junho 17, 2026

Antecipasto resulta em disponibilidade e qualidade de pasto no inverno

Durante Dia de Campo realizado na Estância Retiro do Sertão, em Nova Alvorada do Sul, MS, em abril de 2026 (“Sistema Antecipasto e estilosantes integrando solos arenosos”), o engenheiro agrônomo Carlos Eduardo Barbosa foi enfático em dizer a produtores rurais e técnicos que em área de Sistema Antecipasto “a gente tem segurança de que terá pasto no inverno sem falha”, tanto na Estância Retiro do Sertão, onde os solos são mais arenosos, quanto na Estância Rosa Branca em Rio Brilhante, MS. No sistema, a soja e o capim são consorciados, com uma diferença de 20 dias de plantio: a soja entra primeiro e depois o capim BRS Tamani. Outros pontos positivos são que a forrageira não compete com a oleaginosa; há redução de plantas daninhas, a palha do capim conserva água no solo, além de ser adequado a solos arenosos e argilosos. Os animais na área do sistema têm ganho adicional de 3 a 5 arrobas/ha durante a entressafra da soja, além de maior ganho de peso diário. Segundo o engenheiro, no sistema convencional o período de pastejo é de cerca de 100 dias, já no Antecipasto esse tempo é de 150 dias.

Canetas emagrecedoras devem redesenhar o agronegócio global

Por décadas, o agronegócio global operou sob uma lógica relativamente simples: crescimento populacional significava aumento do consumo calórico, o que se traduzia em mais demanda por grãos, proteínas animais e alimentos industrializados. Agora, uma nova variável começa a alterar esse equilíbrio histórico. As chamadas “canetas emagrecedoras” — medicamentos à base de agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida — estão provocando uma transformação estrutural no comportamento alimentar global. O impacto, segundo relatório da Cogo Inteligência em Agronegócio, vai muito além da indústria farmacêutica ou do setor de saúde. Ele chega diretamente ao coração do agronegócio.

Produtores de Iporã (PR) enfrentam os desafios climáticos com o cultivo sustentável de grãos

Em Iporã, no extremo noroeste do Paraná, onde os solos são arenosos e naturalmente mais suscetíveis às variações climáticas do que em áreas argilosas, os produtores de grãos sabem como fazer a sustentabilidade jogar a seu favor. O Rally Cocamar de Produtividade passou por lá no dia 18/12, acompanhado do gerente técnico da cooperativa, Rodrigo Sakurada.

Eles não têm dúvidas: a braquiária – forrageira de origem africana que se adaptou muito bem às condições brasileiras – é a solução mais eficiente para ajudá-los a enfrentar os recorrentes problemas do clima, tanto para o caso de excesso de chuvas quanto para a falta de umidade.

A braquiária é semeada após a colheita da soja, no final do verão, em consórcio com o milho de inverno ou de forma solteira, podendo servir de pastejo para o gado durante os meses frios. Mas seu principal objetivo é proteger o solo com uma camada de palha para o plantio direto da soja, a cultura mais importante.

Chuvas extremas no Sul geram prejuízo bilionário para produção agrícola

O Sul do Brasil está sendo atingido por muita chuva nos últimos meses devido ao fenômeno El Niño. Recentemente, fortes precipitações causaram enchentes no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Além das perdas humanas e materiais, a produção agrícola sulista também tem sido prejudicada pelas condições climáticas extremas.

Soja produz até 20% mais em consórcio de capim com leguminosas de cobertura

Experimentos foram realizados em Dourados, Naviraí, Rio Brilhante, Nova Andradina, Vicentina e Ponta Porã Pesquisas da Embrapa Agropecuária Oeste (MS) realizadas em seis municípios de Mato Grosso do Sul, e validadas por produtores rurais, mostram que o consórcio de gramíneas forrageiras com crotalárias (leguminosas de cobertura) resulta em um incremento de produtividade de até 20% […]