maio 16, 2026

COP30 Como alimentar o mundo sem comprometer o amanhã

Enquanto o mundo debate o futuro do planeta, ribeirinhos no sul do Amazonas enfrentam fome. Literalmente. O prato está vazio onde a floresta ardeu, onde o rio secou, onde o gado emagreceu e a roça não vingou.

A fome que vemos sob as árvores da floresta amazônica, ou nas palafitas de Belém, no sul do Pará — onde será realizada a COP30 em novembro — é a mesma que assombra populações do mundo inteiro, principalmente nas regiões mais vulneráveis. Ela cresce onde há seca, enchente, incêndio, guerra, deslocamento, abandono. É a consequência mais cruel da crise climática e geopolítica. Gaza, Sudão, Ucrânia, Somália, Haiti… e o Brasil. A miséria não tem nacionalidade. Tem causa. E ela é estrutural.

Emergência Climática: Um Chamado Urgente à Ação Decisiva

O mundo está em chamas. Não de uma maneira figurativa, mas literal. Janeiro de 2024 entrou para os anais da história como o mês mais quente já registrado desde o início da era industrial, com uma elevação alarmante de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Esta não é uma estatística que podemos simplesmente ignorar. É um grito de socorro da própria Terra, clamando por uma mudança imediata e drástica em nossas ações.