dezembro 22, 2024

Setor agrícola brasileiro deve ser um dos principais beneficiados com acordo Mercosul-UE; entenda

Associação de Proteína Animal diz que País deve ocupar a maior parte das novas cotas de exportação para a UE que serão abertas

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, anunciado nesta sexta-feira, 6, em Montevidéu, no Uruguai, foi recebido com entusiasmo pelo setor agrícola brasileiro. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), disse que o País deve ocupar a maior parte das novas cotas de exportação que serão abertas quando o tratado estiver efetivamente em vigor.

O pacto estabelece novas cotas de exportação de carne de frango e suína para o mercado europeu, com condições comerciais mais favoráveis. “A consolidação do acordo abre novas oportunidades de embarques para o mercado europeu, em condições mais vantajosas do que as cotas atualmente existentes para embarques de produtos brasileiros à União Europeia”, disse o presidente da ABPA, Ricardo Santin. “As cotas atuais serão mantidas, e as novas estabelecidas pelo acordo deverão ser ocupadas, em especial, pelas exportações de produtos brasileiros.”

O acordo prevê uma cota anual de 180 mil toneladas de carne de frango equivalente-carcaça (50% com osso e 50% desossada), com tarifa zero, que será compartilhada entre os membros do Mercosul. A implementação será gradual ao longo de seis anos, começando com 30 mil toneladas no primeiro ano. Após o período de transição, a cota será fixa em 180 mil toneladas anuais. Para a carne suína, foi estabelecida uma cota de 25 mil toneladas, também implementada gradativamente ao longo de seis anos, com tarifa de R$ 83 por tonelada.

De janeiro a novembro deste ano, o Brasil exportou 205 mil toneladas de carne de frango para a União Europeia, com receita de US$ 749,2 milhões, segundo a ABPA.

Os líderes do Mercosul e Ursula von der Leyen na Cúpula em Montevidéu

Mercosul e UE anunciam conclusão de acordo comercial histórico, após 25 anos de negociações

Avanço histórico

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, classificou o acordo comercial como histórico. “Buscávamos esse acordo há 25 anos, que é muito importante para a nossa agropecuária”, afirmou o ministro, em vídeo publicado nas redes sociais.

Para Fávaro, o acordo vai permitir maior “liberdade comercial” para exportação de produtos agropecuários do Brasil. “Esse acordo prevê, por exemplo, tarifa zero para frutas, café e outros produtos brasileiros e cotas importantes (com tarifas reduzidas) para exportação de açúcar, carne de frango, carne bovina e etanol”, detalhou o ministro.

Fonte: Estadão

Curadoria: Marisa Rodrigues para o portal Boi a Pasto

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