Comparativo entre os sistemas de terminação tradicional, avançada, semiconfinamento e terminação intensiva a pasto (TIP) mostra como o nível de suplementação influencia o ganho de peso, a produtividade por hectare e a rentabilidade da pecuária de corte.

A escolha do sistema de terminação a pasto vai muito além do ganho de peso dos animais. O nível de suplementação adotado influencia diretamente a produtividade por hectare, o tempo de permanência no pasto, os custos de produção e, principalmente, a rentabilidade da atividade. Mas, diante de diferentes modelos disponíveis, qual deles oferece o melhor retorno ao pecuarista?
O zootecnista André Melo compara o desempenho técnico e econômico de quatro sistemas de terminação a pasto: tradicional, avançado, semiconfinamento e terminação intensiva a pasto (TIP). A análise considera indicadores como ganho médio diário (GMD), taxa de lotação, lucro por cabeça, lucro por hectare e retorno sobre o investimento (ROI), além de avaliar como cada modelo responde às condições de águas e seca.
O estudo mostra que a decisão não depende apenas do custo da suplementação, mas da capacidade de cada sistema em transformar investimento em produtividade e resultado econômico. A comparação também evidencia como fatores como infraestrutura, gestão, disponibilidade de capital e qualidade da pastagem influenciam a escolha da estratégia mais adequada para cada propriedade.
Fonte: DBO
André Melo
Zootecnista formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), mestre pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e possui MBA pela FEA-USP, Beef Cattle Especialist pela Texas A&M University. Há mais de 25 anos atua ao lado de pecuaristas em todo o Brasil, desenvolvendo estratégias para aumentar a produtividade, a eficiência e a rentabilidade dos sistemas de produção de carne bovina.






