julho 28, 2026

Agricultura regenerativa avança, mas demanda um período de transição

A corrida por uma agricultura de baixo carbono no Brasil já começou há algumas safras, mas ainda enfrenta gargalos estruturais que vão além das práticas adotadas no campo. Para a pesquisadora da Embrapa, Dra. Eliana Fontes, o país reúne condições únicas para liderar esse movimento global, desde que consiga alinhar inovação, governança de dados e políticas públicas mais consistentes.

Pesquisa aponta a estruvita como alternativa nacional para fertilizantes fosfatados

Cientistas da Embrapa Agrobiologia (RJ) apontam que o uso da estruvita como um fertilizante de liberação lenta, produzido a partir de resíduos da suinocultura, é uma alternativa viável para reduzir a utilização de fertilizantes fosfatados importados nas lavouras de soja e trigo. Experimentos em lavouras de soja, por exemplo, mostraram que o produto foi capaz de suprir em até 50% da demanda por fósforo, mantendo a produtividade de 3.500 quilogramas por hectare (kg/ha), semelhante à da soja nacional em 2025, que foi de 3.560 kg/ha com uso de fertilização convencional.

Agricultura de baixo carbono ganha espaço no Brasil

As metas são alcançar 72,68 milhões de hectares entre 2020 e 2030 por meio da adoção de tecnologias como recuperação de pastagens degradadas, sistema de plantio direto, sistemas de integração, florestas plantadas, uso de bioinsumos e sistemas irrigados.
Reduzir o impacto ambiental da agropecuária é assunto incontornável no campo e nas discussões sobre o futuro do setor. Nesse contexto, a chamada agricultura de baixo carbono vem sendo se popularizando como uma estratégia para conciliar produtividade e sustentabilidade.

El Niño está chegando! Saiba como o fenômeno vai impactar na agricultura brasileira

O avanço da possibilidade de um novo episódio de El Niño em 2026 já acende um alerta importante para o campo brasileiro. Segundo nota técnica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há 62% de chance de estabelecimento do fenômeno entre junho e agosto, com probabilidade que sobe para 80% a partir de agosto, podendo haver persistência ao menos até o fim do ano. Antes disso, a tendência é de transição da atual fase de La Niña para a neutralidade, com chance superior a 90% entre março e maio.

O dado é relevante porque o El Niño costuma alterar de forma expressiva os padrões de chuva e temperatura no Brasil, interferindo diretamente no desempenho das lavouras, na disponibilidade de água e nas condições de manejo agrícola. Em um país de grande diversidade climática e produtiva, o fenômeno não produz um impacto uniforme. Ao contrário, ele tende a aprofundar contrastes regionais: enquanto parte do território enfrenta redução de chuvas e estiagens mais frequentes, outra convive com excesso de precipitação, solo encharcado e avanço de doenças.

Imprensa agro mundial desembarca no Brasil para agenda técnica e estratégica

O Brasil sediará, pela primeira vez, a Mid-Year Executive Meeting da International Federation of Agricultural Journalists (IFAJ), reunindo 51 jornalistas de 23 países entre os dias 15 e 20 de março. O encontro internacional contará com uma programação técnica em dez municípios do Estado de São Paulo, incluindo visitas a fazendas, universidades, centros de pesquisa e agroindústrias.

A organização da agenda no país é da Rede Brasil de Jornalistas Agro (Rede Agrojor), associação que reúne mais de 130 profissionais especializados na cobertura do agronegócio.

Mapa cria canal exclusivo para notificação de suspeitas de novas pragas

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), disponibilizou um canal exclusivo (alertapragas@agro.gov.br) para o recebimento de notificações sobre possíveis pragas quarentenárias, exóticas ou emergentes no Brasil. A medida reforça as ações de vigilância fitossanitária desenvolvidas pelo Mapa para prevenir a entrada e a disseminação de pragas que […]

Novo modelo de GTAs visa facilitar a vida do produtor rural

O ano começou com avanço tecnológico importante para o agronegócio em São Paulo. A partir de  janeiro de 2026, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, atualizou o Sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE), ferramenta digital responsável pela emissão de documentos sanitários e de trânsito agropecuário. 

O ano começou com avanço tecnológico importante para o agronegócio em São Paulo. A partir de  janeiro de 2026, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, atualizou o Sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE), ferramenta digital responsável pela emissão de documentos sanitários e de trânsito agropecuário. 

Período de chuvas requer atenção para controle do capim-navalha e da cigarrinha-das-pastagens

Entre os principais desafios deste período estão o capim-navalha (Paspalum virgatum) e a cigarrinha‑das‑pastagens (Deois flavopicta). “É um momento importante de virada para o pasto. As condições climáticas são extremamente favoráveis para o produtor, mas também criam o ambiente perfeito para o avanço de visitantes indesejados. Por isso, o manejo deve ser feito no início das infestações, seja na ocorrência das primeiras ninfas ou quando o pecuarista observar o desenvolvimento inicial das plantas invasoras”, explica a pesquisadora de Desenvolvimento de Produto e Mercado da BASF Soluções para Agricultura, Isadora Cristófoli Pereira.