setembro 22, 2026

Chegada das chuvas exige ajuste na altura do pasto para estimular rebrota

Redução do excesso de palha e talos e adequação da carga animal ajudam a preparar a pastagem para aproveitar o aumento do crescimento das forrageiras no período das águas

Foto: LIMA, VICTOR M. B./Embrapa.

A volta das chuvas marca uma mudança importante no manejo das pastagens. Depois dos meses de seca e menor crescimento das forrageiras, o aumento da umidade favorece a retomada da produção de capim. Para aproveitar esse potencial, porém, o produtor precisa observar as condições em que o pasto chega ao início das águas.

Segundo o zootecnista e especialista em gestão de pastagens Edmar Peluso, ajustes realizados nesse período podem influenciar a capacidade de rebrota e a produção de forragem nos meses seguintes.

Um dos principais pontos é a altura da pastagem. A recomendação é que o capim chegue à transição para as águas um pouco mais baixo do que a altura normalmente utilizada durante o período chuvoso, mas sem ser excessivamente rebaixado.

O objetivo é encontrar um equilíbrio: evitar tanto o pasto muito alto, com acúmulo de material velho, quanto uma área excessivamente raspada, que pode apresentar menor capacidade de recuperação.

Excesso de palha pode dificultar retomada

Durante a seca, é comum ocorrer acúmulo de talos e material senescente na pastagem. Quando permanece em excesso, esse material pode interferir na entrada de luz na base das plantas e na formação de novos perfilhos.

Com as primeiras chuvas, a forrageira volta a encontrar condições favoráveis ao crescimento. Nesse momento, uma pastagem previamente ajustada tende a responder mais rapidamente.

“Se eu tenho um pasto, como que ele tem que ser? Um pouco mais baixo do que aquela altura de águas, não batido, mas um pouco mais baixo, sem excesso de palha, sem excesso de talo. Quando a chuva vem, ele já começa a rebrotar, começa a perfilhar”, explica Peluso.

O perfilhamento é importante porque representa a formação de novos brotos que contribuem para renovar e aumentar a massa de forragem disponível.

Carga animal precisa acompanhar crescimento do capim

Além da altura, o ajuste da quantidade de animais é outra decisão importante na transição para o período chuvoso.

Com a retomada das chuvas, a velocidade de crescimento do capim pode aumentar rapidamente. Se a lotação permanecer abaixo da capacidade de produção da área, pode ocorrer acúmulo de forragem, aumento da participação de talos e perda de qualidade do pasto.

Por outro lado, elevar a carga animal antes que a pastagem apresente condições suficientes de crescimento pode aumentar a pressão de pastejo justamente no momento em que as plantas estão se recuperando da seca.

Por isso, o ajuste deve acompanhar a resposta efetiva da forrageira às chuvas, considerando a disponibilidade de massa, a altura recomendada para cada espécie ou cultivar e as condições do solo.

Primeiras chuvas não significam fim da seca

Outro cuidado é evitar mudanças bruscas de manejo após as primeiras precipitações. Chuvas isoladas podem estimular a emissão de novos brotos sem representar, necessariamente, o estabelecimento definitivo do período das águas.

Caso volte a ocorrer um intervalo prolongado sem precipitações, as plantas recém-rebrotadas podem sofrer com a falta de umidade.

Nesse período de transição, acompanhar a regularidade das chuvas e a resposta da pastagem ajuda a definir o momento de aumentar a lotação ou transferir animais entre piquetes.

Planejamento ajuda a aproveitar período das águas

O início da estação chuvosa representa uma das principais oportunidades para recuperar a produção de forragem após a seca. Para isso, o manejo precisa considerar não apenas a chuva, mas também a estrutura que o pasto apresenta ao final do período seco.

Áreas com excesso de material velho podem exigir ajustes para favorecer a renovação da forrageira. Já pastagens que chegam excessivamente baixas ou debilitadas precisam de maior cuidado para recuperar área foliar antes de receber maior pressão de pastejo.

Assim, altura do capim, quantidade de animais e velocidade de crescimento da forrageira precisam ser avaliadas em conjunto. O objetivo é permitir que o pasto aproveite as condições favoráveis das águas sem comprometer sua recuperação logo no início da estação.

Fonte: Chegada das chuvas exige ajuste na altura do pasto para estimular rebrota

Redução do excesso de palha e talos e adequação da carga animal ajudam a preparar a pastagem para aproveitar o aumento do crescimento das forrageiras no período das águas

A volta das chuvas marca uma mudança importante no manejo das pastagens. Depois dos meses de seca e menor crescimento das forrageiras, o aumento da umidade favorece a retomada da produção de capim. Para aproveitar esse potencial, porém, o produtor precisa observar as condições em que o pasto chega ao início das águas.

Segundo o zootecnista e especialista em gestão de pastagens Edmar Peluso, ajustes realizados nesse período podem influenciar a capacidade de rebrota e a produção de forragem nos meses seguintes.

Um dos principais pontos é a altura da pastagem. A recomendação é que o capim chegue à transição para as águas um pouco mais baixo do que a altura normalmente utilizada durante o período chuvoso, mas sem ser excessivamente rebaixado.

O objetivo é encontrar um equilíbrio: evitar tanto o pasto muito alto, com acúmulo de material velho, quanto uma área excessivamente raspada, que pode apresentar menor capacidade de recuperação.

Excesso de palha pode dificultar retomada

Durante a seca, é comum ocorrer acúmulo de talos e material senescente na pastagem. Quando permanece em excesso, esse material pode interferir na entrada de luz na base das plantas e na formação de novos perfilhos.

Com as primeiras chuvas, a forrageira volta a encontrar condições favoráveis ao crescimento. Nesse momento, uma pastagem previamente ajustada tende a responder mais rapidamente.

“Se eu tenho um pasto, como que ele tem que ser? Um pouco mais baixo do que aquela altura de águas, não batido, mas um pouco mais baixo, sem excesso de palha, sem excesso de talo. Quando a chuva vem, ele já começa a rebrotar, começa a perfilhar”, explica Peluso.

O perfilhamento é importante porque representa a formação de novos brotos que contribuem para renovar e aumentar a massa de forragem disponível.

Carga animal precisa acompanhar crescimento do capim

Além da altura, o ajuste da quantidade de animais é outra decisão importante na transição para o período chuvoso.

Com a retomada das chuvas, a velocidade de crescimento do capim pode aumentar rapidamente. Se a lotação permanecer abaixo da capacidade de produção da área, pode ocorrer acúmulo de forragem, aumento da participação de talos e perda de qualidade do pasto.

Por outro lado, elevar a carga animal antes que a pastagem apresente condições suficientes de crescimento pode aumentar a pressão de pastejo justamente no momento em que as plantas estão se recuperando da seca.

Por isso, o ajuste deve acompanhar a resposta efetiva da forrageira às chuvas, considerando a disponibilidade de massa, a altura recomendada para cada espécie ou cultivar e as condições do solo.

Primeiras chuvas não significam fim da seca

Outro cuidado é evitar mudanças bruscas de manejo após as primeiras precipitações. Chuvas isoladas podem estimular a emissão de novos brotos sem representar, necessariamente, o estabelecimento definitivo do período das águas.

Caso volte a ocorrer um intervalo prolongado sem precipitações, as plantas recém-rebrotadas podem sofrer com a falta de umidade.

Nesse período de transição, acompanhar a regularidade das chuvas e a resposta da pastagem ajuda a definir o momento de aumentar a lotação ou transferir animais entre piquetes.

Planejamento ajuda a aproveitar período das águas

O início da estação chuvosa representa uma das principais oportunidades para recuperar a produção de forragem após a seca. Para isso, o manejo precisa considerar não apenas a chuva, mas também a estrutura que o pasto apresenta ao final do período seco.

Áreas com excesso de material velho podem exigir ajustes para favorecer a renovação da forrageira. Já pastagens que chegam excessivamente baixas ou debilitadas precisam de maior cuidado para recuperar área foliar antes de receber maior pressão de pastejo.

Assim, altura do capim, quantidade de animais e velocidade de crescimento da forrageira precisam ser avaliadas em conjunto. O objetivo é permitir que o pasto aproveite as condições favoráveis das águas sem comprometer sua recuperação logo no início da estação.

Fonte: Giovanni Porfírio / Giro do Boi
Curadoria: Camila Gusmão para o portal Boi a Pasto

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