setembro 30, 2026

Carne de Mato Grosso busca mercado no Peru e nova rota para exportações à Ásia

A indústria de carne bovina de Mato Grosso busca ampliar sua presença no Peru e acompanha, ao mesmo tempo, as mudanças na infraestrutura logística do país que podem criar uma nova alternativa para o escoamento da produção brasileira em direção à Ásia. As duas frentes estiveram entre os principais temas da participação mato-grossense na Expoalimentaria 2026, realizada em Lima.

Suspensão das vendas à UE pode tirar mais de US$ 100 milhões da carne bovina brasileira

A suspensão das exportações brasileiras de carne bovina para a União Europeia pode provocar reflexos além dos frigoríficos e atingir diretamente pecuaristas que investiram na produção de animais rastreados para atender mercados de maior valor agregado.

Um dos principais impactos está na Cota Hilton, destinada à exportação de cortes bovinos de alta qualidade ao mercado europeu. Caso o bloqueio permaneça, o Brasil pode deixar de faturar mais de US$ 100 milhões com esses produtos, considerando as perdas do ciclo atual e o potencial impacto no próximo ano-cota.

Integração entre CAR e GTA pode acelerar rastreabilidade do gado no Brasil

A integração de bases de dados que já existem nos Estados pode acelerar a rastreabilidade da pecuária bovina brasileira e ampliar a capacidade do país de comprovar a origem dos animais destinados à produção de carne. A proposta é associar as informações territoriais do Cadastro Ambiental Rural (CAR) aos registros de movimentação dos rebanhos presentes na Guia de Trânsito Animal (GTA).

A recomendação faz parte de estudo da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que defende o uso das estruturas existentes como uma alternativa para avançar, no curto prazo, no monitoramento socioambiental da cadeia pecuária. A entidade publicou em setembro materiais voltados justamente ao avanço da rastreabilidade socioambiental no país.

Hereford e Braford movimentam R$ 2,6 milhões e respondem por 75,6% das vendas de bovinos na Expointer

As raças Hereford e Braford responderam por 75,6% do valor movimentado com bovinos nos remates, leilões e feira analisados durante a 49ª Expointer. Juntas, as duas raças alcançaram R$ 2,603 milhões em comercialização, com alguns dos principais negócios envolvendo animais que também acumularam premiações em exposições.

Os resultados comerciais acompanharam o desempenho dos animais nas pistas, especialmente entre as fêmeas. Exemplares premiados de Hereford e Braford alcançaram valorizações que ultrapassaram R$ 100 mil e R$ 500 mil, respectivamente.

Retenção de fêmeas deve reduzir oferta de bovinos e produção de carne em 2027

A produção brasileira de carne bovina deverá recuar 3,6% em 2027, influenciada pela menor disponibilidade de animais para abate e pelo avanço da retenção de fêmeas para recomposição do rebanho. A projeção é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima uma produção de 11,4 milhões de toneladas no próximo ano.

Caso a previsão se confirme, será o segundo ano consecutivo de redução. Segundo os números da estatal, o Brasil produziu 11,9 milhões de toneladas de carne bovina em 2025 e a estimativa para 2026 é de 11,84 milhões de toneladas.

Cota chinesa eleva custos dos frigoríficos e acende alerta para preços do boi

O preenchimento da cota brasileira de exportação de carne bovina para a China está obrigando os frigoríficos a diversificar destinos e adaptar a produção para atender diferentes mercados, movimento que aumenta os custos da indústria. A avaliação é de Luciano Pascon, CEO da Frigol, durante evento da Datagro realizado nesta última quarta-feira (16), em São Paulo.

A China estabeleceu para 2026 uma cota de importação de carne bovina com tarifa reduzida. O volume destinado ao Brasil, de 1,106 milhão de toneladas, foi preenchido ainda em julho. Com isso, frigoríficos brasileiros passaram a direcionar uma parcela maior da produção a outros compradores.

Exportações do agro alcançam recorde de US$ 87 bilhões no semestre; carne bovina cresce 15%

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram o recorde de US$ 87 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho foi sustentado principalmente pelo aumento dos volumes embarcados, com destaque para produtos como soja, milho, algodão e carnes.

Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Setor de carne bovina busca reverter suspensão das exportações brasileiras à União Europeia

A indústria de carne bovina brasileira continua trabalhando para reincluir o Brasil entre os países aptos a exportar o produto para a União Europeia, depois de garantias oficiais do Ministério da Agricultura já terem sido apresentadas, disse a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) nesta última quarta-feira (2).

A UE confirmou na véspera que suspenderá as importações de carnes do Brasil a partir de 3 de setembro, citando que o país não conseguiu garantir o cumprimento de suas normas sobre o uso de substâncias antimicrobianas. A retirada do Brasil da lista de países aptos a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco foi divulgada inicialmente em maio.

União Europeia suspende importações de carne brasileira a partir de 5ª feira

A União Europeia suspenderá a partir de quinta-feira a importação de carne bovina e de aves de criação procedente do Brasil, anunciou nesta última segunda-feira, 31, a Comissão Europeia, que espera garantias brasileiras sobre o cumprimento das normas sanitárias do bloco.

O Brasil foi retirado em maio de uma lista de países que respeitam as regras da UE sobre o uso abusivo de antibióticos na indústria pecuária.

Pesquisadores desenvolvem metodologia para identificar carnes de diferentes espécies

Metodologia identifica carnes de diferentes espécies em apenas 20 minutos. É a primeira vez que a espectrometria de massas MALDI-TOF é aplicada para distinguir tecidos de diferentes espécies animais. A identificação é mais rápida, precisa e econômica do que a obtida por análises genéticas tradicionais. A ferramenta permite aprimorar a certificação de qualidade das carnes comercializadas. Fortalece a rastreabilidade biológica, o combate a fraudes e a proteção do consumidor. Banco de dados criado pode, no futuro, tipificar todos os tipos de carnes existentes no mercado.