Microrganismos nas fezes podem indicar quais bovinos convertem pasto em carne com mais eficiência

A análise de microrganismos presentes nas fezes de bovinos pode ajudar a identificar, ainda durante a recria a pasto, quais animais terão maior eficiência na conversão dos alimentos em carne. A conclusão é de uma pesquisa conduzida pela Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), com 100 tourinhos da raça Nelore.
O estudo mostrou que a composição da microbiota do sistema digestivo tem relação com a eficiência alimentar dos animais. Isso significa que a capacidade de um bovino aproveitar o pasto e transformá-lo em ganho de peso não depende apenas de sua genética, mas também dos microrganismos presentes no rúmen e no intestino.
Forrageiras híbridas produzem até 42% mais e ampliam potencial de ganho de peso no pasto

A escolha da forrageira pode determinar o teto produtivo de uma pastagem durante vários anos. Com o avanço do melhoramento genético, híbridos de braquiária vêm ampliando as possibilidades de intensificação, com materiais capazes de produzir mais matéria seca e apresentar melhores indicadores de qualidade nutricional. O resultado no campo, entretanto, depende da combinação entre genética, fertilidade do solo, manejo do pasto e capacidade dos animais de transformar a forragem em carne.
DDG, farelo de soja e sorgo ampliam opções para reduzir pressão do custo da ração bovina

A alimentação dos bovinos deve contar com uma oferta mais diversificada de ingredientes nos próximos anos no Brasil. A expansão do DDG, do farelo de soja e do sorgo tende a ampliar as possibilidades de formulação das dietas e pode ajudar os pecuaristas a reduzir a exposição às oscilações de preços das matérias-primas.
A perspectiva faz parte de estudo do RaboResearch, área de pesquisa e análise do Rabobank voltada ao agronegócio e ao mercado de alimentos. Segundo a análise, o movimento está relacionado principalmente à expansão da produção de biocombustíveis e ao aumento do processamento de grãos no país.
Manejo forrageiro aumenta em seis vezes produção leiteira no Semiárido baiano

O produtor de leite José Santos Souza conta que quando começou a buscar conhecimento e frequentar palestras sobre o manejo da palma, os vizinhos “fizeram pouco” da ideia. “Eles me diziam que eu estava perdendo tempo”, relata.
Hoje, passados nove anos, os mesmos vizinhos da sua propriedade em Miguel Calmon (BA), seguem seus passos. E Souza celebra um aumento de seis vezes na produtividade das vacas leiteiras. “Procurei capacitação para conviver com a seca”, diz.
Especialistas orientam produtores a planejar alimentação do gado para enfrentar período seco

Com a chegada do período seco em Mato Grosso do Sul, especialistas orientam produtores rurais a anteciparem o planejamento da alimentação do rebanho para evitar prejuízos na pecuária. A falta de preparo pode comprometer o ganho de peso dos animais, a produção de leite e os índices reprodutivos, além de elevar os custos com a compra emergencial de suplementos e volumosos.
Por que cortar o capim aumenta o perfilhamento?

O perfilhamento é um dos processos mais importantes para o desenvolvimento das forrageiras e está diretamente relacionado à capacidade de produção das pastagens. Mas por que cortar o capim faz a planta produzir mais perfilhos? Entender esse mecanismo é fundamental para quem busca maior eficiência no manejo e melhores resultados na produção de feno.
Forragem hidropônica é opção na pecuária

O temido El Niño está de volta. E, com ele, aumenta a preocupação dos produtores rurais do Rio Grande do Sul com a alimentação do gado. No estado mais ao sul do Brasil, o fenômeno climático extremo está associado a um maior volume de chuvas e temperaturas elevadas, que afetam a pecuária por meio da redução do volume e da qualidade das pastagens.
A forragem verde hidropônica (FVH) vem ganhando destaque no cenário da pecuária brasileira e atua como um complemento nutricional de alto valor na pecuária. Embora não substitua totalmente o pasto ou a ração concentrada, é uma excelente solução estratégica para garantir alimento fresco, rico em proteínas e de alta digestibilidade durante o ano todo para equinos, bovinos de corte e de leite, ovinos, caprinos e suínos.
Suplementação intensiva na pecuária acelera terminação do rebanho e melhora eficiência das pastagens na seca

Com a aproximação do período seco e a queda na qualidade das pastagens em grande parte do país, a suplementação intensiva na fase final de engorda ganha destaque como ferramenta estratégica na pecuária de corte. O manejo permite acelerar o ganho de peso dos animais, reduzir a dependência do pasto e melhorar a eficiência produtiva dos sistemas a pasto.
A prática, conhecida como Terminação Intensiva a Pasto (TIP), vem sendo adotada como alternativa para equilibrar desempenho animal e preservação das áreas de pastagem, especialmente em momentos de restrição de forragem.
Utilização estratégica das pastagens durante o período seco

As pastagens durante o período seco exigem planejamento e manejo adequados para garantir a oferta de alimento ao rebanho e manter a produtividade da pecuária. Dessa forma, a seca é um dos períodos mais desafiadores para a pecuária por reduzir o crescimento das forrageiras, diminuir a oferta de alimento e impactar diretamente o desempenho animal.
Transição águas-seca exige planejamento e suplementação nutricional para o gado

A chegada do período de transição águas-seca é uma das épocas do ano mais difíceis para o rebanho, que sofre com a redução de volume e qualidade do pasto, uma vez que a falta de chuva faz com que o capim reduza o ritmo de crescimento. Com isso, a proteína do pasto pode cair de 8 a 10% para menos de 6%, enquanto a fibra aumenta, reduzindo a qualidade da forragem, com consequente prejuízo para o desempenho do rebanho. O planejamento correto e a suplementação podem evitar os efeitos negativos do período, garantindo a rentabilidade da propriedade.