agosto 16, 2026

Terminação a pasto: qual sistema oferece maior rentabilidade?

A escolha do sistema de terminação a pasto vai muito além do ganho de peso dos animais. O nível de suplementação adotado influencia diretamente a produtividade por hectare, o tempo de permanência no pasto, os custos de produção e, principalmente, a rentabilidade da atividade. Mas, diante de diferentes modelos disponíveis, qual deles oferece o melhor retorno ao pecuarista?

Suplementação ajuda a evitar perdas por clima na pecuária

A redução na qualidade e disponibilidades de pasto natural para o gado é uma realidade já visível em algumas localidades do Rio Grande do Sul com o excesso de chuvas registrado no mês de julho. Com o fenômeno El Niño já manifestando efeitos no Sul do país, com níveis elevados de chuvas e temperaturas mais elevadas, o pecuarista precisa pensar na suplementação para evitar a perda de peso e garantir a manutenção da condição corporal e sanitária dos animais.

Série Especial | Suplementação na Seca

A seca representa um dos períodos mais desafiadores para a pecuária brasileira. À medida que as pastagens perdem qualidade e disponibilidade de nutrientes, os impactos vão muito além da redução do ganho de peso dos animais. Para os bezerros, justamente na fase de maior crescimento, esse cenário pode comprometer o desenvolvimento corporal, aumentar a incidência de doenças e reduzir o potencial produtivo futuro.

Os pilares da suplementação eficiente na recria e para o boi de 24 meses

A idade de abate é, cada vez mais, um divisor de águas na pecuária de corte brasileira e a recria tem protagonismo direto em quando o animal sairá da fase final de engorda para o frigorífico.

De modo geral, o período de cria tende a ficar próximo de sete meses e a terminação, num contexto intensivo, costuma se resolver entre 90 e 120 dias.

Onde o relógio realmente aperta é na recria, fase que pode ser de 8 meses (na RIP) ou ultrapassar a barreira dos 30 meses em sistemas pouco tecnificados, o que não os torna elegíveis ao fornecimento do boi China.

Transição águas-seca: uso estratégico da suplementação proteica potencializa o desempenho animal

A criação de bovinos de corte a pasto tem seu ápice produtivo no período chuvoso; momento em que é possível reduzir os custos com o aumento da produtividade baseando-se na quantidade e qualidade da forragem disponível. Com o avanço das estações, o fim do período chuvoso é marcado pelo amadurecimento do capim e pelo declínio considerável da quantidade e qualidade nutricional das pastagens – fato que pode resultar em deficiências dietéticas, prejudicando o desempenho animal.

Lucro na seca depende da suplementação adequada

Nesse período de transição entre estações do clima, o pecuarista deve ficar atento ao manejo nutricional do rebanho Sempre que caminhamos para a época seca do ano, as deficiências minerais das pastagens se acentuam, assim como a energia e proteína na mesma. No entanto, o nutriente que passará a limitar a criação dos animais dentro […]

Na recria é que se ganha dinheiro com pecuária

Basta fazer bem-feito o manejo das pastagens, fornecendo suplementação adequada e acompanhando os indicadores de desempenho dos animais e da fazenda Por Ivaris Junior Para os técnicos especializados, é na operação de recria que o pecuarista faz diferença entre produzir uma arroba de R$ 125 ou uma de R$ 250. Contudo, a pergunta é o […]