, todas inseridas no contexto de otimiza√ß√£o do uso do solo e produ√ß√£o de biomassa com baixa emiss√£o de carbono ou at√© emiss√£o negativa. J√° no quesito ‚Äúsolu√ß√Ķes para a convers√£o de biomassa em produtos de base energ√©tica‚ÄĚ foram consideradas tecnologias que utilizam a biomassa para a produ√ß√£o de energia de baixa intensidade de carbono ou at√© emiss√Ķes de GEE negativas e que apresentam maior escala de mercado, como bioenergia com captura e armazenamento de carbono (BECCS), captura e utiliza√ß√£o de carbono (CCU), biog√°s e etanol de segunda gera√ß√£o (E2G). Por √ļltimo, foram analisadas solu√ß√Ķes para a convers√£o de biomassa em bioprodutos de alto valor agregado, importantes para substituir produtos de origem f√≥ssil e viabilizar economicamente o desenvolvimento de biorrefinarias. Neste quesito, foram consideradas as tecnologias relacionadas √† produ√ß√£o de bioqu√≠micos, enzimas, biofertilizantes, biomateriais, bionafta e biocombust√≠veis avan√ßados.  ‚ÄúAs tecnologias retratam bem a necessidade de adapta√ß√£o do processamento √†s diferentes fontes de biomassa, o que refor√ßa o car√°ter modular das biorrefinarias e a possibilidade de distintas formas organizacionais dentro de um mesmo p√°tio produtivo‚ÄĚ, indica o relat√≥rio. Fonte: Embrapa Curadoria: Boi a Pasto