julho 23, 2024

Produtores rurais ensinam como garantir um pasto de qualidade em MT

O manejo incorreto pode causar degradação e perda, além de poder prejudicar o pecuarista com menor rentabilidade.

Manejo incorreto de pasto pode causar degradação e prejuízos ao produtor. — Foto: Reprodução

Um pasto bem cuidado é rico em nutrientes e interfere positivamente na produção animal. Já um manejo incorreto pode causar perda e degradação, além de menor rentabilidade ao pecuarista. Em Pedra Preta, a 243 km de Cuiabá, o produtor rural, José Nogueira de Oliveira, tem uma propriedade em que ele cria gado de leite e de corte.

Ele explica que garantir ao gado um pasto de qualidade, faz toda a diferença. Desde que ele investiu na produção de um pasto de qualidade, com piquetes rotacionados, ele diminuiu os custos com ração.

“Eu estou mexendo com uma parte de leite e outra de corte, mas eu estou dando prioridade mais para o leite. Resolvi fazer uma rotacionada para abaixar o custo de produção da propriedade e a quantidade de ração comprada”, disse.

A propriedade de José é acompanhada por uma equipe da Empresa Mato Grossense de Pesquisa Assistencia e Extensao Rural (Empaer), que tem dado apoio técnico no pasto de qualidade.

O engenheiro agrônomo, Roklerson Ignácio de Souza, conta que esse acompanhamento vem desde a época da seca, e que eles tiveram a preocupação de plantar o capim certo para ter uma boa reprodução na área, além de controlar a quantidade de animais corretos por piquete para ter bons resultados.

“Essa propriedade a gente começou por etapas, começamos primeiro trabalhando com a alimentação da seca, que foi meio hectare de capiaçu com um hectare de milho. E a gente tinha uma preocupação de ter uma área, no período das águas, de uma pastagem de qualidade que maximizasse a produção aqui na propriedade”, disse.

Além da economia na ração, José ainda conseguiu aumentar a produção de leite em 51% de um mês para o outro, depois que começou a equilibrar os animais no pasto rotacionado. Hoje a propriedade está com 29 piquetes divididos em dois hectares.

O pecuarista, Marcelo Villas Boas, implementou o sistema de integração de lavoura-pecuária na sua fazenda. Ele, em conjunto com o apoio técnico, decidiu investir cerca de R$ 15 mil para criar um consórcio entre milho e braquiária em quatro hectares.

A veterinária, Raquel Mattos Cazonato, explica que, na fazenda do Marcelo, essa área estava degradada, e que a integração contribuiu para recuperação total da área, trazendo benefícios como diminuir o custo na formação do pasto e melhorar a produtividade.

“Entre as vantagens do sistema, estão a diminuição do revolvimento de solo, então a gente melhora o estoque de carbono, a gente aproveita a adubação residual da lavoura para a pastagem, diminui custo na formação do pasto e a gente aproveita os efeitos sinérgicos entre as plantas e melhora a produtividade por área”, explicou.

Fonte: G1

Curadoria: Boi a Pasto

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