Genética na fazenda influencia qualidade da carne que chega ao consumidor

A qualidade da carne bovina que chega à mesa do consumidor começa a ser construída muito antes do abate. A escolha dos reprodutores e matrizes, o planejamento dos acasalamentos e a identificação de características genéticas de interesse estão entre as decisões tomadas dentro da propriedade que podem influenciar o desempenho dos animais e o resultado final da produção.
A relação entre genética, manejo e qualidade da carne esteve entre
Alta supera 1,2 milhão de doses de sêmen bovino comercializadas em agosto

A Alta comercializou mais de 1,2 milhão de doses de sêmen bovino no Brasil em agosto, o maior volume mensal registrado pela empresa no país. A marca foi alcançada no ano em que a companhia completa três décadas de atuação no mercado brasileiro de genética bovina.
O resultado reforça o avanço da inseminação artificial nos sistemas de produção e a maior utilização do melhoramento genético como parte do planejamento das propriedades. Na pecuária de corte e de leite, a seleção de animais com características de interesse tem sido utilizada para buscar ganhos em produtividade, reprodução e eficiência dos rebanhos.
Novo software favorece o ganho genético e reduz a consanguinidade na raça Gir Leiteiro

Desenvolvida pela Embrapa e pela Associação Brasileira de Criadores de Gado Gir Leiteiro (ABCGIL), a ferramenta torna a seleção genética mais precisa e contribui para a sustentabilidade dos rebanhos. A endogamia é um resultado natural da seleção genética intensa, que pode estreitar a base genética da raça, além de levar a perdas zootécnicas e econômicas. O novo software reduz esse risco ao calcular o coeficiente de consanguinidade dos cruzamentos e emitir alertas aos produtores. A tecnologia torna o melhoramento genético de precisão mais acessível aos criadores e fortalece a competitividade do Gir Leiteiro. O objetivo dos cientistas é estender esse conhecimento para outras raças bovinas de interesse comercial.
Mercado de genética bovina cresce 12,4% no primeiro semestre e supera 12 milhões de doses de sêmen comercializadas

O mercado brasileiro de genética bovina registrou crescimento de 12,4% no primeiro semestre de 2026, com 12.329.148 doses de sêmen comercializadas no Brasil e no exterior. Os dados são do Index Asbia Sêmen 1º Semestre de 2026, relatório de referência no setor, elaborado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) em parceria com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.
Desse total, 11.114.123 doses foram vendidas diretamente para pecuaristas de corte e leite. Outras 663.481 tiveram como destino o exterior e 551.544 foram comercializadas na categoria de prestação de serviços – modalidade em que criadores contratam a coleta e industrialização de sêmen de seus próprios rebanhos.
ABPA diz que Brasil construiu liderança em proteína animal “com décadas de trabalho”, não por herança

O Brasil abriu na última terça-feira (4) a maior edição da história do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), em São Paulo. O evento reuniu mais de 400 empresas expositoras e visitantes de mais de 60 países e consolidou-se como o principal ponto de encontro das cadeias produtivas de aves, suínos e ovos no país.
Durante o discurso de abertura, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, atribuiu a liderança brasileira no setor a décadas de investimentos contínuos, e não a uma vantagem natural do país. “Isso mostra que a nossa liderança não foi herdada. Mas construída por gerações de produtores, cooperativas, empresas, pesquisadores e profissionais que fizeram da produção de alimentos uma missão para o Brasil e para o mundo”, afirmou.
Raça Santa Gertrudis fortalece sucessão familiar e mantém novas gerações no campo

A sucessão familiar é um dos temas mais sensíveis do agronegócio brasileiro. Dados do Censo Agropecuário do IBGE e consultorias do setor, revelam que, embora 90% das propriedades rurais sejam familiares, o gargalo da transição para as novas gerações ainda ameaça a continuidade de muitos negócios. No entanto, na raça Santa Gertrudis, o cenário é de renovação. O segredo dessa permanência não está apenas nos números, mas em características intrínsecas da raça: docilidade, habilidade materna e alta eficiência no cruzamento industrial.
Programa Touro Jovem parte do 1% superior para selecionar novos reprodutores

O Programa Touro Jovem da Conexão Delta G inicia a seleção entre machos com Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP) posicionados no 1% superior do Índice Final. Com cerca de 18 meses, os candidatos passam por filtros genéticos, morfológicos e reprodutivos antes de terem o sêmen distribuído entre os rebanhos participantes para avaliação dos descendentes.
Brasil faz primeira exportação de genética bovina para Botswana

O Brasil realizou neste mês a primeira exportação de bovinos da raça Girolando para Botswana, marcando a abertura de um novo mercado para a genética leiteira nacional no continente africano. Ao todo, 189 novilhas prenhes foram enviadas pela Fazenda Floresta, de Lins (SP), com destino à cidade de Lobatse, no sudeste do país africano.
Angus mira touros ‘melhoradores’ para elevar qualidade do meio-sangue

Uma iniciativa inédita da Associação Brasileira de Angus quer identificar, com base em genética e dados de carcaça, quais touros da raça têm maior potencial para produzir animais meio-sangue de melhor qualidade no cruzamento com vacas zebuínas, principalmente Nelore. A proposta é aumentar a previsibilidade da qualidade da carne e elevar o número de bovinos certificados no Programa Carne Angus.
Marmoreiro da carne é aposta de valor na transferência genética do boi

Uma das qualidades da carne premium é o marmoreio. A gordura entremeada dá sabor, maciez e agrega muito valor ao corte. É a carne além de commodity, que nas lojas especializadas custa muito mais e atende um mercado crescente que não conhece retração.