Custo de produção da pecuária de corte segue tendência de alta em MT

A mudan√ßa clim√°tica proporciona aos criadores a oportunidade de melhorar a qualidade das pastagens para a alimenta√ß√£o dos bovinos O custo de produ√ß√£o da pecu√°ria de corte em 2022 em Mato Grosso seguiu com tend√™ncia de alta. Os valores m√©dios do Custo de Produ√ß√£o Total (COT) da cria, recria e engorda, e da pecu√°ria de ciclo completo foram de R$ 179,70, R$ 279,22 e R$ 151,83 por arroba, respectivamente, no 4¬ļ trimestre.  √Č o que aponta levantamento realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecu√°ria (Imea). Essa observa√ß√£o segue desde 2018.  Diante deste cen√°rio, conforme o setor produtivo, o atual per√≠odo de chuvas se torna favor√°vel para a atividade. A mudan√ßa clim√°tica proporciona aos criadores a oportunidade de melhorar a qualidade das pastagens para a alimenta√ß√£o dos bovinos. Import√Ęncia na recupera√ß√£o da pastagem  De acordo com o m√©dico veterin√°rio e gerente de rela√ß√Ķes institucionais da Associa√ß√£o dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nilton Mesquita, a recupera√ß√£o da pastagem √© a principal alternativa para reduzir o custo de produ√ß√£o, t√£o necess√°rio no momento atual.   A√ß√Ķes como¬†aduba√ß√£o e uso de herbicidas para limpeza¬†de √°reas de pastagens s√£o alguns exemplos do que pode ser realizado para que o pecuarista tenha um¬†melhor rendimento da sua √°rea.¬† Com isso, os animais passam a ter um melhor aproveitamento dos nutrientes e maior ganho de peso. Al√©m disso, a alimenta√ß√£o a pasto tem menor custo e continua sendo a maneira mais barata e a mais utilizada para alimentar o rebanho. ‚ÄúEsse per√≠odo de chuvas √© a chance perfeita para os pecuaristas se envolverem em pr√°ticas de manuten√ß√£o dos pastos, visando a aumentar sua produtividade. Para essas atividades que buscam melhorar a qualidade do pasto √© fundamental o planejamento, uma vez que o custo tem um fator preponderante. A realiza√ß√£o desses trabalhos agora, durante a √©poca de chuvas, ajudar√° a preparar o terreno para as pr√≥ximas esta√ß√Ķes, aumentando a probabilidade de obter bons resultados no futuro. Portanto, essa √© uma oportunidade que n√£o pode ser desperdi√ßada pelos pecuaristas‚ÄĚ, afirmou o gerente da Acrimat. Fonte: Canal Rural Curadoria: Boi a Pasto

Seu bacon vai mudar: Ministério da Agricultura revisa regulamentação para preparo do produto

A partir de 1¬į de mar√ßo, bacon s√≥ poder√° ser feito da por√ß√£o abdominal do porco. Atualmente, √© permitido o uso dos m√ļsculos adjacentes, sem osso, acompanhados da express√£o ‚Äėespecial‚Äô ou ‚Äėextra‚Äô na embalagem. A partir de 1¬į de mar√ßo, a receita de preparo do bacon estar√° diferente: ele s√≥ poder√° ser feito da por√ß√£o abdominal do porco. Atualmente, √© permitido o uso de m√ļsculos adjacentes, sem osso, acompanhados da express√£o ‚Äėespecial‚Äô ou ‚Äėextra‚Äô na sua embalagem. A medida foi publicada nesta quinta-feira (9) pelo¬†Minist√©rio da Agricultura¬†e Pecu√°ria (Mapa). A altera√ß√£o faz parte da Portaria n¬ļ 748, que aprova a revis√£o do Regulamento T√©cnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) do bacon para estabelecimentos e ind√ļstrias que sejam registrados junto ao Servi√ßo de Inspe√ß√£o Federal (SIF) e ao Sistema Brasileiro de Inspe√ß√£o de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Como o bacon √© feito atualmente? Hoje, √© permitido o uso de m√ļsculos adjacentes, sem osso, acompanhados da express√£o ‚Äėespecial‚Äô ou ‚Äėextra‚Äô na sua embalagem. Produtos feitos de outras partes s√£o chamados de “estilo bacon”. O Minist√©rio da Agricultura tamb√©m ampliou os ingredientes opcionais na formula√ß√£o do bacon. Na normativa antiga, eram considerados como adicionais apenas prote√≠nas de origem animal ou vegetal, a√ß√ļcares, maltodextrina e condimentos, aromas e especiarias. Como passar√° a ser preparado? A partir de 1¬į de mar√ßo, a receita s√≥ poder√° ser feita da por√ß√£o abdominal do porco. Para os produtos que v√£o continuar sendo feitos a partir de cortes inteiros de lombo, pernil ou paleta de su√≠nos, o nome na embalagem ter√° que detalhar a sua origem, por exemplo, “bacon de pernil”. A nova regra pro√≠be que tenha qualquer outra refer√™ncia ao bacon no r√≥tulo. Agora, a elabora√ß√£o pode contar com carboidratos mono e dissacar√≠deos, maltodextrina, condimentos e especiarias, √°gua, aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia, previstos em legisla√ß√£o espec√≠fica do √≥rg√£o regulador da sa√ļde e autorizados pelo Minist√©rio da Agricultura, e sais hiposs√≥dicos. Um ano para se adaptar Os¬†estabelecimentos ter√£o prazo de um ano¬†para fazerem as mudan√ßas necess√°rias nos produtos. Os produtos fabricados at√© o final do prazo de adequa√ß√£o,¬†poder√£o ser comercializados at√© o fim da sua data de validade. Fonte: G1 Curadoria: Boi a Pasto

Produtividade e precocidade da soja estão nos lançamentos da Embrapa e Meridional no Show Rural

A Embrapa e a¬†Funda√ß√£o Meridional lan√ßaram duas novas cultivares de soja A Embrapa e a Funda√ß√£o Meridional lan√ßam no dia 7 de fevereiro, √†s 10h 30, na Vitrine de Tecnologias da Embrapa, no Show Rural, a ser realizado em Cascavel (PR), duas novas cultivares de soja com a tecnologia Xtend¬ģ (XTD) que combinam a alta produtividade com toler√Ęncia aos herbicidas glifosato e dicamba (BRS 2560XTD e BRS 2562XTD) e, portanto, s√£o op√ß√Ķes para √°reas de ref√ļgio pr√≥ximas √†s lavouras que utilizarem a tecnologia Intacta2 Xtend¬ģ (I2X). As cultivares Intacta2 Xtend¬ģ (I2X), al√©m da toler√Ęncia aos herbicidas, agregam a resist√™ncia √†s principais lagartas da soja. Com o intuito de prolongar a vida √ļtil dessa tecnologia e evitar a resist√™ncia das lagartas nas cultivares Intacta2 Xtend¬ģ, a Embrapa considera imprescind√≠vel a ado√ß√£o do ref√ļgio. Portif√≥lio de soja Na Vitrine de Tecnologias, a Embrapa Soja e a Funda√ß√£o Meridional estar√£o demonstradas cultivares transg√™nicas com resist√™ncia ao herbicida glifosato (BRS 5804RR, BRS 5601RR e BRS 599 RR), cultivares com resist√™ncia ao glifosato e a algumas esp√©cies de lagartas (BRS 1064 IPRO, BRS 1056 IPRO, BRS 1061IPRO, BRS 1003 IPRO, BRS 1054 IPRO) e cultivares com toler√Ęncia aos herbicidas glifosato e dicamba (BRS 2553 XTD, BRS 256-XTD, BRS 2562XTD, BRS 2578 XTD).  Lan√ßamento BRS 2560XTD – Al√©m de ser excelente op√ß√£o de ref√ļgio para √°reas com cultivares com a tecnologia I2X (grupo de maturidade entre 5.8 e 6.2), a BRS 2560XTD √© uma cultivar com alto potencial produtivo e arquitetura de planta que favorece a ramifica√ß√£o abundante. Outro diferencial, apontado pelo pesquisador Carlos Lasaro Pereira Melo,  da Embrapa Soja, √© que a nova cultivar √© adaptada √† antecipa√ß√£o de semeadura, permitindo encaixe em sistemas de sucess√£o/rota√ß√£o de culturas. A BRS 2560XTD √© recomendada para Serra do Nordeste e Planalto Superior do Rio Grande do Sul (REC103); Centro-sul do Paran√° (REC103) e Sul de S√£o Paulo (REC103). Quanto √† rea√ß√£o das cultivares √†s doen√ßas, a BRS 2560XTD √© resistente ao cancro da haste, mosaico comum da soja e podrid√£o radicular de Phytophthora e moderadamente resistente a mancha olho-de-r√£, o√≠dio. Tamb√©m possui resist√™ncia ao nematoide de galha Meloidogyne javanica. ‚ÄúEsta cultivar √© ainda tolerante a sulfonilur√©ias (grupo qu√≠mico de herbicidas utilizado para o controle de plantas daninhas), portanto √© seletiva a a√ß√£o desses herbicidas, seja quando utilizados para o controle das plantas daninhas em pr√© ou p√≥s emerg√™ncia da cultura, bem como para o controle da soja volunt√°ria‚ÄĚ, explica Pereira Melo. Lan√ßamento BRS 2562XTD – Este lan√ßamento tamb√©m √© excelente op√ß√£o de ref√ļgio para √°reas com cultivares com a tecnologia I2X com grupo de maturidade entre 6.0 e 6.4, por sua precocidade. A BRS 2562XTD possui alta estabilidade e performance produtiva, adaptada a diferentes ambientes de produ√ß√£o. ‚ÄúAl√©m disso, a cultivar permite semeadura antecipada, possibilitando o encaixe em sistemas de sucess√£o/rota√ß√£o de culturas. Esses atributos de lavoura podem variar em raz√£o do clima, solo e manejo, mas em geral seguem as caracter√≠sticas mencionadas‚ÄĚ, destaca o pesquisador Marcos Petek, da Embrapa Soja. Quanto √† rea√ß√£o das cultivares √†s doen√ßas, a BRS 2562XTD √© resistente ao cancro da haste, mosaico comum da soja e podrid√£o radicular de Phytophthora e moderadamente resistente √† mancha olho-de-r√£ e ao o√≠dio. Tamb√©m possui resist√™ncia aos nematoides de cisto (ra√ßas 3 e 14). √Č indicada para o Paran√° (REC 201), S√£o Paulo (REC 201), Mato Grosso do Sul (REC 204 e 301) Goi√°s (REC 304 e 401), Minas Gerais (REC 304) e Distrito Federal (REC 304). Segundo Ralf Udo Dengler, gerente executivo da Funda√ß√£o Meridional, as duas cultivares j√° est√£o com campos de produ√ß√£o de sementes implantados na safra 22/23. ‚ÄúNossos colaboradores, produtores de sementes, j√° estar√£o garantindo a oferta de sementes j√° na pr√≥xima safra, ampliando nosso portf√≥lio inovador com a tecnologia Xtend¬ģ (XTD), que s√£o as cultivares BRS 2560XTD e BRS 2562XTD. A disponibilidade pode ser consultada em nosso site: www.fundacaomeridional.com. √Č importante destacar que estas cultivares de soja XTD, n√£o servem apenas para ref√ļgio para I2X, pois com seu alto potencial de rendimento e suas excelentes caracter√≠sticas agron√īmicas, apresentam-se como uma √≥tima op√ß√£o para regi√Ķes indicadas‚ÄĚ, completa Dengler. Prote√ß√£o Ampliada contra Lagartas – A soja Intacta2 Xtend¬ģ re√ļne tr√™s prote√≠nas (Cry1A.105 e Cry2Ab2 e Cry1Ac), o que proporciona prote√ß√£o contra seis esp√©cies de lagartas que incidem na cultura da soja: Helicoverpa armigera, Spodoptera cosmioides, lagarta falsa medideira (Chrysodeixis includens), lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis), lagarta das ma√ßas (Chloridea virescens) e broca das axilas (Crocidosema aporema). ‚ÄúA piramida√ß√£o de tr√™s prote√≠nas nesta tecnologia reduz a probabilidade de quebra da resist√™ncia‚ÄĚ, explica o pesquisador Daniel Sosa Gomez, da Embrapa Soja. ‚ÄúPor√©m, um aspecto fundamental para evitar a sele√ß√£o de popula√ß√Ķes de lagartas resistentes nas lavouras com esta tecnologia √© o plantio de √°reas de ref√ļgio estruturado‚ÄĚ, explica Sosa Gomez.  A recomenda√ß√£o atual de ref√ļgio para a cultura da soja √©, no m√≠nimo, 20% da √°rea com tecnologia diferente da Intacta2 Xtend¬ģ. Segundo o pesquisador, esta √© uma medida preventiva que consiste no plantio de parte da lavoura com a tecnologia Xtend¬ģ – ou outras op√ß√Ķes de soja n√£o-Bt (sem a toxina Bacillus thuringiensis – Bt) a uma dist√Ęncia m√°xima de 800 metros de lavouras com a tecnologia Intacta2 Xtend¬ģ. ‚ÄúA ado√ß√£o da √°rea de ref√ļgio possibilita o acasalamento aleat√≥rio de mariposas oriundas das √°reas com a tecnologia Intacta2 Xtend¬ģ e das √°reas de ref√ļgio, favorecendo a manuten√ß√£o de popula√ß√Ķes suscet√≠veis e retardando a sele√ß√£o de popula√ß√Ķes resistentes‚ÄĚ, diz. A Embrapa defende ainda que o manejo de pragas nas lavouras com a tecnologia Intacta2 Xtend¬ģ siga as mesmas premissas do Manejo Integrado de Pragas (MIP). Manejo de Plantas Daninhas – As cultivares de soja com tecnologia Intacta2 Xtend¬ģ e tecnologia Xtend¬ģ s√£o tolerantes aos herbicidas glifosato e dicamba, cuja mol√©cula  apresenta efici√™ncia no manejo de plantas daninhas de folhas largas, como a buva, o caruru, a corda-de-viola, o pic√£o-preto, dentre outras. ‚ÄúO dicamba √© um herbicida recomendado para aplica√ß√£o no pr√©-plantio da soja. √Č fundamental que sejam seguidas as informa√ß√Ķes contidas na bula, pois o uso em desacordo com as orienta√ß√Ķes t√©cnicas pode ocasionar inj√ļrias em culturas n√£o-alvo da aplica√ß√£o do herbicida‚ÄĚ, conclui o pesquisador Dion√≠sio Gazziero, da Embrapa Soja Na avalia√ß√£o do pesquisador, o agricultor deve estar

7 conquistas do setor queijeiro em Minas

Sistema Faemg Senar desenvolve a√ß√Ķes para fortalecer a cadeia produtiva no estado, que √© respons√°vel por 40% da produ√ß√£o nacional Quando pensamos em produtos genuinamente mineiros, o queijo √© uma das principais refer√™ncias da identidade cultural do estado. A iguaria, que √© sin√īnimo de tradi√ß√£o, gera emprego, renda, estimula o turismo e √© admirada no Brasil e exterior, tem um dia para chamar de seu: 20 de janeiro. No Dia Mundial do Queijo, o Sistema Faemg Senar destaca importantes conquistas do segmento em Minas Gerais, respons√°vel por 40% da produ√ß√£o nacional. Atualmente, s√£o produzidas no estado cerca de 34 mil toneladas de queijo artesanal por ano e 14 mil toneladas de queijos n√£o artesanais da agroind√ļstria familiar. Patrim√īnio da Humanidade O modo artesanal de produ√ß√£o mineira j√° √© patrim√īnio imaterial brasileiro, mas, agora, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal (QMA) podem se tornar Patrim√īnio da Humanidade. Representando os produtores rurais que trabalham como verdadeiros guardi√Ķes desse costume secular, o Sistema Faemg Senar marcou presen√ßa na 17¬™ Sess√£o do Comit√™ Intergovernamental para Salvaguarda do Patrim√īnio Cultural Imaterial da Unesco, em novembro de 2022, no Marrocos. O objetivo foi sensibilizar e apresentar os modos de fabrica√ß√£o √†s demais delega√ß√Ķes, al√©m de divulgar o bem cultural, promovendo o reconhecimento da diversidade, dos saberes, sabores e das pr√°ticas gastron√īmicas. ‚ÄúO Queijo Minas Artesanal carrega uma t√©cnica hist√≥rica, que remonta ao tempo dos colonizadores. √Č feito em pequenas propriedades rurais, com receitas familiares passadas de gera√ß√£o em gera√ß√£o. O sabor varia de acordo com a regi√£o onde √© produzido, sendo influenciado pela altitude, caracter√≠sticas do solo, clima, tipo de vegeta√ß√£o, entre outros‚ÄĚ, explica o presidente da Comiss√£o T√©cnica do Queijo Minas Artesanal do Sistema Faemg Senar, Frank Mour√£o Barroso. Cursos, programas e assist√™ncia t√©cnica O Sistema Faemg Senar atua fortemente para o desenvolvimento do setor. Por meio da Comiss√£o T√©cnica do Queijo Artesanal de Minas, a institui√ß√£o faz a defesa t√©cnica, pol√≠tica e d√° visibilidade ao trabalho da cadeia produtiva. H√° tamb√©m as capacita√ß√Ķes: foram realizados, somente em 2022, mais de 380 cursos presenciais, oficinas e semin√°rios sobre t√©cnicas de fabrica√ß√£o de queijos, que capacitaram cerca de 4 mil pessoas. Com o trabalho da Assist√™ncia T√©cnica e Gerencial (ATeG) Agroind√ļstria, foram realizadas mais de 7 mil visitas de campo e cerca de 600 propriedades receberam orienta√ß√Ķes gratuitas sobre produ√ß√£o e gest√£o com t√©cnicos especializados, desde 2019, em parceria com os Sindicatos Rurais. ‚ÄúO ATeG tem nos ajudado muito, fizemos v√°rios cursos para aprimorar a qualidade da nossa produ√ß√£o, em um processo muito importante para a nossa evolu√ß√£o‚ÄĚ, disse a produtora Rafaela Faria, quarta gera√ß√£o de produtores de queijo Canastra da sua fam√≠lia. Ela e os irm√£os j√° estavam no mercado de trabalho em outras √°reas quando decidiram retornar para a fazenda pr√≥xima a S√£o Roque de Minas, e investir na produ√ß√£o dos queijos ‚ÄúIrm√£os Faria‚ÄĚ, ao lado de seus pais. Melhoria das t√©cnicas e boas pr√°ticas de fabrica√ß√£o Cada vez mais, o Sistema Faemg Senar investe em a√ß√Ķes para melhorar as t√©cnicas de produ√ß√£o e controle de qualidade, que incluem cursos de boas pr√°ticas de fabrica√ß√£o, programa especial em boas pr√°ticas agropecu√°rias e at√© mesmo suporte aos produtores em habilita√ß√£o sanit√°ria e registros de seus estabelecimentos juntos ao √≥rg√£o de inspe√ß√£o. Produtores assistidos pelo ATeG recebem, mensalmente, um t√©cnico na propriedade que os auxilia na implanta√ß√£o e descri√ß√£o dos programas de qualidade, nas t√©cnicas de produ√ß√£o e no gerenciamento da propriedade, focando sempre na qualidade dos queijos produzidos. ‚ÄúA n√£o utiliza√ß√£o de m√©todos adequados de produ√ß√£o pode interferir diretamente na qualidade do queijo. Por exemplo, as olhaduras, que s√£o aqueles furinhos. Muitas pessoas acabam se confundindo na hora de adquirir o produto, mas, na verdade, esses furinhos podem indicar uma falha no controle higi√™nico sanit√°rio do processo, provocada por bact√©rias que, ao fermentarem o leite, produzem gases. Os furinhos podem aparecer no queijo quando o leite √© obtido em condi√ß√Ķes inapropriadas de higiene e n√£o passam por tratamento t√©rmico para inativa√ß√£o desses microrganismos, podendo causar doen√ßas de origem alimentar com preju√≠zos √† sa√ļde do consumidor‚ÄĚ, destaca a analista de ATeG Paula Lobato. Selo Arte Por meio da Portaria n¬ļ 531, de 16 de dezembro de 2022, o Minist√©rio da Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento (Mapa) estabeleceu requisitos para a concess√£o dos selos de identifica√ß√£o artesanal Arte e Queijo Artesanal, que passam a ser concedidos pelos √≥rg√£os de agricultura e pecu√°ria das esferas federal, estadual, municipal e distrital. A medida representa um grande avan√ßo para cadeia produtiva. ‚ÄúProdutos fabricados a partir de leite cru devem atender √† legisla√ß√£o, seguindo requisitos que assegurem a inocuidade na produ√ß√£o artesanal para o fornecimento de alimento seguro ao consumidor. A concess√£o do Selo Arte e a devida regulariza√ß√£o sanit√°ria das queijarias garante ao produtor comercializar seu queijo em todo o territ√≥rio nacional, agregando valor e aumentando o seu faturamento‚ÄĚ, enfatiza Paula. Reconhecimento do queijo ‚ÄėCasca Florida‚Äô De forma in√©dita no Brasil, o Queijo Minas Artesanal na variedade de Casca Florida (QMACF) foi reconhecido pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento (Seapa). A resolu√ß√£o foi publicada em dezembro de 2022 em atendimento a uma demanda antiga da cadeia produtiva. √Č considerada ‚Äúcasca florida‚ÄĚ a cobertura com presen√ßa ou domin√Ęncia visualmente constatada de fungos filamentosos, popularmente nomeados de mofos ou bolores. O reconhecimento atesta ao mercado que o queijo √© especial e suas caracter√≠sticas n√£o oferecem risco √† sa√ļde. Minas Gerais √© o primeiro estado brasileiro a reconhecer o QMACF. Outros estados j√° formalizaram a produ√ß√£o de queijos industrializados com casca florida a partir do leite pasteurizado. Regi√Ķes Produtoras Minas Gerais conta com dez regi√Ķes produtoras de Queijo Minas Artesanal: Arax√°, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Cara√ßa, Serra do Salitre, Serro, Serras da Ibitipoca e Tri√Ęngulo Mineiro. Todas elas produzem esse mesmo tipo de queijo, mas t√™m o seu “saber fazer” caracter√≠stico. Cada origem d√° ao queijo uma identidade pr√≥pria, de acordo com as caracter√≠sticas humanas, culturais e naturais do local de fabrica√ß√£o. Recentemente, o Instituto Mineiro de Agropecu√°ria (IMA) reconheceu outras

Produtores rurais ensinam como garantir um pasto de qualidade em MT

O manejo incorreto pode causar degrada√ß√£o e perda, al√©m de poder prejudicar o pecuarista com menor rentabilidade. Um pasto bem cuidado √© rico em nutrientes e interfere positivamente na produ√ß√£o animal. J√° um manejo incorreto pode causar perda e degrada√ß√£o, al√©m de menor rentabilidade ao pecuarista. Em Pedra Preta, a 243 km de Cuiab√°, o produtor rural, Jos√© Nogueira de Oliveira, tem uma propriedade em que ele cria gado de leite e de corte. Ele explica que garantir ao gado um pasto de qualidade, faz toda a diferen√ßa. Desde que ele investiu na produ√ß√£o de um pasto de qualidade, com piquetes rotacionados, ele diminuiu os custos com ra√ß√£o. ‚ÄúEu estou mexendo com uma parte de leite e outra de corte, mas eu estou dando prioridade mais para o leite. Resolvi fazer uma rotacionada para abaixar o custo de produ√ß√£o da propriedade e a quantidade de ra√ß√£o comprada‚ÄĚ, disse. A propriedade de Jos√© √© acompanhada por uma equipe da Empresa Mato Grossense de Pesquisa Assistencia e Extensao Rural (Empaer), que tem dado apoio t√©cnico no pasto de qualidade. O engenheiro agr√īnomo, Roklerson Ign√°cio de Souza, conta que esse acompanhamento vem desde a √©poca da seca, e que eles tiveram a preocupa√ß√£o de plantar o capim certo para ter uma boa reprodu√ß√£o na √°rea, al√©m de controlar a quantidade de animais corretos por piquete para ter bons resultados. ‚ÄúEssa propriedade a gente come√ßou por etapas, come√ßamos primeiro trabalhando com a alimenta√ß√£o da seca, que foi meio hectare de capia√ßu com um hectare de milho. E a gente tinha uma preocupa√ß√£o de ter uma √°rea, no per√≠odo das √°guas, de uma pastagem de qualidade que maximizasse a produ√ß√£o aqui na propriedade‚ÄĚ, disse. Al√©m da economia na ra√ß√£o, Jos√© ainda conseguiu aumentar a produ√ß√£o de leite em 51% de um m√™s para o outro, depois que come√ßou a equilibrar os animais no pasto rotacionado. Hoje a propriedade est√° com 29 piquetes divididos em dois hectares. O pecuarista, Marcelo Villas Boas, implementou o sistema de integra√ß√£o de lavoura-pecu√°ria na sua fazenda. Ele, em conjunto com o apoio t√©cnico, decidiu investir cerca de R$ 15 mil para criar um cons√≥rcio entre milho e braqui√°ria em quatro hectares. A veterin√°ria, Raquel Mattos Cazonato, explica que, na fazenda do Marcelo, essa √°rea estava degradada, e que a integra√ß√£o contribuiu para recupera√ß√£o total da √°rea, trazendo benef√≠cios como diminuir o custo na forma√ß√£o do pasto e melhorar a produtividade. ‚ÄúEntre as vantagens do sistema, est√£o a diminui√ß√£o do revolvimento de solo, ent√£o a gente melhora o estoque de carbono, a gente aproveita a aduba√ß√£o residual da lavoura para a pastagem, diminui custo na forma√ß√£o do pasto e a gente aproveita os efeitos sin√©rgicos entre as plantas e melhora a produtividade por √°rea‚ÄĚ, explicou. Fonte: G1 Curadoria: Boi a Pasto

Queijarias mineiras recebem as primeiras certifica√ß√Ķes emitidas pelos munic√≠pios

Nova legisla√ß√£o federal, de dezembro de 2022, deu autonomia aos √≥rg√£os municipais para a concess√£o dos selos¬†19 de Janeiro de 2023 , 18:14 O secret√°rio de Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento, Thales Fernandes, participou, nesta quinta-feira (19/1), da solenidade de entrega dos primeiros Certificados do Selo Queijo Artesanal emitidos pelos munic√≠pios. O evento foi realizado em parceria pelo Minist√©rio da Agricultura e Pecu√°ria, Secretaria de Estado de Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento (Seapa) e a Associa√ß√£o Mineira de Munic√≠pios (AMM). Os munic√≠pios de Entre Rios de Minas e Aiuruoca entregaram as primeiras certifica√ß√Ķes √† queijaria Cana Velha e √† queijaria Goa, respectivamente. Outros munic√≠pios, como Diamantina e Formiga, est√£o finalizando os procedimentos e em breve os produtores estar√£o aptos a receberem os selos emitidos pelos respectivos √≥rg√£os municipais. Descentraliza√ß√£o As certifica√ß√Ķes entregues pelos munic√≠pios s√£o as duas primeiras realizadas ap√≥s a publica√ß√£o da portaria federal N¬į 531 de 16 de dezembro de 2022, com as novas regras para a concess√£o do Selo Arte e do Selo Queijo Artesanal. A partir da nova legisla√ß√£o, al√©m do Minist√©rio, as institui√ß√Ķes de agricultura e pecu√°ria estaduais e municipais poder√£o conceder os selos de identifica√ß√£o artesanal aos produtos com registro em servi√ßo de inspe√ß√£o oficial de mesma inst√Ęncia. Os munic√≠pios passam a ter autonomia para conceder os selos que autorizam o tr√Ęnsito em territ√≥rio nacional de produtos fiscalizados por profissionais municipais, sem necessidade de auditorias do Estado ou do Minist√©rio da Agricultura, simplificando o processo e promovendo a universaliza√ß√£o da pol√≠tica de acesso √† comercializa√ß√£o desses produtos em todo o pa√≠s. Protagonismo Municipal Para o Superintendente do Minist√©rio da Agricultura e Pecu√°ria de Minas Gerais, Marc√≠lio de Souza Magalh√£es, a medida √© a concretiza√ß√£o do Sistema Unificado de Aten√ß√£o √† Sanidade Agropecu√°ria (Suasa), implantado em 1998, que dividiu a responsabilidade de inspe√ß√£o e defesa agropecu√°ria entre os tr√™s n√≠veis de governo (Uni√£o, Estados e munic√≠pios). ‚ÄúO n√≠vel municipal estava bem aqu√©m neste processo. E com a nova lei, os munic√≠pios assumem novas responsabilidades e √© uma grande oportunidade se organizarem, ajustarem seus servi√ßos de inspe√ß√£o municipal e integrarem de forma definitiva o Suasa, que √© t√£o importante para o pa√≠s‚ÄĚ. Para o Secret√°rio de Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento, Thales Fernandes, essa descentraliza√ß√£o vem numa √≥tima hora, em que o setor precisa aumentar o volume de produ√ß√£o dos queijos formalizados. ‚ÄúO servi√ßo de inspe√ß√£o municipal agora pode emitir o Selo Queijo Artesanal, permitindo o com√©rcio entre munic√≠pios e estados. O pr√≥ximo passo √© conseguirmos a exporta√ß√£o dessas iguarias para o mundo. Aqui em Minas Gerais, mais uma vez, estamos assumindo o protagonismo na cadeia produtiva dos queijos artesanais, muito importante na cultura e economia do estado. O Sistema Estadual da Agricultura vai acompanhar e dar o apoio necess√°rio para que os munic√≠pios tenham um servi√ßo de inspe√ß√£o eficiente e os produtores tenham facilidade no registro dos seus produtos‚ÄĚ, afirma o secret√°rio Thales Fernandes. ‚ÄúPara a gente √© muito importante a visibilidade, a simbologia. O que a gente tem feito √© para eleger Minas Gerais o planeta Queijo. A gente j√° tem os modos de fazer dos queijos artesanais reconhecidos como patrim√īnio imaterial estadual e nacional, pelo Instituto Estadual do Patrim√īnio Hist√≥rico e Art√≠stico de Minas Gerais (Iepha) e pelo Instituto do Patrim√īnio Hist√≥rico e Art√≠stico Nacional (Iphan), e estamos lutando para que sejam reconhecidos pela Unesco‚ÄĚ, afirma a Secret√°ria-Adjunta de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Milena Andrade Pedrosa. O Vice-Presidente da Associa√ß√£o Mineira de Munic√≠pios, Luiz Fernando Alves, tamb√©m destacou a import√Ęncia da medida. ‚Äú√Č um grande ganho e n√≥s, do municipalismo mineiro, vemos essa descentraliza√ß√£o como um grande avan√ßo, que vai trazer mais notoriedade e ganhos para esse setor produtivo que √© muito importante, especialmente, para os pequenos produtores‚ÄĚ. Segundo o Coordenador de Vigil√Ęncia em Sa√ļde de Aiuruoca, Marcos Paulo Maciel, a municipaliza√ß√£o na emiss√£o dos selos √© um passo fundamental para o fortalecimento do setor. ‚ÄúA produ√ß√£o de leite e a atividade queijeira s√£o muito fortes no munic√≠pio. A emiss√£o desses selos vai permitir o escoamento da produ√ß√£o para outros mercados, aumentando a gera√ß√£o de emprego e renda para a cidade. Isso vai estimular que mais produtores tenham o interesse de buscar a regulariza√ß√£o de suas atividades e isso √© muito bom para o munic√≠pio‚ÄĚ, avalia. √Ä frente da Queijaria Cana Velha, um dos empreendimentos certificados, a produtora Helena Silva Melo fala da import√Ęncia do selo para o seu neg√≥cio. ‚ÄúVai valorizar demais o nosso trabalho e aumentar as vendas. Atualmente, nossa produ√ß√£o √© de 15 queijos de meio quilo por dia, comercializados na regi√£o. Agora, nossos queijos poder√£o ser vendidos em todo o pa√≠s e a inten√ß√£o √© aumentar a produ√ß√£o.‚ÄĚ Regi√Ķes Caracterizadas Minas Gerais conta com 15 regi√Ķes caracterizadas como produtoras dos diversos queijos artesanais. O Queijo Minas Artesanal (QMA), produzido com leite de vaca cru, sem pasteuriza√ß√£o, seguindo processos tradicionais de confec√ß√£o, foi o primeiro a ser caracterizado no estado. Atualmente, 10 regi√Ķes no estado s√£o caracterizadas como produtoras de QMA (Arax√°, Canastra, Campos das Vertentes, Cerrado, Serra do Salitre, Serro, Tri√Ęngulo Mineiro, Serras da Ibitipoca, Diamantina e Entre Serras da Piedade ao Cara√ßa). Al√©m disso, o estado conta com mais cinco regi√Ķes caracterizadas como produtoras de outros tipos de queijos artesanais (Alagoa, Mantiqueira, Jequitinhonha, Vale do Sua√ßu√≠ e Serra Geral). Tamb√©m participaram da solenidade o deputado federal Jos√© Silva, e o estadual Ant√īnio Carlos Arantes, dirigentes das institui√ß√Ķes vinculadas ao Sistema Estadual da Agricultura e representantes municipais e de institui√ß√Ķes ligadas ao setor. Fonte – Ascom/Seapa Curadoria: Boi a Pasto

Em meio a incertezas, mercado lácteo espera recuperação em 2023

Apesar da expectativa de retomada de crescimento, especialistas ressaltam que o ano de 2023 ser√° ainda de muita incerteza, especialmente em rela√ß√£o √† √°rea fiscal. ‚ÄúAp√≥s quatro anos de altas consecutivas na produ√ß√£o leiteira, o setor apresentou dois anos de quedas significativas e estima-se que o Brasil encerre o ano com queda de 4,4% na produ√ß√£o formal‚ÄĚ, relata a pesquisadora da Embrapa Gado de Leite Kennya Siqueira. ‚ÄúA cadeia produtiva do leite sofreu s√©rios impactos pelos acontecimentos globais em 2022, intensificando as dificuldades j√° apresentadas em 2021‚ÄĚ, completa. Se, por um lado, a vacina√ß√£o contra a Covid-19 acenava para a volta da normalidade e a retomada da economia; por outro, logo no primeiro trimestre de 2022, o conflito entre R√ļssia e Ucr√Ęnia valorizou as commodities agr√≠colas e o petr√≥leo. Grandes produtores de gr√£os, fertilizantes e petr√≥leo, os pa√≠ses em conflito impediram que a economia global se recuperasse dos anos de pandemia e criaram as condi√ß√Ķes para aumentos recordes dos custos de produ√ß√£o de leite no Brasil, al√©m do aumento da infla√ß√£o e da queda da renda do brasileiro, segundo detalha a cientista. Especialistas do Centro de Intelig√™ncia do Leite da Embrapa (Cileite) fizeram um balan√ßo do per√≠odo recente e tra√ßam perspectivas para setor em 2023. O ano de 2021 j√° terminara com dificuldades para o setor, com queda no volume de produ√ß√£o do leite inspecionado (gr√°fico abaixo), elevando a importa√ß√£o de l√°cteos em 21,5% no ano posterior. Nos dois √ļltimos anos, o √ćndice do Custo de Produ√ß√£o do Leite (ICPLeite) divulgado pela Embrapa registrou crescimento de 62%. A partir do segundo semestre, esse √≠ndice iniciou uma lenta retra√ß√£o e, em novembro, o ICPLeite apresentou queda de 1,7%, influenciado principalmente pela retra√ß√£o de 4,5% do custo do alimento concentrado para as vacas. Ainda assim, o cen√°rio foi de piora na rentabilidade do produtor ao longo do segundo semestre de 2022, pois o pre√ßo recebido por eles caiu de um pico de R$ 3,53 por litro de leite, em agosto, para cerca de R$ 2,50, em dezembro. O impacto tamb√©m foi sentido pelo consumidor; segundo estimativa da Embrapa, o consumo anual de leite por habitante foi reduzido de 170,3 litros para 163 litros. Em meados do ano, os l√°cteos atingiram pre√ßos recordes. O bolsista de economia Ygor Guimar√£es, que atua no N√ļcleo de Desenvolvimento Econ√īmico da Cadeia Produtiva do Leite da Embrapa, lembra que, em agosto, a infla√ß√£o do ‚Äúleite e derivados‚ÄĚ chegou a 40,2%, sendo um dos itens que mais influenciou a eleva√ß√£o do √ćndice Nacional de Pre√ßos ao Consumidor Amplo (IPCA). ‚ÄúO alto custo para alimentar as vacas e a queda na produ√ß√£o durante a entressafra do leite penalizou o consumidor‚ÄĚ, aponta o pesquisador do N√ļcleo¬†Samuel Oliveira. ‚ÄúPodemos afirmar que o Brasil passou por uma crise de oferta de leite‚ÄĚ, completa Oliveira. Isso fez com que os compostos l√°cteos ganhassem espa√ßo como alternativas mais acess√≠veis para suprir parte da demanda, n√£o sem despertar pol√™mica (leia quadro no fim da mat√©ria). No entanto, o quarto trimestre do ano representou algum al√≠vio para os consumidores. Na primeira quinzena de dezembro, o litro do leite UHT no atacado estava cotado a R$ 3,82 (queda de 40,5% desde o final de julho). J√° o quilo da mu√ßarela era vendido pela ind√ļstria a R$ 28,27 (queda de 34,8%). O leite spot (leite comercializado entre latic√≠nios) teve a maior defla√ß√£o; o litro do produto foi cotado em Minas Gerais a R$ 2,34, o que representa um recuo de 43% em rela√ß√£o a julho. Estimativas hist√≥ricas sugerem que as festas de fim de ano s√£o positivas para a ind√ļstria, que intensificam suas vendas. Estima-se crescimento pr√≥ximo de 30% em rela√ß√£o √† m√©dia de venda do ano, principalmente para leite condensado e creme de leite. Perspectivas para o setor Para o pesquisador da Embrapa Glauco Carvalho, embora o ano que come√ßa ainda traga muitos componentes de incertezas internas e externas, o mercado brasileiro est√° se reequilibrando em termos de oferta e demanda. Segundo ele, com a recupera√ß√£o do mercado de trabalho e melhorias do emprego e renda, espera-se alguma melhoria no consumo de leite e derivados. Outro fator positivo √© a produ√ß√£o brasileira elevada de gr√£os na safra 2022/2023, contribuindo para uma menor press√£o nos custos de alimenta√ß√£o das vacas, sobretudo concentrados √† base de milho e soja. ‚ÄúMas √© um ano de muita incerteza ainda, em fun√ß√£o da mudan√ßa de governo e das diretrizes que ser√£o adotadas, principalmente na √°rea fiscal, que tem impacto direto sobre taxa de juros e c√Ęmbio‚ÄĚ, diz Carvalho. No √Ęmbito externo, o analista¬†Lorildo Stock¬†espera que os pre√ßos dos fertilizantes recuem com uma solu√ß√£o para a guerra R√ļssia-Ucr√Ęnia. Por√©m, o cen√°rio de infla√ß√£o e o baixo crescimento previsto para as grandes economias (Estados Unidos, Uni√£o Europeia e China) podem refletir negativamente na retomada da economia brasileira. ‚ÄúA desacelera√ß√£o da economia mundial poder√° gerar algum impacto negativo, ainda que modesto, no segmento l√°cteo‚ÄĚ, avalia Stock. Carvalho complementa, dizendo que a forte valoriza√ß√£o das commodities agr√≠colas e n√£o agr√≠colas, nos √ļltimos dois anos, ajudou na recupera√ß√£o do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Esse n√£o √© o cen√°rio para 2023. Fonte: Embrapa Curadoria: Boi a Pasto

Preço do boi permanece estável, mas oferta melhora

O mercado f√≠sico do boi gordo registrou pouca movimenta√ß√£o de pre√ßos no decorrer desta quarta-feira no Brasil O n√≠vel de oferta segue melhorando com o retorno dos pecuaristas ao mercado. Em alguns estados os frigor√≠ficos atuam de maneira retra√≠da nas compras, a exemplo de S√£o Paulo, com a sinaliza√ß√£o de que as escalas de abate est√£o bem posicionadas, com unidades avan√ßando na segunda quinzena do m√™s. No mercado paulista, aponta Safras, h√° unidades fora de compras. Em Goi√°s, Minas Gerais e Mato Grosso as escalas n√£o est√£o alongadas como em s√£o Paulo e os frigor√≠ficos est√£o um pouco mais ativos. Para os pr√≥ximos dias vale prestar aten√ß√£o na estrat√©gia dos pecuaristas do Centro-Norte do pa√≠s, considerando que as pastagens est√£o em boas condi√ß√Ķes. Vale aten√ß√£o tamb√©m o escoamento dos cortes no atacado e o ritmo da exporta√ß√£o brasileira. Em S√£o Paulo, os pre√ßos ficaram indicados em R$ 280 arroba para pagamento √† vista. Boi no atacado O mercado atacadista apresentou pre√ßos acomodados em S√£o Paulo no decorrer da √ļltima quarta-feira. Segundo a Safras Consultoria, o ambiente de neg√≥cios sugere para pouco espa√ßo para reajustes no curto prazo, considerando que a demanda na ponta final est√° arrefecendo, principalmente para os cortes mais nobres. Vale destacar que ao longo das √ļltimas semanas os cortes de frango ganharam atratividade frente aos bovinos devido a excesso de oferta, fator que deve pesar na decis√£o de consumo das fam√≠lias, comenta. O quarto traseiro seguiu posicionado em R$ 20,60, por quilo. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 14,80, por quilo e a ponta de agulha em R$ 15,10, por quilo. Fonte: Canal Rural Curadoria: Boi a Pasto

Programa de melhoramento genético vai elevar produção de carne e leite

Executado pela Emater-DF, Seagri e Conafer, Mais Pecu√°ria Brasil come√ßa a atender pecuaristas da capital Pecuaristas do Distrito Federal poder√£o ter acesso a um programa de melhoramento gen√©tico dos rebanhos, que pode aumentar a produ√ß√£o de carne e leite. Trata-se do Mais Pecu√°ria Brasil, projeto que come√ßou a ser executado em quatro propriedades, fruto de um trabalho conjunto da Empresa de Assist√™ncia T√©cnica e Extens√£o Rural do Distrito Federal (Emater-DF), da Secretaria de Agricultura (Seagri-DF) e da Confedera√ß√£o Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). O programa come√ßou em Mato Grosso e atualmente est√° sendo executado em mais de dois mil munic√≠pios brasileiros. A Emater-DF incluiu a iniciativa no planejamento para beneficiar produtores em todo o Distrito Federal. O contrato com a Conafer, firmado por meio da Seagri, tem dura√ß√£o de quatro anos, podendo ser prorrogado por mais quatro. De acordo com o zootecnista Maximiliano Cardoso, coordenador do programa de Ruminantes e Equ√≠deos da Emater-DF, os extensionistas da empresa est√£o escolhendo as propriedades onde o programa √© vi√°vel. Produtores dos n√ļcleos rurais Jardim e Tabatinga, localizados nas regi√Ķes administrativas do Parano√° e de Planaltina, respectivamente, receberam a visita dos t√©cnicos no in√≠cio desta semana. ‚ÄúAl√©m da melhoria da produ√ß√£o, o melhoramento gen√©tico pode elevar o valor dos animais‚ÄĚ, enumera Cardoso. O extensionista da Emater ressalta que o trabalho √© multidisciplinar: ‚ÄúTemos t√©cnicos de v√°rias √°reas atuando, pois √© necess√°rio avaliar a nutri√ß√£o dos animais, sanidade do rebanho, adequa√ß√£o das instala√ß√Ķes, viabilidade econ√īmica, enfim, todos os aspectos importantes para o sucesso do projeto‚ÄĚ. Recentemente, a Emater adquiriu dois aparelhos de ultrassom veterin√°rio, o que vai facilitar ainda mais o trabalho. ‚ÄúQuem executa o servi√ßo s√£o os t√©cnicos da Conafer, mas n√≥s damos todo o suporte necess√°rio‚ÄĚ, explica Cardoso. *Com informa√ß√Ķes da Emater-DF Fonte: Ag√™ncia Brasilia Curadoria: Boi a Pasto

Pecuarista mineiro conta como conseguiu controlar plantas daninhas na pastagem com sustentabilidade

Veja como o pecuarista Cassiano Flavio Borges de Freitas realiza o controle de plantas daninhas na pastagem de suas propriedades, no Noroeste mineiro.¬† Nascido e criado no meio rural, o jovem pecuarista Cassiano Fl√°vio Borges de Freitas, de 29 anos, sempre trabalhou como funcion√°rio em fazendas, mas sonhava em administrar sozinho uma propriedade rural. At√© que, em 2014, a oportunidade t√£o esperada finalmente chegou. Ele ainda cursava o segundo ano da faculdade de Engenharia Agron√īmica, na Universidade do Estado de Minas Gerais, quando assumiu a gest√£o da propriedade rural do tio, em Una√≠, no Noroeste mineiro. Hoje, a Fazenda Santos Reis, onde mora o pecuarista, √© reconhecida na regi√£o pela qualidade na cria de vaca bandeira, com um rebanho que chega a 1.200 cabe√ßas. E n√£o parou por a√≠. No ano seguinte, em 2015, Freitas ampliou os neg√≥cios e passou a comandar tamb√©m a Fazenda Santa Juliana, no munic√≠pio de Ipia√ßu, onde atualmente faz a recria e engorda, no sistema de semiconfinamento a pasto, com o aux√≠lio de suplementa√ß√Ķes minerais. Nesta propriedade, ele cuida de mais de 510 cabe√ßas de gado Nelore comercial e Nelore pintado. ‚ÄúNo come√ßo, n√£o foi f√°cil encontrar m√£o de obra para o trabalho, mas hoje eu conto com uma boa equipe de vaqueiros. No restante, sou eu que fa√ßo tudo, administro, compro e vendo‚ÄĚ, diz o pecuarista, que tamb√©m investe na realiza√ß√£o de leil√Ķes para negociar o gado. Aux√≠lio eficiente no controle de plantas daninhas e manejo de pastagens Ao assumir a primeira propriedade, o pecuarista conta que se deparou com o que ele considera ser um dos maiores problemas dos produtores daquela regi√£o: a grande incid√™ncia de pragas e plantas daninhas. ‚ÄúAqui na nossa regi√£o, isso √© muito complicado. Eliminar as pragas √© o maior desafio para quem quer produzir pasto de qualidade para o gado‚ÄĚ, diz ele. Para solucionar o problema, Freitas buscou apoio t√©cnico de uma consultoria de confian√ßa, que indicou a Linha Pastagem da Corteva Agriscience, que se tornou uma grande aliada ao longo de sua trajet√≥ria no agroneg√≥cio. ‚ÄúUso os produtos da Corteva Agriscience desde que comecei com os neg√≥cios. √Č uma parceria que me trouxe bastante resultado, me ajudando a controlar a infesta√ß√£o de plantas daninhas ao longo do tempo‚ÄĚ, diz ele. S√£o mais de 7 anos utilizando o portf√≥lio completo da Corteva no controle de plantas daninhas anuais, bianuais, lenhosas e semilenhosas, recuperando a capacidade produtiva da pastagem. ‚ÄúHoje, por meio da Plataforma-S, temos alternativas eficientes que facilitam o manejo operacional dentro da propriedade, entregando resultados eficientes‚ÄĚ, diz o representante comercial da empresa, Davi Soares. Em busca de maior produtividade Com a infesta√ß√£o de pragas e ervas daninhas sob controle, chegou o momento de investir no manejo do pasto, na reforma e recupera√ß√£o das pastagens degradadas, para aumentar a rentabilidade e a produtividade. Mais uma vez o pecuarista buscou o suporte de tecnologias parceiras. Com a tecnifica√ß√£o, implantou mudan√ßas e conseguiu melhorar a taxa de lota√ß√£o do rebanho. ‚ÄúHoje, a Fazenda Santos Reis possui uma taxa de lota√ß√£o de tr√™s cabe√ßas por hectare, um √≠ndice considerado muito bom para a nossa regi√£o. Tamb√©m conseguimos aumentar o quilo por hectare produzido‚ÄĚ, enfatiza. No Brasil, a taxa de lota√ß√£o √© medida por meio da rela√ß√£o entre o n√ļmero de cabe√ßas de bovinos por hectare, ou ent√£o, considerando um peso padr√£o, a unidade animal (UA), equivalente a 450 kg. Um estudo da pesquisadora Arielle Elias Arantes, elaborado com dados do censo do rebanho nacional (IBGE, 2015) estipulou a taxa de lota√ß√£o m√©dia no pa√≠s de 0,97 UA/ha, com a estimativa de capacidade m√°xima de suporte de 3,6 UA/ha. No entanto, √© muito comum encontrar taxas de lota√ß√£o acima ou abaixo da capacidade de suporte da pastagem, o que pode resultar em problemas de subpastejo ou superpastejo. Manejo intensivo da pastagem Para melhorar a rentabilidade, o pecuarista conta que utiliza o manejo intensivo de pastagens, considerado como uma das melhores alternativas de uso eficiente da terra, visto que possibilita a produ√ß√£o de grande quantidade de forragem por √°rea e com bom valor nutricional. Essa tecnologia oferece mais economia no processo de produ√ß√£o animal a pasto, pois todo o potencial produtivo por √°rea √© utilizado. Animais manejados em pastagens intensivas n√£o ser√£o t√£o dependentes da suplementa√ß√£o proteica, mesmo em per√≠odos de seca, pois a forragem produzida possui altos teores de prote√≠na durante o ano todo. A sustentabilidade √© outra pr√°tica que o pecuarista mineiro n√£o abre m√£o. Ele se orgulha em dizer que nas fazendas que administra n√£o h√° desmate e todas as nascentes s√£o preservadas. Al√©m disso, j√° tem planos para fazer a Integra√ß√£o Lavoura-Pecu√°ria (ILP). Para o pecuarista, o segredo do sucesso nos neg√≥cios est√° na disposi√ß√£o em acompanhar as tecnologias e estar por dentro do que acontece no mercado atual. ‚ÄúPor outro lado, o segredo do sucesso pessoal √© a pessoa ser simples e honestae, acima de tudo, ter f√© em Deus, sem pisar em ningu√©m nem se achar melhor que os demais. E estar sempre disposto a buscar novos conhecimentos e aprendizado todos os dias‚ÄĚ, afirma. Fonte: O Nort√£o Curadoria: Boi a Pasto