agosto 16, 2026

Forragem hidropônica é opção na pecuária

O temido El Niño está de volta. E, com ele, aumenta a preocupação dos produtores rurais do Rio Grande do Sul com a alimentação do gado. No estado mais ao sul do Brasil, o fenômeno climático extremo está associado a um maior volume de chuvas e temperaturas elevadas, que afetam a pecuária por meio da redução do volume e da qualidade das pastagens.

A forragem verde hidropônica (FVH) vem ganhando destaque no cenário da pecuária brasileira e atua como um complemento nutricional de alto valor na pecuária. Embora não substitua totalmente o pasto ou a ração concentrada, é uma excelente solução estratégica para garantir alimento fresco, rico em proteínas e de alta digestibilidade durante o ano todo para equinos, bovinos de corte e de leite, ovinos, caprinos e suínos.

RS tem serviço de alerta climático para a pecuária

Os produtores rurais do Rio Grande do Sul enfrentaram, nos últimos anos, uma sucessão de eventos climáticos extremos – enchentes, estiagens prolongadas e ondas de frio congelante – e muitas vezes foram surpreendidos pela intensidade desses fenômenos, que causaram perdas significativas. Os prejuízos para os criadores superaram R$ 280 milhões apenas nos picos das enchentes históricas de abril e maio de 2024. Considerando o somatório de anos de secas severas sucessivas, as perdas estimadas para o setor agropecuário como um todo ultrapassaram a marca de R$ 100 bilhões na economia estadual.

China recupera mais de 180 milhões de hectares de pastagens e amplia conservação ambiental

A China recuperou mais de 180 milhões de hectares de pastagens, elevando para mais de 70% a proporção de áreas classificadas como saudáveis ou em condição subsaudável. Os dados foram apresentados durante o evento temático chinês do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, realizado nesta segunda-feira (13), em Hohhot, na Região Autônoma da Mongólia Interior.

Os impactos do El Niño na pecuária gaúcha

A pecuária bovina no Rio Grande do Sul está, assim como a agricultura, em regime de atenção máxima em 2026. A previsão de um fenômeno El Niño de forte a extrema intensidade faz da prevenção uma medida urgente para minimizar prejuízos no caso de um cenário pessimista para as próximas estações.

El Niño ameaça a pecuária em 2026 e exige prevenção no manejo do gado no Rio Grande do Sul

A pecuária bovina no Rio Grande do Sul entra em 2026 em estado de atenção diante da previsão de um El Niño de forte intensidade. Assim como ocorre na agricultura, o fenômeno climático deve provocar mudanças significativas no regime de chuvas e na variação de temperaturas, exigindo maior preparo dos produtores para evitar perdas produtivas e econômicas.

Segundo a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Soraya Tanure, os impactos vão além dos eventos extremos mais evidentes, como enchentes. O efeito sobre o solo e o manejo animal pode comprometer diretamente a produtividade das propriedades.

Silagem fortalece nutrição do gado nos períodos de estiagem

A chegada do inverno e a ausência de chuvas trazem também o período de estiagem, quando o pasto seca e os animais têm maior dificuldade para se alimentar. É neste momento que a silagem favorece o ganho de peso e a produção de leite.

Em Pederneiras (SP), o pecuarista Paulo Vitor Garcia utiliza a selagem de milho embolsa, armazenando o grão embaixo de lonas com capacidade de até 100 toneladas.

Capim-açu e moringa são alternativas para alimentar rebanho durante estiagem em RR

Com a previsão de queda no volume de chuvas e a aproximação da estiagem em Roraima, os produtores rurais precisam iniciar o planejamento para manter a produção. O manejo nutricional dos rebanhos exige cuidados diante da falta de água. O assunto foi destaque no Amazônia Agro deste domingo (5).

O zootecnista Jalison Lopes, responsável pelo setor de bovinocultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Roraima (UFRR), explica as alternativas para a produção de silagem e a estocagem de alimentos para o período.

Uma das opções é o capim-açu. A forrageira é fonte de proteína para os animais e chega a oferecer até 15% do nutriente com as técnicas de manejo.

Suplementação intensiva na pecuária acelera terminação do rebanho e melhora eficiência das pastagens na seca

Com a aproximação do período seco e a queda na qualidade das pastagens em grande parte do país, a suplementação intensiva na fase final de engorda ganha destaque como ferramenta estratégica na pecuária de corte. O manejo permite acelerar o ganho de peso dos animais, reduzir a dependência do pasto e melhorar a eficiência produtiva dos sistemas a pasto.

A prática, conhecida como Terminação Intensiva a Pasto (TIP), vem sendo adotada como alternativa para equilibrar desempenho animal e preservação das áreas de pastagem, especialmente em momentos de restrição de forragem.