Recria intensiva a pasto pode reduzir em até 30% o custo da arroba bovina, dizem especialistas.

A recria intensiva a pasto surge como principal estratégia para baratear o custo de produção da arroba bovina no Brasil, segundo especialistas do setor pecuário. A técnica combina manejo eficiente de pastagens com suplementação estratégica e gestão zootécnica para acelerar o ganho de peso dos animais sem elevar os custos operacionais.
O modelo consiste em maximizar o desempenho dos animais na fase de recria — entre o desmame e a entrada no confinamento ou abate — usando pastagens bem manejadas como base alimentar.
A diferença em relação ao sistema extensivo tradicional está na densidade animal por hectare, no uso de forrageiras mais produtivas e no monitoramento constante do ganho de peso.
Ganho de peso e eficiência produtiva
Produtores que adotam o sistema relatam ganhos médios de peso superiores a 600 gramas por animal por dia, índice que reduz significativamente o tempo até o abate.
Esse resultado impacta diretamente o custo final da arroba produzida, tornando a operação mais competitiva mesmo em cenários de alta nos preços de insumos.
A redução do ciclo de produção diminui o capital imobilizado e aumenta o giro do rebanho. Com isso, o produtor consegue produzir mais arrobas por hectare ao longo do ano.
Especialistas apontam que o custo de produção da arroba no sistema intensivo a pasto pode ser até 30% menor em comparação ao confinamento convencional, dependendo da região e do preço dos insumos utilizados.
Pastagem como ativo produtivo
O manejo correto da forrageira é considerado o ponto central do sistema. Gramíneas como o capim-Mombaça, BRS Quênia e Marandu são as mais utilizadas por oferecerem alta produção de massa e boa palatabilidade.
A análise de commodities agropecuárias mostra que a variação no custo de produção da carne bovina tem impacto direto nos preços negociados nas principais praças do país.
Cenário atual da pecuária brasileira
O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo, e a eficiência na fase de recria ganha relevância estratégica em um momento em que a demanda externa segue aquecida e os custos de produção pressionam as margens dos produtores.
A adoção de sistemas mais eficientes na base da cadeia produtiva é apontada por especialistas como condição essencial para manter a competitividade do produto brasileiro no mercado global.
Fonte: Space Money






