Custo de produção da pecuária de corte segue tendência de alta em MT

A mudan√ßa clim√°tica proporciona aos criadores a oportunidade de melhorar a qualidade das pastagens para a alimenta√ß√£o dos bovinos O custo de produ√ß√£o da pecu√°ria de corte em 2022 em Mato Grosso seguiu com tend√™ncia de alta. Os valores m√©dios do Custo de Produ√ß√£o Total (COT) da cria, recria e engorda, e da pecu√°ria de ciclo completo foram de R$ 179,70, R$ 279,22 e R$ 151,83 por arroba, respectivamente, no 4¬ļ trimestre.  √Č o que aponta levantamento realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecu√°ria (Imea). Essa observa√ß√£o segue desde 2018.  Diante deste cen√°rio, conforme o setor produtivo, o atual per√≠odo de chuvas se torna favor√°vel para a atividade. A mudan√ßa clim√°tica proporciona aos criadores a oportunidade de melhorar a qualidade das pastagens para a alimenta√ß√£o dos bovinos. Import√Ęncia na recupera√ß√£o da pastagem  De acordo com o m√©dico veterin√°rio e gerente de rela√ß√Ķes institucionais da Associa√ß√£o dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nilton Mesquita, a recupera√ß√£o da pastagem √© a principal alternativa para reduzir o custo de produ√ß√£o, t√£o necess√°rio no momento atual.   A√ß√Ķes como¬†aduba√ß√£o e uso de herbicidas para limpeza¬†de √°reas de pastagens s√£o alguns exemplos do que pode ser realizado para que o pecuarista tenha um¬†melhor rendimento da sua √°rea.¬† Com isso, os animais passam a ter um melhor aproveitamento dos nutrientes e maior ganho de peso. Al√©m disso, a alimenta√ß√£o a pasto tem menor custo e continua sendo a maneira mais barata e a mais utilizada para alimentar o rebanho. ‚ÄúEsse per√≠odo de chuvas √© a chance perfeita para os pecuaristas se envolverem em pr√°ticas de manuten√ß√£o dos pastos, visando a aumentar sua produtividade. Para essas atividades que buscam melhorar a qualidade do pasto √© fundamental o planejamento, uma vez que o custo tem um fator preponderante. A realiza√ß√£o desses trabalhos agora, durante a √©poca de chuvas, ajudar√° a preparar o terreno para as pr√≥ximas esta√ß√Ķes, aumentando a probabilidade de obter bons resultados no futuro. Portanto, essa √© uma oportunidade que n√£o pode ser desperdi√ßada pelos pecuaristas‚ÄĚ, afirmou o gerente da Acrimat. Fonte: Canal Rural Curadoria: Boi a Pasto

Produtores usam ‚Äúbrinquedos‚ÄĚ para acalmar os su√≠nos nas granjas

Pr√°tica ajuda a evitar o estresse e os comportamentos a ele associados como o de ranger os dentes e a agressividade. Pesquisadores, ind√ļstrias, produtores e organiza√ß√Ķes n√£o governamentais t√™m investido na introdu√ß√£o de ‚Äúbrinquedos‚ÄĚ nas instala√ß√Ķes em que os su√≠nos s√£o criados para reduzir os efeitos do confinamento intensivo. ‚ÄúBrinquedo √© como s√£o chamados elementos colocados nas baias com a inten√ß√£o de permitir que esses animais expressem comportamentos naturais, iguais aos que eles teriam se estivessem soltos na natureza‚ÄĚ, explica o pesquisador Osmar Dalla Costa, da Embrapa Su√≠nos e Aves. A produ√ß√£o global de carne su√≠na aumentou quatro vezes nos √ļltimos 50 anos e deve se manter em alta at√© 2050 devido ao crescimento da popula√ß√£o mundial e do consumo per capita em algumas regi√Ķes do planeta, como a √Āsia. No entanto, esse aumento produtivo depende da supera√ß√£o de alguns desafios. Um deles √© a necessidade de aperfei√ßoamento das boas pr√°ticas de produ√ß√£o voltadas ao bem-estar animal. Propiciar as melhores condi√ß√Ķes de vida poss√≠veis aos su√≠nos √© uma exig√™ncia cada vez mais comum entre consumidores de todo o mundo. Al√©m disso, significa reduzir perdas econ√īmicas. Animais estressados, em geral, diminuem sua capacidade de transformar ra√ß√£o em carne e oferecem uma mat√©ria-prima de pior qualidade. Investir em elementos de enriquecimento ambiental nas instala√ß√Ķes em que s√£o criados os su√≠nos √© uma esp√©cie de segunda onda do bem-estar animal na suinocultura brasileira. A primeira onda teve in√≠cio em meados dos anos 2000 e focou na melhoria das condi√ß√Ķes b√°sicas disponibilizadas aos animais do nascimento ao abate ‚Äď espa√ßo adequado, temperatura, qualidade do ar, limpeza, transporte e tratamento humanit√°rios. Qualquer modifica√ß√£o que aumente o conforto do ambiente (como a diminui√ß√£o no n√ļmero de animais por baia ou a instala√ß√£o de ventiladores) pode ser vista como uma a√ß√£o de enriquecimento ambiental. Entretanto, na maior parte das vezes, o termo se refere ao acr√©scimo de objetos pendurados em algum ponto das instala√ß√Ķes (como uma corrente colocada na divis√≥ria de uma baia) ou soltos no ambiente (como um peda√ßo de madeira livre no ch√£o) que permitam ou estimulem os su√≠nos a desenvolver comportamentos naturais, como fu√ßar, brincar e desenvolver la√ßos de grupo. De acordo com o gerente executivo de Sustentabilidade Agropecu√°ria na Seara Alimentos, Vamir√© Luiz Sens J√ļnior, os ‚Äúbrinquedos‚ÄĚ visam principalmente quebrar a monotonia, que podem provocar comportamentos anormais por parte dos su√≠nos. Por exemplo, quando os animais experienciam estados de estresse e frustra√ß√£o, exibem com frequ√™ncia atitudes sem fun√ß√£o aparente, como mastigar com a boca vazia, ranger os dentes, morder barras de ferro ou lamber o ch√£o. Os su√≠nos que vivem em ambientes enfadonhos tamb√©m demonstram mais propens√£o a intera√ß√Ķes sociais negativas. ‚ÄúEsse tipo de comportamento traduz-se, na pr√°tica, em epis√≥dios de agressividade dentro das baias. √Č da√≠ que v√™m problemas como a caudofagia, que ocorre quando um ou mais animais na baia sofrem mordeduras e consequentes les√Ķes na cauda‚ÄĚ, explica Dalla Costa. Regulamenta√ß√£o das boas pr√°ticasA introdu√ß√£o de ‚Äúbrinquedos‚ÄĚ para os su√≠nos tamb√©m √© respaldada por uma regulamenta√ß√£o recente. A instru√ß√£o normativa n√ļmero 13 (IN 13), publicada pelo Minist√©rio da Agricultura em dezembro de 2020, estabeleceu as boas pr√°ticas de manejo e bem-estar animal nas granjas de su√≠nos de cria√ß√£o comercial. A norma prev√™ no seu cap√≠tulo sexto que ‚Äúos su√≠nos devem ter acesso a um ambiente enriquecido, para estimular as atividades de investiga√ß√£o e manipula√ß√£o e reduzir o comportamento anormal e agressivo‚ÄĚ. O mesmo cap√≠tulo recomenda que devem ser disponibilizados materiais para manipula√ß√£o, como palha, feno, cordas, correntes, madeira, maravalha, borracha e pl√°stico. Tamb√©m s√£o citados como itens de enriquecimento ambiental na IN 13 a oferta de est√≠mulos sonoros, visuais e olfativos que aumentem o bem-estar dos su√≠nos. Pr√°ticas europeias adaptadas ao Brasil √Č comum ouvir que os su√≠nos s√£o animais bem mais inteligentes do que parecem. Na verdade, os su√≠nos s√£o a quarta esp√©cie mais inteligente do planeta (ficam atr√°s apenas dos humanos, chimpanz√©s e golfinhos). Al√©m disso, eles s√£o soci√°veis, sens√≠veis e gostam de estar sempre em movimento ou brincando quando acordados. Essas caracter√≠sticas ajudam a entender porque esses animais t√™m problemas para viver dentro de ambientes enfadonhos e porque respondem bem a elementos que despertam a sua natural curiosidade. ‚Äú√Č por isso que vale a pena estudar e investir no enriquecimento ambiental adaptado √†s condi√ß√Ķes brasileiras, especialmente no que diz respeito a encontrar os brinquedos mais eficazes para evitar a manifesta√ß√£o de comportamentos indesejados por parte dos animais‚ÄĚ, enfatiza Dalla Costa.As refer√™ncias sobre a introdu√ß√£o de ‚Äúbrinquedos‚ÄĚ para enriquecimento ambiental na suinocultura brasileira v√™m, principalmente, de duas fontes. A primeira s√£o os conceitos desenvolvidos e aplicados pela Comunidade Europeia, que acabam formando um entendimento mais ou menos homog√™neo em todo o mundo sobre como devem ser as a√ß√Ķes de enriquecimento ambiental. Essa fonte mais te√≥rica recomenda que elementos de enriquecimento ambiental devem ser seguros (sem representar risco √† sa√ļde dos animais), investig√°veis (pass√≠veis de serem escavados com o focinho), manipul√°veis (devem mudar de lugar, aspecto e estrutura), mastig√°veis (podem ser mordidos) e comest√≠veis (de prefer√™ncia, que possam ser comidos ou cheirados, com odor e sabor agrad√°veis).Ainda segundo os conceitos da Comunidade Europeia, o ‚Äúbrinquedo‚ÄĚ deve manter um interesse que se renova, ficar o mais pr√≥ximo poss√≠vel do piso, ser fornecido em quantidade que permita f√°cil acesso a todos os animais e ser apresentado limpo (su√≠nos perdem logo o interesse em materiais sujos com fezes, por exemplo). Os europeus sugerem tamb√©m categorias relacionadas √†s caracter√≠sticas listadas acima. Elementos ‚Äú√≥timos‚ÄĚ atendem a todos os requisitos. Ou seja, s√£o seguros, manipul√°veis, comest√≠veis e mant√™m o interesse ao longo do tempo. Elementos ‚Äúsub√≥timos‚ÄĚ contemplam a maioria das caracter√≠sticas desej√°veis. Por fim, os elementos de ‚Äúinteresse marginal‚ÄĚ distraem os su√≠nos, s√≥ que n√£o satisfazem muitos dos requisitos essenciais.A segunda fonte que orienta a introdu√ß√£o de brinquedos s√£o estudos feitos por pesquisadores brasileiros (da Embrapa Su√≠nos e Aves, universidades, empresas privadas, consultorias) e experimentos pr√°ticos aplicados por agroind√ļstrias e produtores. Essa segunda fonte se complementa com a primeira e concede √† suinocultura brasileira condi√ß√Ķes de adaptar, ao contexto local, o que o mundo entende por enriquecimento

Aplicativos ajudam piscicultores e agricultores familiares a encontrarem novos clientes

O primeiro, j√° dispon√≠vel para o sistema Android, se chama Vendo Meu Peixe, e √© direcionado a piscicultores. O segundo √© o Rede Campo – Sabor do Campo a um Clique, que pretende aproximar consumidor e produtor rural para estimular a comercializa√ß√£o de produtos da agricultura familiar. O IDR-Paran√° (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran√° ‚Äď Iapar-Emater), em parceria com a Universidade Tecnol√≥gica Federal do Paran√° (UTFPR) de Santa Helena, lan√ßou nesta quinta-feira (09), no Show Rural, em Cascavel, dois aplicativos que auxiliam a comercializa√ß√£o de produtos rurais paranaenses. O primeiro, j√° dispon√≠vel para o sistema Android, se chama Vendo Meu Peixe, e √© direcionado a piscicultores. O segundo √© o Rede Campo – Sabor do Campo a um Clique, que pretende aproximar consumidor e produtor rural para estimular a comercializa√ß√£o de produtos da agricultura familiar. O Vendo Meu Peixe √© fruto da observa√ß√£o de extensionistas do IDR-Paran√°. Eles perceberam que os piscicultores do Oeste do Paran√° t√™m apresentado dificuldades para encontrar canais de venda da produ√ß√£o. Para resolver esse problema, o aplicativo vai apresentar um mural de ofertas. Assim, resolve tamb√©m um problema dos compradores, que poder√£o localizar lotes por tamanho dos peixes e localiza√ß√£o, e ent√£o negociar a compra. A ferramenta j√° est√° dispon√≠vel para download na Google Play Store (dispositivos Android), e tamb√©m pode ser acessada pelo Instagram do IDR-Paran√° (@idrparana). Em breve ser√° tamb√©m disponibilizado para IOS. O aplicativo √© dirigido a piscicultores, abatedouros de peixe e empresas de piscicultura de todo o Estado. O Sabor do Campo a um Clique, destinado a viabilizar a comercializa√ß√£o de alimentos da agricultura familiar, nasceu pela dificuldade identificada pelo grupo Rede Campo durante a pandemia para encontrar produtores familiares. O objetivo √© ter um espa√ßo para que agricultores possam comercializar seus produtos em todo o Estado, bem como garantir para a popula√ß√£o o acesso a alimentos saud√°veis e de qualidade. Atualmente a ferramenta se encontra em testes no munic√≠pio de Santa Helena, e na sequ√™ncia ser√° implementada em Londrina e Toledo, e ent√£o por todo o Estado. Depois de feitos os devidos ajustes, o aplicativo ficar√° dispon√≠vel nas plataformas de aplicativos para agricultores familiares, agroind√ļstrias rurais, cooperativas do Paran√° e consumidores. Ambas as ferramentas est√£o devidamente registradas, atendendo √†s exig√™ncias da legisla√ß√£o e seu uso √© gratuito. O desenvolvimento dos aplicativos foi liderado pela professora Alessandra Matte, da UTFPR, em parceria com o IDR-Paran√°. A cria√ß√£o foi viabilizada pela Rede Campo (Rede de Pesquisa, Inova√ß√£o e Extens√£o em Desenvolvimento Rural), um grupo de pesquisadores, extensionistas e desenvolvedores vinculados √† UTFPR, ao IDR-Paran√° e outras institui√ß√Ķes de ensino e pesquisa do Brasil O projeto contou, tamb√©m, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient√≠fico e Tecnol√≥gico (CNPq) e da prefeitura de Santa Helena. Fonte: Ag√™ncia Estadual de Not√≠cias do Paran√° Curadoria: Boi a Pasto

Sistema silvipastoril auxilia pastagens e animais neste período de estiagem

Equipe do Comit√™ Gestor do Plano ABC+ da Seapi visitou propriedades e constatou as vantagens do sistema ‚ÄúEstou salvando meu gado nesta seca‚ÄĚ, comemora o produtor rural Laurindo Beling, de Agudo, se referindo √† utiliza√ß√£o do sistema silvipastoril, que propicia a integra√ß√£o lavoura-pecu√°ria-floresta. Na propriedade de 59 hectares onde cria angus e planta soja, ele tem duas √°reas de plantio de eucaliptos que totalizam 15 hectares. Segundo ele, as √°rvores protegem tanto do calor quanto do frio, com faixas de sombreamento. J√° a produtora Sandra Gomes Brum, de Tupanciret√£, destaca que nas duas √°reas que t√™m com este sistema, totalizando cinco hectares, buscou a recupera√ß√£o do solo e sombra para os animais. ‚ÄúN√≥s presenciamos nestes dias muito quentes os animais na sombra e isto √© uma prote√ß√£o. E no inverno tamb√©m, as ac√°cias protegem o gado dos ventos frios e da geada‚ÄĚ, declara. Al√©m dos animais, o pasto tamb√©m fica protegido tanto do sol quanto da geada, afirma. Sandra optou pelo plantio da ac√°cia negra, porque auxilia no aumento da mat√©ria org√Ęnica do solo e tem crescimento r√°pido. O produtor de Barra do Ribeiro, Pedro Feij√≥, implantou o sistema silvipastoril h√° dois anos em uma √°rea de sete hectares. ‚ÄúEsse sistema eu acredito que n√£o tenha mais volta com esta integra√ß√£o, porque o animal fica comendo na sombra, num lugar que traz benef√≠cios pra ele‚ÄĚ, afirma. A ideia do produtor √© ampliar em mais um hectare com plantio de eucaliptos. ‚Äú√Č uma grande oportunidade para o produtor minimizar os efeitos da estiagem, porque se cria um microclima na parte do sub-bosque, que reduz em m√©dia oito graus a temperatura, trazendo o bem-estar para os animais e al√≠vio para a pastagem. Al√©m disso, √© um sistema com enorme potencial de sequestro de carbono devido √† presen√ßa de √°rvores‚ÄĚ, diz o engenheiro florestal Jackson Brilhante, coordenador do Comit√™ Gestor Estadual do Plano ABC+ da Secretaria da Agricultura, Pecu√°ria, Produ√ß√£o Sustent√°vel e Irriga√ß√£o (Seapi). O plano tem como objetivo promover a adapta√ß√£o √† mudan√ßa do clima e o controle das emiss√Ķes de Gases de Efeito Estufa (GEE) na agropecu√°ria brasileira, com aumento da efici√™ncia e resili√™ncia dos sistemas produtivos. A coordena√ß√£o do Comit√™ Gestor Estadual do Plano de Agricultura de Baixa Emiss√£o de Carbono (Plano ABC+), juntamente com a Emater e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), esteve visitando, no final de janeiro, produtores de tr√™s munic√≠pios da regi√£o central do estado que utilizam o sistema silvipastoril. O objetivo da visita foi avaliar e discutir com os produtores rurais o desempenho deste sistema neste per√≠odo de seca. O professor do curso de Engenharia Florestal da UFSM, Jorge Farias, constata que ‚Äúo que estamos observando √© a perfeita harmonia de crescimento de √°rvores e de pastos, com ganhos para ambos. Crescimento muito acima da m√©dia das √°rvores, crescimento de qualidade da pastagem e agora neste ano em que estamos passando pelo terceiro ano de estiagem no Rio Grande do Sul, o produtor tem relatado que onde o pasto est√° menos degradado, menos sofrido, √© no sistema silvipastoril‚ÄĚ. Para Farias, v√°rios conceitos est√£o sendo revistos com a ado√ß√£o deste sistema. ‚ÄúO que n√≥s estamos vendo, na pr√°tica, √© que a floresta n√£o prejudica a pastagem, que a floresta maximiza o uso do solo sem preju√≠zo da pastagem, que o sistema garante um melhor fluxo de renda, que √© poss√≠vel a manuten√ß√£o da pecu√°ria mesmo durante a estiagem e que as florestas representam carbono‚ÄĚ. O trabalho √© desenvolvido pela UFSM em parceria com a Embrapa e a Emater. A regional de Santa Maria da Emater atende hoje 40 propriedades com este sistema silvipastoril. O primeiro munic√≠pio a implantar este sistema foi Nova Esperan√ßa, em 2005. ‚ÄúProdutores rurais, t√©cnicos e pesquisadores v√™m observando a persist√™ncia da pastagem verde e crescendo, mesmo com muitos dias de falta de chuvas, resultando reserva de forragem em p√© para os animais se alimentarem satisfatoriamente e persistirem na produ√ß√£o de leite e engorda, mesmo em momentos de crise como a que vivemos desde novembro de 2022‚ÄĚ, destaca o engenheiro florestal da Emater, Gilmar Deponti. Al√©m da Emater Santa Maria, outras 12 regionais v√™m desenvolvendo trabalhos de incentivo √† implanta√ß√£o do sistema silvipastoril. ‚ÄúOs produtores que visitamos est√£o muito satisfeitos, pois o sistema al√©m de minimizar os impactos da estiagem na produ√ß√£o de leite e de carne, tamb√©m contribui para a redu√ß√£o das emiss√Ķes de gases de efeito estufa no setor agropecu√°rio ga√ļcho‚ÄĚ, destaca Jackson. Segundo ele, o estado deve incentivar a ado√ß√£o desse sistema de produ√ß√£o como uma estrat√©gia de m√©dio e longo prazo para minimizar o impacto da estiagem na produ√ß√£o pecu√°ria ga√ļcha. Fonte: Agricultura RS Gov Curadoria: Boi a Pasto

Agricultores plantam √°rvores para cultivar pimenteira-do-reino

Novo sistema usa a √°rvore leguminosa gliric√≠dia para substituir estacas de madeira como suporte para o crescimento da pimenteira-do-reino.¬†¬† Nativa da Am√©rica Central, a √°rvore leguminosa gliric√≠dia (Gliricidia sepium L.) apresenta r√°pido crescimento e tem se mostrado um √≥timo suporte (tutor vivo) da pimenteira-do-reino em um sistema sustent√°vel desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Amaz√īnia Oriental (PA). O uso da gliric√≠dia como tutor vivo da pimenteira-do-reino em substitui√ß√£o √†s estacas de madeira evita o corte de √°rvores da floresta, melhora a produtividade do pimental e diminui os custos ao produtor. A pr√°tica, que reduz drasticamente o impacto ambiental da atividade, ganha cada vez mais adeptos no estado do Par√°, segundo maior produtor de pimenta-do-reino do Pa√≠s. Os especialistas registraram a redu√ß√£o em 28% dos custos ao produtor com o novo sistema, quando comparado ao tradicional com estacas de madeira. ‚ÄúAl√©m disso, o manejo dessa planta proporciona o aumento do teor de mat√©ria org√Ęnica no solo e a diversifica√ß√£o de microrganismos, a fixa√ß√£o de nitrog√™nio do ar e consequente redu√ß√£o do uso de fertilizantes nitrogenados e o favorecimento de um microclima nos pimentais‚ÄĚ, ressalta o analista da Embrapa¬†Jo√£o Paulo Both. Esse conjunto de vantagens faz com que o pimental no tutor vivo da gliric√≠dia tenha mais longevidade e tempo de produ√ß√£o em rela√ß√£o ao sistema tradicional. Foco na sustentabilidade No sistema tradicional de cultivo da pimenteira-do-reino o tutor √© obtido do tronco de √°rvores. ‚ÄúPara a implanta√ß√£o de um hectare de pimenta-do-reino √© necess√°rio o corte de 25 a 30 √°rvores para a produ√ß√£o de tutores para a pimenta‚ÄĚ, conta o pesquisador da Embrapa Oriel Lemos. O impacto ambiental da atividade, a escassez e o pre√ßo elevado da madeira foram importantes motiva√ß√Ķes para a pesquisa buscar uma alternativa, segundo o cientista. As pesquisas com o tutor vivo tiveram in√≠cio na d√©cada de 1990 no estado do Par√° com a parceria da Ag√™ncia de Coopera√ß√£o Internacional do Jap√£o (Jica). ‚ÄúTodo o sistema de produ√ß√£o de pimenta naquele momento era em tutor morto obtido a partir de madeiras nobres extra√≠das da floresta amaz√īnica. Essa era a nossa grande preocupa√ß√£o‚ÄĚ, relembra Lemos. Ele conta que foram testadas v√°rias esp√©cies e a gliric√≠dia se destacou pelo seu crescimento r√°pido e menor competi√ß√£o com a pimenteira-do-reino. Desde ent√£o, os cientistas v√™m aprimorando o sistema de produ√ß√£o da pimenteira-do-reino com foco na sustentabilidade ambiental e econ√īmica da atividade. Redu√ß√£o de custos ao produtor A aquisi√ß√£o das estacas de madeira, o chamado tutor morto, √© o item que mais pesa no bolso do agricultor. ‚ÄúA estaca de madeira aqui na regi√£o chega a custar de 25 a 30 reais, enquanto que a estaca de gliric√≠dia n√£o passa de 5 reais‚ÄĚ, conta o pipericultor (produtor de pimenta) Osvaldo Donizete, do munic√≠pio de Capit√£o Po√ßo, na regi√£o nordeste do estado do Par√°. √Č nesse munic√≠pio que est√° o maior n√ļmero de pimentais no tutor vivo de todo o estado. O estudo de impacto econ√īmico da tecnologia, realizado em 2022, calculou os custos de implanta√ß√£o e manuten√ß√£o por tr√™s anos do sistema tradicional e do sustent√°vel. Um hectare de pimenta com o tutor morto (sistema tradicional) custa ao produtor, em m√©dia, 58.251 reais. J√° com a tecnologia do tutor vivo (sistema sustent√°vel) esse mesmo hectare custa 41.715 reais. Isso representa uma redu√ß√£o de 16.535 reais, o que equivale a 28% de economia ao produtor em cada hectare de pimenta. ‚ÄúO impacto econ√īmico se d√°, de imediato, na redu√ß√£o de custo ao produtor, e considera todos os componentes, como m√£o de obra empregada, preparo de √°rea, insumos (estacas, adubos), mudas de pimenteira-do-reino, manejo do plantio e outros‚ÄĚ, explica o economista da Embrapa Aldecy Moraes. ‚ÄúPara o produtor, a quest√£o econ√īmica √© importante, especialmente porque a pimenta-do-reino √© produzida, majoritariamente, pela agricultura familiar no estado do Par√°‚ÄĚ, acrescenta o economista. Amplia√ß√£o das √°reas com o tutor vivo A avalia√ß√£o de impacto mostrou ainda que, em 2022, houve um aumento de 83% na √°rea plantada com tutor vivo nos pimentais do Par√°, em rela√ß√£o a 2021. O trabalho estima que o estado tenha em torno de 300 hectares de pimenta na gliric√≠dia e o munic√≠pio paraense de Capit√£o Po√ßo √© o que mais se destaca nessa amplia√ß√£o. Exemplo disso √© a amplia√ß√£o do pimental do Osvaldo Donizete, conhecido na regi√£o como ‚ÄúTica Caneta‚ÄĚ. Ele come√ßou a plantar pimenta-do-reino com o pai na d√©cada de 1970 e, atualmente, cultiva cerca de 50 mil p√©s de pimenta no tutor vivo de gliric√≠dia. O primeiro contato com a tecnologia foi em 2011 por meio da Embrapa. Desde ent√£o, o agricultor apostou no sistema sustent√°vel e, anualmente, vem substituindo as estacas de madeira pelo tutor vivo. ‚ÄúHoje a maior parte da minha produ√ß√£o j√° √© no tutor vivo. S√≥ no ano passado plantei 20 mil p√©s de pimenta na gliric√≠dia. Al√©m do pre√ßo, que √© o primeiro ponto positivo, tem muita diferen√ßa na planta, ela fica mais vigorosa e produz muito bem. Na estaca morta, o pimental com quatro, cinco anos j√° est√° morrendo. No tutor vivo, o pimental de oito anos est√° bem formado e produzindo bastante‚ÄĚ, conta o agricultor. ‚ÄúOs agricultores da regi√£o acreditam nessa tecnologia e estimamos que haja em torno de 300 mil p√©s de pimenta na gliric√≠dia no munic√≠pio de Capit√£o Po√ßo‚ÄĚ, conta o agr√īnomo Augusto Rodrigues dos Santos, extensionista da Empresa de Assist√™ncia T√©cnica e Extens√£o Rural do Par√° (Emater-Par√°). O extensionista acredita que a escassez de madeira, o pre√ßo para a aquisi√ß√£o das estacas e a quest√£o ambiental s√£o os fatores que levam os agricultores a optarem pelo tutor vivo. ‚ÄúQuem usa essa tecnologia n√£o est√° derrubando e sim plantando √°rvores‚ÄĚ, diz.¬† Outra vantagem ressaltada pelo t√©cnico √© a possibilidade de multiplica√ß√£o das estacas de gliric√≠dia pelo pr√≥prio agricultor. ‚ÄúEle pode fazer um campo de multiplica√ß√£o de gliric√≠dia para ampliar seu pimental e tamb√©m para vender a outros produtores‚ÄĚ, conclui. Plantas vigorosas e produtivas Os especialistas afirmam que ainda pouco se sabe sobre o comportamento da pimenteira-do-reino em tutor vivo de gliric√≠dia. Por√©m, um dos mais recentes trabalhos cient√≠ficos sobre o tema, realizado no estado do

Ciência adota nanotecnologia contra mal-do-caroço, uma das principais doenças de caprinos e ovinos

A doen√ßa acomete caprinos e ovinos em todas as regi√Ķes brasileiras, causando preju√≠zos financeiros aos produtores. A Embrapa e a Universidade Federal de Lavras (Ufla) est√£o utilizando t√©cnicas de nanotecnologia para controlar a linfadenite caseosa, doen√ßa tamb√©m conhecida como ‚Äúmal do caro√ßo‚ÄĚ, que atinge caprinos e ovinos em todas as regi√Ķes do Pa√≠s. O novo tratamento consiste no uso racional de antibi√≥ticos aplicados diretamente na √°rea afetada por meio de nanopart√≠culas e nanofibras. Os principais benef√≠cios do novo procedimento s√£o a biosseguran√ßa e a diminui√ß√£o do res√≠duo de antibi√≥tico no leite e na carne oriundos desses animais. O tratamento dispon√≠vel atualmente envolve um manejo trabalhoso e gera custos com m√£o de obra e medicamentos, tornando-se pouco vi√°vel para rebanhos numerosos, al√©m de apresentar riscos de contamina√ß√£o para o manejador e o meio ambiente.  A linfadenite caseosa ou ‚Äúmal do caro√ßo‚ÄĚ √© uma doen√ßa bacteriana infectocontagiosa que promove a forma√ß√£o de abscessos em linfonodos superficiais (g√Ęnglios linf√°ticos) ou em linfonodos e √≥rg√£os internos do animal. A enfermidade est√° presente em 94,2% dos rebanhos de ovinos e em 88,5% dos rebanhos de caprinos na Regi√£o Nordeste, onde se localiza a maior produ√ß√£o desses animais.¬† O tratamento convencional do abscesso maduro consiste na drenagem cir√ļrgica do conte√ļdo purulento do caro√ßo, seguida da cauteriza√ß√£o qu√≠mica da ferida com tintura de iodo a 10% por, pelo menos, dez dias (foto √† esquerda). Caso o procedimento seja feito de forma incompleta, o abscesso pode voltar a aparecer na mesma regi√£o ap√≥s alguns meses. O custo desse tratamento para o produtor √© de aproximadamente 86 reais por animal.  As op√ß√Ķes dispon√≠veis, al√©m de terem alto custo para o produtor, s√£o trabalhosas e n√£o possuem 100% de efici√™ncia na elimina√ß√£o do agente infeccioso no abscesso. O tratamento com iodo ainda apresenta risco de contamina√ß√£o tanto para o manejador quanto para o meio ambiente, uma vez que requer a abertura do caro√ßo e a drenagem do conte√ļdo, que possui alta carga bacteriana. Como a linfadenite caseosa √© uma zoonose, pode ser transmitida para o ser humano.  O tratamento que est√° sendo desenvolvido pela Embrapa e Ufla avalia o uso racional de antibi√≥tico priorizado pela Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS), a cloxacilina, maximizando a biosseguran√ßa e reduzindo o risco ambiental. O objetivo da equipe de pesquisa √© chegar a um protocolo que seja pouco laborioso, tenha um custo mais acess√≠vel, alta efici√™ncia e elevada biosseguridade.  De acordo com a pesquisadora da¬†Embrapa Caprinos e Ovinos¬†Patr√≠cia Yoshida, que lidera o projeto, o resultado esperado √© a cura do abscesso precoce, sem a necessidade de abertura e exposi√ß√£o ao material purulento, o que seria um procedimento mais seguro. ‚ÄúO novo tratamento consiste em administrar altas concentra√ß√Ķes de antimicrobiano diretamente no abscesso, mesmo com baixas concentra√ß√Ķes nos demais tecidos e sangue. Dessa forma, espera-se menor res√≠duo de antibi√≥tico no leite e carne desses animais‚ÄĚ, explica.¬† Nanotecnologia potencializa aplica√ß√Ķes do antibi√≥ticoOs pesquisadores utilizam a nanotecnologia para desenvolver duas novas op√ß√Ķes de procedimento. Para o abscesso fechado, ainda no in√≠cio da doen√ßa, est√° sendo testado o uso de nanopart√≠culas (foto √† esquerda), que t√™m a capacidade de direcionar o antibi√≥tico para o interior das c√©lulas infectadas pela bact√©ria causadora da linfadenite caseosa, para obter uma concentra√ß√£o maior do medicamento no local, o que pode favorecer o combate ao pat√≥geno. ‚ÄúA bact√©ria se ‚Äėesconde‚Äô no interior das c√©lulas de defesa do caprino, local onde muitas vezes o antibi√≥tico n√£o consegue atingir concentra√ß√Ķes suficientes para elimin√°-la. Por isso, muitas vezes ela sobrevive ao tratamento. Ao utilizarmos as nanopart√≠culas para direcionar o antibi√≥tico para o interior das c√©lulas de defesa, conseguimos aumentar sua concentra√ß√£o nesse local e assim tornar o medicamento mais eficiente‚ÄĚ, explica o pesquisador Humberto Brand√£o, da Embrapa Gado de Leite. Como as nanopart√≠culas direcionam o antibi√≥tico para o local da infec√ß√£o, espera-se que o tratamento seja mais efetivo que os dispon√≠veis atualmente. A outra op√ß√£o √© o uso de nanofibras (foto abaixo, √† direita) para o tratamento do abscesso maduro ap√≥s a drenagem, em substitui√ß√£o √† tintura de iodo a 10%, de modo a eliminar a bact√©ria e favorecer a cicatriza√ß√£o. ‚ÄúAs nanofibras s√£o ferramentas bastante interessantes para aplica√ß√Ķes m√©dico-veterin√°rias, pois podem ser produzidas com materiais biocompat√≠veis com elevada √°rea de superf√≠cie e porosidade, que mimetizam a matriz extracelular, e permitem carregar grandes quantidades de f√°rmacos, possibilitando sua libera√ß√£o de forma lenta no sistema‚ÄĚ, relata o pesquisador da Embrapa Instrumenta√ß√£o Daniel Corr√™a.Na Ufla, est√£o sendo desenvolvidos modelos computacionais com base nos resultados obtidos com animais para determinar com precis√£o os protocolos (doses e intervalos) de tratamento. O pesquisador Marcos Ferrante explica que trabalhar com modelos computacionais permite simular diferentes cen√°rios, diminuindo o n√ļmero de animais usados na pesquisa, al√©m de maximizar o uso dos recursos financeiros. “Essas pesquisas permitir√£o otimizar as doses para protocolos terap√™uticos em diferentes cen√°rios produtivos, possibilitando aos produtores tratar os animais com a m√≠nima quantidade de antibi√≥tico necess√°ria e sem comprometer a efic√°cia do tratamento”, complementa Ferrante. Tecnologia depende de parceiros para chegar ao mercado Atualmente, o desenvolvimento da nova t√©cnica est√° em fase de testes com caprinos para definir a melhor forma de uso do produto, incluindo dosagem e frequ√™ncia de aplica√ß√Ķes. Segundo Yoshida, a equipe espera concluir os ensaios com os animais em condi√ß√Ķes controladas nos pr√≥ximos tr√™s anos e encontrar parceiros na ind√ļstria farmac√™utica para viabilizar a produ√ß√£o em larga escala para comercializa√ß√£o.  ‚ÄúEstamos prospectando parceiros para colocar o produto no mercado. A parceria com essa formula√ß√£o pode ser em codesenvolvimento desse e de outros medicamentos. O parceiro interessado entraria com a expertise e infraestrutura de linha de produ√ß√£o, capaz de receber a tecnologia de formula√ß√Ķes nanotecnol√≥gicas para uso farmac√™utico. Essa tecnologia mostra potencial, visto que j√° foi testada em outras esp√©cies animais e infec√ß√Ķes, como mastite e ceratoconjuntivite em bovinos‚ÄĚ, afirma a pesquisadora. Impactos da doen√ßa no sistema de produ√ß√£o A presen√ßa da linfadenite caseosa no rebanho traz diversos preju√≠zos para o criador, como queda na produ√ß√£o, aumento do custo com m√£o de obra e medicamentos para o tratamento, desvaloriza√ß√£o da carne e da pele do animal, al√©m de causar a morte de caprinos e ovinos quando a doen√ßa est√°

Inteligência artificial identifica plantas doentes simulando processo cerebral

A tecnologia possui v√°rias aplica√ß√Ķes, como identificar precocemente doen√ßas em lavouras ou encontrar os pastos mais adequados para maximizar a produ√ß√£o leiteira. Equipamento que permite capturar e simular sinais cerebrais come√ßou a ser testado no Brasil, em 2022, para detec√ß√£o de doen√ßas em est√°gio inicial, em cultivos de soja, por meio de intelig√™ncia artificial (IA). O trabalho √© feito a partir de parceria entre a Embrapa e as empresas Macnica DHW e InnerEye, esta √ļltima desenvolvedora do BrainTech, equipamento que faz a captura dos sinais neurais de especialistas por meio de um capacete com eletrodos, similar a um eletroencefalograma (EEG). O sistema, ent√£o, simula o funcionamento cerebral no momento em que especialistas visualizam imagens de plantas doentes, automatizando a rotulagem e tornando a etapa mais r√°pida e eficiente. Com isso, os pesquisadores esperam dar rapidez √†s tomadas de decis√£o, reduzindo perdas em empreendimentos rurais e racionalizando o uso de recursos naturais. ‚ÄúEssa √© uma iniciativa pioneira da Embrapa que est√° unindo a tecnologia disruptiva BrainTech, trazida com exclusividade pela Macnica DHW para o Brasil. Associando sinais neurais EEG e AI √© poss√≠vel criar uma m√°quina que imita o c√©rebro humano com alta confiabilidade‚ÄĚ, observa o gerente de Solu√ß√Ķes IoT & AI da Macnica DHW, Fabr√≠cio Petrassem. O teste e a valida√ß√£o do sistema tiveram a participa√ß√£o do desenvolvedor Yonatan Meir, da InnerEye, que veio de Israel em agosto, especialmente para essa finalidade. ‚ÄúPor meio da captura de ondas cerebrais, a solu√ß√£o da InnerEye √© capaz de identificar o julgamento e a classifica√ß√£o de uma imagem observada por uma pessoa, permitindo que essa imagem seja rotulada de forma autom√°tica e imediata‚ÄĚ, explica Meir. O sistema j√° √© utilizado em aeroportos europeus na identifica√ß√£o de objetos perigosos em malas. Em 2019, a Macnica DHW buscou a Embrapa para, em parceria, explorar a tecnologia no setor agropecu√°rio, com poss√≠veis novas aplica√ß√Ķes. A primeira foi a detec√ß√£o precoce de doen√ßas em plantas, cujos experimentos come√ßaram em abril de 2022. Pesquisador da Embrapa Agricultura Digital Jayme Barbedo explica o funcionamento da tecnologia que usa intelig√™ncia artificial aplicada √† agricultura O experimento ‚ÄúAs ferramentas de IA evolu√≠ram muito e, com dados de boa qualidade, conseguem resolver quase qualquer problema‚ÄĚ, indica o pesquisador da Embrapa Agricultura Digital Jayme Barbedo, que lidera o projeto pela Empresa. O desafio, segundo aponta, √© a obten√ß√£o desses ‚Äėdados de qualidade‚Äô, que al√©m de coletados precisam ser rotulados por especialistas. Um processo custoso e demorado em que o equipamento vai auxiliar. Os primeiros resultados do experimento foram positivos, pois o equipamento ajudou a identificar, com alta acur√°cia, as folhas doentes (o√≠dio e ferrugem da soja) e saud√°veis. Agora, o projeto deve ir al√©m da detec√ß√£o de plantas doentes/n√£o doentes e avan√ßar na identifica√ß√£o do tipo de doen√ßa presente no cultivo da soja, iniciando pelas comercialmente mais significativas. Tamb√©m est√° sendo articulada a inclus√£o das culturas de milho e caf√© nos experimentos com os respectivos centros de pesquisa da Embrapa. Em abril, o equipamento foi trazido ao Brasil para a sede da Macnica DHW, multinacional japonesa, localizada em Florian√≥polis (SC). L√°, foi montada a estrutura para o experimento de captura dos sinais cerebrais dos fitopatologistas Cl√°udia Godoy e Rafael Soares (foto √† esquerda) da Embrapa Soja. Ambos avaliaram cerca de 1,5 mil imagens de folhas doentes e saud√°veis para os testes com o capacete coletor. A etapa da prova de conceito mostrou que os modelos gerados a partir dos eletroencefalogramas dos especialistas s√£o capazes de lidar bem com imagens, permitindo treinar a m√°quina na identifica√ß√£o de plantas doentes. ‚ÄúA jun√ß√£o das imagens rotuladas ‚Äď doente/saud√°vel ‚Äď com os sinais cerebrais dos especialistas resultou na melhora do desempenho do modelo, indicando a viabilidade do uso da IA‚ÄĚ, aponta Barbedo. Intelig√™ncia Artificial √Ārea de pesquisa que visa projetar, desenvolver, aplicar e avaliar m√©todos e t√©cnicas na cria√ß√£o de sistemas inteligentes capazes de adquirir e integrar, por conta pr√≥pria, conhecimento acerca do dom√≠nio em que atuam, de modo a melhorar progressivamente seu desempenho em rela√ß√£o ao cumprimento de seus objetivos. Primeiras impress√Ķes ‚ÄúA experi√™ncia foi muito interessante, porque o sistema aprende a identificar imagens de folhas doentes a partir da contagem que √© feita de forma silenciosa quando se visualiza as doentes e as sadias, que passam rapidamente em uma tela de computador pela identifica√ß√£o dos sinais cerebrais‚ÄĚ, relata Cl√°udia Godoy (foto √° esquerda). ‚ÄúCom a evolu√ß√£o do treinamento artificial, essas tecnologias de reconhecimento podem ser utilizadas por pessoas que n√£o t√™m muito conhecimento de doen√ßas, auxiliando no manejo‚ÄĚ, detalha. De acordo com Soares, para esse experimento foram escolhidas duas doen√ßas: a ferrugem asi√°tica, doen√ßa economicamente mais importante que afeta a cultura, e o o√≠dio, relevante na Regi√£o Sul do Brasil. ‚ÄúEssas doen√ßas foram escolhidas pois, al√©m do impacto que geram para a cultura da soja, causam dois tipos distintos de sintomas foliares na planta, e tamb√©m porque havia uma disponibilidade adequada de imagens para a avalia√ß√£o‚ÄĚ, explica Soares. Para o pesquisador, o aprimoramento de ferramentas de manejo de doen√ßas da soja √© relevante porque ‚Äúdetectar e diagnosticar doen√ßas √© uma das maiores dificuldades encontradas no manejo da cultura, e tecnologias inovadoras que agreguem informa√ß√Ķes a essas pr√°ticas s√£o desej√°veis e necess√°rias‚ÄĚ, destaca. Custos com a ferrugem asi√°tica ultrapassam os US$ 2 bilh√Ķes por safra no Brasil Desde sua introdu√ß√£o no Brasil, em 2001, a ferrugem asi√°tica da soja (foto √† direita), causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, √© a mais severa doen√ßa da cultura, podendo levar a perdas de at√© 80%, se n√£o controlada. Segundo levantamentos do Cons√≥rcio Antiferrugem, os custos com a doen√ßa ultrapassam os US$ 2 bilh√Ķes por safra no Brasil, considerando a aquisi√ß√£o de fungicidas e as perdas de produtividade que ela provoca. As estrat√©gias de manejo est√£o centradas em pr√°ticas como o vazio sanit√°rio, que √© o per√≠odo de, pelo menos, 90 dias sem plantas vivas de soja no campo, para a redu√ß√£o do in√≥culo do fungo. Ajudam tamb√©m no controle a utiliza√ß√£o de cultivares de ciclo precoce e semeadura no in√≠cio da √©poca recomendada, a ado√ß√£o de cultivares resistentes, respeito ao calend√°rio de semeadura e a utiliza√ß√£o de fungicidas. Atualmente, o fungo P. pachyrhizi apresenta muta√ß√Ķes que conferem

SUPLEMENTA√á√ÉO VOLUMOSA ‚Äď QUAL O MELHOR VOLUMOSO PARA O GADO?

A suplementa√ß√£o volumosa √© uma pr√°tica que permite a manuten√ß√£o ou melhoria do desempenho dos animais; veja qual √© o melhor volumoso para o gado Por Dr. Angel Amaral Seixas Zootecnista ‚Äď Durante o per√≠odo da seca, o pecuarista precisa ser estrat√©gico para conseguir driblar a escassez de alimentos, por isso ele deve lan√ßar m√£o de todas as tecnologias dispon√≠veis e vi√°veis que permitam o fornecimento de alimento em quantidade e qualidade. Nesse contexto, o uso da suplementa√ß√£o volumosa de bovinos durante esse per√≠odo pode ser uma pr√°tica que permite a manuten√ß√£o ou melhoria do desempenho dos animais. No entanto, a suplementa√ß√£o volumosa n√£o √© uma estrat√©gia barata e demanda de conhecimento t√©cnico e boas tomadas de decis√£o, o que leva o pecuarista ficar em d√ļvidas sobre qual suplementa√ß√£o utilizar em sua fazenda para obter o melhor custo/benef√≠cio poss√≠vel. Pensando nisso, n√≥s trouxemos nesse artigo quais s√£o os tipos de suplementos volumosos mais utilizados na pecu√°ria de corte e qual seria a melhor estrat√©gia de uso. Suplementa√ß√£o volumosa: Mais arroba no per√≠odo da seca! Para obter animais mais jovens para o abate √© necess√°rio que haja uma manuten√ß√£o do ganho de peso durante o ciclo produtivo, o que torna o sistema de produ√ß√£o dependente do fornecimento de alimento em quantidade e qualidade durante todo o ano. Contudo, no per√≠odo da seca, o pecuarista possui alguns problemas para conseguir atingir esse objetivo, pois as pastagens ficam escassas e perdem qualidade, o que resulta em queda no ganho de peso. Por isso, a forma encontrada para driblar esse problema √© lan√ßar m√£o de estrat√©gias de suplementa√ß√£o dispon√≠veis para conseguir alimentar os animais de forma adequada durante a estiagem, a fim de evitar o ‚Äúfamoso efeito sanfona‚ÄĚ do gado, que √© que a perda de peso no per√≠odo da seca e ganho de peso no per√≠odo das √°guas. Quando falamos em suplementa√ß√£o logo nos v√™m √† cabe√ßa o uso de gr√£os como milho e soja, al√©m dos minerais √© claro. Contudo, a suplementa√ß√£o √© o ato de suprir as defici√™ncias nutricionais por meio de diversas fontes alimentares, sendo ela de origem volumosa (forragem) ou concentrada (gr√£os e minerais). A suplementa√ß√£o volumosa √© uma alternativa que pode ser utilizada para enfrentamento do per√≠odo seco do ano, ou at√© mesmo nas √°guas, a depender do objetivo da propriedade. Essa estrat√©gia pode ter impacto consider√°vel na sobreviv√™ncia do sistema de produ√ß√£o e na rentabilidade do produtor rural. Silagem, feno ou pr√©-secado, qual a diferen√ßa? Atualmente, as principais alternativas de suplementa√ß√£o volumosa para bovinos s√£o as silagens (milho, sorgo, cana, milheto, girassol e os capins em geral), fenos, pr√©-secados, al√©m da planta in natura (capineira). A silagem, de modo geral, nada mais √© que a conserva√ß√£o da planta forrageira pelo processo de fermenta√ß√£o em meio anaer√≥bico no que chamamos de silo. No silo, a planta forrageira colhida (30 a 35% de MS) e picada (0,5 a 1,5 cm) ser√° compactada √© vedada por um m√≠nimo de 30 dias, principalmente para que ocorra o processo fermentativo que garantir√° a sua conserva√ß√£o. Diferente da silagem, o feno √© obtido pelo processo de conserva√ß√£o por desidrata√ß√£o, no qual a forragem com 75 a 80% de umidade √© cortada e desidratada, ficando com cerca de 10 a 20% de umidade. J√° o pr√©-secado √© um meio-termo entre silagem e feno, pois a forrageira passar√° por uma desidrata√ß√£o pr√©via (40 a 60% de mat√©ria seca), podendo ent√£o ser enfardada para que ocorra a fermenta√ß√£o (Tabela 1). A escolha da esp√©cie forrageira para ensilagem ou fena√ß√£o, deve basear-se na boa capacidade produtiva da planta, j√° que o objetivo √© garantir volumoso para o per√≠odo de seca ou aproveitar o excedente de produ√ß√£o nas √°guas. Al√©m disso, tem que apresentar caracter√≠sticas que permitam sua conserva√ß√£o. No caso da silagem, as esp√©cies escolhidas para serem ensiladas devem apresentar bom teor de mat√©ria seca no momento do corte, boa concentra√ß√£o de carboidratos sol√ļveis e baixo poder tamp√£o (Tabela 2). As principais culturas utilizadas no processo de ensilagem s√£o o milho, sorgo, milheto, cana-de-a√ß√ļcar, aveia, azev√©m, girassol e os capins tropicais (BRS Capia√ßu, Cameroon, Napier, Zuri, Momba√ßa, Tanz√Ęnia). No geral, os capins tropicais apresentam alguns aspectos limitantes para o processo de ensilagem, basicamente pelo baixo teor de mat√©ria seca, baixa concentra√ß√£o de carboidratos sol√ļveis, al√©m do alto poder tamp√£o, o que desfavorece o processo fermentativo e aumenta os riscos de perdas. Contudo, o uso de inoculantes, sequestradores de umidade e o emurchecimento tem sido boas alternativas para aumentar o teor de mat√©ria seca e carboidratos sol√ļveis da planta, garantindo uma boa fermenta√ß√£o e conserva√ß√£o (Tabela 3). Em rela√ß√£o as esp√©cies indicadas para fena√ß√£o e pr√©-secagem, √© poss√≠vel utilizar qualquer esp√©cie ou cultivar. Contudo, as mais indicadas s√£o aquelas com alto valor nutritivo, elevado potencial produtivo, caules finos e alta propor√ß√£o de folhas, al√©m disso devem apresentar boa toler√Ęncia a cortes frequentes. Entre as mais adaptadas e utilizadas no Brasil, os g√™neros Cynodon (Coastcross, Tifton, Flotakirk, entre outros) e Brachiaria (Marandu, Decumbens) tem ganhado destaque. Todavia, outras esp√©cies como Azev√©m e aveia, tem sido bastante utilizada no sul do pa√≠s. Um dos fatores que devemos considerar na produ√ß√£o de feno √© a altura ou tempo de rebrota da gram√≠nea, pois impacta consideravelmente a qualidade do produto final (Tabela 4). Todas as formas de suplementa√ß√£o volumosa possuem vantagens e desvantagens a serem consideradas, por isso, a sua ado√ß√£o n√£o pode ser feito de forma abrupta, considerando apenas os impactos imediatos, ela demanda de um bom planejamento para o per√≠odo da seca e gest√£o operacional de todo o sistema de produ√ß√£o. Qual a melhor suplementa√ß√£o volumosa? A escolha da estrat√©gia de suplementa√ß√£o volumosa depende, principalmente, do n√≠vel de explora√ß√£o de fazenda, da disponibilidade de √°rea, m√£o de obra, estrutura, maquin√°rio e oferta de insumo, tornando a estrat√©gia operacionalmente e economicamente vi√°vel. Por exemplo, cerca de 50% dos custos das silagens s√£o representados por fertilizantes e os processos mecanizados (colheita e transporte), reiterando a import√Ęncia do planejamento pr√©vio, especialmente na compra de insumos e servi√ßos. Portanto, a estrat√©gia deve ser

Pesquisador afirma: suplementação mineral sozinha não faz milagre

Confira o que a pesquisa cient√≠fica tem a dizer sobre o manejo ideal durante a entressafra. Saiba que o pasto ainda tem um papel fundamental Pesquisador da APTA afirma: apenas a suplementa√ß√£o mineral n√£o √© capaz de fazer milagres. O que o pecuarista deve fazer nesse momento em que os pastos caem sua qualidade, e como deve ser o planejamento na hora de dar a suplementa√ß√£o mineral ou proteica? Saiba que mesmo com baixas condi√ß√Ķes de qualidade, o pasto √© ainda o grande promotor para a engorda de animais, segundo o zootecnia Gustavo Rezende Siqueira, pesquisador do Polo Regional de Alta Mogiana da APTA, que fica no munic√≠pio de Colina, na regi√£o de Barretos. ‚ÄúA seca √© importante para se construir um animal no ano inteiro. Assim como um vendedor, que tem de vender todos os meses do ano, um produtor de boi tem de fazer seu animal engordar todos os meses do ano tamb√©m‚ÄĚ, explica Siqueira. O segredo da engorda de bovinos est√° no pasto Num planejamento de engorda de bovinos com a adi√ß√£o de suplementa√ß√£o mineral ou proteica, o que vai, de fato, fazer a diferen√ßa na hora da engorda do animal √© o volumoso, e n√£o o suplemento. Siqueira pontua inclusive que o proteinado responde por 10% da exig√™ncia proteica do animal e apenas 5% de energia. Portanto, o bovino s√≥ vai ganhar peso se tiver pasto. E para ter pasto o pecuarista tem de fazer muito bem suas contas, sem se ater a expectativas que possam chover e, a√≠, dar mais al√≠vio para sua pastagem. Ser mais realista nesta hora, far√° o planejamento da fazenda subir de patamar. A recomenda√ß√£o √© ter um plano bem claro da necessidade de forragem da fazenda, especialmente durante a seca. E quanto a chuva cessar, o recomendado √© fazer o ajuste da taxa de lota√ß√£o de animais, com menos animais por hectare para n√£o faltar alimento. Intera√ß√£o de suplemento + pasto ‚ÄúA suplementa√ß√£o funciona melhor, especialmente na seca, quando se tem pasto. O grande efeito do aditivo n√£o √© o que tem de nutrientes em si, mas porque ele melhora o uso do pasto pelo animal‚ÄĚ, diz Siqueira. O suplemento basicamente acelera a digest√£o do volumoso por conta da adi√ß√£o de prote√≠na. O r√ļmen dos bovinos precisam desse est√≠mulo, porque o pasto de baixa qualidade tem pouca prote√≠na, o que leva a uma digest√£o mais lenta pelo r√ļmen. Quando h√° o est√≠mulo da prote√≠na atrav√©s da suplementa√ß√£o, o r√ļmen, que estava parado, come√ßa a girar mais r√°pido, digere todo o volumoso, e abre espa√ßo para mais consumo de capim pelo bovino. A acelera√ß√£o deste ritmo faz com que o animal continue ganhando peso. Fonte: Giro do Boi Curadoria: Boi a Pasto

Per√≠odo de chuvas √© oportunidade para melhorar condi√ß√Ķes de pastagens

O per√≠odo das chuvas √© uma √©poca favor√°vel para a atividade pecu√°ria.¬† O per√≠odo das chuvas √© uma √©poca favor√°vel para a atividade pecu√°ria. Em Mato Grosso, as chuvas t√™m atingido todo o estado e a boa condi√ß√£o clim√°tica proporciona aos criadores a oportunidade de melhorar a qualidade das pastagens para a alimenta√ß√£o dos bovinos. Com isso, os animais passam a ter um melhor aproveitamento dos nutrientes e maior ganho de peso. Al√©m disso, a alimenta√ß√£o a pasto tem menor custo e continua sendo a maneira mais barata e a mais utilizada para alimentar o rebanho. Por isso, o m√©dico veterin√°rio e gerente de rela√ß√Ķes institucionais da Associa√ß√£o dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nilton Mesquita, explica que a recupera√ß√£o da pastagem √© a principal alternativa para reduzir o custo de produ√ß√£o, t√£o necess√°rio no momento atual. Dados do boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecu√°ria (Imea) desta semana apontam que o custo de produ√ß√£o da pecu√°ria de corte em Mato Grosso em 2022 seguiu com a tend√™ncia de alta observada desde 2018. Os valores m√©dios do Custo de Produ√ß√£o Total (COT) da cria, recria e engorda, e da pecu√°ria de ciclo completo em 2022, foram de R$ 179,70, R$ 279,22 e R$ 151,83 por arroba respectivamente, na estimativa do Imea do 4¬ļ trimestre. Diante deste cen√°rio, o per√≠odo de chuvas deve ser aproveitado pelo pecuarista, segundo Nilton Mesquita, para investir em interven√ß√Ķes no pasto e obter uma boa produtividade nas fazendas. A√ß√Ķes como aduba√ß√£o e uso de herbicidas para limpeza de √°reas de pastagens s√£o alguns exemplos do que pode ser realizado. ‚ÄúEsse per√≠odo de chuvas √© a chance perfeita para os pecuaristas se envolverem em pr√°ticas de manuten√ß√£o dos pastos, visando a aumentar sua produtividade. Para essas atividades que buscam melhorar a qualidade do pasto √© fundamental o planejamento, uma vez que o custo tem um fator preponderante. A realiza√ß√£o desses trabalhos agora, durante a √©poca de chuvas, ajudar√° a preparar o terreno para as pr√≥ximas esta√ß√Ķes, aumentando a probabilidade de obter bons resultados no futuro. Portanto, essa √© uma oportunidade que n√£o pode ser desperdi√ßada pelos pecuaristas‚ÄĚ, afirmou o gerente da Acrimat. Fonte: Gazeta Digital Curadoria: Boia a Pasto