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dezembro 1, 2023

As cabras que ajudam a combater incêndios em Los Angeles

POR Lucy Sheriff

Fonte: BBC Brasil

Imagem:

Legenda: Cabras ajudam no combate à incêndios na Califórnia, pastejando gramas e arbustos

É um cenário típico de Los Angeles: o Oceano Pacífico brilhando sob um céu azul cristalino, com quilômetros de praias de areia dourada que se estendem até onde a vista alcança. Há também um rebanho de cabras no topo de um penhasco, apreciando a vista multimilionária.

No entanto, essas não são cabras quaisquer – são a nova arma secreta da Califórnia na luta contra incêndios florestais e estão sendo colocadas para pastar em todo o Estado.

“A recepção é extremamente positiva onde quer que vamos”, diz o pastor de cabras Michael Choi. “É um cenário onde todos ganham, pelo que posso dizer.”

Choi dirige a Fire Grazers Inc, uma empresa familiar que aluga cabras para agências municipais, escolas e clientes particulares para limpar encostas e terrenos de difícil acesso. A empresa possui 700 cabras e recentemente teve que ampliar seu rebanho para acompanhar a demanda.

“Acho que, à medida que as pessoas ficam mais conscientes da ideia e do impacto ambiental, elas se tornam mais conscientes sobre quais métodos desejam usar para limpar ervas daninhas e proteger a paisagem contra incêndios. Portanto, há definitivamente uma demanda maior e é uma tendência crescente ,” diz ele.

Cabras pastando
Legenda: As cabras estão bem adaptadas a comer arbustos lenhosos, pois possuem língua e lábios hábeis e estômagos fortes

A Califórnia está no epicentro do combate aos incêndios florestais, que se tornaram mais frequentes, mais destrutivos e maiores, desde 1980.

Em 2021, o Estado americano enfrentou incêndios “sem precedentes”, de acordo com o CalFire (Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia), com um único incêndio queimando mais de 3.885 km², uma área equivalente a mais de duas cidades de São Paulo.

As chuvas podem trazer algum alívio, mesmo que a situação geral continue grave. A temporada de incêndios florestais em 2022 foi descrita como “suave” para o Estado – mais 1.214 km² queimados, em comparação com a média de cinco anos de 9.307 km². Neste ano, agosto foi um mês mais frio e úmido do que a média na Califórnia. Ainda assim, mais de 1.000 km² foram queimados e quatro pessoas morreram.

Fatores como condições mais quentes e secas devido às alterações climáticas são cruciais no aumento do risco e da gravidade dos incêndios, aponta a investigação.

Mas também existem estudos que sugerem que a gestão dos terrenos pode desempenhar um papel importante, uma vez que o acúmulo de árvores mortas e arbustos secos cria um combustível perigoso, que pode levar a incêndios grandes e graves.

Os gestores de terras tradicionalmente dependiam de herbicidas e trabalho manual para desbastar os arbustos e reduzir o combustível seco, mas as agências e as autoridades municipais também estão testando outros métodos potencialmente mais sustentáveis e econômicos – como as cabras.

“As cabras são especialmente úteis em lugares como a Califórnia e o Mediterrâneo por causa dos arbustos – elas estão muito bem equipadas para isso, têm a boca certa”, diz Karen Launchbaugh, professora de ecologia da Universidade de Idaho, que conduziu vários estudos sobre pastoreio de ovinos, caprinos e bovinos. “Elas foram projetadas apenas para comer arbustos.”

Ao contrário de outros ungulados, as cabras têm bocas estreitas e profundas, o que lhes permite colher seletivamente arbustos lenhosos. Elas se apoiam nas patas traseiras para pastar a uma altura média de 2 metros e têm línguas e lábios hábeis. “Elas também têm a capacidade de desintoxicar compostos e, portanto, podem comer plantas venenosas”, acrescenta Launchbaugh.

Launchbaugh diz que conversa com autoridades municipais e administradores de terras abertos a usar as cabras como um novo método para mitigar o risco de incêndios florestais. “Estou animada porque quando começamos a pesquisar isso, não sabíamos para onde a ideia iria. E agora há trabalho suficiente para as pessoas que ganham a vida pastoreando – e as cidades e condados estão dispostos a pagar por isso porque eles sabem que faz a diferença.”

As cabras têm apetites insaciáveis e devoram ervas daninhas, arbustos, folhas baixas e arbustos secos – todos funcionam como combustíveis para incêndios. As diretrizes para evitar incêndios florestais da Califórnia instruem os moradores a removerem toda a vegetação morta e cortarem a grama para que ela tenha até 10 cm – tudo o que uma cabra faria naturalmente, com entusiasmo e sem ser lembrada.

As cabras também pastam tranquilamente sob um calor acima de 37ºC e não têm problemas em escalar encostas íngremes de montanhas que podem ser de difícil acesso para os trabalhadores.

“As cabras são montanhistas naturais. Conseguem subir colinas íngremes sem problemas, entram em todos os cantos e recantos, que normalmente seriam muito difíceis para as pessoas, e comem quase tudo”, diz Choi.

Rebanho de cabras com árvores ao fundo
Legenda: Rebanhos de cabras visitam West Sacramento duas vezes por ano para limpar arbustos que podem representar risco de incêndio

Em Glendale, uma cidade no condado de Los Angeles, 300 cabras trabalham arduamente nas cordilheiras da montanha Verdugo, limpando 5,6 hectares em duas semanas. A cidade é classificada como zona de “alto risco de incêndio”.

Para reduzir esse risco, Patty Mundo, inspetora de manejo de vegetação do Corpo de Bombeiros de Glendale, usa cabras Choi desde 2018.

O objetivo dela é criar uma zona tampão entre as casas e espaços abertos de terreno para que, se houver um incêndio, as chamas sejam menores – ou seja extinto. Ter uma zona tampão ajuda a proteger as casas contra incêndios, algo crucial num estado onde mais de 60 mil comunidades estão em risco de incêndios florestais.

No oeste de Sacramento, os rebanhos de cabras têm sido usados desde 2013 como medida de prevenção de incêndios, um “método criativo e ambientalmente sustentável” para reduzir o combustível das queimadas, diz Jason Puopolo, superintendente de operações de parques da cidade.

As cabras vão à cidade duas vezes por ano – a primeira na primavera, para limpar o que cresceu nas chuvas de inverno, e outra no outono, para acabar com o mato seco. Na última temporada, a cidade pagou US$ 150 mil (R$ 750 mil) à empresa de criação de cabras Western Grazers para fazer esse serviço.

“O maior benefício [que vimos] é a redução do risco e de potenciais acidentes no local de trabalho em áreas de difícil acesso”, diz Puopolo. “Temos diques que são inclinados e densamente arborizados em alguns lugares e podem colocar os funcionários em alto risco de se ferirem, mesmo que sejam apenas um escorregão ou queda.”

O trabalho árduo das cabras valeu tanto a pena que os bombeiros da cidade creditaram aos rebanhos a ajuda de conter as chamas durante um incêndio em 2022, salvando um conjunto habitacional. “Nosso chefe dos bombeiros disse que se as cabras não tivessem passado anteriormente naquele campo, o incêndio poderia ter sido muito pior”, continua Puopolo. “Como as cabras recentemente pastaram até o mato da área até atingir 10 cm de altura, os bombeiros conseguiram pular sobre as chamas e salvar os condomínios”.

As cabras também são úteis no controle de espécies invasoras, como plantas não nativas de mostarda preta. Quando a semente sai no cocô da cabra, ela não germina mais – ao contrário de quando outros animais ingerem as sementes.

O uso de cabras para limpar terras é uma prática secular em países europeus como Itália, Grécia e Espanha. Um estudo sobre a eficácia do pastoreio de cabras no Mediterrâneo na prevenção de incêndios concluiu que é “provavelmente a técnica mais ecologicamente correta para eliminar os combustíveis, principalmente na camada arbustiva”.

Embora a prática não exista há tanto tempo na Califórnia, as experiências com cabras no controle do fogo vêm ocorrendo há mais de uma década.

Em 2013, o Serviço Florestal dos EUA (USFS, em sua sigla em inglês) fez experiências com 1.400 cabras num projeto de desbaste florestal numa área de 40 hectares na Floresta Nacional de Cleveland, no sul da Califórnia. O objetivo era limpar uma barreira de 91,4 metros entre as comunidades próximas e a floresta.

“Limpar uma área que funciona como combustível normalmente significa empenhar muita força humana e maquinário, incluindo motosserras, ferramentas manuais e pilhas de arbustos para queimar com segurança”, disse Joan Friedlander, guarda-florestal distrital da área.

As cabras, que segundo o USFS custam cerca de U$ 500 (R$ 2.500) por hectare, em comparação com cerca de U$ 1.500 (R$7.500) quando se utiliza mão-de-obra humana, atraíram um grande apoio da comunidade.

Os gestores da floresta estabeleceram um plano para monitorar as parcelas de pré e pós-tratamento para que a eficácia das cabras pudesse ser avaliada ao longo do tempo e comparada com os métodos tradicionais utilizados na área.

Um estudo sobre o uso de cabras na floresta descobriu que os animais tiveram um “impacto significativo” na redução da cobertura vegetal – de 87% na área e 92% na altura.

As cabras não têm de ser a única forma de gerir a paisagem, mas utilizar a vida selvagem desta forma “deveria fazer parte da caixa de ferramentas quando lutamos contra incêndios florestais”, acrescenta Launchbaugh.

Homem ao lado de cão pastor
Legenda: Michael Choi, que aluga cabras para agências municipais para limpar o mato das encostas, diz que os animais podem chegar a lugares que os trabalhadores humanos muitas vezes não conseguem

Alguns bombeiros estão até comprando seus próprios animais. “Eles comem toda a grama e cortam até o nível do solo, o que obviamente nos ajuda a mitigar os incêndios florestais na área”, diz Chris Nelson, chefe adjunto do Corpo de Bombeiros de San Manuel, que tem seu próprio rebanho de 300 cabras.

Elas trabalham de dois a cinco hectares por vez, antes de serem transferidas para o próximo campo. No final do verão, os bombeiros cortarão todos os arbustos deixados pelas cabras.

A agência de bombeiros do Estado, a CalFire, distribuiu uma série de subsídios às cidades para financiar testes de pastoreio de cabras. “Muitos dos nossos beneficiários consideraram o pastoreio uma ferramenta eficaz, especialmente na manutenção de projetos de redução de combustível para os incêndios”, diz Kara Garrett, analista de programas governamentais da CalFire.

“Cortadores de grama, cortadores de ervas daninhas, motosserras, tratores e aparadores podem provocar incêndios florestais se usados durante a época errada do ano, e com trabalho ainda a ser feito em toda a Califórnia, as cabras que pastam são uma alternativa segura para ajudar manter a vegetação.”

Embora Puopolo recomende “absolutamente” o uso de cabras em qualquer outra cidade e fale frequentemente com comunidades de todo o país sobre os seus benefícios, ele também adverte que nem sempre são a melhor solução.

“Usá-las tem um custo, eles não beneficiam financeiramente todas as situações, especialmente em áreas planas e abertas, onde um cortador pode fazer o trabalho muito mais rápido e com menor custo”, diz.

Launchbaugh também destaca o custo durante todo o ano, apontando que as cabras não podem simplesmente ser armazenadas em um galpão até serem necessárias na temporada seguinte.

“Você precisa de infraestrutura de viagem para transportá-las e saber como manejar os animais é uma habilidade, então você precisa de um pastor experiente”, diz ela.

O tipo de terreno também é algo que precisa ser levado em consideração. Na Grande Bacia, onde Launchbaugh conduziu a maior parte de sua pesquisa, o principal problema é a grama alta. Por isso, eles usam vacas em vez de cabras, já que as vacas são mais eficientes em manter a grama curta.

As cabras também não conseguem diferenciar entre espécies nativas e não-nativas e comem arbustos nativos desejáveis, assim como espécies invasoras e não-nativas.

Para aqueles que adoram ver cabras abrindo caminho pelos arbustos da Califórnia, entretanto, os benefícios vão além do custo e do impacto.

“Este é um esforço consciente para trazer as coisas de volta ao seu modo natural de ser”, diz Choi. “E além disso, elas são muito mais divertidas.”

Fonte BBC Brasil

Curadoria: Marisa Rodrigues, publisher do portal Boi a Pasto

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