junho 30, 2026

Manejo e reposição de nutrientes são decisivos para evitar degradação de pastagens

A degradação de pastagens é um processo gradual, que pode ser evitado quando o produtor acompanha indicadores de produtividade, capacidade de suporte, cobertura vegetal e fertilidade do solo. O alerta é do pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Manuel Cláudio Motta Macedo, referência em manejo e recuperação de pastagens tropicais, em palestra durante o Dia de Campo da Expedição Baldan e Embrapa “Recuperação de pastagens degradadas – o futuro do agro passa por aqui”, promovido em Campo Grande (MS).

Tecnologia busca elevar a qualidade das pastagens

A busca por maior eficiência na pecuária passa, cada vez mais, pela qualidade das pastagens. Em sistemas de produção de leite e de corte, forrageiras bem manejadas e com rápida capacidade de recuperação representam um dos principais fatores para ampliar a oferta de alimento ao rebanho, reduzir custos e aumentar a rentabilidade das propriedades. Nesse cenário, cresce o interesse por tecnologias capazes de estimular o desenvolvimento das plantas e torná-las mais resistentes aos desafios climáticos.

Fazendas de leite a pasto bem manejadas superam sistemas intensivos em produtividade hídrica

Resultado de pesquisa da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos, mostrou que sistemas de produção de leite a pasto com bons índices de eficiência produtiva e bem manejados, apresentaram produtividade hídrica superior a modelos mais intensivos, como semi-confinamento e confinamento. A produtividade hídrica é a relação do produto (leite) pelos litros de água consumidos para produzi-lo, levando em consideração consumos diretos e indiretos.

O pasto para uso na seca deve ser reservado no final do verão

Chega a seca e com ela os problemas com o rebanho: o gado emagrece e baixa a produtividade. Para evitar prejuízos basta o produtor se organizar e, sem gastar muito, planejar o alimento para servir na época de estiagem. A prática de suplementar animais em pasto com alimentos concentrados é uma opção que tem dado bons resultados, mas tem um detalhe importante: não pode faltar pasto, caso contrário é jogar dinheiro fora porque os animais não vão responder em ganho de peso ou mesmo de manutenção. Para garantir a massa verde no período crítico o produtor deve fazer um manejo bem feito das pastagens.

Diferimento de pastagens: 5 passos para garantir pasto na seca

O diferimento de pastagens é uma das principais estratégias adotadas pelos pecuaristas para formar uma reserva de forragem e reduzir os impactos da escassez de alimento na época seca. No entanto, para que a técnica entregue bons resultados, não basta apenas vedar o pasto e aguardar sua utilização meses depois. A escolha da forrageira, o manejo adequado da área e a suplementação dos animais são fatores decisivos para o sucesso do sistema.

Tecnologia e sustentabilidade nos pastos do Brasil

A pecuária é um dos pilares do agronegócio brasileiro. No Brasil, a atividade cumpre importante função econômica, ambiental e social, além de exercer papel relevante no cenário mundial.

São cerca de 160 milhões de hectares de pastagens, que ocupam quase metade dos estabelecimentos rurais do País e alimentam mais de 200 milhões de animais, entre bois, ovelhas, cabras, cavalos e búfalos.

Kit Forrageira fortalece a produção de leite e carne com incentivo à melhoria das pastagens em Santa Catarina

Os produtores rurais de Santa Catarina contam com uma importante ferramenta para aumentar a produtividade e reduzir os custos da atividade pecuária. Trata-se do Kit Forrageira, uma das ações do Programa Terra Boa, desenvolvida pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, com foco no fortalecimento dos sistemas de produção de leite e carne baseados em pastagens.

Ameaça na pastagem: como identificar e combater a macambira antes que seja tarde

A degradação de pastagens no Brasil ganhou um novo e complexo capítulo com o avanço de plantas invasoras altamente tolerantes a estresses hídricos extremos. Entre as espécies que mais preocupam pecuaristas e consultores de campo está a Encholirium spectabile, uma bromélia nativa conhecida popularmente como macambira, cujas folhas rígidas e serrilhadas reduzem drasticamente a área útil de pastejo.