outubro 2, 2026

Capim-capeta avança sobre pastagens e pode reduzir produtividade em até 40% no Brasil

O avanço do capim-capeta (Sporobolus spp.) tem intensificado a pressão sobre a pecuária brasileira, com impactos diretos na produtividade das pastagens e na rentabilidade das propriedades. Considerada uma das plantas daninhas mais agressivas do campo, a espécie pode reduzir em até 40% a capacidade de lotação das áreas infestadas, comprometendo a produção de carne e leite.

Na prática, os prejuízos são significativos. Em uma fazenda com capacidade inicial de 2,0 unidade animal por hectare (UA/ha), a presença da planta pode provocar perdas de até 0,8 UA/ha. Com base em uma produção média de 16 arrobas por animal ao ano e preço de R$ 250 por arroba, a redução pode chegar a cerca de R$ 3.200 por hectare ao ano em receita.

Digitalização da gestão de pastagens avança na pecuária, mas métricas de produtividade ainda são limitadas

A digitalização do manejo de pastagens começa a ganhar espaço na pecuária de corte brasileira como ferramenta para apoiar a tomada de decisões nas fazendas. Apesar do avanço tecnológico e das promessas de maior eficiência produtiva, especialistas apontam que o setor ainda carece de métricas consolidadas que comprovem, de forma padronizada, ganhos médios de produtividade por hectare.

Pecuária produz mais carne mesmo com redução da área de pastagens

A pecuária de corte brasileira tem avançado em produtividade nas últimas décadas e os números indicam uma mudança importante na forma de produzir carne no país. Mesmo com a redução da área destinada às pastagens, o setor tem conseguido ampliar o volume de produção por hectare, resultado associado ao uso de tecnologia, manejo técnico e estratégias nutricionais mais eficientes.

Dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes apontam que a área de pastagens no Brasil diminuiu cerca de 11,3% nas últimas duas décadas. No mesmo período, a produtividade por hectare praticamente dobrou, passando de 36,2 quilos para 65,8 quilos de carcaça bovina por hectare ao ano.

Estudo aponta que as mudanças climáticas poderão reduzir em até 50% o espaço de pastagem

O agronegócio, importante para subsistência humana na Terra, poderá perder metade do pasto utilizado para criação de bois e ovelhas até 2100, por conta das mudanças climáticas.

Ao mesmo tempo em que sofrerá o impacto, no Brasil é um dos setores responsáveis pela maior quantidade de emissão de gases do efeito estufa, principal causador do aquecimento global.

Plantas daninhas resistentes desafiam produtores

Soluções apresentadas pela IHARA durante a Expodireto Cotrijal destacam novas moléculas e estratégias de manejo para controlar plantas daninhas, percevejos e doenças da soja, em um cenário de custos elevados e margens mais apertadas O cenário da agricultura brasileira mudou nos últimos anos. Se antes o foco estava apenas em ampliar a produtividade, hoje o […]

Novo sorgo alia precocidade, alta rebrota e tolerância ao estresse hídrico

Uma nova variedade de sorgo forrageiro com porte entre 4 e 5 metros de altura começa a chegar ao mercado brasileiro com a promessa de elevar a produtividade nas propriedades rurais. Desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com a Latina Seed, o híbrido BRS 662 — comercializado como LAS6002F — se destaca pelo alto rendimento e pela capacidade de rebrota.

Segundo a Embrapa, o ciclo da cultivar pode chegar a 125 dias e ultrapassar 80 toneladas de forragem por hectare com apenas um corte. Após a colheita, a rebrota pode atingir até 60% do volume inicial, ampliando o aproveitamento da área e reduzindo custos de produção.

Mapa cria canal exclusivo para notificação de suspeitas de novas pragas

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), disponibilizou um canal exclusivo (alertapragas@agro.gov.br) para o recebimento de notificações sobre possíveis pragas quarentenárias, exóticas ou emergentes no Brasil. A medida reforça as ações de vigilância fitossanitária desenvolvidas pelo Mapa para prevenir a entrada e a disseminação de pragas que […]

Controle de plantas daninhas em áreas de pastagem pode aumentar o carbono no solo

Um estudo publicado no Soil Science Society of America Journal revela que o manejo eficiente de plantas daninhas pode ter um papel relevante na redução da pegada de carbono das pastagens tropicais. A pesquisa*, conduzida por cientistas da Universidade da Flórida em parceria com instituições do Brasil e dos Estados Unidos e com a Corteva […]